Do Intercon 2007, nasceu o livro "Internet: O Encontro de 2 Mundos. Crônicas provocantes sobre a nova Internet" que foi lançado no último sábado durante o InterMinas 2008.
O livro reúne 44 colaboradores, entre eles empresários, professores e profissionais de Internet de diversas áreas. São 56 crônicas inteligentes sobre a nova Internet. Vale a leitura de cada página.
Como um dos autores, recebi dois exemplares de cortesia. Irei sortear um exemplar entre os comentaristas deste post na próxima terça-feira, dia 20/5.
O livro está sendo distribuído para livrarias desde o final da semana passada e, no momento da escrita desse post, já estava disponível na Bestbooks. Update: O livro está disponível no TI Shop com desconto maior.
Boa leitura!
UPDATE 1: ATENÇÃO! Participação encerrada. Irei sortear um número aleatório usando uma planilha Excel. O número sorteado corresponderá a ordem de inserção do comentário.
procurar vídeos com uma ferramenta que traz simultaneamente resultados de busca de mais de 100 sites de vídeo (como YouTube, VideoLog, Metacafe, Dailymotion etc) e do acervo do WeShow Canais (vídeos selecionados, categorizados e descritos em português por nossos editores);
criar Vídeo-Comunidades sobre qualquer assunto, com os vídeos que escolher e no idioma que quiser;
adicionar quaisquer vídeos às suas comunidades ou perfil, alterando se desejar, títulos, descrições e tags;
convidar os amigos a colaborar com suas comunidades e participar das comunidades dos outros usuários;
ganhar dinheiro utilizando nosso programa de revenue sharing através do Google AdSense.
O StartupSchool é um pequeno grande evento que acontece anualmente na Universidade de Stanford. Em 2008, aconteceu semana passada e contou com a presença de importantes empreendedores tais como Marc Andreessen (Ning, Netscape), Michael Arrington (Techcrunch), Jeff Bezos (Amazon), Paul Graham (Y combinator), David Heinemeier Hansson
(37Signals), Greg McAdoo (Sequoia Capital) entre outros.
Uma das palestras mais interessantes para quem está querendo entrar ou já vivenciando o mundo das startups é a do David do 37Signals. Aliás uma empesa que eu pessoalmente adimiro muito.
A palestra é um "reality check" de que é melhor tentar criar sua startup pelas suas próprias pernas do que depender de investidores e de uma venda bilionária.
Tendo a pensar que a mídia e as empresas de pesquisa de mercado são as principais responsáveis pela criação das bolhas. Muito da euforia dos investidores da bolha 1.0 veio do que a mídia estava falando (para vender revistas) e das projeções exageradas das empresas de pesquisas.
A capa da Business Week com o Kevin Rose do Digg foi um exemplo dessa irresponsabilidade da mídia.
No futuro, digamos 30 ou 40 anos, acredito que teremos o meio online como a principal forma/ferramenta para a definição políticas e de governos tendo a população como parte principal do processo de tomada de decisão de governança de uma nação.
Uns dirão que é utopia criar uma democracia direta. Concordo apenas que é um caminho árduo para tornar a Internet uma plataforma de governança política. Talvez tenha errado na minha previsão de 30 ou 40 anos. 100 ou 200 já não me soam tão esquisito. É razoável pensar que precisaríamos de muito mais tempo para chegar a esse nível.
Mas hoje me peguei pensando em algo mais acessível: Usar a Internet, através de sua capacidade de colaboração e disseminação de informação, como plataforma para combater a corrupção.
Imaginem a população poder acompanhar livremente, via Internet, tudo o que o governo faz através de dados disponibilizados pelo próprio governo em formatos de dados padronizados. É mais razoável o governo abrir mão do controle sobre a divulgação da informação do que abrir mão do seu poder para as massas.
Imaginem como a Internet pode proporcionar meios de denúncias anônimas (ou não) de falcatruas e esquemas de legalidade duvidosa.
Ou ainda a população poder criar mash-ups inteligentes a partir de dados livremente fornecidos pelo governo para identificar padrões de fluxo de capital para contratos duvidosos.
Imaginem como a Web Semântica, atada às informações do governo, poderia colaborar para que a comunidade de desenvolvedores, cientistas políticos e economistas pudessem desenvolver modelos inteligentes de investimento do dinheiro público ou como forma de identificar padrões de investimentos que podem levar a identificação de fraudes.
Utópico? Prefiro acreditar que não.
Acredito que a nação que primeiro atingir esse patamar nos próximos séculos será o Google das nações democráticas.
(Vou parar por aqui. Já acho que estou futurólogo demais)
Participei nos dois últimos dias do TechCrunch40, um evento que aconteceu em São Francisco e reuniu diversas empresas web 2.0, grandes empreendedores e muitos investidores.
Fui para representar o WeShow no DemoPit, uma parte do evento dedicada à novas empresas que estão chegando ao mercado e precisam demonstrar seus produtos para investidores e possíveis parceiros.
Fiz um live blogging do evento através do Twitter.
Algumas coisas me chamaram muito a atenção em relação ao mercado americano e sobre tendências do mercado.
A primeira delas é sobre o tamanho do mercado de capital de risco americano. Eu já sabia que o tamanho do jogo lá é diferente, mas só depois de participar do evento tive a oportunidade de entender o quão grande esse mercado é. É enorme. São centenas, senão milhares, de empresas de capital de risco aportando capital em novos empreendimentos. Sem contar pequenos investidores e angel investors. Ficou muito claro para mim que o mercado de web 2.0 lá só é tão desenvolvido pois existem essas empresas financiando esse desenvolvimento.
Não enxerguei nenhuma grande tendência de bolha 2.0, apesar de ter visto alguns poucos projetos sem um modelo de negócio claro. Interessante que em quase todas as sessões de sabatina, as primeiras indagações dos investidores eram justamente sobre a viabilidade do modelo de negócio e a capacidade de geração de receita. Muito diferente do que víamos no final da década de 90.
Outro ponto de atenção foi a confirmação de como funciona o mercado de capital de risco. E isso vale para EUA ou Brasil. É possível conseguir investimento sem ter contatos, mas é extremamente mais fácil se você chegar a um investidor através da recomendação de alguém de confiança do investidor. Networking é tudo.
Já falando de mercado, a tendência foi mais do que confirmada no TC40. Todo mundo está surfando a onda do User Generated Content (UGC). Foi como postei no Twitter: User Generated (coloque aqui a sua palavra). Essa é e continuará sendo a tendência do mercado. Investidores vêem com melhores olhos projetos com base UGC.
Por fim, fico imaginando se não deveríamos promover um evento semelhante no Brasil, a fim de aproximar empresas buscando investimentos e empresas de capital de risco nacionais. Gávea Angels, Monashees Capital, Confrapar são exemplos de empresas buscando investimentos no mercado brasileiro.
Acabei de descobrir esse sensacional site brasileiro. Pinuts, um mural de fotos que faz jus ao nome.
Você pode montar um mural "espalhando" as fotos no seu mural como você bem desejar, inclusive sobrepondo fotos. Além disso, é possível colocar comentários em cada foto e "colar" cliparts como chapéus e óculos por cima das fotos.
Está ai mais um projeto brasileiro Web 2.0 que dá gosto de usar e divulgar.
O Fábio Spiceee do Penseletes está lançando um site social, no melhor estilo web 2, voltado para amantes de séries de tv.
O próprio site diz: "Orangotag é um mediatracker para macacos aficionados por séries". A idéia é juntar amigos em torno das séries de tv. Dá uma conferida lá.
Os anunciantes poderão desenvolver os "gadgets" e publica-los na rede de publicidade do Google. Mais do que banners interativos, os widgets ads poderão revolucionar a forma como conhecemos a publicidade online já que as possibilidades de interação são muito maiores.
Tirando o fato de que no final, o quadro branco transforma-se em algo incompreensível, o vídeo é bem explicativo para quem quer entender melhor tecnicamente o que é um Mashup.
Via Update or Die, IMHO, o melhor Cool Hunters Reblog brasileiro!
Web 2.0 Expo abril 16, 2007, 6:22 PM por Fabio Seixas
A lista de patrocinadores da próxima Web 2.0 Expo em São Francisco é tão longa que a página principal do site sobre o evento fica até meio mal arrumada. Seria isso uma exuberância irracional?
(3.1 bilhões de dólares é quase o dobro do que o Google pagou pelo YouTube)
Para aqueles que não lembram a DoubleClick foi o ícone da publicidade online antes da bolha de 2000. Era a maior e mais poderosa rede de anunciantes do mundo. Atualmente a DoubleClick fatura algo em torno de 300 milhões de dólares por ano.
O Google vem novamente mostrar que além de ter se tornado a maior rede de anunciantes da atualidade, está disposto a manter essa posição.
Interessante notar como o Google conseguiu criar uma rede muito maior que a da DoubleClick em um espaço de tempo muito pequeno usando basicamente o poder do usuário. Afinal, qualquer um pode transformar seu próprio site em um nó da rede de anúncios do Google, enquanto na DoubleClick era preciso "conseguir fazer parte da rede deles". Interessante notar também que o Google paga bem menos comissão para o dono do site, do que a Double Click paga.
O Gilberto Jr do Prática levantou a bola e eu vou dar minha contribuição. Ele questiona sobre o recente estudo do Guardian que mostra que apenas 1% dos usuários geram conteúdos dos sites colaborativos.
Palavras do Gilberto:
O Outrolado, por exemplo, tem 300 usuários cadastrados (em aproximadamente um mês de vida). Se somente 1% criassem conteúdo, teríamos três pessoas enviando matérias. No entanto nós temos mais 230 artigos e 100 links enviados, ou seja, quantidade de participações (criação de conteúdo) em um mês foi maior que a quantidade de usuários cadastrados. Não tenho dados concretos, mas pelo que acompanho, tenho certeza que a porcentagem de usuários que criam conteúdo é bem maior que 1%.
Creio que o universo de usuários deva ser considerado de outra forma. No caso do OutroLado, os usuários não são apenas os usuários cadastrados já que o site presta um grande serviço para os usuários não cadastrados e não obriga ninguém a se cadastrar para ler um artigo. São também todos os outros visitantes que chegam ao site e apenas lêem algum artigo sem serem cadastrados.
O estudo fala sobre sites como YouTube e Wikipedia. Aparentemente apenas 1% dos usuários efetivamente criam o conteúdo destes sites. Acho que isso depende muito do tipo de site e principalmente do esforço para a criação do conteúdo.
No caso do YouTube, a funcionalidade de disponibilziar os vídeos em páginas de terceiros como blogs, faz com que a quantidade de usuários visitantes espectadores seja muito grande, o que torna o % relativo entre os criadores e não criadores muito pequeno.
No caso do Wikipedia, acho que a questão está mais no grau de dificuldade para a geração do conteúdo. Não que seja difícil entrar em um artigo do Wikipedia, clicar em editar e fazer alguma alteração, mas na pesquisa necessária para que sejam colocadas informações relevantes e precisas sobre os artigos sendo editados. O próprio YouTube tem um grau de dificuldade de geração de conteúdo (pegar uma filmadora, gravar, passar para o computador, eventualmente editar, fazer upload) mais difícil do que simplesmente fazer um comentário.
No Camiseteria por exemplo, se considerarmos somente os usuários cadastrados (já que para usar efetivamente o site é preciso estar cadastrado, diferente do OutroLado ou do Rec6, por exemplo), 7,5% já criaram alguma ilustração de estampa, 31% já fizeram algum comentário e 68% já votaram em alguma estampa. Se considerarmos todos os usuários, mesmo os não cadastrados, esses percentuais seriam menores, mas esses usuários não chegam a participar de alguma forma. Nesse caso, o percentual de usuários que criam uma estampa fica mesmo na faixa de 1%.
A evolução humana é constante. Na web não seria diferente. Tentamos determinar marcos históricos para facilitar o entendimento do progresso. Web 1.0, 2.0, 3.0.
Para onde a web está caminhando? Dizer que o futuro é a web 3.0 é clichê, afinal 2.0 + 1 = 3.0. Mas qual será o próximo grande passo no desenvolvimento da tecnológico, cultural e comportamental da web? A comunidade internacional está apostando que é a Web Semântica.
Semântica para compreender
O conceito da web semnântica não é novo. As primeiras discussões datam do final dos anos 90. O debate tem se tornado mais atual pois hoje temos mais condições de realmente enterdemos como usar a semântica. E a Web 2.0 ajudou muito nesse entendimento.
Web Semântica é a capacidade de computadores interpretarem, entenderem e tirarem conclusões do conteúdo disponível na web.
Pegue por exemplo uma ferramenta de busca atual. Seu funcionamento básico é o mesmo das primeiras ferramentas de busca. Dê alguma dica (i.e. palavras-chaves) e o mecanismo de busca irá mostrar uma pilha de documentos que podem ou não ter a resposta para o que você procura. O quão inteligente e otimizada é a pilha de documento é tarefa da busca. Cabe ao usuário pesquisar a pilha de documentos da forma que ele desejar, dando o trabalho que der.
Um mecanismo semântico de busca iria além. Iria interpretar e compreendero que você quer descobrir. Em seguida iria pesquisar, analisar, interpretar e compreender a sua base dados (ou várias bases de dados, ou ainda "a base de dados web") e iria mostrar A resposta.
Um exemplo: Você quer fazer uma viagem de final de semana. Então você entra no Google e digita "Pousada em Búzios promoção" e ele vai te mostrar uma lista de links apontando para documentos que podem ou não ter informações sobre a pousada que você irá se hospedar mas que nem você sabe ainda qual será. Neste caso a análise e pesquisa (interpretação e compreenção) dos resultados é tarefa do ser humano. A busca semântica, através de agentes inteligentes pessoasis, já saberia que você está prestes a tirar férias, que você é casado, tem 2 filhos e um cachorro e irá efetivamente achar a pousada que você irá se hospedar. Exatamente aquela que tem eventos para as crianças, aceita animais e está dentro do seu poder de compra. Ou pelo menos, se não fosse 100% eficiente, iria mostrar algumas poucas opções de acordo com o contexto.
Ou seja, interpretação e compreenção semântica do conteúdo online.
Mas como isso seria possível? Será necessário que existam estruturas de dados e de interpretação que permitam que os computadores possam entender e interpretsar o conteúdo. Para essa tarefa, existem os metadados (i.e. dados sobre o dado).
Imagine um Digg que, ao invés de ser potencializado pelas análises e contribuições dos seres humanos, seja potencializado por agentes computacionais inteligentes que tenham a mesma capacidade de análise. Isso é web semântica.
Imagine a existência de agentes pessoais inteligentes que que vasculhem a web interpretando-a em prol de suas necessidades profissionais diárias e seus desejos pessoais. Um "Mini-Me" inteligente que nos ajude em nossas tarefas de maneira mais eficiente. Isso é web semântica.
Imagine serviços inteligentes de acompanhamento de conversações na blogosfera que podem tirar conclusões sobre tendências mercadológicas de maneira automatizada. Um Technorati semântico. Isso é web semântica.
Mudança de paradigma
A possibilidade de computadores poderem entender e interpretar o conteúdo online é uma grande mudança de paradigma, principalmente quando isso atingir o usuário main stream. Alguns analistas apostam que isso deva acontecer daqui a 6 ou 7 anos. Ainda há muito a ser desenvolvido. Mas essa é a janela de oportunidade para que surja um novo "Google", com um IPO maior e ainda mais poderoso que o atual.
2.0 x 3.0
A web 2.0 foi um movimento natural. Algo que os usuários almejavam sem saber que almejavam e que a comunidade empreendedora foi aos poucos suprindo desde 2003.
A web semântica, ou web 3.0, vem sendo almejada e planejada pela comunidade acadêmica antes mesmo da web 2.0 ter se tornado main stream. E o fato de estar sendo planejada pode dificultar muito torna-la main stream. Quando algo surge naturalmente, é melhor aceito. Quando é previamente elaborado, levamos mais tempo para assimilar.
A web 2.0 é sinônimo de conteúdo gerado pelo usuário e participação. A web 2.0 não morrerá com a web 3.0. Ela será o alimento da web 3.0. A web 3.0 nada será se não houver enormes quantidades de dados para serem analisados e interpretados.
A humanidade produziu 161 bilhões de gigabytes de novos conteúdos em 2006. Espera-se que em 2010 a gente produza nada mais, nada menos que 988 exabytes, ou seja, quase 1 zettabyte de dados em um único ano. À 50 anos atrás a humanidade não tinha produzido 1 bilhão de gigabytes em toda a sua história.
Estamos em uma época de geração massiva e exponencial de conteúdo. Já aprendemos a acessa-lo, organiza-lo e torna-lo globalmente acessível de maneira automatizada (err... Google), mas ainda precisamos aprender a como torna-la interpretável e em como efetivamente interpreta-la automaticamente.
Na web 1.0 o poder estava no gerador de conteúdo ceentralizado. Na web 2.0 o poder estava no gerador de conteúdo descentralizado (o usuário). Na web 3.0 o poder estará no interpretador automatizado do conteúdo existente. Vale notar que um poder não anula nem inimiza o anterior.
Enfim, tudo por uma web mais esperta. Quem sabe um dia a gente consiga construir uma web quântica.
As palavrinhas estão no ar novamente. Ando escutando elas por ai. E não apenas nas mesas de bar. Ando escutando em negócios e projetos reais. IPO, Stock Option, Capital de Risco, etc. Tudo muito bom, um novo momento, novas oportunidades, etc, mas, por favor, não vamos cometer os mesmos erros novamente.
O ano de 2000 presenciou o desfecho de uma série de desventuras. Boo.com, Pets.com e tantas outras empresas que sumiram do mapa e que apostaram que poderiam aproveitar o momento e criar negócios sem bases sólidas contando com a possibilidade de serem compradas ou de fazerem IPOs milionários.
O momento está tornando a surgir. Isso é bom. O que vamos fazer com ele, quem vai se dar bem, quem vai se dar mal é o que devemos analisar.
Então, para não cairmos nos mesmos erros da bolha 1.0, sugiro algumas reflexões:
"Vamos criar uma empresa qualquerbuzzword.com e alguém vai querer investir na gente!"
No final dos anos 90, muitas empresas foram criadas com o esse pensamento. Qual o motivo para se criar uma empresa? Criar valor deve ser a resposta. Investimento financeiro deve ser o facilitador de um projeto e não seu objetivo final. Investimento serve para alavancar e viabilizar o crescimento, não para personifica-lo.
Qual é o seu modelo de negócio?
Muitas vezes essa pergunta foi simplesmente ignorada. Ou quando era feita, pouco importava a resposta.
Numa época de euforia é comum acreditarmos em modelos de receita mirabolantes que não se sustentam e não conseguem provar sua viabilidade. Empresas que apostam na publicidade como única forma de receita também foram, são e serão muito comuns. Mas e se o mercado de anunciantes não alavancar? Se a oferta de espaço publicitário for maior que a demanda? Como ficam todas essas empresas que contavam com a publicidade para pagar suas contas?
Uma sugestão pessoal minha: Arrume um jeito de colocar um pé no off-line e outro no on-line. Isso facilita muito as coisas. Não foi à toa que a taxa de mortalidade das empresas de e-commerce na bolha 1.0 foi menor que o resto do mercado. Elas agregavam valor de maneira factível.
Investimento para que?
Você buscaria um investimento financeiro para alavancar uma empresa viável ou para sustentar indeterminadamente algo inviável? A melhor forma de conseguir um investimento é não precisar dele. Se você está buscando investimento para pagar as contas, algo está muito errado.
"Ei! Eu tenho uma idéia fantástica! Vamos ficar milhionários!"
Ideias não impressionam mais. A execução sim. Idéias são baratas e fáceis de encontrar, já bons executores são difíceis de achar. Não se apoie somente na idéia. Idéias não importam tanto quanto antes. Pense na Starbucks. Uma cafeteria. Quer ideia mais sem graça que essa? No entando, foi a execução que a tornou uma das mais admiradas empresas do mundo.
Feitas para vender
Existem empresas que são contruídas para serem vendidas. Nada de mal nisso. Outras são feitas para durar. Vender uma empresa é apenas uma estratégia de saída do investidor/empreendedor. Não confunda estratégia de saída com modelo de negócio. Você pode até não ter uma estratégia de saída (talvez nem tenha pensando nisso), mas você não pode se dar ao luxo de não ter um modelo de negócio. "Vamos criar uma empresa e depois vende-la" não é um modelo de negócio, é uma estratégia de saída.
"Web 2.0 is the air for the next bubble" – Paul Witherow
Isso não significa que já temos uma bolha. O ar é apenas um elemento da bolha. A "película" que o envolve é o dinheiro sendo investido quase que indiscriminadamente. Isso ainda não está acontecendo no Brasil, mas talvez já esteja acontecendo lá fora. Mas os elementos que podem se tornar uma bolha já estão surgindo. Tudo depende do que iremos fazer com esses elementos.
Esse vídeo fez parte da apresentação do Gustavo Donda da TV1 durante a 1ª Conferência de Web 2.0. A apresentação do Gustavo foi uma das melhores do evento. Vale a pena ver e guardar para quando você precisar explicar para alguém porque a comunicação de marketing daqui para a frente não será a mesma.
Confesso que tenho birra com a expressão "Beta Eterno". E com o conceito também, principalmente quando atrelado à Web 2.0.
Beta é a fase de um sistema ou site em que o desenvolvedor libera uma versão ainda não totalmente finalizada para que eventuais bugs e problemas sejam identificados e resolvidos, geralmente, oferecido para um conjunto limitado de usuários. O recado é claro: "Ao usar esse sistema, você poderá encontrar erros, bugs e instabilidade."
O Beta Eterno vem do princípio de que o desenvolvimento de um site nunca termina. É uma evolução contante e sem fim.
O conceito de evolução constante é nobre e também imprescindível para o sucesso de um projeto. Mas este conceito não é novo. O CorelDraw, um software editoração gráfica, foi lançado em 1989 e hoje está na versão 13 (X3). 18 anos de evolução constante. Um exemplo online seria o Yahoo, lançado em 1994 e que já teve uma dúzia de homepages diferentes.
Não creio que faça algum sentido rotular um site web 2.0 de Beta Eterno. A mensagem é: "Este site está em evolução constante mas ao usar este site você poderá encontrar erros, bugs e instabilidade, para sempre."
Do ponto de vista de marketing, essa mensagem é pejorativa. Dizer que um site provavelmente apresentará erros não é nada bom. Então evite.
Use o beta como ele deve ser. Como fase de testes e ajustes, por um tempo curto e determinado, para um grupo limitado de usuários. Faça isso pelo menor tempo possível. Depois, entre na fase da Evolução Eterna.
O "Lance cedo e evolua" continua valendo mais do que nunca.
Posso me enganar, mas os Diggs brasileiros que quiserem realmente conquistar a liderança precisam entender qual a motivação dos usuários em postar conteúdo nestes sites. É preciso perceber que existem os usuários que postam conteúdo com a intenção de angariar tráfego para seus próprios sites e existem os que geram conteúdo pelo prazer de faze-lo e pela notoriedade que existe por trás disso.
Mas muitos dos Top Users foram motivados a serem o que são hoje em função da existência dessa lista durante até bem pouco tempo.
Os Diggs brasileiros como Rec6, Linkk e Eu curti precisam perceber essa oportunidade e passar a incentivar também essa motivação e não focar somente na motivação de geração de tráfego.
O Rec6 até mostra um ranking dos melhores editores, mas o faz de maneira secundária, sem maior importante. E percebe-se que os principais editores publicam basicamente links para seus sites pessoais. Além disso, o ranking considera o peso dos votos dados quando deveria valorizar mais a qualidade do conteúdo postado. O primeiro do ranking do Rec6 é um usuário que enviou apenas 6 matérias mas votou 1559 vezes.
Estes sites deveriam criar meios para que os Top Users não fossem os usuários interessando em divulgar seus sites, mas sim usuários interessados em divulgar coisas muito interessantes, mesmo que não sejam os autores.
O Digg é o que é porque o visitante sabe que lá irá encontrar matérias muito interessantes e não só materias que alguém tenha interesse de divulgar mesmo que não sejam interessantes. É claro que os votos tem a função de filtrar o que é bom do que não é, mas se preocupar com quem gera o conteúdo interessante também é muito, senão mais, importante.
Talvez o ranking não seja a unica forma de motivar esses usuários altruístas, mas ai já é assunto para outro post.
O Paulo Teixeira do Web 2.0 BR fez uma compilação de conceituações do que é a Web 2.0 segundo alguns dos mais importantes expoentes brasileiros desse novo momento da Internet.
E como o próprio Guy observou, interessante como eles colocam pontos que questionam os posicionamentos dos capitalistas de risco sobre como uma start-up deve ser. Vale ver ele todo.
Essa semana vai acontecer a 1ª Conferência de Web 2.0. Esse evento promete ser o evento do ano para quem trabalha com Internet. Eu vou estar lá palestrando no primeiro dia em um painel com outros empreendedores.
Quem for não deixe de me contactar. Será um prazer conhece-los.
Wikis não funcionam. Essa é a regra. O Wikipedia é a exceção que justifica a regra.
Numa época em que participação é o carro-chefe das empresas da Web 2.0, é preciso entender qual é a motivação do usuário em participar.
Wikis são ferramentas de edição colaborativas de documentos centralizados. Por centralizados, entenda-se por documentos que interessam mais a terceiros e menos ao indivíduo colaborador.
Porque as pessoas participam do Wikipedia? Motivo 1: Para colaborar em algum assunto do qual são apaixonadas e isso lhes trás conforto e prazer. Motivo 2: Para divulgarem algum assunto no qual tenham algum interesse direto ou indireto. (Motivo este que só faz sentindo se existe uma grande massa acessando como no Wikipedia)
Analise qualquer outra iniciativa de wiki e você não encontrará uma motivação universal para que os usuários colaborem sem esperar algo em troca.
Não existe a segunda melhor enciclopédia em formato wiki. Não existe nenhum player de internet que seja relevante e que tenha um wiki como sua base fundamental.
Congratulações para o pessoal do OutroLado (aka Gilberto Jr.) por terem ouvido a comunidade tão atentamente e reagido com prontidão. É assim que se faz a Web 2.0.
Esse foi um movimento que nasceu logo após o lançamento do site, durante bons debates e crtíticas construtívas que rolaram nas listas Blogosfera e Radinho. Prova de que, mais do que nunca, os usuários e clientes fazem parte do processo decisório das novas empresas de Internet. Muito diferente daquela postura monolítica imutável da Web 1.0.