O Twitter é como um gato, tem 7 vidas. Ou talvez umas 100 vidas. A maioria dos negócios, sites ou empresas seriam repudiadas e abandonados caso ficassem tanto tempo fora do ar ou com suas principais funcionalidades desabilitadas por tanto tempo como o Twitter tem feito desde que entrou no mercado e foi tomado por uma quantidade enorme de usuários.
Mas continuamos lá, usando-o sem parar. Será uma questão de dependência? Provavelmente sim. Dependencia das conexões sociais que criamos nele.
Eu gostei do Plurk, mas não uso mais (ou tanto) por um simples motivo: prefiro falar no Twitter onde sou mais ouvido (isso significa mais seguidores).
Isso só me faz pensar que, em um mundo reinado pelas mídias sociais, o principal fator de sucesso não é quem chega primeiro, quem tem a melhor idéia ou a melhor implementação, mas sim quem consegue criar e manter o maior número de conexões sociais entre seus usuários.
Daremos chance ao Twitter até que a massa de usuários encontre outro lugar onde possamos concentrar nossas conexões sociais. Nos EUA isso está acontecendo com o FriendFeed. No Brasil, cheguei a pensar que seria o Plurk, mas duvido que isso aconteça.
Notem que o mesmo princípio se aplica ao caso de sucesso do Orkut no Brasil. Talvez o Facebook consiga ganhar essa briga pelas conexões sociais.
Esta semana, dia 9, será votado no Senado Federal proposta do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que trata de um substitutivo para os projetos de lei PLC 89/03, PLS 76/00 e PLS 137/00 que tratam de crimes pela Internet.
Estes projetos surgiram primeiramente para tratar do crime de pedofilia muito comumente executado via Internet e se tornaram muito mais amplos do que diz respeito ao que deve ser feito para controlar qualquer crime pela Internet.
Obviamente, sou totalmente a favor de discutirmos e tratamos como devemos coibir os crimes pela Internet. No entanto, o projeto do senador Eduardo Azeredo peca pela forma como está sendo elaborado.
Criminalização do acesso
O projeto, que já foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, prevê que provedores de acesso terão que registrar todo e qualquer acesso a Internet e manter esses registros por 3 anos. Em registrar, entenda-se não só por logar IP e horários, mas a identidade completa dos usuários.
Pelo prisma da identificação de um crime na Internet, a prática até parece fazer sentido, mas olhares mais atentos percebem problemas sérios nessa proposta no tangente a liberdade e a democracia.
Vários absurdos são cometidos no projeto de lei. Além de provedores terem que registrar todos os acessos ao Internet, que já é um absurdo apenas pela natureza técnica dessa implementação, os provedores terão que relatar quando identificarem algum acesso que tenha resultado em algum crime e os incrimina caso não ajam como dedos-duros. É perfeita a comparação feita pelo blog NovaCorja: "É como se o governo obrigasse as empresas de ônibus a pedir identidade, CPF, comprovante de residência e foto 3×4 em TODAS as viagens, para o caso de algum passageiro cometer um assalto." E eu completo, os donos das empresas de ônibus poderiam ser presos caso não informassem a polícia sobre os assaltos ocorridos em seus ônibus.
É uma total e absurda inversão de papeis. É como se o governo percebesse não tem como controlar e identificar os crimes pela Internet, e decide que é melhor obrigar as empresas a fazerem essa vigilância, ao custo de infra-estrutura e burocracia para os provedores de acesso à Internet brasileiros, como se não bastasse toda a burocracia imposta às empresas. E, claro, custos que obviamente serão repassados ao consumidor.
Um usuário comum não poderia configurar um hot-spot wifi aberto de acesso à Internet onde qualquer um pudesse conectar à Internet, correndo o risco de ser preso por não identificar e registrar os acessos feitos através dessa rede.
O blog do Sergio Amadeu apresenta ainda outros problema que a lei traria (leitura recomendada) como a criminalização ao acesso à redes P2P e o fato de que o cache de páginas da Internet deverá exigir autorização. Mal sabem que todo e qualquer software de navegação web faz uso da tecnologia de cache.
Enviar emails para os senadores no intuito de alertar para os absurdos desse projeto de lei e a necessidade de revermos como devemos tratar dos crimes na Internet.
Aqui a lista de todos os senadores:
Adelmir Santana - adelmir.santana@senador.gov.br
Aloizio Mercadante Oliva - mercadante@senador.gov.br
Alvaro Fernandes Dias - alvarodias@senador.gov.br
Antônio Carlos Valadares - antval@senador.gov.br
Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto - arthur.virgilio@senador.gov.br
Augusto Affonso Botelho Neto - augusto.botelho@senador.gov.br
César Augusto Rabello Borges - cesarborges@senador.gov.br
Cícero de Lucena Filho - cicero.lucena@senador.gov.br
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque - cristovam@senador.gov.br
Delcídio do Amaral Gomez - delcidio.amaral@senador.gov.br
Demostenes Lazaro Xavier Torres - demostenes.torres@senador.gov.br
Edison Lobão - edison.lobao@senador.gov.br
Eduardo Brandão de Azeredo - eduardo.azeredo@senador.gov.br
Eduardo Matarazzo Suplicy - eduardo.suplicy@senador.gov.br
Efraim de Araújo Morais - efraim.morais@senador.gov.br
Eliseu Resende - eliseuresende@senador.gov.br
Epitácio Cafeteira Afonso Pereira - ecafeteira@senador.gov.br
Expedito Gonçalves Ferreira Júnior - expedito.junior@senador.gov.br
Fátima Cleide Rodrigues da Silva - fatima.cleide@senadora.gov.br
Fernando Affonso Collor de Mello - fernando.collor@senador.gov.br
Fernando de Souza Flexa Ribeiro - flexaribeiro@senador.gov.br
Flávio José Arns - flavioarns@senador.gov.br
Francisco Mozarildo de Melo Cavalcanti - mozarildo@senador.gov.br
Francisco Oswaldo Neves Dornelles - francisco.dornelles@senador.gov.br
Garibaldi Alves Filho - garibaldi.alves@senador.gov.br
Geraldo Gurgel de Mesquita Júnior - geraldo.mesquita@senador.gov.br
Gerson Camata - gerson.camata@senador.gov.br
Gilvam Pinheiro Borges - gilvamborges@senador.gov.br
Heráclito de Sousa Fortes - heraclito.fortes@senador.gov.br
Ideli Salvatti - ideli.salvatti@senadora.gov.br
Inácio Francisco de Assis Nunes Arruda - inacioarruda@senador.gov.br
Jarbas de Andrade Vasconcelos - jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
Jayme Veríssimo Campos - jayme.campos@senador.gov.br
João Batista de Jesus Ribeiro - joaoribeiro@senador.gov.br
João Bosco Papaléo Paes - papaleo@senador.gov.br
João Durval Carneiro - joaodurval@senador.gov.br
João Evangelista da Costa Tenório - jtenorio@senador.gov.br
João Pedro Gonçalves da Costa - joaopedro@senador.gov.br
João Raimundo Colombo - raimundocolombo@senador.gov.br
João Vicente de Macêdo Claudino - j.v.claudino@senador.gov.br
Jonas Pinheiro da Silva - jonaspinheiro@senador.gov.br
José Agripino Maia - jose.agripino@senador.gov.br
José Almeida Lima - almeida.lima@senador.gov.br
José Jefferson Carpinteiro Peres - jefperes@senador.gov.br
José Nery Azevedo - josenery@senador.gov.br
José Renan Vasconcelos Calheiros - renan.calheiros@senador.gov.br
José Renato Casagrande - renatoc@senador.gov.br
José Sarney - sarney@senador.gov.br
José Targino Maranhão - jose.maranhao@senador.gov.br
Kátia Regina de Abreu - katia.abreu@senadora.gov.br
Leomar de Melo Quintanilha - leomar@senador.gov.br
Lúcia Vânia Abrão - lucia.vania@senadora.gov.br
Magno Pereira Malta - magnomalta@senador.gov.br
Mão Santa - Francisco de Assis de Moraes Souza - maosanta@senador.gov.br
Marcelo Bezerra Crivella - crivella@senador.gov.br
Marco Antônio de Oliveira Maciel - marco.maciel@senador.gov.br
Marconi Ferreira Perillo Júnior - marconi.perillo@senador.gov.br
Maria do Carmo do Nascimento Alves - maria.carmo@senadora.gov.br
Mário Couto Filho - mario.couto@senador.gov.br
Marisa Joaquina Monteiro Serrano - marisa.serrano@senadora.gov.br
Neuto Fausto de Conto - neutodeconto@senador.gov.br
Osmar Fernandes Dias - osmardias@senador.gov.br
Patrícia Lúcia Saboya Ferreira Gomes - patricia@senadora.gov.br
Paulo Hermínio Duque Costa - paulo.duque@senador.gov.br
Paulo Renato Paim - paulopaim@senador.gov.br
Pedro Jorge Simon - simon@senador.gov.br
Romero Jucá Filho - romero.juca@senador.gov.br
Romeu Tuma - romeu.tuma@senador.gov.br
Rosalba Ciarlini Rosado - rosalba.ciarlini@senadora.gov.br
Roseana Sarney Murad - roseana.sarney@senadora.gov.br
Sebastião Afonso Viana Macedo Neves - tiao.viana@senador.gov.br
Sebastião Machado Oliveira - siba@senador.gov.br
Sérgio Pedro Zambiasi - sergio.zambiasi@senador.gov.br
Serys Marly Slhessarenko - serys@senadora.gov.br
Severino Sérgio Estelita Guerra - sergio.guerra@senador.gov.br
Tasso Ribeiro Jereissati - tasso.jereissati@senador.gov.br
Valdir Raupp de Matos - valdir.raupp@senador.gov.br
Valter Pereira de Oliveira - valterpereira@senador.gov.br
Wellington Salgado de Oliveira - wellington.salgado@senador.gov.br
Ser o primeiro em algum nicho sempre traz uma vantagem competitiva enorme. Não poderia ter sido diferente com o Twitter (@fseixas) que criou uma base bem grande de usuários e se estabeleceu como lider absoluto.
Mas tudo que faz sucesso traz consigo os seguidores, aqueles que querem seguir o mesmo modelo e aproveitar o hype.
Não ser o primeiro, também tem vantagens. É possível ver onde o primeiro errou, pensar além e propor soluções melhores num nicho já desbravado. Foi justamente o que fez o Plurk (@fseixas), um microblogging que inova na interface e na organização do conteúdo.
Numa abordagem de linha do tempo, com orientação horizontal, e com agrupamento de conversas, o Plurk torna-se, na minha opinião, um bom candidato a desbancar o Twitter.
Apesar do serviço vir sofrendo com a sobrecarga devido ao hype inicial, está bem desenvolvido e com poucos bugs. O que falta ainda e que certamente irá tornar a briga ainda maior, é uma API que permitirá desenvolvedores criarem aplicações desktop (Adobe AIR, por favor) e mashups. Eu mesmo adoraria ver um mashup que integrasse Plurk e Twitter.
Por hora vou usando o serviço e entendendo como essa briga desenrola. Mas é bom ver um nicho super novo como o do microblogging já estar nesse nível de concorrência.
Fica a pergunta, Jaiku, Pownce, Twitter, porque não pensaram nisso antes? (pergunta estúpida de toda vez que vemos uma inovação obvia)
O argumento principal seria de que o Yahoo! estaria fazendo esse movimento para começar a transformar o Flickr numa rede social como o MySpace ou o Facebook. Outro argumento, ainda que infantil, seria que os sites de vídeo como o Youtube não permitem o upload de fotos, porque o Flickr deveria permitir o upload de vídeos?
O Flickr não está transformando seu serviço em um repositório de mídias, mas criando um ambiente onde pessoas podem compartilhar seus belos momentos criativos, sejam eles registrados em fotos ou em pequenos vídeos. Pequenos bons vídeos, assim como boas fotos.
Essa é uma mudança de paradigma que talvez os manifestantes mais agitados não tenham percebido.
Se o Yahoo! desejasse transformar o Flickr em um MySpace ou Facebook deveria então criar ferramentas de importação de amigos, scrapbooks, customização de perfil e muitas outras bugigangas ao invés de permitir o upload de vídeos.
Por outro lado, entendo o medo dos usuários mais apaixonados de perderem esse serviço tão bacana que o Flickr é hoje. Mas acho que esse medo vai passar e a decisão do Flickr se mostrará vencedora.
Nesse meio tempo, compartilho minha opinião com a iJustine neste vídeo:
Ao contrário do que alguns imaginaram, não é objetivo do Flickr ser um substituto do YouTube. Algumas diferenças fundamentais são importantes. A mais importante é que somente usuários Pro do Flickr poderão publicar vídeos.
Outra grande diferença é o limite de 90 segundos (ou 150 megas). A idéia é tratar vídeos da mesma forma que fotos. Publicar vídeos tão pessoais quantos as fotos. Nada de conteúdo de terceiros ou material com copy-right (se bem que nada foi dito sobre proibir esse tipo de conteúdo).
Os vídeos aparecerão lado a lado com suas fotos no album e poderão ser taqueadas exatamente da mesma forma que as fotos.
Por ser extremamente simple e pelo que vi até agora, gostei. Mas acho que prefiro o Vimeo para publicar vídeos pessoais. Vamos acompanhar como o produto evolui.
Hoje ao ler o blog do Tiago Dória, me deparei com mais um post da série "Frase da semana" que me fez perceber o quanto estamos perto da situação vislumbrada no artigo de 2006. Talvez 30 ou 40 anos seja muito tempo. Poderiamos pensar em 15 ou 20 anos?
O iG está para lançar a sua nova homepage e colocaram um demo, provavelmente interno, disponível na web: http://www.ig.com.br/tour
Achei mais organizada. Gostei também de ver que aumentaram significativamente a parte de shopping. Isso só me mostra que o comércio eletrônico anda de vento em popa e já representa uma parcela importante das receitas dos portais.
Depois a notícia de que o Yahoo! está adotando técnicas de Web Semântica em sua plataforma de busca, atitude digna de uma jovem empresa desbravando o incerto na tentativa de fazer seu caminho rumo ao topo. Bem, no topo o Yahoo! já está e ainda assim se mostra disposto a desbravar a Web Semântica. Esse movimento deve ainda criar oxigênio para que outras empresas passem a pensar na Web Semântica como algo mais promissor.
E por último a fresca novidade de que o Flickr, propriedade do Yahoo!, está mesmo para lançar o seu braço no mercado de vídeos online. Não que seja uma tarefa fácil. Alias, a maior barreira de entrada no Flickr Videos nem seriam os grandes sites de vídeo como YouTube e Dailymotion. Seriam os próprios usuários atuais do serviço. O Flickr, ao revolucionar a maneira como publicamos fotos na web, elevou seu sarrafo a um patamar perigoso. Fazer um serviço de vídeos online que revolucione este segmento não será trivial.
Parece que a entrada do co-fundador Jerry Yang como CEO em 2007 está dando resultado.
Os números realmente são estranhos. A quantidade de visualizações em relação às atividades sociais (ratings e comentários) muito enormemente desproporcionais. Mas o que o analista em questão talvez não perceba é que muitas dessas visualizações podem estar sendo geradas a partir do embed em blogs e site de música. Ou pelo menos esse teria sido o Tipping Point no crescimento da populariade do vídeo.
Parece-me que o site de música Qloud é um dos alavancadores dessa popularidade. Ele sozinho gerou quase 1 milhão de visualizações para 'Hot Hot Sex', vide os top links do vídeo na página do YouTube.
Não descarto que os fãs algum fã, ou outro agente qualquer, esteja manipulando alavancando artificialmente essa popularidade, mas também não descarto a possibilidade de ser um crescimento viral sustentado.
Estava vendo o programa "Que Rock é esse?" do Multishow falando sobre o rock dos anos 80 e fiquei pensando sobre a semelhança entre a criação da indústria do rock no Brasil e a criação do mercado de Internet na década de 90.
O constante surgimento de bandas de rock espalhadas pelo Brasil naquele período se assemelha muito ao surgimento de centenas de empresas de Internet em 96/97.
Interessante ver casos com o do Capital Inicial que foi recusado por 3 ou 4 gravadoras antes de ser aceito pela Polygram e que ganhou disco de ouro no ano de lançamento. Muito semelhante ao caso como o do Google que também foi rejeitado por alguns investidores antes de incorporar Andy Bechtolsheim, co-fundador da Sun, como seu primeiro investidor.
O mesmo buzz, hype, empolgação que ocorreu com o rock brasileiro dos anos 80 também pôde ser visto na criação da Internet comercial. Assim como hoje ainda vemos no mercado empresas que participaram do da primeira fase da Internet como Microsoft, AOL, Netscape, etc, também vemos bandas clássicas como o próprio Capital Inicial, Kid Abelha e Paralamas do Sucesso.
Seriam os novos representantes do rock nacional como Charlie Brow Jr, Pitty e NXZERO o rock 2.0?
Enfim, apenas um pouco de nostagia para quem tem pelo menos 30 anos.
Aprendi que não somos donos da comunidade, a comunidade é dona de si própria
A comunidade comanda mesmo sem poder comandar. O poder é diluído na mão de muitos. E esse grupo é o que tem mais importância nas decisões. Se a comunidade não tiver a percepção de que ela faz parte de algo importante, então não existe comunidade.
Aprendi que para uma comunidade crescer são precisos mecanismos sociais de conexão
Comunidade é a percepção que as pessoas envolvidas estão conectadas e relacionadas. O principal mecanismo de conexão social são as mensagens pequenas, opniões em sua maioria, que criam a percepção de que as pessoas se importam com que os outros dizem. Cada membro precisa perceber que é percebido. Mensagens diretas, pessoais e públicas daqueles que administram ou participam da comunidade são um atestado de percepção coletiva. Assim as pessoas se sentem parte do coletivo. Só assim comunidades se tornam fortes.
Aprendi que a comunidade pode falar mal e pode falar bem
O que importa é a balança. Em comunidades de sucesso, fala-se muito mais bem do que mal. Mas não tem jeito. É impossível agradar 100% a todos. É preciso aprender a lidar com as críticas e evoluir. E ao evoluir as críticas diminuem e a comunidades transcende. Mostrar para a comunidade que você escutou e fez algo a respeito é importante. Valorizar os elogios e respeitar as críticas. Elogios, quando dito pelos membros da comunidade e não pelos administradores, ganham respaudo e proporções incríveis.
Aprendi que moderação é bem-vinda, mas não é imprescindível.
Uma comunidade saudável é auto-regulada. Presenciei casos em que alguns usuários queriam fazer bagunça e a própria comunidade reprimiu, sem necessidade de moderação. Esse é o estado da arte em comunidades auto-reguladas. Comunidades assim não surgem sozinhas. É preciso mostrar o caminho, dar o tom, mostrar como as coisas devem acontecer e deixar a comunidade absorver essas não formalmente deliberadas regras de convívio.
Aprendi que a marca é o que "da liga" nas pessoas que frequentam a comunidade
Uma marca fraca (e não estou falando somente de uma marca de varejo) não consegue prender uma comunidade. O sexy-appeal e o aconchego ajudam a compor a marca de uma comunidade. Se o ambiente for hostil, ninguém fica. Se o ambiente é convidativo, a comunidade cresce. A marca e sua identidade colabora para criar esse ambiente.
Aprendi que diversão é importante
Ninguém é de ferro. Muitos de nós passamos horas na frente do computador trabalhando. Para muitos comunidades online são refúgios, lugares onde é possível descontrair, bater um papo, ver coisas interessantes e rir um pouco. Colocar o ingrediente diversão em uma comunidade é um grande passo para torna-la agradável.
São pessoas afinal
Comunidades são demostrações constantes de emoções pessoais. Da amizade ao carinho. Da alegria a indignação. Esse borbulhar de emoções nos mostra o quanto as relações pessoais são ricas e convidativas, mesmo que nunca tenhamos visto os rostos de alguns amigos.
The Mullet Strategy: business up front, party in the back!
Pegue os sites de conteúdo gerado pelo usuário como o YouTube, por exemplo. Existe um imensidão de conteúdo amador, mas o que aparece na home do site é conteúdo selecionado por editores.
Isso acontece porque sites com conteúdo gerado pelo usuário não querem fazer feio na frente de anunciantes. Já imaginou aparecer vídeos pronográficos (antes de serem removidos) ou em miguxês na home do YouTube?
Ou seja, melhor fazer bonito na frente e deixar o que é esquisito na parte de trás. Um mullet. :)
Tem um Q de Long Tail nisso. Editores selecionam na caulda longa o que deve aparecer para a maioria do público com grande chance de transforma-los na cabeça curta.
Todo mundo quer estar numa dessas vias principais. Interessante notar que vários dos grandes sites foram classificados como 1.0 enquanto alguns outros até como 2.5.
InterCon 2007 agosto 4, 2007, 3:25 PM por Fabio Seixas
Em Outubro (26 e 27) vai acontecer em São Paulo o iMaster InterCon 2007, um dos grandes eventos nacionais de Internet.
O formato do evento será bem interessante. Em cada palestra, 2 blogueiros convidados irão acompanhar o palestrante no palco. Para cada inscrição uma árvore plantada. Vai ter até pizza. Conte ainda com o estande do Camiseteria por lá.
Marco Bebiano do Google Brasil, Carlos Merigo da Fisher America, Gustavo Fortes da Espalhe, José Luiz Martins e Marcello Povoa da MPP Solutions, Elcio Ferreira da Visie, Luli Radfahrer da ECA/USP, Cristiano Dias do Vilago, Mauro Amaral do Carreira Solo, Pedro Venturini do Itaú, Ricardo Figueira da Agência Click, Sergio Mugnaini da Almap BBDO e Michel Lent da 10 Minutos. Eu vou estar lá também palestrando junto com o Cris Dias, Carlos Merigo e Mauro Amaral. Vamos gravar um Braincast ao vivo.
Blogueiros, quem quiser pode se candidatar a ser um dos blogueiros que irão sabatinar os palestrantes.
O Google mudou a Web para sempre ao desenvolver um mecanismo automatizado de seleção e classificação do conteúdo textual da Web. Eles conseguiram criar algo extramamente bem elaborado, que utiliza milhares de variáveis para calcular o PageRank.
Tal façanha só é possível utilizando o poderio dos computadores da nossa era. Mas esse modelo não é perfeito. Na verdade está longe disso. Provavelmente a perfeição nunca será atingida utilizando somente o modelo computacional ou talvez a Web semântica possibilite isso. É comum não encontrarmos o que buscamos nos primeiros links, onde teoricamente deveriamos encontrar o melhor conteúdo. Isso tem a ver não só com como o Google interpreta o que estamos buscando, mas também como ele classifica o conteúdo.
Ou seja, depois de qualquer busca no Google é imprescindível a análise do ser humano para discernir sobre qual o conteúdo mais adequado ao que estamos procurando.
É ai que entra a questão do ser humano em relação as máquinas. Os seres humanos sempre serão melhores analistas do que as máquinas em assuntos subjetivos e abstratos.
Mas também não é perfeito. O problema do fator humano na seleção de conteúdo é a falta de escala. Seria humanamente impossível uma (ou mesmo muitas) pessoa indexar as bilhões de páginas da web. Somente um sistema automatizado tem essa capacidade.
Então, a questão de humanos vs máquinas se resume a outra questão fundamental, escala vs qualidade.
O Mahalo, auto entitulado "Human-powered Search", é um Google sem PageRank onde um grupo de editores profissionais selecionam na web o melhor conteúdo, incluindo vídeos e fotos, para diversas palavras-chaves. O objetivo deles é fazer esse trabalho para as 10 mil palavras-chaves mais buscadas no mundo. Compare as busca por iPhone no Mahalo e no Google.
10 mil palavras-chaves é infinitamente menos que as palavras-chaves que o Google tem capacidade de atender. Mas certamente, a qualidade dos resultados do Mahalo são muito melhores que os do Google. Ou seja, uma questão de escala vs qualidade.
Quando se deseja priorizar a qualidade, a seleção feita por humanos é o melhor caminho.
O WeShow tem justamente a mesma abordagem para a seleção de vídeos de qualidade. Um grupo de editores profissionais selecionam e organizam os melhores vídeos da Web. No caso de vídeos, essa abordagem é ainda mais interessante já que ainda não foi desenvolvida tecnologia para análise de conteúdo em formato de vídeo e imagens. Não é a toa que o Google invetou o Google Image Laber, onde pessoas classificam o "conteúdo" das fotos usando palavras-chaves.
Mesmo no modelo de análise de conteúdo por humanos, caímos em outra questão. Qual o melhor? Profissionais ou amadores? Ou mesmo os amadores-profissionais (Pro-Am)?
Enquanto o Mahalo aposta em editores profissionais para criar páginas que trazer o melhor sobre uma determinada palavra-chave, o Squidoo faz o mesmo, só que qualquer um, amadores ou pro-ams, pode criar uma página sobre algum assunto (ou palavra-chave) e colocar ali o que ele considera ser o melhor conteúdo relacionado ao tópico.
O Squidoo consegue aumentar a escala perdendo alguma qualidade, já que qualquer um pode criar uma página (ou lente como eles chamam) com qualquer conteúdo, mesmo que de qualidade duvidosa. Como exemplo vejam uma excelente lente sobre o iPhone e outra nem tão boa assim.
Imaginar o futuro é sempre uma tarefa interessante. Este video começa na nossa realidade e vai pra lá de 2050. Pena que não imaginaram que seja possível que uma nova empresa surja e tome conta do pedaço como o Google fez no passado. Esperar que isso não possa acontecer no futuro é ingenuidade.
Prestem atenção para alguns conceitos interessantes nesse vídeo:
-Prosumer: o produtor E consumidor de informação. Qualquer um pode ser um Prosumer
-Uma Internet com vários mundos virtuais simultâneos. Multiplas identidades online nestes vários mundos virtuais
-Dispositivos que replicam os 5 sentidos permitindo replicar a realidade
Já dizia Einstein: "A imaginação é mais importante que o conhecimento"
A coisa está ficando sinistra. Não duvido que daqui a pouco será possível fazer uma busca no Google pelo seu nome e ele te informar a sua última declaração do imposto de renda na íntegra (tô brincando, hein?).
O Google Images Search tem uma funcionaldiade não documentada que permite pesquisar somente por imagens que tenham faces. Basta incluir no final da URL o parametro &imgtype=face
Parece que o Google pensa diferente. Foi anunciado o Google Gear, um conjunto de Javascript APIs e um plugin para Firefox e IE que permitirá funcionalidades offline nos aplicativos do Google.
O que devemos salientar é que o Google é um trend setter, ou seja, o Google tem poder de mudar o mercado e fazer com que pessoas exerguem as possibilidades das funcionalidades offline em aplicativos web. Mesmo que muitos achem que isso seja besteira.
É acompanhar o mercado para ver. É justamente nessas mudanças de mercado que surgem as melhores oportunidades para desenvolvedores e empreendedores.
A versão 3 do Firefox promete trazer novidades para o campo das aplicações web que podem mudar o rumo do jogo. Uma das novas funcionalidades é a possibilidade de usar aplicações web em modo offline. Essa novidade será um grande gerador de oportunidades para empreendedores e desenvolvedores web nos próximos anos.
Exemplificando, a navegação offline irá permitir que você acesse o seu webmail e posteriormente, enquanto estiver offline, possa entrar novamente nesse mesmo aplicativo e escrever um email que será salvo offline e enviado automaticamente quando se reconectar à Internet e sincronizar a aplicação offline sincronizar com a aplicação online.
Não pense que isso irá funcionar automaticamente para todas as aplicações web desenvolvidas até hoje. Será preciso adaptar as aplicações para que tirem proveito destas possibilidades tornando-as "offline ready".
Oportunidades serão criadas já que empreendedores e desenvolvedores poderão imaginar uma nova gama de produtos e serviços online com possibilidades de utilização offline. Imaginem um Google Maps que possa ser usado em seu laptop, dentro do carro em movimento durante uma viagem. Ou um palmtop ou celular com câmera e que vai automaticamente publicando suas fotos em seu "Flickr offline" e quando se reconectar simplesmente sincroniza automaticamente os dados publicando o conteúdo no "Flickr online". Imaginem um serviço de busca de preços que você pode "levar" para o shopping e saber se aquele produto que você está vendo na loja está com desconto em algum site. Imagine uma loja online que continua funcionando mesmo quando a conexão do usuário é desfeita (52% dos usuários brasileiros ainda acessam Internet por linha discada).
As possibilidades são muitas e as oportunidades também. Será uma grande mudança de paradigma em relação a como desenvolvemos aplicações web. É claro que sempre que surge uma nova onda de oportunidade, surgem também ameaças para os atuais players do mercado. Como sempre, quem for mais rápido terá vantagem competitiva.
Os anunciantes poderão desenvolver os "gadgets" e publica-los na rede de publicidade do Google. Mais do que banners interativos, os widgets ads poderão revolucionar a forma como conhecemos a publicidade online já que as possibilidades de interação são muito maiores.
Segundo Om Malik e o The Wall Street Journal a possível compra do Yahoo! pela Microsoft não passou de um flerte sem maiores conseguencias. O que não quer dizer que as duas empresas não possam cooperar para enfrentar o Google.
Quem saiu fortalecido foi o Yahoo! que mostrou para o mercado que continua firme na sua posição de mercado, mesmo depois de ter recebido críticas recentes sobre seus resultados após o lançamento do Panama, sua solução de Ad-Serving.
Daqui a 2 anos veremos mais uma tentativa de compra do Yahoo! pela Microsoft. :)
Os fatalistas já estão falando que será o fim do Yahoo! como ele é hoje caso a Microsoft seja bem sucedida na tentativa de compra. Já ouvi comentários de que migrariam seus bookmarks do del.icio.us para o Ma.gnolia ou então que o Yahoo! vai parar de funcionar.
Bem, convenhamos. Se a MS efetivar a compra veremos várias mudanças na operação do Y!. Talvez a MS incorpore o Panamá como sua solução de Ad Serving. Ou até mesmo junte tudo em um único portal (MSNhoo!) para fazer frente ao Google.
Estratégicamente, a MS faz bem em comprar o Y!, afinal ela estaria dobrando sua atuação na Internet simplesmente dando uma passada no supermercado. Não é sempre que uma possibilidade dessas aparece. Na verdade, a MS vem cortejando o Y! a tempos. A MS só tem capacidade de fazer isso porque sua divisão Windows e Office enche o caixa da empresa de dinheiro. Dizem que a compra do Yahoo! ficaria em torno de U$ 50 bilhões (um ágio de U$ 9 bilhões em relação ao Market Cap). Nada mal para uma empresa que tem uma Market Cap de U$ 290 bilhões.
A compra seria ótima para a MS poder deslanchar seu Live.com, aumentar sua rede de anúncios e sua audiência global. Não imagino que o fator tecnológico vá fazer alguma diferença nessa situação mas imagino que a MS poderia adquirir ainda mais força para o seu negócio de Office, principalmente quando falamos numa provável versão online do famigerado aplicativo de escritório.
Comprar o Y! seria trazer para dentro do guarda-chuva alguns sites de vanguarda como o Flickr e o Del.icio.us. Seria como mostrar para o mercado que a MS quer ser uma powerhouse na web 2.0 também. Ela já vem tentando fazer isso com o Live e Soapbox, mas não tem tido muita aderência do público.
A MS estaria colocando mais um bocado de gente inteligente para trabalhar para ela. Sim, os funcionários do Y! são bem inteligentes e teriam muito a agregar na cultura empresarial da MS. Pode-se dizer que sua cultura já não é tão bacana como as das empresas que nasceram na segunda metade da decada de 90.
Para o mercado, por um lado pode ser ruim, por outro pode ser muito bom. Podemos dizer que estaríamos perdendo mais um player de mercado e que haveria mais concetração. Por outro lado, o próprio mercado estaria combatendo uma concetração ainda maior, a do Google.
Vejo com bons olhos a tentativa de compra da MS. São duas empresas fantásticas. Vamos ver se sai mesmo ou não.