Fabio Seixas, versão txt
Bilhões de dólares
dezembro 22, 2010, 9:08 PM por Fabio Seixas

Meu novo artigo no TechTudo acabou de sair. Bilhões de dólares. Uma análise sobre os valores de mercado atingidos por empresas como Facebook e Twitter.

Os dois expoentes ... são o Twitter e o Facebook. O primeiro recebeu recentemente um aporte de US$250 milhões com valuation em US$3.7 bilhões. Já o Facebook vale cerca de US$33.7 bilhões, com estimativa de receita anual de US$2 bilhões.

Fica claro para mim que ambas as empresas estão caminhando para um IPO (Initial Public Offering – oferta pública de ações), que normalmente é o maior pote de ouro que os investidores podem encontrar. É a melhor estratégia de saída para seus investimentos em função da liquidez e do potencial de ganhos.

E ainda uma visão pré e pós IPO.

...vejo as duas empresas que mais se destacam nessa área caminhando para um cenário onde seu valor de mercado parece ser maior do que o compatível, ainda mais numa época pré-IPO já que a tendência é desse cenário ficar ainda maior após a abertura de capital.

Leia o artigo completo





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Não vamos cometer os mesmos erros
março 26, 2007, 2:00 AM por Fabio Seixas

As palavrinhas estão no ar novamente. Ando escutando elas por ai. E não apenas nas mesas de bar. Ando escutando em negócios e projetos reais. IPO, Stock Option, Capital de Risco, etc. Tudo muito bom, um novo momento, novas oportunidades, etc, mas, por favor, não vamos cometer os mesmos erros novamente.

O ano de 2000 presenciou o desfecho de uma série de desventuras. Boo.com, Pets.com e tantas outras empresas que sumiram do mapa e que apostaram que poderiam aproveitar o momento e criar negócios sem bases sólidas contando com a possibilidade de serem compradas ou de fazerem IPOs milionários.

O momento está tornando a surgir. Isso é bom. O que vamos fazer com ele, quem vai se dar bem, quem vai se dar mal é o que devemos analisar.

Então, para não cairmos nos mesmos erros da bolha 1.0, sugiro algumas reflexões:

"Vamos criar uma empresa qualquerbuzzword.com e alguém vai querer investir na gente!"
No final dos anos 90, muitas empresas foram criadas com o esse pensamento. Qual o motivo para se criar uma empresa? Criar valor deve ser a resposta. Investimento financeiro deve ser o facilitador de um projeto e não seu objetivo final. Investimento serve para alavancar e viabilizar o crescimento, não para personifica-lo.

Qual é o seu modelo de negócio?
Muitas vezes essa pergunta foi simplesmente ignorada. Ou quando era feita, pouco importava a resposta.

Numa época de euforia é comum acreditarmos em modelos de receita mirabolantes que não se sustentam e não conseguem provar sua viabilidade. Empresas que apostam na publicidade como única forma de receita também foram, são e serão muito comuns. Mas e se o mercado de anunciantes não alavancar? Se a oferta de espaço publicitário for maior que a demanda? Como ficam todas essas empresas que contavam com a publicidade para pagar suas contas?

Uma sugestão pessoal minha: Arrume um jeito de colocar um pé no off-line e outro no on-line. Isso facilita muito as coisas. Não foi à toa que a taxa de mortalidade das empresas de e-commerce na bolha 1.0 foi menor que o resto do mercado. Elas agregavam valor de maneira factível.

Investimento para que?
Você buscaria um investimento financeiro para alavancar uma empresa viável ou para sustentar indeterminadamente algo inviável? A melhor forma de conseguir um investimento é não precisar dele. Se você está buscando investimento para pagar as contas, algo está muito errado.

"Ei! Eu tenho uma idéia fantástica! Vamos ficar milhionários!"
Ideias não impressionam mais. A execução sim. Idéias são baratas e fáceis de encontrar, já bons executores são difíceis de achar. Não se apoie somente na idéia. Idéias não importam tanto quanto antes. Pense na Starbucks. Uma cafeteria. Quer ideia mais sem graça que essa? No entando, foi a execução que a tornou uma das mais admiradas empresas do mundo.

Feitas para vender
Existem empresas que são contruídas para serem vendidas. Nada de mal nisso. Outras são feitas para durar. Vender uma empresa é apenas uma estratégia de saída do investidor/empreendedor. Não confunda estratégia de saída com modelo de negócio. Você pode até não ter uma estratégia de saída (talvez nem tenha pensando nisso), mas você não pode se dar ao luxo de não ter um modelo de negócio. "Vamos criar uma empresa e depois vende-la" não é um modelo de negócio, é uma estratégia de saída.

"Web 2.0 is the air for the next bubble" – Paul Witherow

Isso não significa que já temos uma bolha. O ar é apenas um elemento da bolha. A "película" que o envolve é o dinheiro sendo investido quase que indiscriminadamente. Isso ainda não está acontecendo no Brasil, mas talvez já esteja acontecendo lá fora. Mas os elementos que podem se tornar uma bolha já estão surgindo. Tudo depende do que iremos fazer com esses elementos.





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37signals: Getting Real de graça
dezembro 6, 2006, 12:10 AM por Fabio Seixas

A 37signals disponibilizou gratuitamente o seu consagrado e-book "Getting Real" sobre as diversas facetas da criação, lançamento e gerenciamento de um aplicativo web.

Para quem não tinha comprado o PDF, vale dar uma boooa conferida nessa versão online gratuita.

Getting Real

Via: Start-Up Guide





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"Clonagem" de modelos de negócio
dezembro 4, 2006, 6:20 PM por Fabio Seixas

Meu amigo In Hsieh, nos trouxe a luz de seus pensamentos a respeito de como a criatividade e o empreendedorismo são aplicados aqui no Brasil, principalmente no mercado online nacional.

In nos deixou uma pergunta que ele mesmo buscou a resposta:

Se nós brasileiros somos tão criativos quanto achamos (e os nossos publicitários estão aí para provar), por que temos tão poucos empreendimentos internacionais com diferenciais resultantes da inventividade brasileira?

Um dos pontos citados por In é a visível tendência de clonagem de modelos de negócios originalmente concebidos no exterior. Eles mesmo cita que temos 3 "clones" brasileiros do Digg.com. Outros exemplos não faltam: 8P x Flickr, Syxt x Linkedin, Wasabi x Netvibes, favorit0br x del.icio.us, VideoLog x YouTube e certamente Camiseteria x Threadless, entre muitos outros.

De fato, assim como resaltado pelo autor, o ambiente brasileiro não é favorável para o empreendedor brasileiro. Diga-se de passagem: economia em desenvolvimento, histórico de mercado fechado ao comércio exterior, limitação de crédito, capital de risco escasso, juros altos, impostos demais, corrupção, burocracia, etc.

Creio que o movimento vai muito além de uma simples inspiração em um serviço estrangeiro. Exatamente pela dificuldade do ambiente econômico nacional, o propenso empreendedor se poe a analisar idéias e oportunidades para o seu negócio. A grande maioria dos empreendedores ainda não deram "a grande tacada" no mundo dos negócios e por isso não possuem vastos recursos para investir em suas empreitadas.

Coloque-se no lugar desse propenso empreendedor posto a analisar suas opções. Ele pode ter a criatividade e coragem necessárias para implantar aquela idéia original que todo empreendedor sonha ter, ou pode apostar em uma oportunidade vislumbrada de trazer para o Brasil um modelo de negócio estrangeiro.

Para o pequeno empreendedor que pensa grande, o melhor caminho, aquele que elimina etapas no processo de seleção natural maximizando as chaces de sobrevivência, é o caminho de apostar em uma idéia que já deu certo pelo menos lá fora.

Esse posicionamento de fato facilita a vida do pequeno empreendedor. 1) Ajuda a disseminar o conceito do novo negócio ("EuCurti, um Digg brasileiro" ou "BlogBlogs, o Technorati nacional"); 2) Elimina, pelo menos em parte, a dúvida sobre a aceitação do produto/serviço ("se deu certo lá fora as chances de dar certo aqui também são boas"); 3) Ajuda na tomada de decisão durante a gestão do negócio já que os passos do serviço inspirador pode ajudar nos passos do "clone" nacional.

Todos esse posicionamento ao criar uma empresa nacional, muitas vezes não racional ou consciente, é basicamente uma minimização do risco do novo empreendimento. Empreender é antes de mais nada saber medir e controlar o risco.

Para os que viveram a criação da Internet nacional ou ao menos puderam acompanhar os últimos 8 anos desse mercado, peço façam uma análise pragmática de como esse mercado se desenvolveu aqui no Brasil. Um dos serviços nacionais mais bem sucedidos foi o Cadê, um "clone" do Yahoo. Outro exemplo que rendeu milhões de dólares (e uma marca de cachaça) para o criador foi o ZipMail, um "clone" do HotMail. UOL, Terra, IG, iBest, todos "clones" da AOL e da falecida CompuServ. O ParPerfeito, recentemente vendido por quase 22 milhões de Euros para o europeu MeetIC, um "clone" do Match.com. Mercado Livre e eBay. Submarino e Amazon. HPg e GeoCities. Catho e Monster.com. E por ai vai. Essa lista seria muito longa. Cite um exemplo, qualquer exemplo e encontraremos uma inspiração vinda de fora. Mesmo no mundo offline isso também é padrão dominante. Rede Globo? Mesbla? Bob´s? Shopping Centers? Salas de cinemas? Parques de diversão? Faça você mesmo a correlação.

Tirando as potências econômicas que lideram o desenvolvimento da web mundial (principalmente EUA, Inglatera e China), quase todo o resto do mundo segue o mesmo caminho (Vide a séria de artigos sobre os top aplicativos web do blog Read/WriteWeb feita com diversos países, Brasil inclusive).

Sinceramente não gosto do termo "clone". Clonagem é derivar uma coisa de outra a partir de suas informações fundamentais (DNA). Nenhum dos exemplo citados acima foram clonagens. Foram inspirações. Observa-se uma oportunidade de algo que está dando certo lá fora e traz-se o modelo para o Brasil minimizando os riscos e maximizando as chances de sucesso. Aprende-se e inspira-se com aqueles que já passaram pelo caminho das pedras e podem mostrar um caminho menos árduo.

Mas In está certo em apontar o caminho do sucesso. "na vida e nos negócios, execução é tudo". Idéas não são o fator de sucesso. Execução é o fator de sucesso. Quantos sites de buscas de capital nacional existem? Quantos são importantes no cenário nacional? Sites de namoros? Existem dezenas, mas só um deles
foi vendido por milhões de Euros. Execução é mais importante que a idéia. Não é à toa que nossa sociedade valoriza a experiência profissional.

O mais importante não é usarmos a criatividade latente do brasileiro na criação de negócios baseados em idéias absolutamenter originais. O mais importante é aplicarmos essa criatividade na execução dos negócios que criamos. Ai está o grande valor do Brasil, pelo menos por enquanto, até nos tornarmos uma verdadeira potência econômica mundial. Essa é, e deve continuar sendo, nossa principal força para desenvolver o nosso mercado web nacional. Esse é o caminho que os países em desenvolvimento encontraram para travar a desleal luta da seleção natural. Mesmo os países economicamente desenvolvidos são, na vedrdade, países em desenvolvimento em termos de web. Itália, Espanha, Austrália, Austria e Dinamarca são exemplos. Estes países não são potencias no mercado da web mundial e seguem o mesmo padrão.

É claro que se algum brasileiro tiver os recursos necessários (ideia original, capacidade de execução primorosa, capital, capacidade de absorver riscos e resiliência) para criar algo absolutamente original e que irá dominar o mundo, com certeza será muito bem-vindo. Mas as chances estão contra ele.





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A loja offline mais virtual do mundo
setembro 14, 2006, 11:09 PM por Fabio Seixas

Contei a notícia para o Rodrigo David, meu sócio no Camiseteria. O que ele respondeu?
"que isso meu jesus....isso nao é justo!"

Tenho que concordar com ele. Fiquei abobado com a idéia.

A Polo Ralph Lauren da Quinta Avenida em Nova York criou uma loja que está mudando todo o conteíto de vitríne. A vitrine da loja, que "quase" não tem funcionários, funciona como uma grande tela touch-screen. Exatamente isso. Você vê as roupas reais expostas na vitrine e pode compra-las usando o próprio vidro da vitrine. Além disso você ainda pode ver o catalogo completo das roupas disponíveis.

Isso é conseguir capturar a compra por impulso offline mesmo quando está fora do horário comercial. É uma loja offline, online 24x7.

Veja aqui o vídeo.

Via LundKenner

Update: Descobri o fabrincante da tela interativa: Displax (Via Future Feeder)





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HipHipUK meets Camiseteria
setembro 11, 2006, 10:19 AM por Fabio Seixas

O HipHipUK, um blog inglês sobre camisetas, me entrevistou semana passada sobre o Camiseteria.

Take a look!

HipHipUK meets Camiseteria





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Quem cria as bolhas somos nós
julho 17, 2006, 7:15 PM por Fabio Seixas

Muito tem se falado de uma nova bolha da Internet, que muitos investidores estão colocando muito dinheiro em empresas web 2.0. Nem vou entrar na discussão se realmente existe uma bolha ou se as empresas que estão sendo capitalizadas possuem um modelo de negócio sustentável, diferente daquelas da bolha de 2000 onde muitas só gastaram dinheiro e não ganharam um centavo.

Fico com a impressão de que o mercado "culpou" os investidores pela bolha especulativa no final dos anos 90 e já nessa nova também. Ou seja, quem cria a bolha especulativa e quem se dá mal com ela é a mesma entidade com resultados ruins para as otras partes envolvidas (nós). Não acredito nisso. As bolhas são criadas por nós usuários. Os investidores só enxergam nessas bolhas a oportunidade de ganhar um bom dinheiro.

No início de 1997, quando a Internet ainda engatinhava aqui no Brasil e no mundo, lembro-me de ter escutado de meu amigo Carlos Bismark uma frase que demostra claramente o hype criado na época em relação às start-ups: "Existe uma ansiedade coletiva em relação ao próximo serviço que será lançado na Internet". Ansiedade coletiva. Nunca mais esqueci disso. Quem criou a bolha de 2000 fomos nós usuários que ansiamos por serviços e sites novos a cada dia. Queremos sempre ver novidade. E essa demanda, se atendida indiscriminadamente, gera bolhas de crescimento insustentável. Os bolhas são criadas pela alimentação da nossa ansiedade coletiva.

Com o estouro de 2000 os investidores simplesmente assumiram seus prejuízos e decidiram por não mais atendender a essa demanda anciosa financiando projetos indiscriminadamente. De 2003 para cá, a coisa vem mudando. A ansiedade, desde 1996, tem sido a mesma senão maior. Os investidores estão novamente alimentando a cadeia captalizando projetos e suprindo aos poucos a ansiedade coletiva.

O bom é que hoje somos diferentes. A cultura de que tudo na Internet tem que ser de graça está diminuindo. Apesar de a grande maioria dos serviços ainda serem gratuitos, há uma tendência de gastar mais com serviços e produtos pela rede. E quando falo em gastar, não falo necessáriamente em gastar dinheiro. Falo também em gastar seus "eye balls" vendo e clicando em publicidades que viabilizam financeiramente milhares de sites mundo a fora (via Ad-Sense, por exemplo).

Ou seja, se não houvesse ansiedade coletiva, não haveriam bolhas. E se não houvesse ansiedade coletiva talvez não estivessemos tão desenvolvidos como estamos hoje. Concluo que as bolhas fazem parte do processo de desenvolvimento. Então que venha a bolha 2.0.





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Idéias
junho 1, 2006, 7:08 PM por Fabio Seixas

Uma pequena lista de sites sobre novas idéias, modelos de ngócios e tendências que acompanho com regularida.

Springwise (www.springwise.com)
O Springwise é uma coletânea permanente e dinâmica de modelos de negócios criativos que surgem em todo o mundo. A seção "Idea database" requer parada obrigatória. Recomendo assinar a newsletter que sempre tem excelentes novidades. Sempre trazem novos negócios que desafiam o Status Quo com produtos e serviços criativos. São mente empreendedora em sua melhor forma. Exemplo não faltam: Uma forma de melhorar o processo de recrutamento usando vídeo, escolas ambulantes para crianças de rua ou turismo em forma de reality show. Menção também para a aparição brazuca, o BusBike.

TrendWatching.com (www.trendwatching.com)
O nome já diz tudo. Esse site identifica e acompanha as tendências nascentes em todas as partes do globo. Cada edição mensal trás um estudo profundo de uma nova tendência global ou o aprofundamento de uma tendência recente. Com cases de diversas empresas, o TrendWatching.com consegue diminuir o nevoeiro e melhorar a visão de empresários já visionários. Exemplos: Tryvertising, tendência de fazer propaganda por experimentação, Minipreneurs tendência de consumo de produtos onde o consumidor faz parte do processo de criação (Camiseteria?).

CoolHunting (www.coolhunting.com)
Um blog sobre produtos e serviços "cool". Arte, design, alimentação, música, fashion. Tudo muito bem selecionado, trazendo idéias de produtos fantásticos.

The cool hunter (www.thecoolhunter.net)
Outro bolg na mesma linha do CoolHuting. Esse, além de produtos bacanas, trás também idéias de propagandas e eventos muito legais.

Cool Business Ideas (www.coolbusinessideas.com)
Outro blog, mas nesse caso com uma visão mais empresarial de negócios que desenvolvem produtos muito criativos.

Espero que gostem das dicas!





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Em 2002....
março 22, 2006, 10:04 PM por Fabio Seixas

Em 2002 falei para o dono da minha locadora sobre um site americano chamado NetFlix. A NetFlix é uma locadora de vídeo onde ao invés de pagar por DVD alugado, você paga uma mensalidade fixa por mês e pode pegar quantos filmes quiser e fica com eles durante quanto tempo quiser, desde que não fique com mais do que 1 filme por vez na sua casa (ou mais de 1 dependendo do plano que você escolher).

Eu achei esse modelo fantástico!

Falei pra ele: "Cara, olha esse modelo de negócio. Você tem que fazer isso com o seu bussines. Isso é ruptura de mercado. Faça isso antes de todo mundo ou faça isso daqui a alguns anos quando todos estiverem desesperados querendo fazer o mesmo..."

Ele não me deu bola. Uma pena.

logonetmovies.jpg

Pois bem. Demorou mas esse modelo acabou de chegar ao Brasil. NetMovies

Vale uma conferida.





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Bootstrapping
março 10, 2006, 7:09 PM por Fabio Seixas

Hoje descobri um termo para algo que sempre fiz. Engraçado nunca ter ouvido tal termo. Já que o assunto chamou minha atenção, resolvi escrever sobre o tema. Bootstrapping.

Esse termo esquisito é utilizado em várias áreas como direito, estatística, eletrônica e até mesmo biologia, mas vou me ater ao lado emrpesarial do conceito.

Empresarialmente falando, Boostrapping é o ato de abrir uma empresa com pouco ou nenhum capital externo.

Considerando o custo de capital e a carência de capital de risco no Brasil, a abordagem de criação de uma empresa utilizando o método Bootstrap mostra-se muito melhor e mais viável do que a abordagem "arrume alguém para de dar muito dinheiro e torre tudo tentando criar uma empresa de sucesso".

Mas mesmo não considerando essas variáveis ambientais brasileiras, esse método trás algumas consequências interessantes que podem fazer toda a diferença no sucesso de uma empresa.

Ao se propor a criar uma empresa do zero sem capital externo, você está criando um caminho para tomar decisões que irão tornar o seu negócio muito mais sucetível ao sucesso. Você por exemplo se força a colocar no mercado um produto ou serviço que seja efetivamente um gerador de fluxo de caixa, injetando capital na empresa, ao invés de simplesmente colocar no mercado um produto que é muito bom, mas que não necessáriamente gera faturamento. A era do boom das pontocom tem exemplos de sobra desse tipo.

Alguns benefícios do método boostrap:

1- Foco em produtos e serviços rentáveis. A partir do momento que você precisa impreterivelmente colocar dinheiro para dentro (fluxo de caixa), você elimina toda e qualquer ação, produto ou serviço que não irá gerar faturamento direto ou indireto para a empresa.

2- Foco em custo enxutos. Simples, com a grana curta, você pensa duas vezes antes de alugar aquela sala bacana, com espaço sobrando, vista para o mar e móveis top de linha.

3- Agilidade na obtenção de caixa. A partir do momento que não existe capital sobrando, todo seu esforço fica focado em tornar sua empresa lucrativa, na geração de fluxo de ciaxa saudável. Em contra partida, com capital sobrando você não corre tanto atrás de resultados. Afinal as contas do mês já estão pagas mesmo.

5- É o seu capital investido. Você não quer perde-lo e por isso faz de tudo e mais um pouco para viabilizar o seu negócio, enquanto que se você está operando com dinheiro de terceiros, o relacionamento emocional com o dinheiro torna-se completamente diferente. Você gasta com mais facilidade e com coisas desnecessárias. Se não der certo, não é o seu dinheiro que vai para o ralo.

6- Bootstrappers aprendem e assimilam os erros do negócio mais cedo. É fato. Todo mundo erra. Mas sem capital você precisa corrigir os erros muito mais ráipdo caso contrário você morre. Com capital sobrando, você pode errar mais e não se preocupar tanto com isso.

7- Agilidade e liberdade. Como não existe um agente externo (investidor) com o qual você precisa alinhar as suas decisões, você pode mudar o rumo e acertar a rota com muito mais facilidade.

8- Pessoas certas. Você não pode perder tempo e dinheiro na contratação das pessoas erradas, logo você cria meios para recrutar as pessoas certas. E são as pessoas certas, não as erradas, que delineiam o sucesso de uma empresa. Além disso, sua equipe fica mais enxuta, otimizada e, conseguentemente, altamente especializada, diminuindo a burocracia e atritos desnecessários.

9- No final, os meritos serão seus. Se você conseguir criar algo de sucesso no método bootstrap, você (e os demais fundadores) leva todo o mérito por ter criado algo somente pelo seu esforço (e dos demais fundadores). Essa é a grande satisfação de um empreendedor.

O método bootstrap é sem dúvida um caminho mais estressante. Nada pior do que ter que contar centavos para pagar as contas no começo. Mas por outro lado, é ele que te permite criar algo que seja realmente factível.

Bill Gates, Michael Dell, Steve Jobs, Alexandre Accioly são exemplos de empreendedores que conseguiram criar um império a partir de uma operação que começou no método bootstrap. Alexandre Accioly por exemplo, começou a QuatroA (atual Atento, empresa de call-center que foi vendida para a Telefônica por U$ 140 milhões) com meia dúzia de linhas telefônicas.

Eu mesmo já abri empresas no método bootstrap e já abri no método "show me the money". É enorme a diferença emocional e psicológica pela qual o empreendedor passa em ambos os casos. A grande diferença é que bootstrap te permite ser mais realista, mais focado em resultados, enquando com capital fácil, se você não tiver experiência, a coisa toda pode virar uma grande gastação desenfreada.

Obs.: Um blog interessante sobre o assunto: Bootstrap Network Blog






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Provérbios empresariais
março 10, 2006, 8:01 AM por Fabio Seixas

Esse post valeu o dia. Marc Hedlund, do O'Reilly Radar escreveu sobre alguns provérbios empresariais. Muito útil para quem tem ou quer ter uma empresa.

Uma dica pessoal minha: Acredite nestes provérbios. Se você não acreditar neles agora, vai acreditar depois que tiver quebrado a cara. ;)

Os meus prediletos:
-Building to flip is building to flop
-Jump when you are more excited than afraid
-Work only with people you like and believe in
-Great things are made by people who share a passion, not by those who have been talked into one
-Cool ideas are useless without great needs
-The best way to get investment is not to need it

Via Signal vs Noise.





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Copia ou inspiração? E o empreendedor brasileiro?
janeiro 21, 2006, 5:50 PM por Fabio Seixas

A Internet sempre foi um meio onde pouco se cria e muito se copia. Muitos negócios são copiados. Muitos servem de inspiração. Alguns nascem de uma idéia totalmente nova.

Yahoo/Cadê
Altavista/Google
Orkut/Gazzag

E por ai vai. Quando um negócio baseado em um conceito novo começa a dar certo, é natural que surgam outros negócios seguindo a mesma linha. É compreensível. Imagine o não-ainda-mas-quase-empreendedor com seus alguns milhares de reais no bolso, em busca de uma idéia ou oportunidade para montar uma nova empresa. Ele tenta imaginar algo novo, faz pesquisas, conhece algumas idéias boas. Então ele termina com 2 opções. Opção 1: Uma ideia que ele bolou, que não existe no mercado, e que acredita ser promissora. Opção 2: Uma oportunidade de fazer o mesmo que uma outra empresa faz, um pouco diferente.

O que você faria nesse caso? Arriscaria seus poucos milhares de reais numa idéia nova e arriscada, ou investiria em algo que, de alguma forma, já se mostrou viável e promissora? O empreendedor brasileiro sofre com as dificuldades impostas pelas nossas leis, cenário econômico e cultura. A tendência, considerando esses fatores, é investir na segunda opção. O risco é menor.

O Cadê foi criado porque seus criadores viram que um diretório de sites deu certo nos EUA e poderia dar certo aqui também. Foram lá e fizeram, minimizaram o risco e obtiveram sucesso. O Yahoo! foi a inspiração do Cadê. O mesmo para o Google em relação ao Altavista e o Inktomi.

O empreendedor nato tende a precisar satisfazer seu ego criando algo totalmente novo, com absoluto sucesso. Esse é, na maioria das vezes, o grande sonhos das pessoas empreendedoras. Sonhar é muito bom, mas é preciso colocar o pé no chão. Criar um negócio é muito mais do que ter uma idéia. É preciso calcular risco, levantar capital, ser lucrativo.

Copiar um negócio é ser oportunista, só pelo objetivo de tirar proveito (lucro) do meio. Empreender é mais do que isso. É viver pelo negócio, não pelo que ele gera de retorno. O empreendedor se inspira em outra empresa, enquanto o oportunista copia outra empresa.

Então, se você é empreendedor de primeira viagem, experimente a inspiração antes de tentar algo totalmente novo. Deixa as idéias novas e mirabolantes para quando você tenha tempo, capital e experiência de sobra. Pelo menos assim, se tudo der errado, você não vai sair com uma mão na frente e outra atrás.





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Conceitos do Camiseteria.com
agosto 24, 2005, 12:05 AM por Fabio Seixas

Essas duas últimas semanas tem sido uma loucura....  muito trabalho. Mas valeu a pena.... Eu e meus dois ilustres sócios, Rodrigo David e Tiago Teixeira, colocamos no ar o Camiseteria.com

Basicamente o Camiseteria é um site que vende camisetas com estampas feitas pelos usuários. Mas por trás deste negócio existem várias novidades e conceitos bem interessantes.

Primeiro, o próprio modelo de negócio, onde o cliente é parte indíspensável do processo de operação da empresa. Acreditamos que os melhores produtos são aqueles em que o cliente dá o seu pitaco. No Camiseteria não só o cliente dá pitaco em como devemos fazer as coisas, como também decidem quais serão os próximos produtos.

Esse conceito é poderossísimo. O marketing deixou de ser uni-direcional e passou a ser bi-direcional. Virou uma conversa, exatamente como o Cluetrain profetisou.

Esse conceito engaja o cliente a participar cada vez mais, transformando-o em um divulgador da marca. O Camiseteria é o open-source das camisetas!

O segundo conceito importante que esse site valoriza é o conceito de comunidade. Poucos e-tailer conseguiram transformar suas lojas virtuais em verdadeiras comunidades. A Amazon é claramente uma delas. A proposta do Camiseteria é justamente criar uma comunidade de designers e consumidores de camisetas onde todos poderão se comunicar, avaliando, criticando e elogiando o trabalho alheio. Mais uma vez, o marketing torna-se uma conversa.

Terceiro, trouxemos para o site diversos conceitos da blogosfera, tais como Blog, RSS de produtos e novidades, comentários e brevemente folksonomy (ou tags) e trackbacks. Todas essas novas ferramentas valorizam a experiência do usuário. Afinal, como dizia Tom Peters, "It's the experience, stupid!" : )

Quarto, e não menos importante, é o conceito do Long Tail, ou Cauda Longa, que diz que a boa parte dos melhores trabalhos (música, livros, etc) está escondida na parte final de um gráfico descendente de polularidade. E a tecnologia, notoriamente a Internet, proporciona que esses trabalhos até então obscuros tenham a visibilidade e reconhecimento merecido. No Camiseteria esse conceito se aplica na questão da votação das estampas, que permite que milhares de designers até então escondidos na cauda longa, possam ter a change de mostrar que seus trabalhos são merecedores de atenção e divulgação. É claro que a lei de Darwin continua valendo aqui. Tem que ser bom o suficiente para sair da cauda longa.

Quem quiser saber mais sobre as idéias por trás do Camiseteria pode acessar o Manifesto Camiseteria.

 





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Sem parar!!!
agosto 16, 2005, 8:51 PM por Fabio Seixas

Tô a alguns dias sem postar no blog... Não era para menos....  estava finalizando os últimos detalhes do meu novo empreendimento junto com meus amigos Rodrigo David e Tiago Teixeira, o Camiseteria.

A maratona foi puxada, mas valeu a pena. O novo site ficou lindo!

Falarei mais sobre o Camiseteria nos próximos post.

 

 





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A Apple e o Lucro
agosto 9, 2005, 7:05 PM por Fabio Seixas

Esse post sobre o novo mouse da Apple me inspirou a escrever sobre como as empresas lidam com a questão lucro.

A Apple vem desde 2003 tendo resultados financeiros fabulosos. O gráfico das ações dela está ai para provar.

O que quero mostrar aqui é a estratégia da Apple em relação ao lucro. Enquanto a grande maioria das empresas tem seu foco e em seu principal objetivo na obtenção pura e simples de grandes lucros, a Apple tem outra estratégia.

Na Apple, lucro é conseqüência, não objetivo. Os enormes lucros vêm quando você se preocupa com o cliente, quando faz dele um parceiro, um evangelista da sua marca. A Apple coloca todos os seus esforços de marketing e de design na experiência do usuário. E o usuário corresponde a isso comprando da Apple e vendendo a Apple para os outros. Os clientes pagam para a Apple e ainda fazem propaganda dela!

É fato que existem outras empresas que focam exclusivamente no lucro e o obtém em grandes somas, mas acredito que se essas empresas focassem mais na experiência do cliente, seus lucros seriam ainda maiores.

Essa estratégia não é exclusividade da Apple. Google, Pixar, Sony fazem o mesmo. Aqui no Brasil citaria a OI.

Steve Jobs on money: "I was worth over $1m when I was 23, and over $10m when I was 24, and over $100m when I was 25, and, erm, it wasn't that important, erm, because I never did it for the money" From Triumph of the Nerds, 1996 TV documentary 

 

 





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