No fundo, não vejo o Twitter com uma ferramenta de mídia, mas como uma ferramenta de comunicação, na qual podemos fazer de tudo, inclusive publicidade.
Falemos de Social Media primeiro. Minha visão é de que Social Media é simplesmente alavancar uma marca, produto ou serviço utilizando as conexões interpessoais existentes em redes sociais, assim como criar meios para que novas conexões sejam criadas. Quando você envia um scrap para todos os seus amigos do Orkut convidando para o seu aniversário, você está usufruindo do poder da Social Media. O Facebook, de maneira muito inteligente, permite que sejam criados perfis de empresas onde usuários podem se conectar como fãs.
O Twitter, com seu formato de microblog, oferece uma plataforma de conexão fraca, aquele tipo de conexão que não há necessidade que ambas as partes concordem com a criação conexão. Você simplesmente "segue" alguém, mesmo que esse alguém nem saiba que você é. O modelo de páginas de empresas do Facebook funciona da mesma forma. A empresa não precisa te conhecer (aceitar a sua conexão) para que você crie a conexão.
No Twitter, você simplesmente cria um perfil no Twitter e fala para o mundo: "Estou aqui para quem quiser me seguir".
Ora, se a plataforma é exatamente um ambiente para criação de conexões e broadcast de pequenos textos, porque não utilizar esse meio como mais um canal de comunicação com seus clientes?
A natureza do Twitter é de informalidade, algo que pouco se vê no mundo corporativo. Por esse mesmo motivo, podemos utilizá-lo para criar uma conexão mais próxima com os clientes. Empresas inteligentes querem seus clientes por perto para que possam escutá-los. É aquela velha história de que atendimento deveria ser tratado como investimento e não como custo, mas isso é outra história.
Muito mais do que uma plataforma de broadcast de pequenos textos com promoções, novidades e lançamentos, o Twitter é um meio de comunicação. Um lugar onde empresas podem descobrir o que seus clientes pensam e onde podem melhorar.
Mais do que isso, o Twitter é uma ferramenta de boca-a-boca. Nele é possível fazer com que as pessoas falem da sua marca. Ao fazerem isso, essas pessoas estão espalhando para seus seguidores, que espalham para seus seguidores e assim por diante.
Empresas inteligentes questionam o statu quo e buscam conhecer novas mídias, entende-las e testá-las. Só assim iremos compreender todo o poder da Social Media que com certeza vai muito mais além de chamar seus amigos para o seu aniversário.
Ahhh, o doce sabor do reconhecimento. Trabalhar duro para satisfazer clientes e receber em troca um post de um cliente como o Diogo Azevedo que percebeu o quanto é importante atentarmos para os detalhes.
Um post como esse é melhor do que post pago não porque é de graça, mas porque é sincero e apaixonado, porque consegue mostrar a real experiência com os olhos de quem a vivenciou.
Excelente apresentação do Paul Isakson que abre nossos olhos para onde o marketing moderno está caminhando. Uma clara percepção de que os players do jogo do marketing e da propaganda estão com um novo colega, o consumidor. Incrivel pensar que o marketing antigo se preocupava de maneira errada com esta importante peça do quebra-cabeça.
"Variable Flow Turbo. Instant response for the instant-messaging crowd" (Turbo de Fluxo Variável. Resposta instantânea para a multidão das mensagens instantâneas), assim dizia o anúncio de página inteira do carro Acura RDX na revista Wired de fevereiro deste ano.
Normalmente não sou pego por propagandas de revistas, mas essa me chamou a atenção. Não pelo seu visual medíocre, mas pela forma em que tentava atingir o público da revista. Nada de muito criativo, mas absolutamente pertinente.
Outras propagandas de carros na mesma edição não foram felizes neste sentido (a exceção fica com uma excelente peça institucional da BMW). Apenas cumpriram seu papel de ocupar frações de segundo do tempo do leitor entre uma página e outra.
A partir daí me peguei pensando nos desafios de fazer marketing para esse seleto grupo de pessoas, os geeks. Geeks são inteligentes e atualizados, possuem total intimidade com a Internet e, portanto, estão expostos a um sem número de marcas e produtos, mais expostos do que um cidadão comum. Além disso, a mesma Internet que favorece a cultura geek é também a melhor arma contra marcas incompetentes. Colocar a boca no mundo ficou fácil. Geeks digerem marcas incompetentes no café da manhã.
Atingir e fidelizar esse público não são tarefas fáceis. A boa notícia é que a mesma inteligência que permeia a mente destes indivíduos é também responsável por recompensar as marcas que merecem. Seja por um anúncio criativo, um produto fenomenal ou um atendimento competente.
Não sei se os geeks vão dominar o mundo, mas com certeza irão mostrar o caminho.
No dia 5 de Dezembro o Google Brasil promoveu o evento "Inovações em Branding Online". Não tive a oportunidade de participar devido a outros compromissos, mas meu gerente de conta no Google compartilhou o documento abaixo que foi apresentado por lá.
Nem só de performance (CPC e CPA) vive a rede adSense.
Dizem por ai que a maior sacada de marketing do filme Tropa de Elite foi a pirataria. Discordo plenamente. Apesar de concordar que o bafafá em torno da pirataria do filme gerou muita mídia espontânea, foi outra sacada que fez do filme cair na boca do povo.
O fato de encontrarmos cópias do filme por R$ 10 não é uma forma viral de promoção. Claro, considere viral algo que se espalha organicamente.
A grande sacada dos criadores do filme foram as falas. "Seu fanfarrão", "Pede pra sair!", "Põe na conta do papa" é o marketing viral em sua plenitude.
Você escuta e repete sem parar, espalhando a idéia mesmo para quem ainda nem viu o filme atiçando a curiosidade.
Não que isso seja uma novidade trazida pelo Tropa de Elite. Pulp Fiction vez isso brilhantemente em 1994. Por meses a fio após a sua estréia, as falas do filmes fizeram com que ele permanecesse na cabeça das pessoas aumentando ainda mais seu poder de divulgação. É verdade que toda a polêmica e criatividade do filme também colaboraram, mas foram as falam que levaram o filme para as conversas de botequim.
Pulp Fiction in Typography pegou uma das falam mais interessantes do filme e ajudou a trazer o filme a tona uma década depois.
É bem verdade que em Pulp Fiction as falas eram bem mais elaboradas e longas, mas quem nunca repetiu por ai o diálogo:
-Who's motorcycle is this?
-It's a chopper, baby.
-Who's chopper is this?
-It's Zed's
-Who's Zed?
-Zed's dead baby, Zed's dead....
Cidade de Deus conseguiu muito boca-a-boca com uma única fala matadora: "Dadinho é o caralho! Meu nome agora é Zé Pequeno, porra."
Saquem as 100 falas de filmes mais bacanas:
Então ficamos assim: Precisa fazer uma campanha de marketing viral? Passa pra outro. "Essa pica agora é do aspira."
Dan Heath e Chip Heath, autores do livro Made to Stick (no Brasil, Idéias que colam) são também autores da coluna homônima na revista Fast Company. O último artigo dessa dupla intitulado "Time to get trigger happy" trás um conceito muito interessante que eu não poderia deixar de explorar aqui no blog.
A idéia é de que criar gatilhos no ambiente (environment triggers) para nos ajudar a lembrar de certas coisas, como, por exemplo, deixar um envelope que você não pode deixar de levar para o trabalho perto da porta, são poderosos não só para uso pessoal mas também como ferramenta de marketing.
O artigo baseia-se em um estudo sobre gatilhos feito entre estudantes colegiais. A idéia era simples: fazer com que os estudantes comessem mais frutas e legumes. Eles ofereceram 20 dólares para que um grupo de estudantes. Em troca eles deveriam fornecer informações sobre seus hábitos alimentares. Até ai tudo bem. A sacada do estudo era expor 2 duas peças publicitárias diferentes para os estudantes. Uma dizia "Viva da maneira saudável, como cinco frutas e legumes por dia". A outra dizia "Toda e qualquer bandeja de refeitório precisa de cinco frutas e legumes por dia".
Os estudantes expostos ao segundo slogan comeram 25% mais frutas e legumes, enquanto no outro grupo não houve nenhum aumento, mesmo o slogan sendo mais simpático.
O fato de incluir a bandeja no slogan criou um gatilho no ambiente. Chegando ao refeitório e pegar sua bandeja, o gatilho era acionado fazendo lembrar o anúncio e conseqüentemente a idéia de que era preciso colocar frutas e legumes na refeição.
Mas isso não é novidade para os profissionais de marketing. As marcas de cerveja são craques em implantar gatilhos como esse. Associam praia, amigos e futebol com cerveja. Juntou um bando de amigos, só pode dar em cerveja. Gatilho acionado.
Nesse ponto deixo de replicar o que o artigo expõe para iniciar a exploração por outra área, a utilização de gatilhos no ambiente online.
Gatilhos são disparados por associações de idéias e conceitos. Uma determinada conjunção de fatores faz com que conexões cerebrais sejam criadas resgatando informações da memória.
A publicidade online como ela existe hoje não oferece boas ferramentas para criamos gatilhos. As peças online são expostas juntamente com conteúdos mais importantes para o usuário. Não monopolizam alguns poucos segundos do usuário como uma página de revista, um outdoor ou um comercial de TV.
Mas o ambiente online oferece outra forma de gatilho. Artigos são a ferramenta que mais monopoliza a atenção do usuário. Não é a toa que vemos iniciativas como PayPerPost e ReviewMe que tentam tirar proveito desse momento de atenção. Podemos usar esquemas de associações de idéias para "vender" o que estamos escrevendo. Afinal, o objetivo maior de nossos artigos não é o de influenciar pessoas? Não que isso seja fácil, mas cabe o exercício. Talvez a próxima vez que você veja um comercial de cerveja filmado na praia, lembre deste artigo aqui (eita!).
Imagine o que o slogan do seu blog pode criar em termos de gatilhos, ou mesmo parar para pensar que gatilhos, positivos ou negativos, seu slogan atual cria.
Tornar-se referência em algum assunto é o auge em termos de gatilhos de ambiente online. O Brainstorm#9 é referência em publicidade. É natural que ele seja lembrando quando estivermos lendo algo sobre publicidade em qualquer outro blog. O mesmo para o Meio Bit com tecnologia. Ou ainda Edney "Interney" Souza ou Carlos Cardoso como pro-blogger. Alias, o Carlos Cardoso foi muito feliz na sua estratégia com seu antigo slogan "O primeiro pro-blogger do Brasil". É claro que o caminho para se tornar referência não é simplesmente criar um slogan esperto. O trabalho é duro.
Quando falamos de empresas, caímos nas palavras-chaves. Pensou busca, pensou Google. Pensou mp3, iPod. Café expresso, Starbucks. E por ai vai. Tudo em torno de associações de idéias.
Associações de idéias são uma poderosa forma de marketing. Gatilhos de ambiente são uma excelente ferramenta para criá-las.
A maioria das empresas enxerga o SAC como custo operacional. Não percebem o quanto esta ferramenta pode ser rica se tratada como investimento de marketing.
As empresas desenvolvem planos de marketing e investem muito dinheiro em publicidade para criar pontos de contato com seus clientes. A publicidade é apenas um desses pontos. Outro não menos importante ponto de contato é o ponto de venda. É a loja muito bem cuidada, o bom atendimento do vendedor na pré-venda.
Esses pontos de contato são muito importantes pois levam à efetivação da venda. Mas pensar que somente a venda é importante é miopia empresarial.
Obviamente, é preferrível termos clientes que trazem mais clientes do que ex-cliente que afugentam clientes em potencial.
O SAC é a principal ferramenta que temos para transformar clientes em evangelistas. E principalmente no Brasil, onde acredito haver uma crença geral de que SACs são péssimos, empreendedores atenciosos têm uma chance de se destacar da maioria. Para o cliente, encontrar uma empresa que o trate bem, considerando a escassez de empresas que possuem um SAC fenomenal, é motivo suficiente para iniciarem o boca-a-boca do bem. É mudar o mind-set do cliente de que SAC é um engodo. "Ai que droga! Tenho que ligar para o SAC da minha operadora de celular".
A postura do SAC não deve ser a de proteger o negócio contra clientes ruins, mas a de tornar possível muito outros novos pontos de contato, seja com o mesmo cliente, seja com clientes novos indicados. E quando falamos em clientes indicados, percebemos o poder exponencial existente nas indicações do cliente.
Mas, todos erramos. De vez em quando erramos. O problema em uma empresa não é errar. Clientes em geral possuem um nível inicial de aceite de erros bem tolerável. O ponto crucial é o que fazemos quando erramos. Saber o que fazer quando ocorre um erro é muito mais importante do que não errar. É transformar uma situação de erro em uma oportunidade para mostrar para o seu cliente o quanto a empresa se preocupa, o quanto queremos ver ele satisfeito.
Virgin, Apple, Southwest e Jetblue são exemplos de empresas que percebem no SAC uma oportunidade de marketing e não uma necessidade operacional.
Quando falamos de empresas com operações online, a postura da oportunidade é ainda mais importante pois o cliente está a um click de falar bem ou falar mal. Negócios online podem ser tudo menos impessoais. E a Internet de hoje já permite isso com muita facilidade. As redes sociais, próprioas ou não, estão ai para comprovar.
A Zappos, com sua política de satisfação completa acerta em cheio e demostra que é melhor manter clientes do que conquistar novos, por mais que isso já tenha sido falado tanto.
Existem dois tipos de soluções, a imediatista e a preventiva. A imediatista resolve o problema pontual do cliente. Já a preventiva, além de resolver o problema, previne para que aquilo não ocorra novamente. Atendentes de SAC são treinados para serem imediatistas e "se livrarem" do cliente o mais rápido possível. Em estratégia de SAC preventivas, existem procedimentos para identificar e efetivamente resolver problemas futuros.
Nunca faça o cliente pensar que ele é idiota. Na verdade ele não é idiota mesmo. Se ele não entendeu algo foi porque a empresa não comunicou direito.
Assuma a culpa. Assumir a culpa ajuda a diminuir a raiva do cliente diante de um problema. Faça isso mesmo que a culpa seja evetivamente do cliente. Lembre-se que o importante é o ponto de contato. Um ponto de contato onde o cliente é acusado de culpa é uma experiência muito pior do que alguém tomar a culpa no lugar dele.
Surpreenda. Essa é a principal moeda da empresa. Receber um cliente furioso e transforma-lo em um cliente feliz é uma arte que precisa ser masterizada pelo empreendedor. E o fator surpresa é a ferramenta.
Fica óbvio qual é a política de satisfação do Camiseteria.
I can’t hear what you’re saying
Just keep the music playing
It all sounds the same to me
Good God please have mercy
Let’s kick the machine till it’s working
Everybody’s got a great idea
Do you own the one you’re encouraging
There’s a first time for everything
After that it starts to get confusing
Hold onto your identities loosely
At least the revolution will be amusing
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody
That the next new thing is the same old thing
We came and we quickly left
We took what we could get
I guess we weren’t impressed
We bored ourselves instead
What’s after what’s next
What’s left to get off your chest
Walking in circles retracing steps
How many ways can we package the concept
Mundane it’s all the same
Remind me later when nothing’s changed
Time will tell let the future explain
Until then we’ve got history to make
Trend-setters real go-getters
Closed-minded free-thinking hipsters
Instant classics adored by critics
It’s just music for the kids
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody that
What’s happening has already happened again
Of course you’ve heard this before
What are you trying to figure out
Too much time on your hands
To analyze what doesn’t count
What’s wrong with everyday people
They make the best crowd
It was never that important
And the future doesn’t care about your
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody
That what’s happening has already happened again
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody
That the next new thing is the same old thing
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
Familiarity breeds content
Are you content like me?
Em 1999, uma equipe de pesquisa israelense reuniu um grupo de 200 dos melhores anúncios - propagandas que foram finalistas e vencedoras nas maiores competições de propaganda. A equipe descobriu que 89% das propagandas vencedoras poderiam ser classificadas em seis categorias ou modelos básicos. Isso é incrível. Poderíamos esperar que conceitos muito criativos apresentassem um alto nível de idiossincrasia - como um capricho de tipos criativos natos.
E ainda:
Os pesquisadores também tentaram utilizar os seis modelos para classificar outros 200 anúncios (das mesmas publicações e para os mesmos tipos de produtos) que não receberam prêmios. Supreendentemente, quando os pesquisadores tentaram classificar esses anúncios "de menor sucesso", só conseguiram fazer de 2% deles.
Fiquei impressionado com essa pesquisa. Poderiamos dizer que a eficiência de um anúncio poderia ser identificada através desses modelos básicos? Poderiamos ainda usar tais modelos como guias na criação de propagandas de sucesso?
O estudo completo pode ser encontrado aqui, em formato PDF.
Os 6 modelos são:
Modelo de analogia pictória: Apresenta analogias extremas de uma maneira visual;
Modelo de Situações Extremas: Onde um produto é mostrado em situações incomuns ou o atributo do produto é exagerado ao extremo;
Modelo de Conseqüências: Onde aponta conseqüências inesperadas de um atribuito do produto;
Modelo de Concorrência: Onde um produto é mostrado como vencedor de uma competição com outro produto, em geral em uma situação de uso incomum;
Modelo de Experiências Interativas: Onde os espectadores interagem diretamente com o produto;
Modelo de Alteração de Dimensionalidade: Onde as dimenções do produto são manipuladas em relação ao ambiente.
Alguns exemplos levantados por mim: (e por isso sujeito a alguma classificação errada, já que não fui sou um expert nesta pesquisa) :
Modelo de analogia pictória: Sony Bravia: A imagem da sua TV tão bonita quanto esse comercial.
Modelo de Situações Extremas: Honda Accord: mostrando o funcionamento e confiabilidade de um carro de maneira muito incomum.
Modelo de Conseqüências: Coca-cola GTA: Beba Coca-cola e torne-se uma pessoa boa. (talvez também aplicável dentro do modelo de analogia pictória)
Modelo de Concorrência: Pepsi vs Coke
Modelo de Experiências Interativas: "Bi-Nexon", a peça foi premiada com Leão de Bronze no Festival de Cannes 2003. Clareando toda a sala de cinema para mostrar o poder dos novos faróis da BMW.
Modelo de Alteração de Dimensionalidade: Samsung Millimeters Matters: Não exatamente a manipulçao da dimencionalidade do produto em si, mas uma alteração de dimensionalidade que exagera um atributo do produto. Talvez um misto com o modelo de situações extremas.
Vale ressaltar que o modelo não se aplica somente a propagandas em video, mas também a qualquer outra mídia.
Se você ainda não ouviu falar é porque em Terra Brasilis elas ainda não são muito populares. As sandálias Crocs são aquele tipo de produto que as pessoas amam ou odeiam.
Lidar com produtos que as pessoas amam ou são indiferentes é muito simples. Só não é mais simples do que lidar com produtos que as pessoas só odeiam. Estes simplesmente deixam de existir.
Mas como lidar com o poder popular quando falamos de um produto com emoções tão ambíguas?
Talvez o senso comum diga que o certo é combater as pessoas que falam mal do seu produto. Mas outra estretégia, talvez mais inteligente, seja deixar que falem. Afinal combater o enorme poder do povo é perda de tempo. É aquele velho ditado: "Falem mal mas falem de mim".
Os anunciantes poderão desenvolver os "gadgets" e publica-los na rede de publicidade do Google. Mais do que banners interativos, os widgets ads poderão revolucionar a forma como conhecemos a publicidade online já que as possibilidades de interação são muito maiores.
Quem é deste planeta e não passou as últimas semanas sem ver televisão sabe que o seriado do momento é o Heroes.
Assim como Lost, esse seriado anda gerando um buzz muito grande na Internet. Só que diferente do Lost, eles estão ativamente desenvolvendo ações de guerrilha na web.
No seriado, uma empresa de papel chamada Primatech Paper é na verdade uma fachada para uma organização que acompanha os "humanos-evoluído" (ou heroes) do seriado.
Numa ação muito bacana, a NBC, criadora do seriado, colocou na internet o site da Primatech Paper que na verdade nada mais é do que uma "fachada" para identificar humanos-evoluídos.
Se você se cadastrar no site na seção de empregos, você começará a receber emails com dicas e senhas para partes protegidas do site.
Numa dessas mensagens, eles informam os secredos para acessar a parte secreta da empresa.
From: Primatech Paper
Date: 13-Feb-2007 08:01
Subject: better hurry
Last file 4 a while. Go 2 primatechpaper.com, find helix. Same place as b4. Usrnme: bennet pwrd: claire. Matt's code: MPggtn75x Rembr: Usrnme always bennet
E a ação segue com o envio de novos emails com novas dicas como por exemplo o blog de uma personagem, Samantha, que, creio eu, ainda vai surgir no seriado.
A ação é interessante porque cria uma dinâmica no envio dos emails aos fãs do seriado, já que eles esperam ansiosos pelas novas "dicas". Faz com que o buzz em torno do seriado seja ainda maior, atiçando a curiosidade de quem ainda não viu o seriado.
Ou seja, um bom exemplo de como colocar em prática uma ação de guerrilha com todo o potencial de viralidade que a web oferece.
Só para completar um dos conceitos expostos no post sobre as baratas tontas, queria expor esse pequeno trecho que peguei no blog do Seth Godin e que completa muito bem o que disse previamente:
Some organizations are good at listening. Some are good at talking. A few are even good at both.
But having a dialogue is different. It's about engaging in (sometimes) uncomfortable conversations that enable both sides to grow and change.
As empresas estão que nem barata tonta em relação a como fazer comunicação em tempos de mídia 2.0.
As concluções do Carlos Merigo em relação ao Proxxima 2007 mostram isso. As empresas estão entrando em todos os barcos ao mesmo tempo na esperança de que algum consiga transportar de maneira eficiente sua comunicação com o mercado. Tem o barco dos virais, tem o do UGC/UGM (User Generated Content/Media), o das redes sociais, do snack videos, etc.
O bem da verdade é que ninguém sabe ao certo como adaptar a comunicação de marketing para os atuais movimentos comportamentais que a Internet vem proporcionando. Isso explica porque a barata anda tonta.
Não adianta tentar controlar a informação que a essa altura é incontrolável (vide Cicarelli). Engajar se tornou mais importante que vender. Um cliente engajado vale mais do que 100 clientes que "só compram". Interromper é chato, envolver o consumidor é mais divertido (para ele e para a empresa).
A comunicação daqui a 10 anos vai ser completamente da comunicação feita hoje. Ninguém há de negar isso. Estamos vivendo o tipping point da comunicação. E em pontos de desequilibrios é comum ninguém saber para onde a coisa vai.
Surgem vários pequenos caminhos que podem ou não virar estradas nos próximos anos. Talvez comunicação até deixe de ter esse nome. Talvez passe a ser chamada de "experiência". Imagine como será o "planejamento anual de experiência de marketing" ou quais as "diretrizes de experiência de marketing definidas pela diretoria" ou ainda "qual o budget de experiência para o próximo ano?". Interessante pensar desta forma.
Um exemplo de como estamos perdidos: A revista Super Interessante de março/2007 trouxe um anúncio da West Coast, uma marca de sapatos, que está lançando uma rede social ala Orkut chamada Bitnautas. Me pareceu uma ação meio sem sentido. Acho que as empresas se esquecem de fazer a pergunta básica em termos de redes sociais: Qual a motivação do usuário em participar? Sinceramente não sei qual seria a motivação de uma rede social como essa. "Se relacione com outras pessoas que tenham um sapato igual ao seu"?
Do ponto de vista de redes sociais, as empresas precisam entender que elas devem SER a rede social e não somente TER uma rede social com a sua marca.
Os próximos anos serão excitantes neste mercado. Muita coisa vai ser questionada e reavaliada. Como em qualquer mudança de paradigma, vão haver aqueles que acreditam que nada mudou e aqueles que vão exagerar nas mudanças. Como tudo na vida, o equilibrio deve prevalecer.
Não. Não pense que vou escrever aqui uma receita de bolo necessária para criar uma campanha viral efetiva.
Mas vou mostrar uma coletânea de ideias pescadas e traduzidas de outros autores blogosfera a fora. Pequenos insights que podem ajudam a deflagar uma boa ideia para um bom viral.
Percebo que a espectativa geral entre blogueiros é conseguir ganhar dinheiro com seus blogs através de publicidade. Pode ser um dinheirinho qualquer só para afagar o ego destes que escrevem apaixonadamente e ajudar na psicologia pessoal interna (?!) de que "esse meu blog serve para alguma coisa". Pode ser também a intenção pro-blogger de conseguir viver daqueles textos curtos publicados gratuitamente na Internet.
Nada de mal nisso. Já disse aqui no blog que gostaria de ver mais pro-bloggers brazucas. Nada de mal também em não querer ganhar dinheiro com blogs. Por hora esse é o meu caso. Digo por hora porque planos futuros em andamento podem mudar um pouco esse posicionamento, não pela renda proveniente da publicidade, mas pelo apoio ao próprio plano. Mas isso é outro papo. Voltemos ao rumo.
Ou seu blog é seu cartão de visita, aquele lugar onde alguem pode te conhecer melhor (profissionalmente ou não) ou seu blog é um empreendimento, um negócio, algo que tem como simples objetivo de ganhar dinheiro, dar lucro.
Eu, particularmente, sou adepto do modelo cartão de visita. Não o defendo. Nem evangelizo o modelo blog as business. Ambos são extremamente válidos. Essa é uma questão pessoal.
Ao analisar o modelo dos blogs que querem ganhar dinheiro como negócios, me deparei com a pergunta: Se você quer ganhar dinheiro com seu blog, você anunciaria ele? Investiria Reais em alguma mídia, seja online, offline, guerrilha, links patrocinados ou o que for para divulgar seu blog?
Acho que a maioria não investiria. Mesmo muitos daqueles ditos candidados a pro-bloggers.
Blogs novos, sem tráfego, sedentos por dólares do ad-sense são como empresas start-ups. Ninguém conhece. Ninguém visita. As start-ups "normais", empresas constituídas, reservam parte do seu capital inicial para a importante tarefa de divulgação. É isso que criará a primeira geração de usuários/consumidores. Geração essa que pode ser utilizada posteriormente para alavandar divulgações virais baratas e boca a boca. O investimento em divulgação é fator importante para manter o seu crescimento mês após mês.
Start-ups, em sua grande maioria, reinvestem o lucro dos primeiros meses de vida, por menor que seja, na própria empresa, normalmente na divulgação, na tentativa válida de criar uma bola de neve de divulgação da marca.
Se você é sério sobre ganhar dinheiro com seu blog (ai excluem-se aqueles citados acima que querem apenas afagar seus egos) você deveria investir em divulgação. Tire Reais do bolso e compre ad-words para o seu blog. Pegue aquele chequinho do Google e compre mais ad-words ao invés de pagar o ingresso do cinema.
Muitos de você comentarão neste post: Porque investir em divulgação se posso divulgar meu blog comentando em outros blogs, usando o orkut, Technorati, BlogBlogs, Google e afins?
Minha resposta curta seria: Porquê não?
Minha resposta longa seria: Porque investir nesses meios é obrigatório para quem quer ganhar dinheiro com blogs. Porque você pode conseguir muitos outros visitantes diferentes, com perfis diferentes, gosto diferentes, bolsos diferentes, usando outros meios de divulgação pagos, além dos visitantes que você conseguiria usando os métodos gratuitos.
Não creio que essa minha opnião irá mover montanhas. Tenho plena confiança de que a grande maioria não é séria sobre ganhar dinheiro com blogs. A grande maioria apenas oferece ad-sense com o pensamento "não custa nada. o que vier é lucro".
Nesse ponto eu volto ao princípio deste texto. Se ganhar dinheiro no seu blog não é algo que você leva a sério, porque então colocar propaganda nele? Não seria melhor seu blog ser um cartão de visita muito mais amigável sem links patrocinados ou banners que no final das contas não rendem nem o ingresso do cinema?
No aspecto da publicidade, a blogosfera é concorrente. Todos esses blogs com ad-sense estão disputanto os visitantes, seus eyeballs e seus clicks em anúncios. Aquele blog que é seu parceiro é também seu concorrente. Ele está disputando com você a atenção dos usuários de Internet.
Defendo que "blogs empresas" anunciem por dois motivos:
1- Iria alimentar o próprio mercado nacional de publicidade (o ad-sense, especialmente). Os Reais que você paga hoje são o lucro de amanhã, quem sabe vindo do anúncio de outro blog.
2- Iria trazer novos leitores para a blogosfera. O tipo do leitor que não tem blog. Esse é importante, porque o leitor que também é blogueiro não clica tanto em anuncio (pelo menos eu acho).
Para os que neste momento estão com a frase "eu sou sério sobre ganhar dinheiro com meu blog" pairando pela mente, pense em reinvestir todo o seu lucro de ad-sense na divulgação do seu blog.
Ps.: O único anúncio de blog que vi por aqui, foi o do