Fabio Seixas, versão txt
EPICENTRO, o TED brasileiro
março 7, 2009, 12:39 PM por Fabio Seixas

Ricardo Jordão, o cara por trás do BizRevolution, é um sujeito inquieto. Tão inquieto que não consegue conviver com a idéia de que algo bacana acontecendo em algum lugar do mundo não possa ser replicado aqui no Brasil.

E uma das coisas mais legais que acontece na Califórnia desde 1984 é o TED, a conferência Technology, Entertainment and Design que tem como slogan "Ideas Worth Spreading".

Quando conheci o TED a cerca de 2 anos atrás, a primeira coisa que me veio a mente foi "podia ter um evento desses aqui no Brasil." Acho que todo mundo que curte o TED em algum momento já pensou nisso.

E é ai que entra o Jordão com sua perspicácia e capacidade de realização. Jordão botou na cabeça que o Brasil deveria ter um evento nos moldes do TED e criou o evento EPICENTRO que, sem a menor vergonha em se espelhar no benchmark americano, tem como slogan "Idéias que valem a pena espalhar".

A proposta do EPICENTRO é fazer o que o TED fez a 25 anos atrás, ou seja, iniciar algo que seja fantástico, que reúna pessoas fantásticas, com idéias fantásticas.

Mas sendo o TED um evento de gabarito altíssimo, natural que haja alguma dúvida:

A Bruna Calheiros outro dia postou no Twitter:


twitter_epicentro.gif

Não acho que o EPICENTRO será o que o TED é atualmente. Afinal o TED ultimamente tem contado com nomes de peso em sua programação. Quem sabe no EPICENTRO 2012 possamos contar com nomes como Chico Buarque ou Maurício de Sousa, mas, agora, o que importa é iniciar algo. Além disso, uma das maiores belezas do TED é trazer a tona pessoas fantásticas com idéias fantásticas que não são necessariamente famosas ou populares. Uma das melhores palestras que assisti no TED foi da Jill Bolte Taylor, uma pesquisadora do cérebro humano da qual eu nunca tinha ouvido falar.

Jordão conseguiu reunir um time de palestrantes interessantíssimo, dos quais a maioria eu nem conhecia. E foi justamente isso que me deixou mais animado, ter a oportunidade de escutar essas pessoas com idéias totalmente novas. Fiquei muito feliz quando o Jordão me convidou para palestrar. Falarei sobre como o crowdsourcing está mudando o nosso mundo.

O EPICENTRO acontece dia 19 de março de 2009 e tem a seguinte programação:

14:30 Recepção
15:20 Abertura, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro
15:30 Luciano Pires, Anarquista Corporativo
15:50 Fabio Seixas, Camiseteiro
16:10 Alexandre Oliva, Evangelizador do Software Livre
16:30 Christian Barbosa, Gerenciador de Tempo
16:50 Vicente Lassandro, Geólogo
17:10 Pedro Mello, Empreendedor Serial
17:30 Eric Acher, Venture Capitalist
17:50 Aleksandar Mandic, A Internet em Pessoa
18:10 Claudia Riecken, Psicóloga 2.0
18:30 Indio da Costa, Político 2.0
18:50 Rawlinson, Empreendedor e Filósofo
19:10 Marco Gomes, Interneteiro Profissional
19:30 Gabriel Peixoto, Educador
19:50 Miguel Cavalcanti, Pecuarista Digital
20:10 Marco Antonio Gonçalves, Marketeiro Jurídico
20:30 Adelson de Sousa, Chateaubriand da Informática
21:00 Encerramento, Jordão, Co-fundador e Editor do Epicentro

O EPICENTRO será transmitido ao vivo pela Aulavox. Todas as palestras serão gravadas em vídeo e disponibilizadas no site do EPICENTRO.

Evento: Epicentro
Onde: IT Midia - Praça Prof. José Lannes 40 - Edifício Berrini 500 - 17º andar - SP
Quando: 19 de março
Horário: 14h30
Inscrições aqui


epicentro.gif





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Web semântica e compreensiva
abril 2, 2007, 2:41 PM por Fabio Seixas

A evolução humana é constante. Na web não seria diferente. Tentamos determinar marcos históricos para facilitar o entendimento do progresso. Web 1.0, 2.0, 3.0.

Para onde a web está caminhando? Dizer que o futuro é a web 3.0 é clichê, afinal 2.0 + 1 = 3.0. Mas qual será o próximo grande passo no desenvolvimento da tecnológico, cultural e comportamental da web? A comunidade internacional está apostando que é a Web Semântica.

Semântica para compreender
O conceito da web semnântica não é novo. As primeiras discussões datam do final dos anos 90. O debate tem se tornado mais atual pois hoje temos mais condições de realmente enterdemos como usar a semântica. E a Web 2.0 ajudou muito nesse entendimento.

Web Semântica é a capacidade de computadores interpretarem, entenderem e tirarem conclusões do conteúdo disponível na web.

Pegue por exemplo uma ferramenta de busca atual. Seu funcionamento básico é o mesmo das primeiras ferramentas de busca. Dê alguma dica (i.e. palavras-chaves) e o mecanismo de busca irá mostrar uma pilha de documentos que podem ou não ter a resposta para o que você procura. O quão inteligente e otimizada é a pilha de documento é tarefa da busca. Cabe ao usuário pesquisar a pilha de documentos da forma que ele desejar, dando o trabalho que der.

Um mecanismo semântico de busca iria além. Iria interpretar e compreender o que você quer descobrir. Em seguida iria pesquisar, analisar, interpretar e compreender a sua base dados (ou várias bases de dados, ou ainda "a base de dados web") e iria mostrar A resposta.

Um exemplo: Você quer fazer uma viagem de final de semana. Então você entra no Google e digita "Pousada em Búzios promoção" e ele vai te mostrar uma lista de links apontando para documentos que podem ou não ter informações sobre a pousada que você irá se hospedar mas que nem você sabe ainda qual será. Neste caso a análise e pesquisa (interpretação e compreenção) dos resultados é tarefa do ser humano. A busca semântica, através de agentes inteligentes pessoasis, já saberia que você está prestes a tirar férias, que você é casado, tem 2 filhos e um cachorro e irá efetivamente achar a pousada que você irá se hospedar. Exatamente aquela que tem eventos para as crianças, aceita animais e está dentro do seu poder de compra. Ou pelo menos, se não fosse 100% eficiente, iria mostrar algumas poucas opções de acordo com o contexto.

Ou seja, interpretação e compreenção semântica do conteúdo online.

Mas como isso seria possível? Será necessário que existam estruturas de dados e de interpretação que permitam que os computadores possam entender e interpretsar o conteúdo. Para essa tarefa, existem os metadados (i.e. dados sobre o dado).

Imagine um Digg que, ao invés de ser potencializado pelas análises e contribuições dos seres humanos, seja potencializado por agentes computacionais inteligentes que tenham a mesma capacidade de análise. Isso é web semântica.

Imagine a existência de agentes pessoais inteligentes que que vasculhem a web interpretando-a em prol de suas necessidades profissionais diárias e seus desejos pessoais. Um "Mini-Me" inteligente que nos ajude em nossas tarefas de maneira mais eficiente. Isso é web semântica.

Imagine serviços inteligentes de acompanhamento de conversações na blogosfera que podem tirar conclusões sobre tendências mercadológicas de maneira automatizada. Um Technorati semântico. Isso é web semântica.

Mudança de paradigma
A possibilidade de computadores poderem entender e interpretar o conteúdo online é uma grande mudança de paradigma, principalmente quando isso atingir o usuário main stream. Alguns analistas apostam que isso deva acontecer daqui a 6 ou 7 anos. Ainda há muito a ser desenvolvido. Mas essa é a janela de oportunidade para que surja um novo "Google", com um IPO maior e ainda mais poderoso que o atual.

2.0 x 3.0
A web 2.0 foi um movimento natural. Algo que os usuários almejavam sem saber que almejavam e que a comunidade empreendedora foi aos poucos suprindo desde 2003.

A web semântica, ou web 3.0, vem sendo almejada e planejada pela comunidade acadêmica antes mesmo da web 2.0 ter se tornado main stream. E o fato de estar sendo planejada pode dificultar muito torna-la main stream. Quando algo surge naturalmente, é melhor aceito. Quando é previamente elaborado, levamos mais tempo para assimilar.

A web 2.0 é sinônimo de conteúdo gerado pelo usuário e participação. A web 2.0 não morrerá com a web 3.0. Ela será o alimento da web 3.0. A web 3.0 nada será se não houver enormes quantidades de dados para serem analisados e interpretados.

A humanidade produziu 161 bilhões de gigabytes de novos conteúdos em 2006. Espera-se que em 2010 a gente produza nada mais, nada menos que 988 exabytes, ou seja, quase 1 zettabyte de dados em um único ano. À 50 anos atrás a humanidade não tinha produzido 1 bilhão de gigabytes em toda a sua história.

Estamos em uma época de geração massiva e exponencial de conteúdo. Já aprendemos a acessa-lo, organiza-lo e torna-lo globalmente acessível de maneira automatizada (err... Google), mas ainda precisamos aprender a como torna-la interpretável e em como efetivamente interpreta-la automaticamente.

Na web 1.0 o poder estava no gerador de conteúdo ceentralizado. Na web 2.0 o poder estava no gerador de conteúdo descentralizado (o usuário). Na web 3.0 o poder estará no interpretador automatizado do conteúdo existente. Vale notar que um poder não anula nem inimiza o anterior.

Enfim, tudo por uma web mais esperta. Quem sabe um dia a gente consiga construir uma web quântica.





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Não vamos cometer os mesmos erros
março 26, 2007, 2:00 AM por Fabio Seixas

As palavrinhas estão no ar novamente. Ando escutando elas por ai. E não apenas nas mesas de bar. Ando escutando em negócios e projetos reais. IPO, Stock Option, Capital de Risco, etc. Tudo muito bom, um novo momento, novas oportunidades, etc, mas, por favor, não vamos cometer os mesmos erros novamente.

O ano de 2000 presenciou o desfecho de uma série de desventuras. Boo.com, Pets.com e tantas outras empresas que sumiram do mapa e que apostaram que poderiam aproveitar o momento e criar negócios sem bases sólidas contando com a possibilidade de serem compradas ou de fazerem IPOs milionários.

O momento está tornando a surgir. Isso é bom. O que vamos fazer com ele, quem vai se dar bem, quem vai se dar mal é o que devemos analisar.

Então, para não cairmos nos mesmos erros da bolha 1.0, sugiro algumas reflexões:

"Vamos criar uma empresa qualquerbuzzword.com e alguém vai querer investir na gente!"
No final dos anos 90, muitas empresas foram criadas com o esse pensamento. Qual o motivo para se criar uma empresa? Criar valor deve ser a resposta. Investimento financeiro deve ser o facilitador de um projeto e não seu objetivo final. Investimento serve para alavancar e viabilizar o crescimento, não para personifica-lo.

Qual é o seu modelo de negócio?
Muitas vezes essa pergunta foi simplesmente ignorada. Ou quando era feita, pouco importava a resposta.

Numa época de euforia é comum acreditarmos em modelos de receita mirabolantes que não se sustentam e não conseguem provar sua viabilidade. Empresas que apostam na publicidade como única forma de receita também foram, são e serão muito comuns. Mas e se o mercado de anunciantes não alavancar? Se a oferta de espaço publicitário for maior que a demanda? Como ficam todas essas empresas que contavam com a publicidade para pagar suas contas?

Uma sugestão pessoal minha: Arrume um jeito de colocar um pé no off-line e outro no on-line. Isso facilita muito as coisas. Não foi à toa que a taxa de mortalidade das empresas de e-commerce na bolha 1.0 foi menor que o resto do mercado. Elas agregavam valor de maneira factível.

Investimento para que?
Você buscaria um investimento financeiro para alavancar uma empresa viável ou para sustentar indeterminadamente algo inviável? A melhor forma de conseguir um investimento é não precisar dele. Se você está buscando investimento para pagar as contas, algo está muito errado.

"Ei! Eu tenho uma idéia fantástica! Vamos ficar milhionários!"
Ideias não impressionam mais. A execução sim. Idéias são baratas e fáceis de encontrar, já bons executores são difíceis de achar. Não se apoie somente na idéia. Idéias não importam tanto quanto antes. Pense na Starbucks. Uma cafeteria. Quer ideia mais sem graça que essa? No entando, foi a execução que a tornou uma das mais admiradas empresas do mundo.

Feitas para vender
Existem empresas que são contruídas para serem vendidas. Nada de mal nisso. Outras são feitas para durar. Vender uma empresa é apenas uma estratégia de saída do investidor/empreendedor. Não confunda estratégia de saída com modelo de negócio. Você pode até não ter uma estratégia de saída (talvez nem tenha pensando nisso), mas você não pode se dar ao luxo de não ter um modelo de negócio. "Vamos criar uma empresa e depois vende-la" não é um modelo de negócio, é uma estratégia de saída.

"Web 2.0 is the air for the next bubble" – Paul Witherow

Isso não significa que já temos uma bolha. O ar é apenas um elemento da bolha. A "película" que o envolve é o dinheiro sendo investido quase que indiscriminadamente. Isso ainda não está acontecendo no Brasil, mas talvez já esteja acontecendo lá fora. Mas os elementos que podem se tornar uma bolha já estão surgindo. Tudo depende do que iremos fazer com esses elementos.





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Jovens empreendedores da web 2.0
agosto 4, 2006, 12:46 PM por Fabio Seixas

A Business Week colocou em sua capa dessa semana, Kevin Rose, fundador do Digg. O Digg atualmente é o 24° site com mais tráfego nos EUA segundo o Alexa. Considere que o site foi lançado somente no finalzinho de 2004.

Isso mostra que estamos em uma época de novas revoluções, assim como ocorreu em 98/99. Estamos novamente entrando em um ciclo de inovação onde grandes oportunidades são criadas.

A prova disso é o índice Nasdaq que hoje está no mesmo nível do início de 99 e ainda muito abaixo do topo na época do estouro da bolha de 2000 (gráfico aqui).

E tem horas que é bom estar atrasado. É sabido que em países em desenvolvimento as coisas acontecem um pouco depois dos países desenvolvidos. Então se lá fora essa nova fase acabou de começar, significa que por aqui, se já começou, ainda está muito no comecinho. E isso significa oportunidades sobrando, mais capital disponível (disponível mas não de forma extravagente como no passado).

O empreendedor que enxergar isso, pode mudar o próprio destino. As economias funcionam em ondas. Sempre foi assim, desde a época de Cristo. E uma nova onda, a da nova fase da Internet, está apenas começando aqui e no mundo.

Prepare-se. Comece a pensar em como tirar proveito disso. Ache uma idéia. Monte um plano de negócio. Aja. Faça acontecer.

Falo isso porque, eu mesmo me arrependo de não estar preparado o suficiente em 96/97 apesar de não ter ficado parado na época.





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Bold Moves. A humildade baixou na Ford
julho 7, 2006, 10:32 PM por Fabio Seixas

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Uma atitude e tanto da Ford. Bold Moves. The future of Ford.

A Ford está pedindo ajuda ao consumidor sobre como salvar a empresa da atual crise mundial. Como fazer isso? Deixar a passividade de lado e transformar de maneira revolucionária a interatividade entre consumidor e a mega-corporação.

Os problemas internos da Ford serão expostos abertamente através do site e colocados em discussão entre os usuários.

Interessante vai ser ver o desbobramento dessa ação ousada. Pode ser que dê certo ou pode ser que seja um tiro no próprio pé. Eu torço para que dê certo. Será um indício de que a co-criação é mais poderoso do que podemos imaginar.

Resta saber se a Ford saberá tocar o projeto da maneira aberta como prometem. Difícil é emplacar uma atitude de uma empresa jovem, recem criada e com espírito 2.0 em uma mega corporação com 103 anos de vida e 327 mil funcionários. Podiam começar pedindo para todos os funcionários pararem de usar gravatas.

Via Brainstorm #9





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Idéias
junho 1, 2006, 7:08 PM por Fabio Seixas

Uma pequena lista de sites sobre novas idéias, modelos de ngócios e tendências que acompanho com regularida.

Springwise (www.springwise.com)
O Springwise é uma coletânea permanente e dinâmica de modelos de negócios criativos que surgem em todo o mundo. A seção "Idea database" requer parada obrigatória. Recomendo assinar a newsletter que sempre tem excelentes novidades. Sempre trazem novos negócios que desafiam o Status Quo com produtos e serviços criativos. São mente empreendedora em sua melhor forma. Exemplo não faltam: Uma forma de melhorar o processo de recrutamento usando vídeo, escolas ambulantes para crianças de rua ou turismo em forma de reality show. Menção também para a aparição brazuca, o BusBike.

TrendWatching.com (www.trendwatching.com)
O nome já diz tudo. Esse site identifica e acompanha as tendências nascentes em todas as partes do globo. Cada edição mensal trás um estudo profundo de uma nova tendência global ou o aprofundamento de uma tendência recente. Com cases de diversas empresas, o TrendWatching.com consegue diminuir o nevoeiro e melhorar a visão de empresários já visionários. Exemplos: Tryvertising, tendência de fazer propaganda por experimentação, Minipreneurs tendência de consumo de produtos onde o consumidor faz parte do processo de criação (Camiseteria?).

CoolHunting (www.coolhunting.com)
Um blog sobre produtos e serviços "cool". Arte, design, alimentação, música, fashion. Tudo muito bem selecionado, trazendo idéias de produtos fantásticos.

The cool hunter (www.thecoolhunter.net)
Outro bolg na mesma linha do CoolHuting. Esse, além de produtos bacanas, trás também idéias de propagandas e eventos muito legais.

Cool Business Ideas (www.coolbusinessideas.com)
Outro blog, mas nesse caso com uma visão mais empresarial de negócios que desenvolvem produtos muito criativos.

Espero que gostem das dicas!





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Disruptivo: RSS como email
maio 30, 2006, 11:29 AM por Fabio Seixas

Essa idéia/brainstorm eu vou compartilhar com vocês.

Ao escrever o último post sobre RSS como ferramenta de marketing, enquanto pensava no RSS como ferramenta de comunicação, me veio à mente um conceito muito interessante para a utilização de RSS.

Imaginem o email. Imaginem o telefone. Em ambas formas de comunicação você fornece uma informação para que aquele com quem você quer se comunicar possa entrar em contato. Ao entregar a informação, você perde o controle sobre quem vai te contactar, já que o seu endereço de email ou número de telefone passa a estar em poder de terceiros que podem passar essa informação para outros. Além disso, se você não quiser mais ser contactado por alguém que antes você permitiu, você tem um problema já que a outra parte já tem a informação de contato.

No caso no email, e em menor escala no telefone também, temos o problema do spam. Basta o spammer ter o seu email para começar a inundar sua caixa postal com emails indesejados.

Agora vamos inverter essa história toda. Imagine um sistema de comunicação entre pessoas não mais baseado em mensagens de email (outlook, gmail, hotmail), mas baseado em RSS Feeds contendo as mensagens entre as partes.

Vou exemplificar. Fulano acabou de conhecer Beltrano. Fulano quer mandar uma mensagem para Beltrano. Fulano abre seu MS RSSlook (eita! Quem sabe G"oogle"Rss?) e envia um convite para Beltrano. Ao fazer isso o RSSlook de Fulano cria e disponibiliza um RSS Feed exclusivo para o Beltrano contendo as mensagens que Fulano criou para Beltrano. Ao aceitar o convite, o RSSlook do Beltrano automaticamente cria um RSS Feed exclusivo para o Fulano. Os dois programas tratam de baixar as novas mensagens não lidas dos Feed de cada um, de forma autenticada. Está criada a relação entre as partes. E essa relação pode ser desfeita a qualquer momento.

Se você parar para analisar verá que é a mesma analogia dos programas de instant message onde um autoriza o outro a se comunicar com ele e ambas as partes possuem poder de a qualquer momento deixar de se comunicar com a outra parte. Só que nesse caso as mensagens não são instantâneas, são assincronas e persistentes, como no email, e baseadas em RSS hospedados nos servidores. Além disso o conteúdo fica disponível online, 24/7. Em qualquer lugar a qualquer hora você pode acessar seu "WebRSS" (Webmail?!) pessoal e ler e escrever novas mensagens.

Essa abordagem de comunicação baseada em RSS elimina o problema do Spam. Talvez só não resolva as mensagens indesejadas contendo piadas daquele seu tio chato.

O interessante é explorar as possibilidades do RSS além do conceito de disponibilização de notícias e blog posts.

Estou interessando em estudar a viabilidade de um serviço desse tipo. Se algum desenvolvedor/empreendedor estiver interessado em conversar sobre a possibilidade de desenvolver um serviço desse tipo, entre em contato, mande email, deixe comentário, faça sinal de fumaça.

"Compartilhar idéias é melhor do que deixa-las guardadas no confim da mente." Fabio Seixas





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