Fabio Seixas, versão txt
CitySourced, mais um passo para a democracia direta
setembro 20, 2009, 1:39 AM por Fabio Seixas

Em maio desse ano eu dei uma palestra onde eu apresentei algumas idéias de como o crowdsourcing poderia mudar a democracia e a participação dos cidadãos na gestão pública.

Uma das idéias é a de incorporar o cidadão comum como parceiro na gestão pública, mais notoriamente a detecção de problemas públicos.

Semana passada, aconteceu em São Francisco o TechCrunch50, um evento onde 50 startups são apresentadas a potenciais investidores. Uma das empresas, a CitySourced, que alias foi uma das finalistas, me chamou a atenção justamente pela proposta de permitir que cidadãos participem da gestão pública indicando problemas na sua cidade.

A seguir, o vídeo da apresentação da CitySourced no TechCrunch50:

Pra mim está claro o caminho que a humanidade irá tomar nos próximos 50 ou 100 anos: a tecnologia criando meios para que possamos cada vez mais depender menos de um grupo de representantes eleitos.

Update: Logo após publicar esse texto, estava lendo o artigo "O Brasil precisa cultivar programadores sociais" do WebCitizen e tomei conhecimento da campanha Apps for Democracy, iniciativa do Distrito de Columbia, EUA, que convoca desenvolvedores a criarem aplicações que usem dados do governo em prol da gestão pública e bem estar dos cidadão. Vejam o vídeo:


Update: Uma iniciativa brasileira que também atua na mesma área e não deixa a desejar para as iniciativas citadas acima é a Cidade Democrática. Vejam o vídeo de apresentação do projeto.





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JPG Magazine, a crise e a co-criação
janeiro 2, 2009, 11:01 PM por Fabio Seixas

A JPG Magazine dá o seu adeus.

A revista sobre fotografia da qual sou fã e que apostou no co-criação (crowdsourcing) como modelo editorial fecha as suas portas. A crise a pegou em cheio e ela não conseguiu sustentar seus compromissos.

No artigo onde anunciaram o fim da empresa, Laura Brunow fala que tentaram encontrar compradores para empresa ou novos investidores e ainda algumas alternativas criativas, sem sucesso.

Mas deixaram de lado uma opção natural para uma empresa que aposta na co-criação: pedir ajuda aos seus usuários. Não enviaram um email ou não montaram uma campanha de arrecadação de fundos, não tentaram a solução mais obvia.

Ao ler a notícia, meu primeiro questionamento foi se o que causou o fechamento foi a crise ou o modelo apoiado na co-criação, afinal eu mesmo tenho um negócio baseado em co-criação. Minha análise é de que o fechamento da JPG Magazine nada tem a ver com seu modelo de publicação editorial, mas sim em seu modelo de geração de receita, no caso publicidade, aliado ao péssimo momento da economia americana.

Mas o espírito criado pela revista continua. A Fray, uma empresa que aposta no mesmo modelo editorial está ai para mostrar a que veio. A única diferença é que a JPG Mag é uma revista sobre fotografia enquanto a Fray é focada em histórias.

Tomara que a JPG ache uma solução até segunda-feira, dia marcado para o site sair do ar. Até lá, aproveite para baixar as edições da revista em PDF.

UPDATE: A JPG Mag acabou de postar em seu blog que, depois do anúncio do fechamento da empresa, algumas partes estariam interessadas em comprar a empresa. Vamos torcer.





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Revenue Sharing no OutroLado
fevereiro 16, 2007, 10:37 AM por Fabio Seixas

Congratulações para o pessoal do OutroLado (aka Gilberto Jr.) por terem ouvido a comunidade tão atentamente e reagido com prontidão. É assim que se faz a Web 2.0.

Hoje foi anunciado que o OutroLado está compartilhando a oriunda do AdSense com os próprios usuários que enviarem matérias.

Esse foi um movimento que nasceu logo após o lançamento do site, durante bons debates e crtíticas construtívas que rolaram nas listas Blogosfera e Radinho. Prova de que, mais do que nunca, os usuários e clientes fazem parte do processo decisório das novas empresas de Internet. Muito diferente daquela postura monolítica imutável da Web 1.0.





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Lost 2.0
fevereiro 3, 2007, 11:40 PM por Fabio Seixas

Uau! Fiquei fascinado com essa notícia via TechCrunch: Help Find Jim Gray With Web 2.0

Um famoso cientista computacional americano chamado Jim Gray, foi dado como desaparecido após sair para um passeio em alto mar. A guarda costeira americana lançou uma força tarefa em busca do cientista mas nada encotrou. Então a Amazon entra na jogada de maneira brilhante (diferente do que fez a RedBull no buraco de São Paulo).

A Amazon iniciou uma nova força tarefa na busca em alto mar. Só que ela não lançou seus funcionários em barcos atrás do cientista. Simplesmente usou 2 de seus brilhantes serviços, o S3 storage service e o Mechanical Turk, juntou com uma porção de fotos de satélite da região onde estaria à deriva o cientista. Assim milhaers de pessoas podem ajudar a encontrar um pequeno ponto de 6 pixel na vastidão de imagens e achar Jim Gray.

Duas interpretações: Colaborativismo e Marketing

Colaborativismo
Fastástico ver como as novas ferramentas da web permitem coisas maravilhosas. Envolver milhares de pessoas na busca de uma pessoa desaparecida, mesmo que estas pessoas estejam na Ásia.

São essas ferramentas, desenvolvidas com o foco no usuário, na co-criação e no colaborativismo online que permite que forças tarefas enormes possam surgir em questão de dias ou horas. Nada disso seria possível se ainda tivessemos a visão da web 1.0.

Marketing
A Amazon foi brilhante em ajudar de forma efetiva uma causa nobre e ainda assim expor 2 de seus produtos que são partes importantes de sua estratégia de plataforma WebOS, sem parecer oportunista.

Conclusão
Essa interpretação nos traz as seguintes conclusões:

  • Ao fazer uma ação de marketing social, faça-o pelo social e não pela oportunidade/retorno.
  • A web 2.0 está ai e é uma realizade cada vez mais importante. Novos paradigmas. Novas possibilidades.





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    Inteligência coletiva x burrice das multidões
    janeiro 4, 2007, 8:12 PM por Fabio Seixas

    Fiquei muito feliz ao ler o artigo do Gilberto Jr. do w2br sobre inteligência coletiva (aka co-criação) e ver o Camiseteria como referência.

    Vale a lida no post: Inteligência coletiva ou burrice das multidões?

    Apenas um complemento ao post original:
    A inteligência está na opnião coletiva e não na criação. A criação individual prevalece sobre a criação coletiva e a opnião coletiva pervalece sobre a opnião individual.





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    Wikinomics
    dezembro 10, 2006, 5:37 PM por Fabio Seixas

    Parece interessante. Lançamento previsto para esse mês na Amazon.

    Wikinomics





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    Co-criação elevada ao próximo nível: Produtos eletrônicos
    dezembro 8, 2006, 10:56 AM por Fabio Seixas

    Para quem não sabe o que é co-criação: Imagine uma empresa que envolve seus consumidores no ámago do processo de criação de seu produtos. Isso é co-criação (ou Crowdsourcing).

    Pois bem. Hoje descobri um site que está levando a co-criação a um próximo nível em termos de possibilidades no processo de criação de produtos.

    crowdspirit.png

    CrowdSpirit é uma empresa que promove um processo participativo de pessoas, parceiros e investidores na criação de produtos eletrônicos. A novidade fica pelo fato de que neste modelo de trabalho, o site age com um agregador de partes que são necessárias para o desenvolvimento de um produto eletrônico. Consumidores agindo como idealizadores, especificadores e testadores de novos produtos. Parceiros tecnológicos e investidores propiciando o desenvolvimento, prototipação e lançamento do produto.

    Para entender melhor o processo:
    crowdspirit2.png

    Acho que o caminho dos próximos modelos de negócio será justamente a evolução de como podemos aproveitar o poder das massas em nossos negócios. E isso é muito bem vindo!

    Via: Spingwise newsletter





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    yTrends
    agosto 30, 2006, 10:55 AM por Fabio Seixas

    O Michel Lent deu a dica.

    O Núcleo Jovem da Abril realizou esse incrível trabalho de pesquisa sobre o jovem brasileiro abordando questões como comportamento, consumo, design, etc. O trabalho chama-se yTrends.

    Um parte muito particular da pesquisa me chamou atenção. "Novos Consumidores: 10 tendências do consumo jovem". Colocando de forma simples uma série de tendências conhecidas, a turma conseguiu compilar os itens que os empresários focados em jovens devem se preocupar. São eles:

    1- Geração Seleção
    2- Consumo Viral
    3- Consumo de Expectativa
    4- Comportamento Indie
    5- Design Nation
    6- O Consumidor é o Conteúdo
    7- Psiconomadismo
    8- Mente Global, Alma Local
    9- A Revolução Natural
    10- Consumo do Vazio

    Eu mesmo fiquei impressionado como a minha empresa, o Camiseteria, está alinhando com essas tendências sem mesmo ter noção racional de algumas delas. Algumas tendência são claramente identificadas em nossa operação como "Geração Seleção", "Consumo Viral", "Design Nation" e "O Consumidor é o Conteúdo". Mas fiquei feliz em identificar também o "Consumo de Expectativa", "Comportamento Indie" e "Consumo do Vazio".

    Para quem quiser entender melhor as tendências, a visita é extremamente recomendada.





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    IG, O Globo e a co-criação.
    agosto 14, 2006, 2:08 PM por Fabio Seixas

    O jornal O Globo definitivamente entreou para a era 2.0. Além do novo layout do site, o jornal traz também uma nova seção, o "Eu, reporter". Trata-se de uma seção com conteúdo (textos, fotos e vídeos) enviado pelos prórpios leitores.

    A tendência de participação colaborativa no jornalismo é clara e crescente. Muitos blogs são justamente um veículo jornalistico independente e colaborativo. Acredito que o percentual de conteúdo co-criado em sites de jornais irá aumentar significativamente no próximo ano. Acredito até que esse conteúdo irá, cedo ou tarde, migrar também para o jornal offline.

    Esse movimento significa conteúdo gerado por milhares de pessoas com a chancela de aprovação de um renomado jornal. E isso traz credibilidade para o conteúdo co-criado. Credibilidade muitas vezes não encontrada em fontes regulamentação alguma como blogs.

    O IG está sendo muito feliz em apostar no seu novo slogan: "O mundo é de quem faz". Junto com o novo slogan, o IG trouxe uma iniciativa parecida com a do O Globo chamada "Minha Notícia". Não tem a chancela de um grande jornal, mas é sem dúvida outra grande aposta na co-criação.





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    Bold Moves. A humildade baixou na Ford
    julho 7, 2006, 10:32 PM por Fabio Seixas

    hdrBoldMovesMain.gif

    Uma atitude e tanto da Ford. Bold Moves. The future of Ford.

    A Ford está pedindo ajuda ao consumidor sobre como salvar a empresa da atual crise mundial. Como fazer isso? Deixar a passividade de lado e transformar de maneira revolucionária a interatividade entre consumidor e a mega-corporação.

    Os problemas internos da Ford serão expostos abertamente através do site e colocados em discussão entre os usuários.

    Interessante vai ser ver o desbobramento dessa ação ousada. Pode ser que dê certo ou pode ser que seja um tiro no próprio pé. Eu torço para que dê certo. Será um indício de que a co-criação é mais poderoso do que podemos imaginar.

    Resta saber se a Ford saberá tocar o projeto da maneira aberta como prometem. Difícil é emplacar uma atitude de uma empresa jovem, recem criada e com espírito 2.0 em uma mega corporação com 103 anos de vida e 327 mil funcionários. Podiam começar pedindo para todos os funcionários pararem de usar gravatas.

    Via Brainstorm #9





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    Age of Peer Production
    junho 30, 2006, 2:31 PM por Fabio Seixas

    A Wired enxerga a co-criação como um novo paradigma nos processos produtivos. Chega a comparar esse novo conceito com os conceitos surgidos na Revolução Industrial e na Revolução da Informação.

    First, steam power replaced muscle power and launched the Industrial Revolution. Then Henry Ford’s assembly line, along with advances in steel and plastic, ushered in the Second Industrial Revolution. Next came silicon and the Information Age. Each era was fueled by a faster, cheaper, and more widely available method of production that kicked efficiency to the next level and transformed the world.

    Now we have armies of amateurs, happy to work for free. Call it the Age of Peer Production. From Amazon.com to MySpace to craigslist, the most successful Web companies are building business models based on user-generated content. This is perhaps the most dramatic manifestation of the second-generation Web.

    Matéria completa: People Power





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    Marcelo D2 + Co-criação
    junho 27, 2006, 9:11 PM por Fabio Seixas

    Marcelo D2, junto com o canal MultiShow, está realizando uma promoção bem no estilo co-criação.

    Se você acha que tem talento pra ser um diretor de um clipe musical, você manda um vídeo para eles mostrando seu talendo e se for escolhido você será um assistente de direção do próximo clipe do D2.

    Eu particularmente acho que seria bem mais legal, se eles efetivamente usassem os melhores vídeos enviados no próprio clipe. Ai sim seria co-criação na veia, mas já valeu a idéia da promoção.

    Veja a promoção aqui.





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    Mais iSummit 2006
    junho 24, 2006, 10:38 AM por Fabio Seixas

    Creative Commons é sinônimo de remix, ou seja, criar algo, disponilibilizar publicamente dentro das licenças CC e deixar que outro reutilizem o seu conteúdo de forma criativa.

    É ai que entra o EyeSpot, um site que permite encontrar, montar, remontar, remixar vídeos de diversos usuários e fazer os seus próprios.

    Muito interessante todo esse poder de User Generated Content e co-criação que a "nova internet" (só pra não falar em web2) vem proporcionando.

    PS.: Além de ter encontrado o amigo Mauro Amaral durante o evento, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o até então amigo virtual Cris Dias.





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    Arrume uma outra vida
    junho 22, 2006, 12:17 PM por Fabio Seixas

    Tenho lido ultimamente sobre o Second Life, um game multi-player de realidade virtual que promove uma realidade paralela à nossa onde pessoas comuns da vida real podem criar seus alter-egos virtuais e participar de uma comunidade extremamente calaborativa, com economia ativa e tudo mais.

    Até a American Apparel, lider nos EUA na venda de camisetas básicas no atacado, abriu uma loja nesse mundo virtual. Isso mesmo. É possível fazer negócio dentro do Second Life. Os Linden Dollars, moeda oficial, pode ser convertido em dólares reais.

    O banco americano Wells Fargo, comprou uma ilha dentro do jogo e montou um centro de educação de finanças.

    É um grande exemplo de um negócio baseado em co-criação. O negócio em si é a própria colaboração feita pelos usuários do game. Sem essa co-criação, o modelo de negócio se desfaz. Simplesmente deixa de existir.

    Quem pensou que "Matrix" só poderia existir na telona do cinema, pode estar enganado.





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    Co-criação: No man is an island
    junho 21, 2006, 11:45 PM por Fabio Seixas

    A revista Business 2.0 criou um artigo sobre as 50 pessoas que mais importam neste momento.

    Quem é o primeiro da lista? Você. O consumidor que cria.

    You! The consumer as creator Why You Matter: They've long said the customer is always right. But they never really meant it. Now they have no choice. You -- or rather, the collaborative intelligence of tens of millions of people, the networked you -- continually create and filter new forms of content, anointing the useful, the relevant, and the amusing and rejecting the rest. You do it on websites like Amazon, Flickr, and YouTube, via podcasts and SMS polling, and on millions of self-published blogs. In every case, you've become an integral part of the action as a member of the aggregated, interactive, self-organizing, auto-entertaining audience. But the You Revolution goes well beyond user-generated content. Companies as diverse as Delta Air Lines and T-Mobile are turning to you to create their ad slogans. Procter & Gamble and Lego are incorporating your ideas into new products. You constructed open-source and are its customer and its caretaker. None of this should be a surprise, since it was you -- your crazy passions and hobbies and obsessions -- that built out the Web in the first place. And somewhere out there, you're building Web 3.0. We don't yet know what that is, but one thing's for sure: It will matter.

    Gostei da expressão "networked you". Tem tudo a ver com aquele proverbio... "No man is an island".

    Co-criação é criação em rede.





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    Co-criação: novo paradigma para os negócios
    junho 20, 2006, 3:51 PM por Fabio Seixas

    Um novo paradigma vem surgindo de forma sorrateira no mundo dos negócios. A co-criação.

    Co-criação é permitir de alguma forma que o cliente ou usuário faça parte do processo criativo e produtivo da empresa. É mudar a forma tradicional das empresas produzirem onde são feitas pesquisas de mercado e desenvolvimento de produto na intenção de chegar a um produto final que uma grande quantidade de pessoas tenha o desejo de comprar. Nesse paradigma tradicional, sempre existe a figura do criador centralizado, o designer, o projetista que a partir de um feedback do mercado (pesquisa) trata de bolar algo para ser produzido e comercializado.

    No novo paradigma de criação de produtos, o consumidor participa ativamente do processo criativo, tornando o produto final muito mais atraente para o mercado, já que foi o próprio mercado que o criou. Isso é Co-criação.

    Exemplos de co-criação ainda são poucos (Camiseteria, Wikipedia, Nespresso, Eletrolux Design Lab, Seriado L Word Fanisode), mas acredito que em breve veremos cada vez mais iniciativas de co-criação.

    Essa estratégia promove diversos benefícios tanto do ponto de vista produtivo quanto do ponto de vista de marketing.

    Produtivamente falando, essa abordagem minimiza o risco de desenvolvimento de produtos pouco aceitos pelo mercado. Minimiza também o risco de uma análise mal feita de uma pesquisa de mercado. Além disso, dependendo de como a empresa implementar a co-criação, é possível aumentar exponencialmente a capacidade de criação da empresa. O que será que produz mais? Meia-dúzia de designers e projetistas ou 6 mil clientes colaborando na criação de algum produto?

    Do ponto de vista de marketing, a abordagem da co-criação cria um vínculo muito mais estreito entre o produto e os clientes. Esse estreitamento transforma totalmente sua forma de comunicação empresarial. Você deixa de falar com o cliente que apenas consome o seu produto e passa a falar com a pessoa que além de consumir, ajudou a criar o produto, seja de forma direta ou indireta. Transformamos "Ei, estranho, compre meu produto. Olhe como ele é bacana" em "E ai, meu camarada, olha como ficou bacana o nosso produto. Agora é só você comprar".

    Mas o que faz um cliente dedicar seu precioso tempo na co-criação de um produto? Várias são as motivações. Eis algumas:

  • Incentivo a fazer parte de algo maior que a pessoa sozinha não teria capacidade de fazer (software opensource).
  • Incentivo a notoriedade. É mostrar para o próximo que ele faz parte daquilo que foi criado.
  • Pura diversão.
  • Oportunidade de colaborar. O ser humano é um colaborador por natureza.
  • Recompensa financeira.

    A Internet e o desenvolvimento dos meios de comunicação permitiram novas formas de colaboração. Vide a Amazon por exemplo, onde o cliente colabora com conteúdo gratúito. Mas co-criação é coloaboração aplicada nas entranhas do processo produtivo. Co-criação, ao invés de colaborar com conteúdo sobre um livro, é efetivamente criar o livro em parceria com outros escritores. Seja para benefício do grupo que o criou ou para benefício dos prórpios criadores e da empresa que viabilizou e proporcionou a oportunidade de co-criar (uma editora por exemplo).

    Exemplos da vida real:

  • Camiseteria.com: Quem não conhece?
  • Wikipedia: Enciclopédia cujo conteúdo é criado milhares de usuários.
  • Nespresso: Concurso para a criação de produtos envolvendo a experiência de tormar um café.
  • Nokia Concept Lounge: Concurso (encerrado) para a criação de produtos da Nokia.
  • Seriado L Word: Um episódio do seriado L Word todo criado por fans da série.
  • Eletrolux Design Lab: Concurso para estudantes criarem produtos para a Eletrolux.

    Fica a pergunta: Como outros negócios podem aproveitar essa tendência?





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