Tenho visto o bafafá sobre o Blog da Petrobras e tenho achado tudo isso ótimo. Tão ótimo quanto o que acho que vem acontecendo com a indústria da música nos últimos anos.
A Internet muda tudo mesmo. Vêm mudando drasticamente a indústria da música reduzindo a venda de CDs, crucificando modelos de negócios estagnados e fomentando novos modelos criativos além de criar estratégias de divulgação que fogem do comum.
Não seria diferente com outra indústria, a do jornalismo.
A chegada do Blog da Petrobras não trouxe nenhuma novidade. No dia que o primeiro blog corporativo foi publicado, já aconteceu a primeira desintermediação dessa indústria. Uma empresa não precisava mais dos veículos tradicionais para colocar suas informações na rua tirando proveito de uma plataforma que favorece a divulgação da informação.
O que o Blog da Petrobras trouxe foi uma aumento da amplitude dessa desintermediação. Estamos falando de uma empresa de grande importância para o Brasil e qualquer movimento brusco merece reações das partes envolvidas. E em como toda desintermediação, o que está em jogo é o poder do intermediador.
O amigo e jornalista Tiago Dória já falava: "Jornais impressos nunca foram máquinas de fazer dinheiro, mas uma forma de ganhar poder e influência".
Os jornalistas estão alvoroçados porque tal atitude da Petrobras é uma ameaça ao seu poder e influência. Se a Petrobras já não precisa tanto dos veículos tradicionais para divulgar suas informações, ou mesmo questionar esses mesmos veículos, estes se tornam menos influentes, menos manipuladores e portanto, menos poderosos.
A Associação Nacional de Jornais anunciou que repudia a atitude da Petrobras. Já Associação Brasileira de Imprensa apóia a iniciativa. Ou seja, aqueles que defendem a imprensa como uma classe entenderam que isso é uma evolução do segmento, enquanto quem representa os jornais considera isso uma ameaça. Quem detém o poder não é a imprensa em si, mas sim os veículos (jornais) que nela se baseiam.
Em toda grande mudança de paradigma, a primeira reação da parte afetada é questionar a validade da motivação da mudança. Mas a força do meio é mais avassaladora do que a força de qualquer entidade de classe. O problema é que, como em qualquer grande revolução, sempre há aquele primeiro pato que é sacrificado na tentativa de manter o status quo. No caso da indústria da música o pato foi o Napster. No jornalismo nacional, o pato pode ser o Blog da Petrobras.
Durante o BlogCamp RJ eu dei 2 pitacos na seara de monetização de blogs. Falei que os blogueiros tinham que pensar em soluções alternativas de monetização além do tradicional adSense/Programas de afiliados.
Sugeri 2 modelos. Um deles era baseado em performance. Buscar um anunciante ou agência e ao invés de tentar fechar um pacote do tipo "pague-me agora e te darei x impressões de banner" tentar uma alternativa. "Eu te dou x impressões e se você atingir bons resultados você me paga". Modelo bom para o médio blogueiro que não tem força comercial mas sabe que tem um bom produto e não tem nada a perder.
O outro modelo era o de patrocínio onde o blogueiro procura associar seu blog a um único cliente com muita afinidade com o assunto do seu blog e que pagará um valor mensal. O exemplo que dei era a possibilidade da Skol patrocinar o Papo de Bêbado (provavelmente o Dulcetti teria que escolher outro nome). Simples assim. A Skol paga um X por mês para o blog expor constantemente a marca Skol.
Pois bem, hoje Jason Kottke publicou uma idéia interessante que é similar a esse modelo de patrocínio, mas com uma boa flexibilidade. Vender patrocínios semanais para os feeds do blog. É flexível porque é baseado em semanas e trata com poucos anunciantes, no caso 4 por mês.
Muito bem sacado. Ele já vendeu 2 das próximas semanas ao valor de US$ 1.200. Nada mal.
Hoje me deparei com o post do Juliano do blog Plástico Bolha falando sobre o caso "Flávia Vivendo em Coma".
Eu não conhecia a história nem a o blog em questão e fiquei tocado com a situação desta família que a 10 anos tenta encontrar o seu caminho para ser ouvida e vem encontrando na blogosfera a sua maneira de sensibilizar as pessoas.
A Flávia sobreu um acidente a 10 anos quando seu cabelo foi sugado pelo ralo da piscina do prédio onde morava. Vive, desde então, em coma. O blog da família relata a situação, os fatos e as dificuldades encontradas em tentar fazer valer a justiça neste país.
Somos nós, cidadãos comuns, que podemos fazer algo para ajudar à nós mesmos. A blogosfera tem esse poder e não podemos disperdiça-lo.
Então, meus colegas de blogosfera, sugiro uma segunda blogagem coletiva, dessa vez alavancada por estes que possuem maior visibilidade na blogosfera. Quem sabe não conseguimos fazer a grande e velha mídia se mexer um pouco e também fazer a diferença? Porque nós já sabemos que podemos fazer a diferença.
Infelizmente não estive presente no Campus Party. Uma conjunção de fatores me impediu de ir a São Paulo participar deste grande evento. Certamente não deixarei passar no ano que vem.
Houve ainda o protesto pacífico onde um blogueiros vestido de dinosauro invadiu o aquário da sala de imprensa para manifestar pela segregação entre jornalistas e blogueiros proporcionada pelo evento ao criar uma área de imprensa onde só podiam entrar jornalistas de veículos tradicionais.
Apesar da criatividade, eu me peguei questionando a razão e o objetivo da ação. Em muitos aspectos a blogosfera é muito mais eficiente que imprensa tradicional. Falo de abrangência, quantidade e velocidade da informação. E ainda assim a blogosfera cisma em querer ser tratada como imprensa tradicional. Não somos. E isso é bom!
É a aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio. A imprensa "blogosférica", essa feita por jornalistas amadores e profissionais, deveria se vangloriar de não precisar de um aquário, privilégios e preferências para fazer o seu trabalho. Deveria se orgulhar de ser aberta, democrática, transparente e ágil, características que muitos veículos tradicionais não podem oferecer.
O Campus Party por si só já deveria ser considerado mais um grande passo na democratização da comunicação aberta, espontânea e instantânea já que disponibilizou um link largo e democrático de conexão com a Internet.
Pra mim, o copo estava meio cheio no Campus Party no que diz respeito a questão de imprensa tradicional e blogosfera. A imprensa tradicional, cheia de hierarquias e processos editoriais, precisa de muletas para fazer seu trabalho. Precisa de alocação de profissionais, de um espaço exclusivo, sem barulho e de computadores emprestados. Por outro lado, temos a democrática blogosfera com seus milhares de voluntários, dotados de notebooks conectados e máquinas fotográficas focadas, com agilidade e opiniões afiadas (ou não) funcionando em um lindo caos harmônico (ou nem tanto).
Não digo que a imprensa tradicional não serve para nada. Muito pelo contrário. Neste país onde ainda buscamos a inclusão digital, a imprensa tradicional tem seu importante papel. Nem digo que ela é pior ou melhor que a imprensa "blogosférica". Digo apenas que tem estruturas diferentes, modelos de custos diferentes, objetivos diferentes e, principalmente, meios diferentes.
Cada um deveria cuidar do seu meio e deixar que o outro cuide melhor do meio que não entendemos. Deixem os jornais levarem suas informações do dia anterior impressas em folhas de papel para milhões de pessoas desconectadas e continuem fazendo o seu papel de colocar na web notícias e opiniões cada vez mais inteligentes e bem escritas.
Deixem o papel e a TV para quem os fazem bem. Nós temos a Web e sabe como comandá-la.
Meme de Elite novembro 29, 2007, 8:21 PM por Fabio Seixas
Já se foi o tempo em que eu era Top 10 do ranking do BlogBlogs. Os projetos crescem, o tempo diminui e o ato de blogar fica cada vez mais escasso.
Mas ainda assim, sigo sendo considerado como membro da elite dessa blogosfera. Bem, pelo menos o PortalCab acha, tanto é que me indicou para o Meme de Elite.
Cabe dizer que já faz um bom tempo que não participo de memes. Já se foi também a época em que eu criava os memes.
Então dando continuidade a esse meme, seguem minhas indicações de quem faz parte da minha elite na blogosfera:
Tiago Dória - Para mim, trata-se do melhor blog nacional sobre generalidades online. É daqueles que eu aguardo ansiosamente pelas atualizações. O Tiago faz o trabalho de mineração que eu gostaria de ter tempo de fazer. Mas não o invejo. Prefiro usufruir de seu conteúdo de altíssima qualidade.
Serendipidade - Fábio Cipriani é meu xará no nome e nos temas abordados. Seus artigos sobre tendências e marketing sempre valem a pena.
Brainstorm #9 - Não é puxa-saquismo, não. Eu curto muito esse blog. Carlos Merigo, do alto dos seus 14 anos de idade, faz um trabalho que poucos fariam com competência.
Manoel Lemos - Elite por elite, indico quem organiza essa bagunça.
O diferente desse meme é que quem mais for indicado, ganhará um crédito de R$ 50 no adWords para divulgar ainda mais seu blog. Não seria o caso de dar o prêmio para quem receber menos indicações? :)
Quem não teve a oportunidade de ir no encontro terá a oportunidade de vê-lo em vídeo. O Beto Largman (Feria Moderna)está disponibilizando paulatinhamente, em trechos de 10 minutos, as 3 horas de encontro.
Ontem aconteceu no Rio o 1º Encontro de Blogueiro e Leitores. Eu, Carlos Cardoso, Alexandre Inagaki, Paulo Mussoi e Beto Largmen compomos a mesa de debate, mas o mais bacana foi a turma toda participar como um grande debate.
O local estava lotado, cerca de 120 pessoas apareceram por lá para, mais do que perguntar, colocar suas opniões e enriquecer debates inteligentes, durante quase 3 horas.
Vou aproveitar a sugestão do Nelson Corrêa e fazer aqui nos comentários uma lista de presença de quem esteve por lá. Então se você apareceu, comenta aqui que depois eu compilo em uma lista única.
O Beto Largman está organizando um encontro de blogueiros no Rio no dia 6 de agosto.
Mas para bate-papo de botequim do que para discurso em púlpito, o evento contará com a nobre presença de algumas figuras do cenário online. Lia Amancio do Lounge (Lia, quero só ver você pagar o Martini, hein?), Nick Ellis do Digital Drops, o Carlos Cardoso, Alexandre Inagaki do Pensar Enlouquece, importado diretamente de São Paulo, Bernardo Bauer e Paulo Mussoi, coordenador dos blogs do Globo Online, além de mim e do próprio Beto Largman.
Ainda à confirmar, possivelmente teremos a presença do Alessandro Barbosa Lima do E.life e do nobre Bruno Alves do BrPoint.
Vai ser bacana ver essa turma toda debatendo junto com mais 120 pessoas.
O evento acontece no Armazém Digital do Shopping Rio Design/Leblon, a partir das 19h - Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Tel: (21) 2274-5999
Estão todos convidados. Na faixa, mas com lugares limitados.
Muita gente quer ganhar dinheiro com blogs. A receita de bolo tradicional é: crie um blog com conteúdo interessante que as pessoas queiram ler, coloque algum tipo de publicidade comissionada (adSense, Mercado Livre, HotWords, Buscapé, etc, etc), publique conteúdo sempre e espere os cliques nos anúncios.
Esse modelo tem alguns pontos fracos e só funcionam "de verdade" para poucos.
Audiência
É preciso ter uma audiência grande para que haja retorno financeiro relevante. Com pouca audiência, a conta fica nos centavos. Para ganhar dinheiro é preciso ganhar escala. Cada post atingido uma quantidade cada vez maior de leitores. Vejo uma relação de posts/leitores. Quantos leitores cada post de um blog atinge? Se a relação for baixa, você precisa postar muito. Se a relação for alta, basta um post para ver a grana começar a entrar. Em geral, existe um ponto de equilibrio onde postar mais não significa necessariamente mais receita, já que a quantidade de leitores tende a não crescer na mesma proporção.
Quanto custa?
Quem está vendendo algo é o blogueiro, no caso, espaço no seu blog. Mas quem define o preço é quem compra, a empresa que usa o espaço para veicular uma propaganda de um terceiro, o anunciante. Se o espaço é do autor, este não deveria ter o poder de definir por quanto quer vender esse espaço? Teoricamente sim mas por questões de patricidade o blogueiro prefere não se meter no meandro da negociação de espaço publicitário pois é mais fácil e rápido optar por um pacote pronto padronizado. "Ei, blogueiro, quer um esquema aqui de publicidade? Você me libera um espaço no seu blog e eu te dou x% do que você gerar de receita para mim." Modelo consagrado. Ai o cara entra e vai testando. Usa um parceiro aqui, outro ali, vê qual tem uma relação de custo/benefício melhor, qual se adegua melhor ao conteúdo do seu blog e assim vai levando enquanto tenta aumentar a audiência.
Cegueira publicitária
Com o aumento cada vez mais rápido de informações que nos são apresentadas diariamente, estamos ficando cegos para publicidade. Ai entra a tal história dos paraquedistas do Google. O leitor fiel tende a consumir só o conteúdo, já o cara que chega pelo Google tende a clicar mais nos anúncios já que está procurando por algo. Ou seja, o modelo de publicidade online, tem um grande desafio, tornar os anúncios relevante para o leitor fiel, este que mantém a base da audiência.
As partes
Blogueiros, empresas de publicidade, leitores. Em uma escala de benefício, quem se dá bem primeiro é a empresa de publicidade, depois o blogueiro e em terceiro, o leitor, mesmo assim pode-se dizer que o leitor nada ganha com a publicidade que lhe é apresentada. No máximo dizer que ele descobriu algo relevante clicando em algum anúncio.
Apesar dos pontos francos, este é o modelos mais difundido. Mas será que não cabe a difusão de modelos alternativos a esse?
Patrocínio
Um modelo interessante é o de patrocínio. Um blog pode definir se preço para que uma empresa patrocine seu blog por um determinado periodo de tempo. Nesse caso, o preço está atrelado ao tamanho da audiência e ao poder aquisitívo e/ou relevancia do público para o patrocinador. Neste caso, pode haver ou não o intermediador para conseguir o patrocinador e repassar parte do ganho em forma de comissão. O poder fica na mão de quem cobra o anunciante. Se é o blog, o intermediador ganha um percentual como comissão. Se é o intermediador, quem ganha a comissão é o blog. A questão é que quem ganha a comissão em geral fica com menos (as vezes muito menos) que a metade.
O patrocínio permite um brand awareness melhor para o anunciante e tende a trazer resultados melhores. Além de receita garantida para o blogueiro independente da audiência.
Revenue Sharing: Leitores/blogueiros se cadastram em um blog e fornecem seus códigos adsense que será usado na impressão de anúncios. Quanto mais um leitor comentar, mais vezes o anúncio dele aparece.
Uma loja online que patrocina um blog e oferece um vale-compras para quem comentou durante o período de patrocínio (mais ou menos na idéia do Mack).
Um blogueiro que converte parte das suas receitas em publicidade em vale-compras de lojas online para seus leitores.
ProBloggers 2.0
Uma evolução para os ProBloggers poderia ser eles deixarem de depender de intermediadores (ie. Google) e passarem a negociar por conta própria (ou com uma equipe) seus espaços publicitários. Seria economicamente viável? Talvez para blogs muito grandes.
Finalizando
Esse texto foi na verdade um grande apanhado de uma porção de coisas que andei pensando recentemente. Não há uma conclusão, apenas ficam as idéias para estimular um debate.
A blogosfera, principalmente através de seus membros auto-entitulados pro-bloggers, está vivendo a cultura da crítica irresponsável.
Blogueiros ávidos por assuntos para seus blogs, no intiuto de garantirem desesperadamente seu cheque de AdSense no final do mês, estão criando críticas irresponsáveis, não embasadas e sem análise criteriosa.
Isso remete ao meu artigo sobre a responsabilidade de blogs. Blogueiros estão usando seus populares canais de comunicação, sem analisarem o impacto de suas palavras na sociedade, pensando somente no benefício imediato pessoal. Esquecem que o principal motivo desse país ter os problemas que tem é que muitas poucas pessoas compreendem como o pensamento individualista desfavorece o desenvolvimento do meio. A Teoria dos Jogos está ai para ajudar a explicar isso.
Vejo situações como essas diariamente, mas vou relatar a que me aconteceu recentemente.
Publiquei neste blog a poucos dias atrás a informação que de o WeShow está contratando surfers. O anúncio dizia que estavamos selecionando pessoas entre 18 e 25 anos.
Irresponsavelmente, o Carlos Cardoso resolveu que isso se tratava de um pensamento discriminador sem se quer ouvir da parte citada o porque do anúncio.
Meu comentário lá:
....
a idade não é limitador para trabalhar no WeShow, é apenas um filtro do processo seletivo. Isso quer dizer que, do ponto de vista de processo de seleção, é mais otimizado entrevistar pessoas dessa faixa etária já que, em processos seletivos anteriores, se mostrou a faixa etária que trouxe candidatos mais adequados à vaga.
Não há discriminação de forma alguma, mas do ponto de vista de processo, não faz sentido gastar esforço da equipe de RH/seleção entrevistando pessoas que muito provavelmente não se adequam a necessidade que a vaga exige.
...
O WeShow não é um blog colaborativo. É um projeto global, atualmente com atuação em 3 países e que estará presente em mais 3 países até o final do ano.
Coordenar uma operação dessa não é simples. Uma empresa como essa não pode contar somente com um grupo de pessoas que navegam na Internet de casa fazendo seu trabalho. Estou falando de 40 ou 50 surfers. Fica muito difícil coordenar o trabalho de todas essas pessoas remotamente.
Mas me espanta o fato de que, num país onde as taxas de emprego são tão altas, onde muitas empresas buscam um jeitinho de burlar a lei, não valorizarem ações como esta onde uma empresa gera emprego e faz tudo como a lei manda.
Me chama a atenção ainda o fato de as maiores empresas de web 2.0 do mundo terem escritórios. Google, eBay, 37 Signals, YouTube, etc, etc, etc. Os engenheiros dessas empresas não poderiam trabalhar de casa? Sim, claro. Mas isso não ocorre porque estas empresas sabem o quando é importante a criação de uma cultura empresarial e um ambiente
saldável de trabalho. E isso não tem nada a ver com chefes idiotas que só querem ter em quem mandar.
Tenho certeza que, caso sua experiência como professor tivesse te dado uma visão mais empresarial, sua opinião seria diferente. :)
Mas como como vivemos em mundo livre, todos temos direito a opniões.
O Noronha não aprovou e não publicou o meu comentário, talvez porque este faça sentido e quebre o raciocínio dele.
O Bruno do Causos e Cousas, em comentário no post do Noronha, disse que acha que colocar pessoas para trabalhar fisicamente no mesmo lugar é "coisa de gente demente". Como?!
Essa cultura da crítica age depressa para destruir o espírito de inovação e do empreendedorismo. E não estou me referindo somente a negócios Web 2.0 brasileiros. Estou me referindo a críticas mal feitas e infundadas em várias áreas, na blogosfera ou não. Reclamamos do país, mas não apoiamos as ações que tentam melhora-lo.
Não defendo que devemos viver em um mundo livre de críticas, mas que as críticas devem ser , além de construtívas, embasadas em análises inteligentes, raciocínios factíveis e responsabilidade.
Os blogueiros precisam compreender que seus blogs, além de estarem pagando o leitinho das crianças, estão influenciando a nossa sociedade moderna. E esse é um enorme poder. E como dizia o Tio Ben, com todo poder vem sempre uma grande responsabilidade.
A Times Online fez uma seleção dos 50 melhores blogs sobre negócios. A lista é bem eclética. Já companho 9 deles e estou conhecendo outros novos bem interessantes.
O jornalismo cidadão tornou-se muito mais poderoso depois que os blogs se tornaram populares. Muitas vezes lemos notícias antes em blogs e depois nos veículos da imprensa tradicional.
Vivemos uma época em que o cidadão tem mais poder, tem mais voz no meio da multidão. Cada vez mais blogueiros estão se tornando influenciadores da nossa sociedade. Um movimento ainda tímido, mas real e forte.
Então fica a pergunta. Qual é responsabilidade social de um blog? Se estamos aqui para expor nossas idéias e pensamento, estamos conseqüentemente influenciando pessoas. E esse poder de influência tras consigo um alto grau de responsabilidade.
Como blogueiros, devemos nos preocupar em sermos socialmente responsáveis. Afinal nós também somos a mídia.
Foi com o post do Jefferson Neto sobre concorrência entre blogs que resolvi opinar sobre o assunto.
A questão: Existe concorrência entre blogs?
A resposta: Sim e não. Depende do ponto de vista.
Porque sim?
Como qualquer canal de divulgação de informações, os blogs sofrem do problema da idade da informação. O furo de reportagem ou noticiar fatos novos, ou frescos, é sempre melhor do que publicar informações antigas. É ruim quando chegamos em um blog em busca de novidades e ver uma notícia que já não é novidade para os leitores mais bem informados ou quando a notícia simplesmente é velha. Nenhum blogueiro está a salvo de publicar algo crente que é algo super novo e não ser.
Então, existe competição entre blogs no que diz respeito a quem publica primeiro uma nova informação. Eu particularmente já deixei de escrever sobre assuntos que já haviam sido falado por diversos blogs. Perdi o timing. E isso é comum.
Blogs como o Cocadaboa e Kibe loco disputam quem irá fazer a primeira piada sobre um fato relevante.
Também existe um tipo de concorrência mais intangível relacionada à publicidade em blogs que abordam os mesmos assuntos. Existe um estoque de anúncios a serem mostrados na rede do Adsense, por exemplo. Assumindo que deva existir um limite teórico deste estoque, o blog que gerar um clique naqueles anúncios primeiro irá tirar a publicação/clique de outro blog. Ou seja, uma espécie de concorrência. Talvez isso não seja comum, mas se pensarmos em blogs de nichos muito específicos e que não tenham muitos anunciantes, isso faz sentido. Se seu blog está mostrando muito anúncio calhau do Adsense é provável que os anúncios que por ventura existiram dentro do contexto, já foram publicados e clicados em outro lugar.
Outro ponto de vista é que existe um número limitado de eye-balls no mundo. Ou seja, todos os leitores do mundo geram uma quantidade qualquer de visitas ou leituras de artigos em blogs. Os blogs nada mais estão fazendo do que concorrendo por esses eye-balls. Nesse caso, a concorrência não se limita a blogs, mas a qualquer site.
Porque não?
Por um certo prisma editorial, não há concorrência. Porque a blogosfera é, antes de mais nada, um ambiente colaborativo. Opiniões são formadas a partir de outras. Notícias são replicadas e referênciadas. Links são publicados promiscuamente. Visitantes são compartilhados através de referências. A grande maioria não se importa que o visitante saia do seu blog e visite outro pelo simples fato de que não dá para impedir isso (e nem deveria ser cogitado). Ou seja, se não posso obrigar o visitante a permanecer no meu site, então que eu o leve a outros lugares interessantes. Da mesma forma outros farão o mesmo com o meu site. Nada mais colaborativo que isso.
O camarada Conrado Navarro do Dinheirama me privilegiou com o Thinking Blogger Award. Ou seja, pela opnião dele, meu blog faz os leitores (ou pelo menos ele) pensar.
O primeiro post do Versão txt, aquele que provavelmente ninguém leu, falava que eu iria usar este blog para me ajudar na tarefa de pensar. Saber que além de me ajudar, este blog também ajuda outros é a melhor recompensa.
Então nada como retribuir selecionando 5 blogs que me fazem pensar:
Mônica Sabino do Brand Game por suas opiniões afiadas sobre marketing e comunicação.
O blog do Tiago Doria e o blog Coletivo sem papas, incluindo todos os seu colaboradores, pela bela "web escavação" com opinião.
Hiro, do Widoníd Another Hiro, um ilustrador de mão cheia (quem sabe um dia ele descobre o Camiseteria) por sua percepção inteligente do design.
Citando o post do Navaro:
1. Se você ganhou o prêmio, destaque cinco blogs capazes de colocá-lo para pensar.
2. Coloque o selo Thinking Blogger Award em destaque no seu blog (como exemplo, o meu está colocado na coluna lateral).
3. Coloque um link para o blog onde as regras iniciais do prêmio estão listadas (o blog está em inglês).
Esse é mais um daqueles podcast onde o papo ficou tão bom que não conseguimos parar de falar. A consequência? Um podcast de 1h e 28min. Ok, é grande mas ficou bacana.
Abra o menu "ADVANCED" e depois "SUBSCRIBE TO PODCAST". Insira o endereço http://feeds.feedburner.com/braincast9 e pronto, você assinou o feed do Braincast no seu iTunes.
The 25 Basic Styles of Blogging ... And When To Use Each One
A maioria dos blogs são um apanhado de alguns estilos. Posso dizer que o Versão txt está mais para "Insight Blogging", mas volta e meia publico algo utilizando um outro estilo.
O COB, Comitê Olímpico Brasileiro, resolveu que irá permitir que os atletas brasileiros possam atualizar seus blogs durante as competições.
É uma grande vitória para a nossa blogosfera, não só porque teremos blogs com inside informations durante o jogos mais porque acredito que o COB cedeu sobre a decição de proíbir que os atletas divulgassem informações pois a blogosfera fez a sua parte pressionando e criticando ativamente a decisão original de proibição.
Outra rede de blogs, o Tipos, está fazendo a mesma coisa que o Interney.net Blogs em relação a colocar links não relacionados para outros posts de outros blogs da mesma rede nos feeds.
Sabemos (ou preferimos acreditar) que essas redes não fazem isso com a intenção de manipular ranking algum e que se trata apenas de uma legítima intenção de alavancar visitação para os demais blogs de sua rede. Mas fica ai mais um alerta de como isso pode influenciar erroneamente o ranking de blogs mais popular na nossa blogosfera.
Afinal, a quem o blog é servil? Ao leitor, aquele para quem o conteúdo do blog é gerado ou ao editor (i.e. blogueiro, dono do blog), aquele que usufrui e explora os ganhos gerados, sejam financeiros ou não?
Pergunto isso porque tenho observado que cada vez mais os blogs estão entupindo suas páginas com blocos de links patrocinados e banners de programas de afiliados.
Se o enfoque do blog é o leitor, então a publicidade deveria ser usada com parcimônia. Se o enfoque for o editor (há quem defenda que "o blog é meu, eu faço o que eu quiser nele e que se dane vocês leitores e comentaristas") a publicidade também deveria ser usada com parcimônia, afinal explorar o blog até o talo com publicidade é como vender o almoço para pagar o jantar. Em pouco tempo você não terá leitores e conseguentemente não terá cliques nos links.
Eu, quando caio em um blog que tem mais links patrocinados do que conteúdo, já penso 2 vezes se vou começar a ler. Se ainda assim iniciar a leitura, vai ser com um pé atrás, senão dois.
Dizem por ai que "a primeira impressão é a que fica" e que boa parte do conceito que temos das pessoas é criado nos primeiros 30 segundos. Não acho que seja diferente com blogs.
Deveriamos pensar em nossas páginas com um lote de terreno e saber usar esse espaço em prol do objetivo desse blog e não simplesmente sair loteando com blocos de links AdSense.
Sim, use publicidade mas antes de mais nada, pense em quem é o seu público e como ele está reagindo a quantidade de publicidade na sua página. Às vezes, menos links patrocinados podem até gerar uma receita maior.
Interessante notar nesta análise é que os blogs colocam anúncios na parte central da página, justamente onde é mais relevante colocar conteúdo original. Já os portais não usam abusam dessa prática. Preferem colocar anúncios ao redor do conteúdo central.
A idéia é trazer para o BlogBlogs as mesmas funcionalidades oferecidas pelo MyBlogLog, esse widget ai da barra lateral que mostra os últimos leitores do site.
Ainda está em versão beta, mas ele já anda prometendo outras brincadeiras como comunidades de leitores dos blogs, por exemplo. Tudo ainda em beta.
Quem quiser testar utilize o código abaixo substituindo CODIGO_DO_BLOG pelo código do seu blog no BlogBlogs.
Começando pela foto ai do lado. Talvez esse meme nem existisse se mais blogueiros colocassem suas fotos na side bar de seus blogs. Blogs são covnersações. Colocar uma foto ajuda a tornar essas conversações mais humanas e entendemos quem está por trás das palavras.
Fabio Seixas é um sujeito pacato que nasceu em São Paulo, se mudou para o Rio aos 2 anos, cresceu na cidade de Niterói e desde a faculdade não largou mais a cidade maravilhosa.
Fabio Seixas é vascaíno mas só porque seu pai assim o quis. Nunca jogou bola direito e acabou desistindo do esporte aos 11 anos.
Fabio Seixas é inquieto quando se trata de negócios. Adora idéias. Adora um bom debate. Dizem que ele às vezes tenta impor sua opnião, mas ele acredita que debates calorosos ajudam a desenvolvermos nosso raciocínio lógico e abstrato e melhorarmos nossa percepção do mundo. Ele pensa que não quer impor nada. Ele quer mesmo é debater cada vez mais.
Fabio Seixas não sabe cozinhar mas diz que gosta e que devia fazer um curso.
Fabio Seixas gosta de surfar mas o trabalho e a falta de tempo ultimamente o tem privado desse prazer.
Dizem que cada um tem uma idade eterna, a idade do espírito. Fabio acredita que sua idade eterna é 26. Mas ele não sabe porque.
Isso é um pouquinho de Fabio Seixas. O resto dá pra ir descobrindo acompanhando o Versão TXT.
O Orkut deveria permitir que os usuários informassem o endereço do feed de seus blogs pessoais e mostrar os artigos nos profiles. Deveria ainda ter uma página agregando os feeds de todos os amigos.
Este blog atingiu recentemente a marca de 300 posts. Com a experiência que ganhei aqui, resolvi criar um simples guia rápido de como eu acredito ser a melhor forma de entrar na blogosfera. São pequenas dicas que eu mesmo usei e outras que percebi com o tempo.
Defina-se
Sério, para que você vai criar um blog? O que você vai escrever? Com que objetivo? Para quem? Como? Com que linguagem?
Questões simples como essas muitas vezes não são respondidas. O sujeito vê o artigo da Veja falando de blogs, depois sabe do primo que tem um blog e que ganha uma graninha, ai começa a pesquisar e descobre que tem gente que ganha uma granona com blogs. Ai o sujeito vai lá e cria um blog. Mas e ai? O que vai surgir dessa empreitada? Antes de criar um blog procure entender porque você está fazendo isso. Em seguinda, ache a resposta para as demais perguntas acima.
Persevere
O começo será uma luta. Quase ninguém vai acessar seu blog. Você será apenas mais um. Sair do marrasmo blogosférico não é fácil. Conteúdo original de qualidade, daqueles que interessam a mais pessoas que não seus familiares e seus amigos, é o caminho para a felicidade. Ou seja, escreva algo que preste e suas chances de não ser só mais um no meio da multidão serão muito melhores.
Redefina-se
Você provavelmente irá escrever alguma coisa que você gostaria de não ter escrito. Aprendizado vem com o tempo. Redefina-se regularmente. Mas tente manter os objetivos inicias. Redefina sua forma de expor idéias, sua linguagem, e, porque não, seu público.
Tenha um guru, mesmo que ele não saiba disso.
Procure se identificar com algum blogueiro que tenho um estilo que lhe agrade. Ele não precisa saber que você existe. Se souber, não vai fazer muita diferença. Um guru vai te ajudar a enteder qual o melhor caminho para ter um blog de qualidade, desde que você escolha um guru que ofereça qualdiade. Um guru irá facilitar o seu entendimento de como lidar com os leitores, como tratar a linguagem e a qualidade/originalidade do conteúdo.
Aposte no design
O design ajudará você a se destacar da multidão. Isso não garante que você irá aparecer, mas ajuda bastante. O bom design mostra que você é sério sobre manter um blog. Não precisa ser um design vencedor de concurso, mas algo que seja de bom gosto.
Tenha um domínio
Como passar credibilidade se você não gasta R$ 30 por mês para ter um blog hospedado decentemente. Isso não quer dizer que um blog no blogspot não tenha credibilidade, mas ajuda a mostrar que você "não está vendo qual é".
Por menores
Para outros detalhes não menos importantes tais como domínio, hospedagem, tempaltes, etc, sugiro a leitura do artigo do Edney entitulado O que você precisa para começar um blog do zero
Epílogo
Eu sinceramente não sei para que escrevi isso. Acho que a maioria dos meus leitores já possuem blogs. Talvez isso ajude a repensarem seus blogs em algum aspecto que não estejam totalmente satisfeitos.
Carta aberta ao Edney do Interney.net e do Interney Blogs.
Prezado amigo Edney,
tenho acompanhado de perto o ranking do BlogBlogs que mostra a popularidade dos blogs nacionais. Este ranking tem como objetivo mostrar os blogs que mais recebem links de outros blogs, mostrando assim, sobre certo aspecto, a popularidade dos blogs nacionais.
Venho percebendo que o Interney Blogs, que é um agregador de blogs da rede Interney Blogs, vem subindo rapidamente no posicionamento do ranking, assim como os demais blogs de sua rede.
Analisando melhor o que vem ocorrendo, percebi que os blogs da sua rede oferecem conteúdos via RSS Feeds diferentes do conteúdo efetivamente mostrado publicamente nas páginas dos blogs. Os feeds mostram, ao final do texto do post, um conjunto de links no estilo de "posts similares" que apontam para outros posts dos blogs da rede Interney Blogs.
A utilização de links para posts similares ou relacionados em blogs é muito bem vinda por toda a comunidade blogueira mas creio a maneira como está sendo utilizada em sua rede não demostra a melhor representação da popularidade dos blogs no Brasil. Aponto três motivos para isso:
A lista de post relacionados aparecem somente nos feed e não no post original no blog. Ao meu ver, o conteúdo dos feeds deveria ser idênticos ao conteúdo do post original. Outros blogs que utilizam essa técnica o fazem mostrando no blog e no feed.
A lista de post relacionados deveria apontar para posts efetivamente relacionados ou similares. Analisando os feeds dos blogs da rede Interney Blogs, pude constatar que os links apontam para outros posts com conteúdos que nada tem a ver com o assunto tratado no post original, o que disvirtua totalmente o objetvido de oferecer uma lista de posts relacionados.
A lista de post relacionados linka para outros posts de outros blogs senão o blog em questão. O conceito de lista de posts relacionados como é aplamente aceito e interpretado, tem como obejtivo de mostrar para o leitor outros posts daquele mesmo autor sobre assuntos relacionados dentro do mesmo blog.
Estes 3 fatores estão criando uma situação dentro do ranking do BlogBlogs que não é real.
Considero o ranking do BlogBlogs uma das melhores ferramentas que a nossa blogosfera ganhou nos últimos tempos. Assim como o resto da comunidade de blogueiros, gostaria de vê-lo representanto de maneira mais fiel possível a popularidade dos blogs nacionais.
O que estamos vendo é que, muito em breve, os top 25 blogs do ranking serão os blogs da rede Interney Blog o que sabemos não é uma representação, nem aproximada, da realidade. Caso isso se concretize, o ranking deixará de ter o seu valor.
Escrevo esta carta não com o objetivo de criticar, mas com o objetivo de preservarmos a nossa blogosfera e de trabalharmos para desenvolve-la. Acredito que a comunidade como um todo ganha com isso.
Edney, publiquei essa carta aberta com a melhor das intenções. Te considero um dos grandes desenvolvedoers da blogosfera nacional. Creio que você saiba disso. Já tive a oportunidade de te dizer isso pessoalmente. E tão somente por essa admiração é que estou buscando seu entendimento em relação a essa questão.
Sendo assim, peço uma avaliação do seu posicionamento perante essa questão e convido a blogosfera a debater o assunto.
Nesse papo descontraido, muito se falou sobre a blogosfera. Falou-se de tudo você queria saber sobre a blogosfera mas nunca teve coragem de perguntar. O Edney contou pra gente o quanto ele ganha com seu blog. Mas eu não posso falar aqui se não ele vai contratar um matador de aluguel.
Conseguimos registrar em vídeo o segredo do Edney de como ganhar dinheiro com blogs. Mas não reparem na lingua enrolada porque o grau alcoólico não era dos menores.
Falamos de Interney Blogs, de 13Nós, de monetização, de conteúdo de qualidade, de ad-sense, Mercado Livre e de peitinhos caídos (e não era pornografia). Falamos de cerveja quente e acabamos concordando que o Rio é muito melhor que São Paulo, pelo menos no quesito cerveja gelada.
Outro dia me peguei pensando nos métodos que utilizo para criar conteúdo para o blog. Percebi que utilizo alguns métodos para achar idéias sobre o que escrever.
Então resolvi que seria uma boa idéia expor aqui alguns desses métodos e abrir um meme na blogosfera sobre como vocês buscam assuntos para escrever.
No fundo é tudo uma questão insight sobre o que escrever. Mas como criar um ambiente propício para que insights surjam?
Temas e assuntos
O maior desafio é levantar temas que sejam revelantes para o público e que sejam originais. Os melhores autores são aqueles que buscam originalidade nos assuntos que escrevem. Seja o primeiro e será seguido.
Fontes de informação
Listas de discussão são boas fontes de assuntos. Em geral instigam nossas mentes a pensarmos sobre novos assuntos. E é nesse ponto que novos insights podem sugir. Sempre que vejo uma boa discussão da lista Blogosfera ou no Radinho, procuro olhar com outros olhos e tentar enxergar que outros assuntos complementam o tema em discussão. Boas ideias surgem desse método.
Ler revistas sobre assuntos que aparentemente não me interessam também servem como boa fonte de insights. Pense fora do quadrado.
Cotidiano: capture seus pensamentos
A todo instantes estamos pensando em algo. Mas na grande maioria das vezes esses pensamentos passam batidos e nem sempre ficam na memória recente. Eu procuro sempre "capturar meus pensamentos" do cotidiano tentando assimila-los de maneira real e não deixa-los simplemente passar pela mente. Talvez esse seja o método mais difícil, mas um bloco de anotações ajuda nessas horas.
Títulos de posts
Este talvez seja o método mais "diferente". Eu uso o leitor de feed do borwser Maxthon e ele permite que eu veja somente os títulos dos posts dos blogs que eu acompanho. Vez por outra, eu leio o título de um post e tento imaginar sobre o que aquele autor irá falar sem ter lido o texto completo. Neste momento vêem a mente diversos assuntos. É um exercício interessante. Mais interessante ainda é ver que, ao ler o post, muitas vezes o assunto tratado pelo autor é completamente diferente dos assuntos que você imaginou. Mas isso não é problema porque seu repertório de assuntos já ganhou alguns candidatos.
Acho que isso dá um bom meme. Mas não vou convidar apenas 5 "visinhos". Acho que pode ser um meme livre onde qualquer um pode participar mostrando como bloga. Acho que a blogosfera tem muito a ganhar com essa disseminação de técnicas.
A blogosfera ganhou mais uma funcionalidade. O Overmundo lançou o Overfeeds. Você cadastra seu blog e ao publicar um artigo sobre cultura brasileira usando uma categoria específica, seu post é incorporado ao Overfeeds.
Excelente iniciativa para agregar o conteúdo sobre cultura brasileira da nossa blogosfera. Quem sabe esse não é o primeiro de uma nova onda de agregadores de nicho?
É verdade. Um representante do Google Brasil acabou de me ligar. O assunto era a minha conta de publicidade Adwords do Camiseteria.com que anda desativada a alguns meses. Eles estão trazendo para o Brasil o programa Jumpstart que consiste em dedicar uma equipe para fazer a configuração, operação e otimização de sua campanha via Adwords.
A Idéia é mostrar o caminho das pedras para que os anunciantes conheçam melhor o Adwords e posteriormente possam fazer suas campanhas sozinhos.
Porque isso é bom? Porque mostra que o Google está investindo forte no desenvolvimento de uma base de anunciantes nacionais. E como consequência, quem oferece Adsense pode vislumbrar um mercado de publicidade baseado em adwords mais bem desenvolvido no Brasil e conseguentemente mais lucros.
O Fábio Caparica do URL Sinistras publicou uma série de entrevistas com alguns blogueiros nacionais na intenção de descobrir qual a motivação deles em manter seus blogs. O pano de fundo das entrevistas é o atual debate sobre monetização de blogs.
Tenho testado a versão beta do novo BlogBlogs a pedido do Manoel Lemos.
Algumas novidades: Novo layout, uma área de perfis de blogueiros, mais rapidez no processamento dos posts, uma lista de blogs com mais fãs e principalmente o novo ranking.
O ranking acredito que será a grande vedete da nova versão. Diferente do Technorati cujo o ranking só mostra os Top 100, o ranking do BlogBlogs irá mostrar os Top 500 da blogosfera brasileira.
Apesar de ainda estar em versão beta, já temos uma provinha do que vem por ai.
No momento desse post, os Top 10 do ranking principal do BlogBlogs são:
Segundo Manoel, ainda estão sendo feitos ajustes no sistemas de classificação do ranking. Além disso acredito que a própria blogosfera irá se mexer e esse ranking tende a alterar junto, mas já dá pra ter um gostinho.
Assim como no Technorati, o ranking só considera os blogs estão cadastrados no BlogBlogs. Então corre lá e cadastra logo o seu para fazer parte desse ranking.
Eis as minhas:
1- Criar mais conteúdo interessante para o versão txt
2- Lançar o 13Nós (???)
3- Fazer o Camiseteria crescer ainda mais
4- Todo mês ajudar uma velhinha a atravesar a rua, mesmo que ela não queira. Ou seja, vez por outra fazer uma boa ação por ai, ou pelo menos tentar.
5- Fazer pelo menos 1/3 das coisas da minha lista do 43 things
O mundo é um moinho
que gira de maneira competente...
e assim será... para sempre
a pessoa errada tem medo
das sensações mais esquisitas
evita o o baixo astral
mas não larga o último bar
contrangedor é aquele rancorzinho
enterrado no poema de mulher
mas como dizia o vizinho do 57
tudo vai passar.
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A Lucia Freitas do ladybug foi minha sorteada no amigo secreto da lista blogosfera. Meu presente para ela? Esse post e o poema acima. Tudo bem que não sou lá um grande escritor de poemas, mas deu para mostrar o quanto essa menina tem o dom para bons textos. Sucesso para você em 2007!! Keep rocking the words!!
Fui agraciado com o post do Issamu, um sujeito sagaz lá de Maringá que me sorteou. Issamu, confesso que fiquei lisongeado com suas palavras. Bom saber que meus textos e idéias influenciam positivamente esse pessoal bacana da lista! Grande abraço e muito sucesso para você em 2007!
UPDATE: Cometi uma gafe horrível. Fiz todo o post apontando para outro blog que também se chama ladybug. Mas sempre há tempo para consertar. Desculpe. :)
Lúcia, acabei de descobrir que seu verdadeiro blog (e esse aqui e aqui também) é ainda melhor do que o blog que eu pensei que fosse seu! :)
Bem, parabéns pelos (3!) blogs. Muito sucesso e muitos posts em 2007!
A edição de novembro da revista Exame PME trás uma reportagem na qual eu e Rodrigo David, meu sócio no Camiseteria.com, colaboramos com a nossa experiência em manter o blog corporativo do Camiseteria.
Após descobrir que Michael Arrington do TechCrunch, o provável blog sobre web 2.0 mais famoso do mundo, esta faturando 60 mil dólares por mês com venda de publicidade, parei para pensar na oferta e demanda em publicidade em blogs.
Na lista de discussão Blogosfera já rolou muito papo sobre monetização de blogs e a minha conclusão foi de que é muito dificil ganhar dinheiro com blogs no Brasil.
Michael criou um blog sobre um assunto que muitas pessoas (pelo menos as de lá. Ele tem 1, 5milhão de leitores regulares) tinha necessidade ou vontade de consumir. Havia a demanda reprimida. Ou seja, monetizar um blog sobre um assunto cuja oferta de conteúdo é excassa é muito mais fácil (ou menos difícil) do que um blog sobre um assunto que: a) existe pouca demanda por conteúdo b) dezenas (ou centenas, ou milhares) de outros blogs escrevem sobre a mesma coisa.
No primeiro caso, porque blogs com conteúdo pessoal não conseguem se capitalizar? Porque não há demanda suficiente por conteúdo pessoal.
No segundo caso, como pode um blogueiro que escreve sobre programação querer faturar um bom dinheiro se existem milhares de sites oferecendo conteúdo?
Qualquer blog que se encaixe nessas situações e tente ganhar dinheiro vai apenas catar migalhas.
Ter um blog para ganhar dinheiro é como qualquer outro negócio, virtual ou não. É preciso oferecer um produto que as pessoas queiram comprar. Não basta o produto ser bom. Não basta o produto ser barato (eye-balls e banner clicks). Tem que haver demanda! É o principio básico da economia que parece ser ignorado pela grande maioria de blogueiros que querem monetizar seus blogs.
Os blogs nacionais que falarem de assuntos globalizados (ex.: tecnologia) irão sempre concorrer com os "grandes" blogs americanos. Ok, o portugues ajuda a manter uma "clientela" fiel, mas não é isso que vai mudar o rumo do jogo.
Se você gostaria de ganhar dinheiro com blogs deveria olhar a blogosfera da mesma forma que um empresário olha o mercado. Quais as oportunidades que existem nesse mercado neste momento? Que demandas estão reprimidas e que eu tenho capacidade, conhecimento e vontade de suprir?
No Brasil, não há quem consiga dizer com precisão qual o blog brazuca mais lido e mais acessado do momento. Porque? Porque não existe um blog que seja singular na criação de conteúdo para um assunto que haja uma enorme demanda.
O que você quer ler?
Se você fosse criar um blog que viria a ser disparado o blog mais acessado e lido pelos brasileiros, sobre o que esse blog falaria? O que, neste momento, uma grande massa de brasileiros gostaria de ler através de blogs e não consegue pois não existe conteúdo?
Quem conseguir descobrir isso e tiver o conhecimento, a capacidade e a vontade de cria-lo tenho certeza que conseguirá capitaliza-lo sem catar migalhas. Quem descobrir isso irá criar o blog mais lido e acessado do Brasil.
Quem está comprando publicidade?
Outro ponto é a demanda por publicidade. De que adianta querer monetizar um blog sobre qualquer assunto se não existem compradores de publicidade interessados em leitores daquele assunto?
Se houvesse um blog nacional, com conteúdo original e interessante sobre carros, talvez houvessem compradores de publicidade. A Fiat é uma que adora ações online.
Quais são os mercado nacionais que possuem os maiores investimento em publicidade? Algum blogueiro se fez essa pergunta antes de se enveredar pela blogosfera? Quem aqui que deseja ganhar dinheiro através de um blog fez uma pesquisa de mercado ou até mesmo um plano de negócios? A verdade é dura, não é mesmo?
Uma questão de economia
As leis econômicas são fortes demais para serem ignoradas, seja na blogosfera ou seja na padaria da esquina.
A forma mais barata de você se engajar na discussão de seus clientes sobre seus produtos é.... adivinhe... ter um blog.
Se ter um blog significa aproximação dos seus clientes com a sua marca e produtos e além disso ver de perto qual a percepção deles sobre seus produtos, então porque você ainda não tem um blog?
Existe desvantagem em ter um blog que fale da sua marca e do seu produto? Acho que não.
Renomado setembro 4, 2006, 11:29 PM por Fabio Seixas
É estranho quando te chamam de renomado. Estou eu aqui, escrevendo sobre assuntos que gosto, criando temas, tentando ser original, tentando agregar valor a assuntos sendo debatidos blogosfera a fora. Confesso que um pouco de massagem no ego faz bem. Encaro isso como consequência de um trabalho bacana sendo feito. E apenas isso, uma consequência.
Sinceramente, meu objetivo aqui nunca foi o de me transformar em um "renomado blogueiro". O post inicial deste blog já dizia que este blog tinha a função de me "ajudar na tarefa de pensar".
Blogs são como empresas. Precisam de um objetivo. Ter um objetivo claro ajuda a achar o caminho correto. Quantas vezes deixei de blogar algo por achar que não agregava em nada, seja em meus pensamento ou pela blogosfera. Nunca fui fã do re-blog só pelo re-blog.
Blogs que buscam reconhecimento só pelo reconhecimento são como empresas que buscam lucro só pelo lucro.
Reconhecimento e lucro devem ser consequência de algo feito com paixão. A empresa que fizer algo com paixão consequentemente terá lucro. A empresa que existe só pelo lucro perde o seu rumo, pois todos os caminhos são os caminhos certos quando o objetivo é apenas ganhar algum dinheiro.
A paixão move o mundo pelo caminho do progresso. A ganância e a soberba movem o mundo pelo caminho da estagnação coletiva.
Resumindo, a história é a seguinte: Em um post do blog Imprensa Marrom, um sujeito anônimo fez comentários ofensivos à empresa que havia sido comentada no post em questão. O tal dono da empresa processou o blog por danos morais e o responsável pelo blog foi condenado em primeira instância a pagar uma indenização de R$ 3.500,00 por danos morais.
Mesmo sem ter sido o autor do comentário, o dono do blog foi considerado culpado pois pelo entendimento da justiça, "os comentários fazem parte do blog". O sujeito não tinha moderação ativada em seus comentários, o post era antigo, ele não viu o comentário ofensivo e danou-se.
Nem vou entrar na discussão de liberdade de expressão, eliminação das caixas de comentários de todos os blogs nacionais ou coisas do gênero. Prefiro me ater a panacéia à qual empresas de má reputação apelam para mascarar suas péssimas atitudes.
Esse tipo de atitude é a prova cabal de que os donos de empresas de má reputação perderam o controle de sua imagem pública e precisaram apelar para a justiça para tentar mostrar para todos que o mercado está errado em relação a eles.
Boa reputação se cria. Má reputação se evita cultivando boa reputação. Depois que a má reputação está instalada, é melhor fechar as portas e tentar de novo, em outro ramo se possível. Apelar para a justiça é apostar em uma recuperação de imagem improvável de acontecer, por mais que se ganhe a causa (afinal nem sempre a justiça é justa).
Ao agirem dessa forma, essas empresas estão na verdade alimentando mais ainda a imagem negativa que já está instalada, aumentado o tamanho da bola de neve e piorando mais ainda a situação.
O ideal é evitar a má reputação, mas mesmo que isso tenha saído de controle, é preferível uma atuação low-profile tentando resolver a questão sem aumenta-la.
Em tempo. A justiça brasileira está tendo a oportunidade de mostrar se é competente em assuntos cibernéticos. Resta saber se conseguirá aproveitar essa oportunidade. O primeiro passo já foi meio torto. Veremos.
Confesso que nunca acompanhei o blog, primeiro porque bem no início não tinha muito conteúdo, o que não permitia uma boa avaliação e segundo porque, a princípio, construção civil não é um assunto que me interessa muito.
Fiquei muito bem impressionado. Excelentes textos e podcasts. Falando de contrução civil, mas não só disso. Muitos posts com temas empresariais interessantes, todos muito bem escritos. Perfeitamente alinhado com o perfil do cliente deles, trazendo informações pertinentes para clientes e não clientes.
A 6 dias atrás foi criada a lista de discussão Blogosfera. Já são 120 pessoas colocando suas opniões em debates de altíssima qualidade. Acho que muitas coisas boas vão sair dali.
A discussão sobre ganhar dinheiro através de um blog gerou muitas mensagens. A maioria defendo que devemos sim ter blogs profissionais que geram renda para seus criadores e que permita que estes possam viver de seus blogs. Au meu ver, esse é um grande facilitador do desenvolvimento da blogosfera nacional.
A qualidade dos blogs nacionais também foi pauta com excelente conteúdo. É praticamente unânime que nossa blogosfera precisa melhorar em termos de qualidade, principalmente de conteúdo. E nesse caso, o maior vilão é o reblog do tipo roteador. Ou seja, aquele reblog que não acrescente muito em termos de opnião ou conteúdo.
Estamos estudando a possibilidade de criarmos um Podcast periódico tratando de alguns debates que rolarem na lista.
Nobres blogueiros, como ávido defensor e desenvolvedor da nossa blogosfera, resolvi criar uma lista de discussão sobre o tema para que possamos debater como podemos desenvolver e crescer a blogosfera nacional.
A idéia é criar um ponto de encontro onde possamos expor idéias e criar debates que alimente os blogs dos participantes. Temas, posts coletivos, podcasts, entrevistas, novos serviços. Tudo pode nascer aqui dentro.
Anyway, parabéns aos que foram contemplados! Afinal, sucesso se faz com alguns anos de blog na bagagem.
Em especial para os conhecidos Inagaki e Edney.
Finalmente! julho 23, 2006, 8:41 PM por Fabio Seixas
Finalmente uma iniciativa de nível para confortar a blogosfera brasileira.
Eu já era defensor de uma iniciativa nacional parecida com o Technorati e hoje tive a grata surpresa de ver o trabalho do BlogBlogs.
Lançado aparentemente esse mês, já conta com 85 mil blogs nacionais sendo indexados! 85 mil! Muito bacana. E pelo reach do Alexa, já dá pra ver que vai bombar. Analisando a url do meu perfil, constatei que existem somente 358 usuários cadastrados. Como não sei a data oficial de lançamento, não dá pra dizer se é muito ou pouco.
Fico feliz porque é mais uma forma de valorizar e desenvolver a nossa blogosfera. Só tenho uma crítica. O assunto do email de boas-vindas era: "[BLOGBLOGS.COM.BR] Welcome to BLOGBLOGS.COM.BR!" Faltou só uma brasilidade ai, mas de resto tá muito bacana.
A rede internacional de blogs metropolitanos Metrobloging lançou recentemente o seu primeiro nó sul-americano e a cidade felizarda nada mais é do que a cidade maravilhosa.
A Ford está pedindo ajuda ao consumidor sobre como salvar a empresa da atual crise mundial. Como fazer isso? Deixar a passividade de lado e transformar de maneira revolucionária a interatividade entre consumidor e a mega-corporação.
Os problemas internos da Ford serão expostos abertamente através do site e colocados em discussão entre os usuários.
Interessante vai ser ver o desbobramento dessa ação ousada. Pode ser que dê certo ou pode ser que seja um tiro no próprio pé. Eu torço para que dê certo. Será um indício de que a co-criação é mais poderoso do que podemos imaginar.
Resta saber se a Ford saberá tocar o projeto da maneira aberta como prometem. Difícil é emplacar uma atitude de uma empresa jovem, recem criada e com espírito 2.0 em uma mega corporação com 103 anos de vida e 327 mil funcionários. Podiam começar pedindo para todos os funcionários pararem de usar gravatas.
Andei reparando alguns padrões aqui no blog. Sempre que eu escrevo sobre blog e blogosfera, as pessoas comentam mais, participam mais, tenho mais visitas, etc....
Andei escrevendo sobre coisas bem novas e interessantes (ao meu ver, claro - aqui) e houveram pouquíssimos comentários.
Parece que quem tem blog gosta de ler sobre blogs e comentar sobre blogs. Meio canibal isso.
Talvez os leitores, por serem blogueiros, sintam-se mais confortáveis a comentar com conhecimento de causa.
É uma pena. Queria ver as pessoas engajando comentários em outros assuntos, mesmo que desprovidos de conhecimentos de causa. Afinal isso ajuda a desenvolver novas idéias e discussões interessantes.
Vocês já pararam para pensar sobre o que fala o blog de vocês? Ele fala sobre você, sua vida, o que você faz, o que você descobriu.... ou ele é para o leitor, falando sobre o que você acha que o leitor deveria ou gostaria de saber? Sobre como as informações do seu blog podem ajudar o seu leitor de alguma forma?
Seu blog olha mais para o próprio umbigo ou para o conhecimento do seu leitor? O objetivo dele é melhorar de alguma forma a sua vida ou a vida do seu leitor?
Talvez essa resposta ajude a explicar porque tem muito blog com pouco tráfego e pouco leitor....
Dica: Leia seus posts anteriores e veja se você escreve mais "Eu" do que "Você".
Hoje conversei com o Rodrigo David, um dos caras com quem eu faço umas camisetas, sobre a necessidade dele criar um blog. Abrindo a conversa com a frase "Cara, eu preciso de um blog", ele demostrou um certo grau de angústia por ainda não ter parado para montar o blog dele (que alias já tem até nome, mas não vou dizer porque ele vai me bater).
Fiquei pensando se esse negócio de blog é pra qualquer um. O David por exemplo é um mestre no design. Conhece muita referência por ai, entendo do babado e tem muito conteúdo pra compartilhar. É claro que apoiei e incentivei a criação do blog dele, afinal não sou designer, mas sou fã de design.
Penso se um dia blogs serão como emails ou IMs, ou seja, todo mundo vai ter um. Todo mundo vai estampar no cartão de visitas o endereço do blog assim como faz com o email ou com o telefone. Afinal blog é uma forma de comunicação pessoal.
Talvez isso seja utópico. Não acredito que todo mundo, indiscriminadamente, tem conteúdo de qualidade para compartilhar em um blog. Creio que a barreira será justamente o conteúdo. O sujeito até vai criar um blog (afinal todo mundo vai ter um), mas se o conteúdo não for bom a seleção natural será implacável. O blog não dará retorno (direto ou indireto, financeiro ou não) e com o tempo o sujeito deixa de ter motivação para mante-lo, vai deixando de lado sem atualização, até que é extinto.
O site Brasil.gov.br, que é uma das ferramentas do nosso governo para se comunicar com a população e com parceiros extrangeiros, não possue um blog. Gostaria muito de ver um blog oficial do Presidente Lula ou do Ministro da Justiça contando o que ele tá fazendo para melhor nosso poder judiciário ou até um blog oficial sobre turismo. Será que é pedir muito?
ENCONTROS O GLOBO - "BLOGS: UMA REVOLUÇÃO NA IMPRENSA"- Dia 11 de maio (quinta-feira), às 19h- Auditório do Globo (Rua Irineu Marinho, 35 / 4º andar - Cidade Nova)- Entrada Franca. Capacidade para 400 pessoas. Lotação por ordem de chegada
Muito me espanta a recente polêmica criada em torno da criação e financiamento do site Overmundo iniciada neste post aqui.
Resumo da Ópera: O Overmundo é um site/blog colaborativo onde é possível que qualquer um crie conteúdo para o site, desde que seja referente a temas relacionados à cultura brasileira. O projeto é o primeiro incentivador de peso da cultura brasileira através do meio online. Além disso, o projeto foi viabilizado através dos incentivos fiscais oferecidos pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura. O patrocinador do projeto foi a Petrobrás.
A confusão começou com o post citado acima que critica a utilização de dinheiro publico no financiamento desse tipo de projeto. Além disso, foi publicado na edição de abril/2006 da Revista Raiz que o valor do financiamento teria sido de R$ 2 milhões. (O que é verídico e publicamente divulgado, já que tal valor foi publicado no diário oficial)
Pois bem, critica-se que é muito dinheiro, que seria possível fazer o mesmo projeto com muito menos recursos e que dinheiro público não deve ser investido nesse tipo de projeto.
Acho que tem muito brasileiro por ai que não consegue enxergar o que é bom e o que não é para o Brasil.
Os fundadores do Overmundo demonstraram que existe uma excelente, legal e ética forma de financiamento de projetos baseados em web no Brasil. Na primeira vez que vi o Overmundo, achei fantástico o fato dele ter sido viabilizado pela Lei Rouanet. Isso por si só já abre grandes idéias e possibilidades.
Ao meu ver, toda e qualquer iniciativa legítima e bem fundamentada de desenvolvimento de empresas no Brasil deveria ser enaltecida e apoiada. Os fundadores criaram uma empresa que gera empregos, desenvolve a cultura nacional, desenvolve a nossa blogosfera, desenvolve a economia e a integração social. E isso é maravilhoso!
A Petrobrás, que por sinal é uma das empresas que mais gera orgulho nacional pela competência em fazer negócios, gerar exportações e trazer divisas para o Brasil, deveria dar mais do que R$ 2 milhões. Deveria dar 4 ou 8 ou 10 milhões. Deveria escolher mais 10 empresas e dar mais 2 milhões para cada uma delas. Não há nada de errado nisso. Muito pelo contrário. É uma grande iniciativa, totalmente dentro da lei. Lei esta que foi criada por representantes eleitos por nós para o desenvolvimento da cultura nacional. Iniciativa essa que visa desenvolver o país, seja no ámbito econômico, social ou cultural. Explêndido!!
Se houvessem 20 empresas brasileiras como a Petrobrás, dispostas a incentivar o desenvolvimento empresarial no Brasil, provavelmente não teríamos as taxas de desemprego que temos hoje.
Isso não é torrar dinheiro público. Isso é investir no desenvolvimento do país. Torrar dinheiro público é fazer obra em véspera de eleição pra ganhar voto e depois abandona-la. A melhor coisa que o Brasil pode fazer nesse momento é justamente investir na relação governo/iniciativa privada, pois como já sabemos de longa data que os governos por si só não possuem a competência necessária para criar iniciativas tão gloriosas como a do Overmundo.
Não conheço nenhum dos fundadores do projeto. Nunca tinha ouvido falar deles até conhecer o projeto. Pouco importa se um deles é irmão de um artista famoso ou se conhecem o ministro Gilberto Gil. O que importa é que eles são cidadão como todos nós, como os mesmos direito e tiveram a coragem e a iniciativa de criar algo novo, de uma forma nova, apostando numa parceria com o Governo com o objetivo de fazer desse país um lugar melhor.
A discussão sobre a blogosfera brasileira continua rolando solta. Que bom. Bonito ver que é possivel mobilizar estes que fazem a blogosfera nacional na intenção de melhora-la. Melhor ainda é saber que você não está sozinho nesse barco e que muitos vêem os mesmos e outros problemas. Li muitas opniões, fiz alguns comentários. Até podcast ouvi. Muito foi acrescentado e creio que ainda há muito a ser somado.
Um texto em especial me chamou a atenção e gostaria de expo-lo aqui.
Rodrigo Muniz: Blogs Brazucas são simplesmente blogs. Um desabafo honesto, uma percepção justa de que não há mal nenhum em se inspirar em conteúdo gringo desde que você acrecente algo. Uma percepção de que estes problemas não são necessariamente exclusividade brasileira.
Em tempo. Neste outro post do Contos da Escola gostei do insight de que precisamos transformar o nosso internauta padrão, 20 a 35 anos, instruído, que acessa a internet (quase) diariamente e que não lê blogs em novos "consumidores" de blogs.
Com essa história toda de conversar através de blogs e com base no comentário do Fábio Cipiriani, resolvi criar um meme para ajudar a nos conhecemos melhor e linkarmos mais. Simples assim: Você faz um post dizendo 5 blogueiros com quem você quer "blogonversar" e linkando para o post onde você descobriu esse meme.
Parece que a insatisfação com a blogosfera brasileira está dando o que falar. Alguns posts e muitos comentários espalhados pela web sobre esse assunto. Seguem mais alguns.
Continuando o post anterior e analisando os comentários e posts sobre o assunto (Issamu, Jônatas), surgiram 2 observações muito pertinentes.
Uma é a de que o Brasileiro pode até gosta de escrever, mas não gosta de ler! Ou seja, até temos muitos blogs, mas não temos muitos leitores. Tendo a achar que isso é uma grande verdade. Mas talvez isso seja um problema de educação nacional. Confesso que eu mesmo só fui descobrir os prazeres da leitura depois dos 25 anos. Antes era tudo muito chato, tudo muito sem graça. Hoje vejo quanto tempo perdi.
Outra é a cultura da conversação entre blogs. Pouco se vê posts que são respostas públicas a outros posts de outros blogs. Esse tipo de conversação aberta e multi-participativa incetiva tanto a geração de conteúdo de qualidade (outro problema levantado) quanto a linkagem entre posts, que é exatamente o que mede a popularidade dos blogs.
Mais algumas elucubrações sobre a blogosfera brasileira. No momento em que escrevi esse post, o ranking
dos top 100 blogs> do Technorati contava com a participação de blogs em algumas línguas:
Inglês: 85 (EUA, UK e outros)
Italiano: 1
Oriental: 13 (aparentemente 10 japoneses e 3 chineses)
Espanhol: 1 (Espanha)
Francês: 1
Tirando o fato de que o inglês domina com larga vantagem, me espanta ver tão poucas participações de outras línguas no raking. Pelo visto, um blog brasileiro nessa lista seria um luxo.
A questão é: O que seria necessário para um blog brasileiro se tornar grande o suficiente para conseguir fazer parte dessa lista? Que assuntos deveria tratar, que públicos atingir? Deveria ser de assunto genérico ou específico? Seria voltado para os próprios brasileiros ou para estrangeiros?
Talvez o problema seja o tamanho da blogosfera brasileira ou a cultura online dessa blogosfera. O ranking do Technorati é baseado na quantidade de sites que linkam para o blog. Ou temos uma blogofera muito pequena ou não temos a cultura de linkar blogs e posts. Ou ainda o Technorati, que é referencia mundial em conteúdo de blogs, é pouco conhecido por aqui (acho essa possibilidade improvável. Os principais software e sites de criação de blogs pingam automaticamente o Technorati).
Queria muito ver a nossa blogosfera despontando mundo a fora. Temos tanto potencial, basta ver o Orkut. O Orkut está na possição 81 do ranking top 500 dos sites com mais tráfego do Alexa. O Orkut tem mais tráfego até que o UOL que é o site brasileiro mais bem posicionado, na centéssima quinta posição. Pode ter certeza que esse tráfego do Orkut é em grande parte causa dos brasileiros.
Ou seja, usuários e tempo de navegação não nos faltam. Falta o que então? Comentem!
Completando o último post, segue um texto interessante escrito por IN Hsieh para a Web Insider em 2002. Isso mesmo. 2002. Quando a palavra "blog" nem era tão popular.
Blogs são ferramentas de relacionamento. É a maneira de personificar a relação entre leitores e autores e entre clientes e empresas. Eu disse personificar! O blog da Americanas.com não é assinado por ninguém. Não tem o nome de ninguém. São simplesmente textos divulgando produtos. Sinceramente não acho que isso seja um blog. No máximo é uma seção de novidades feita no formato de blog. Onde está a abertura para discussões sobre assuntos envolvendo os produtos, os lançamentos e o site? Cadê os comentários? Cadê a personificação da comunicação online?
Muito mais interessante seria se eles tivessem um blog onde o presidente falasse de assuntos pertinentes da empresa, a exemplo do FastLane da GM onde o Vice Chairman da GM é figurinha assídua, permeando o conteúdo com lançamentos de produtos e outros assuntos relacionados, mas não necessariamente só querendo vender algo. Um bom exemplo desse último caso é o blog da LocaWeb onde eles postam dicas, notícias sobre a equipe e tudo mais que acham pertinente.
Uma pena. Eles tiveram a feliz sacada de estar na vanguarda fazendo um blog, mas erraram feio na implementação.
Caos de tags março 24, 2006, 7:01 PM por Fabio Seixas
Mauro Amaral fez o convite e eu aceitei: O assunto da hora é TAGs, mais precisamente TAGs como meio de comunicação.
Nem vou fazer uma introdução muito elaborada sobre tags. O Mauro já fez um excelente trabalho neste sentido.
A questão é: Como nós, profissionais de comunicação desse mundo online, podemos utilizar o poderoso conceito de categorização por palavras-chaves (ou tags) para alavancar negócios e a comunicação online?
Se tags são a representação textual mais simples que um assunto, meme, objeto ou qualquer outra coisa, e se essas mesmas tags são (e serão cada vez mais) os meios pelos quais as pessoas chegam a essas coisas, quem controlar as tags terá um enorme poder sobre essas mesmas coisas.
Existem 2 formas de controlar as tags. Ou você sabe quem tem maior autorizadade sobre uma tag (Technorati, del.icio.us), ou você é o que tem maior autoridade sobre uma tag. Um exemplo desse último é o Brainstorm#9 e a tag "Marketing". Uma busca no Technorati por "Marketing", na lingua portuguesa com filtro de autoridade máximo, retornou, só na primeira página, 9 links para o Brainstorm#9. Isso é controlar uma tag.
A dificuldade maior está justamente na diversidade proporcionada pela magnitude de possibilidades em relação as tags e o conteúdo disponível online no mundo. O controle de uma tag é temporal e volátil. O meio muda rápido demais. A sustentação de uma autoridade é imprevisível.
Não dá pra garantir que você vai conseguir que um cliente seu seja a maior autoridade sobre uma determinada tag. A Sony adoraria ter um blog que fosse a autoridade maior quando alguém fizesse uma busca sobre DVD.
Não dá pra garantir isso pelo mesmo motivo que você não pode, ao abrir uma empresa, garantir que ela será lider em seu segmento. Pois você não tem controle sobre a concorrência. E daqui pra frente a tendência é existir cada vez mais concorrência online por tags.
Caio Grandisoli comentou no post sobre blogs corporativos fazendo algumas perguntas interessantes para o seu trabalho de faculdade. Achei que valia colocar as respostas num post separado.
Caio Grandisoli: Os Blogs são utilizados como ferramenta de Groupware? Fabio Seixas: Groupware são softwares colaborativos. Existe uma vertente na discussão sobre softwares colaborativos, na verdade uma extenção do conceito de software colaborativo, que é a mídia colaborativa. Ou seja, um software onde vários usuários podem criar e gerenciar conteúdo em um website. Apesar da maioria dos blogs serem de um único autor, certamente os blogs se enquadram dentro dessa categoria. O software de blog por si só não é uma ferramenta de groupware pura, mas pode ser utilizado dentro de uma estratégia maior de groupware. Exemplos seriam a utilização de blogs para o gerenciamento de comunidados para um grupo de trabalho ou o gerenciamento da base de conhecimento de uma empresa.
CG: Podem ser utilizados enquanto estratégia competitiva? FS: Sem dúvida. Blogs corporativos são uma excelente forma de criar um relacionamento mais pessoal com usuários e clientes. E certamente um relacionamento melhor com clientes é uma vantagem competitiva.
CG: Existe um planejamento para construção dos Blogs? FS: Todo ação estretégia deve ser planejada. Com os blogs corporativos não seria diferente. Mas acho que o importante na elaboração de um blog corporativo é não se deixar tolher por regras pré-definidas de marketing e relacionamento com clientes. Esse conceito é muito novo e requer um pouco de experimentação, de tentativa e erro. Mas uma coisa é certa. Considere uma boa pitada de informalidade no seu planejamento. Essa é a maior qualidade desse meio de comunicação.
Wow! Que boa notícia recebi em meu email hoje pela manhã. Fui convidado pelo Cris Dias e pelo Mauro Amaral para participar do Wasabi.com.br. A princípio não entendi nada, pois afinal o email só falava que tinha sido convidado e nada mais. Como foram 2 sujeitos que respeito muito que mandaram o convite, resolvi me cadastrar.
Wasabi.com.br é um o primeiro agregador de Feeds brasileiro. E além disso tem uma modelagem de rede social. É simples. Você cadastra os seus feeds (blog, flickr, podcast e del.ici.us) e começar a montar a sua rede de amigos, assim como o Orkut. Por enquando só pode se cadastrar quem é convidado.
Minhas primeiras impressões foram muito possitivas, principalemnte por se tratar de um site totalmente web 2.0 (feito em Ruby on Rails, com um bocado de ajax e com conteúdo social altamente integrado). Mas não pude deixar de observar alguns pontos fracos. Como o objetivo da séria "Críticas construtivas" é ajudar, então nada melhor para quem está começando.
Crítiva #1 - Cadastro
O cadastro é bem simples, o que é um ponto a favor, mas tive dificuldade em me cadastrar. Primeiro preenchi o formulário e enviei os dados. Nesse ponto não pediram meu email. No passo seguinte, eles me pediram meu email e minha senha. Deduzi que eles sabiam meu email por causa do convite. Ilusão minha. Não funcionava. Foi como se não tivesse me cadastrado. Sugestão: Teste antes de lançar. Desenvolva um período de beta teste entre usuários críticos antes do lançamento oficial. Eu mesmo teria um enorme prazer em ser um dos beta tester. Mas a essa altura o melhor seja simplesmente consertar.
Crítica #2 - Ajax: Quase ideal
Só pelo fato do site usar Ajax em quase tudo, já é um ponto a favor, mas algumas questões da implementação deixaram a desejar.
<Papo meio técnico>
As chamadas javascript são todas feitas com tags <a href="#">. O problema disso é que se você rolar a página e lá no final clicar em algo que faça uma chamada javascript, a páginaq vai para o topo, o que é literalmente um saco principalmente em páginas com muito conteúdo porque você tem que rolar a página novamente para achar o conteúdo que estava lendo. Sugestão: Utilize <a href="javascript:void(0);">
</Papo meio técnico>
Crítica #3 - Cadê o blog?
Como um site tão web 2.0 como esse não tem um blog? Nâo deu para descobrir quem está por traz disso, nem como o proejto nasceu, etc, etc. Sugestão: Um Blog é a melhor forma de se relacionar com seus usuários, ainda mais usuários blogueiros. Então crie um blog agora! :)
Crítica #4 - Limite de feeds
Achei que o limite de 4 feeds (blog, flickr, podcast e del.ici.us) muito pouco. Eu mesmo escrevo dois blogs (versão txt e Camiseteria Blog) e gostaria de colocar os 2 feeds lá. Sugestão: Aumentar o limite de feeds. Simples assim.
Crítica #5 - Perfil e rede
Senti falta de uma página com algo sobre o perfil dos meus amigos conectados. Algo simples, assim como o Camiseteria faz. Além disso, falta uma feature de ver os amigos dos amigos. Isso popularizaria muito mais os blogs e feed nacionais. Sugestão: Desenvolver ferramentas melhores de relacionamento em rede.
Morde e depois assopra
A iniciativa é excelente. Ainda não consegui descobrir quem está por trás para parabenizar. Comprei a idéia e já estou divulgando para amigos. Muito bem implementado em termos de visual e de estrutura. Moderno na utilização de Ruby on Rails e Ajax. Pode ser o início de novas iniciativas para desenvolver a blogosfera brasileira.
Nota para os criadores: Quem são vocês?! Como pretendem ganhar dinheiro com isso?
UPDATE (04/02/06): Segundo Danilo Medeiros, o criador do Wasabi, o site não foi feito em Ruby, mas em Java. E o site também se encontra em versão beta, apesar de que pra quem não conhece o site, nada informa que ele está em beta. Além disso, a parte de navegação nos amigos dos amigos já foi implementada! Bem legal ver que eles estão trabalhando no produto! Parabéns mais uma vez.
A blogosfera brasileira ainda vive a idéia de que blog é sinônimo de diário pessoal. Além de ser sinônimo de diário pessoal os blogs também são sinônimo de comunicação corporativa.
A maioria das empresas, mesmo as mais "conectadas", tanto no Brasil quanto no mundo, ainda não perceberam como essa ferramenta pode ser utilizada para alavancar uma comunicação eficiente entre a empresa/colaboradores e os cliente/fornecedores.
Um blog corporativo permite uma relação menos dura e sisuda entre a empresa e o mercado. Comparando com as seções de notícias dos sites institucionais, onde o texto, a linguagem e o conteúdo são todos preparados para atingir o mercado da maneira supostamente correta, os blogs permitem uma linguagem mais solta e informal criando uma interação melhor entre o mercado e o que a empresa quer comunicar. Cria maior personalidade na comunicação diminuindo o abismo entre a empresa e o cliente.
O que as empresas ainda não perceberam é que diminuir o abismo é muito bom para o negócio e para as vendas. Tanto é que todo o esforço de marketing das empresas é justamente para trazer o cliente para perto.
O blog, com seus comentários públicos, permite uma comunicação multi-lateral entre a empresa e o mercado e entre os próprios clientes já que todos vêem os posts e comentários. Isso torna a empresa transparente.
Parece que as empresas possuem um receio de botar a cara a tapa. De criar um canal de comunicação desse nível, tão transparente, e só receber comentários ruins ou reclamações. Talvez esse tipo de ferramenta seja somente para empresas de qualidade, que possuem grandes produtos e que tratam bem seus clientes. Ou talvez seja para empresas que queiram usar essa ferramenta justamente para mudar sua forma de agir com o objetivo de atingir esse nirvana no relacionamento com o mercado.
A verdade é que um blog corporativo não deve ser tratado só como um canal de relações públicas e imprensa, mas também como uma ferramenta de marketing e relacionamento e deve ser considerada no planejamento de marketing.
Falo isso tudo com conhecimento de causa. O Blog do Camiseteria, minha empresa de camisetas é um case de blog corporativo no Brasil. Lá, além de falarmos tudo o que precisamos dizer para o mercado, fazemos também pequenas comunicações despretensiosas e informais que trazem o cliente para perto. Isso cria uma interação muito mais rica e um relacionamento muito mais duradouro. Os comentários do blog não me deixam mentir.
Finalmente, acredito que todas as empresas, boas ou ruins, deveriam considerar fortemente a criação de blogs corporativos. Acho que todos ganham com isso, a empresa e o mercado.