Hoje me deparei com o post do Juliano do blog Plástico Bolha falando sobre o caso "Flávia Vivendo em Coma".
Eu não conhecia a história nem a o blog em questão e fiquei tocado com a situação desta família que a 10 anos tenta encontrar o seu caminho para ser ouvida e vem encontrando na blogosfera a sua maneira de sensibilizar as pessoas.
A Flávia sobreu um acidente a 10 anos quando seu cabelo foi sugado pelo ralo da piscina do prédio onde morava. Vive, desde então, em coma. O blog da família relata a situação, os fatos e as dificuldades encontradas em tentar fazer valer a justiça neste país.
Somos nós, cidadãos comuns, que podemos fazer algo para ajudar à nós mesmos. A blogosfera tem esse poder e não podemos disperdiça-lo.
Então, meus colegas de blogosfera, sugiro uma segunda blogagem coletiva, dessa vez alavancada por estes que possuem maior visibilidade na blogosfera. Quem sabe não conseguimos fazer a grande e velha mídia se mexer um pouco e também fazer a diferença? Porque nós já sabemos que podemos fazer a diferença.
Infelizmente não estive presente no Campus Party. Uma conjunção de fatores me impediu de ir a São Paulo participar deste grande evento. Certamente não deixarei passar no ano que vem.
Houve ainda o protesto pacífico onde um blogueiros vestido de dinosauro invadiu o aquário da sala de imprensa para manifestar pela segregação entre jornalistas e blogueiros proporcionada pelo evento ao criar uma área de imprensa onde só podiam entrar jornalistas de veículos tradicionais.
Apesar da criatividade, eu me peguei questionando a razão e o objetivo da ação. Em muitos aspectos a blogosfera é muito mais eficiente que imprensa tradicional. Falo de abrangência, quantidade e velocidade da informação. E ainda assim a blogosfera cisma em querer ser tratada como imprensa tradicional. Não somos. E isso é bom!
É a aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio. A imprensa "blogosférica", essa feita por jornalistas amadores e profissionais, deveria se vangloriar de não precisar de um aquário, privilégios e preferências para fazer o seu trabalho. Deveria se orgulhar de ser aberta, democrática, transparente e ágil, características que muitos veículos tradicionais não podem oferecer.
O Campus Party por si só já deveria ser considerado mais um grande passo na democratização da comunicação aberta, espontânea e instantânea já que disponibilizou um link largo e democrático de conexão com a Internet.
Pra mim, o copo estava meio cheio no Campus Party no que diz respeito a questão de imprensa tradicional e blogosfera. A imprensa tradicional, cheia de hierarquias e processos editoriais, precisa de muletas para fazer seu trabalho. Precisa de alocação de profissionais, de um espaço exclusivo, sem barulho e de computadores emprestados. Por outro lado, temos a democrática blogosfera com seus milhares de voluntários, dotados de notebooks conectados e máquinas fotográficas focadas, com agilidade e opiniões afiadas (ou não) funcionando em um lindo caos harmônico (ou nem tanto).
Não digo que a imprensa tradicional não serve para nada. Muito pelo contrário. Neste país onde ainda buscamos a inclusão digital, a imprensa tradicional tem seu importante papel. Nem digo que ela é pior ou melhor que a imprensa "blogosférica". Digo apenas que tem estruturas diferentes, modelos de custos diferentes, objetivos diferentes e, principalmente, meios diferentes.
Cada um deveria cuidar do seu meio e deixar que o outro cuide melhor do meio que não entendemos. Deixem os jornais levarem suas informações do dia anterior impressas em folhas de papel para milhões de pessoas desconectadas e continuem fazendo o seu papel de colocar na web notícias e opiniões cada vez mais inteligentes e bem escritas.
Deixem o papel e a TV para quem os fazem bem. Nós temos a Web e sabe como comandá-la.
Meme de Elite novembro 29, 2007, 8:21 PM por Fabio Seixas
Já se foi o tempo em que eu era Top 10 do ranking do BlogBlogs. Os projetos crescem, o tempo diminui e o ato de blogar fica cada vez mais escasso.
Mas ainda assim, sigo sendo considerado como membro da elite dessa blogosfera. Bem, pelo menos o PortalCab acha, tanto é que me indicou para o Meme de Elite.
Cabe dizer que já faz um bom tempo que não participo de memes. Já se foi também a época em que eu criava os memes.
Então dando continuidade a esse meme, seguem minhas indicações de quem faz parte da minha elite na blogosfera:
Tiago Dória - Para mim, trata-se do melhor blog nacional sobre generalidades online. É daqueles que eu aguardo ansiosamente pelas atualizações. O Tiago faz o trabalho de mineração que eu gostaria de ter tempo de fazer. Mas não o invejo. Prefiro usufruir de seu conteúdo de altíssima qualidade.
Serendipidade - Fábio Cipriani é meu xará no nome e nos temas abordados. Seus artigos sobre tendências e marketing sempre valem a pena.
Brainstorm #9 - Não é puxa-saquismo, não. Eu curto muito esse blog. Carlos Merigo, do alto dos seus 14 anos de idade, faz um trabalho que poucos fariam com competência.
Manoel Lemos - Elite por elite, indico quem organiza essa bagunça.
O diferente desse meme é que quem mais for indicado, ganhará um crédito de R$ 50 no adWords para divulgar ainda mais seu blog. Não seria o caso de dar o prêmio para quem receber menos indicações? :)
Quem não teve a oportunidade de ir no encontro terá a oportunidade de vê-lo em vídeo. O Beto Largman (Feria Moderna)está disponibilizando paulatinhamente, em trechos de 10 minutos, as 3 horas de encontro.
Ontem aconteceu no Rio o 1º Encontro de Blogueiro e Leitores. Eu, Carlos Cardoso, Alexandre Inagaki, Paulo Mussoi e Beto Largmen compomos a mesa de debate, mas o mais bacana foi a turma toda participar como um grande debate.
O local estava lotado, cerca de 120 pessoas apareceram por lá para, mais do que perguntar, colocar suas opniões e enriquecer debates inteligentes, durante quase 3 horas.
Vou aproveitar a sugestão do Nelson Corrêa e fazer aqui nos comentários uma lista de presença de quem esteve por lá. Então se você apareceu, comenta aqui que depois eu compilo em uma lista única.
O Beto Largman está organizando um encontro de blogueiros no Rio no dia 6 de agosto.
Mas para bate-papo de botequim do que para discurso em púlpito, o evento contará com a nobre presença de algumas figuras do cenário online. Lia Amancio do Lounge (Lia, quero só ver você pagar o Martini, hein?), Nick Ellis do Digital Drops, o Carlos Cardoso, Alexandre Inagaki do Pensar Enlouquece, importado diretamente de São Paulo, Bernardo Bauer e Paulo Mussoi, coordenador dos blogs do Globo Online, além de mim e do próprio Beto Largman.
Ainda à confirmar, possivelmente teremos a presença do Alessandro Barbosa Lima do E.life e do nobre Bruno Alves do BrPoint.
Vai ser bacana ver essa turma toda debatendo junto com mais 120 pessoas.
O evento acontece no Armazém Digital do Shopping Rio Design/Leblon, a partir das 19h - Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Tel: (21) 2274-5999
Estão todos convidados. Na faixa, mas com lugares limitados.
Muita gente quer ganhar dinheiro com blogs. A receita de bolo tradicional é: crie um blog com conteúdo interessante que as pessoas queiram ler, coloque algum tipo de publicidade comissionada (adSense, Mercado Livre, HotWords, Buscapé, etc, etc), publique conteúdo sempre e espere os cliques nos anúncios.
Esse modelo tem alguns pontos fracos e só funcionam "de verdade" para poucos.
Audiência
É preciso ter uma audiência grande para que haja retorno financeiro relevante. Com pouca audiência, a conta fica nos centavos. Para ganhar dinheiro é preciso ganhar escala. Cada post atingido uma quantidade cada vez maior de leitores. Vejo uma relação de posts/leitores. Quantos leitores cada post de um blog atinge? Se a relação for baixa, você precisa postar muito. Se a relação for alta, basta um post para ver a grana começar a entrar. Em geral, existe um ponto de equilibrio onde postar mais não significa necessariamente mais receita, já que a quantidade de leitores tende a não crescer na mesma proporção.
Quanto custa?
Quem está vendendo algo é o blogueiro, no caso, espaço no seu blog. Mas quem define o preço é quem compra, a empresa que usa o espaço para veicular uma propaganda de um terceiro, o anunciante. Se o espaço é do autor, este não deveria ter o poder de definir por quanto quer vender esse espaço? Teoricamente sim mas por questões de patricidade o blogueiro prefere não se meter no meandro da negociação de espaço publicitário pois é mais fácil e rápido optar por um pacote pronto padronizado. "Ei, blogueiro, quer um esquema aqui de publicidade? Você me libera um espaço no seu blog e eu te dou x% do que você gerar de receita para mim." Modelo consagrado. Ai o cara entra e vai testando. Usa um parceiro aqui, outro ali, vê qual tem uma relação de custo/benefício melhor, qual se adegua melhor ao conteúdo do seu blog e assim vai levando enquanto tenta aumentar a audiência.
Cegueira publicitária
Com o aumento cada vez mais rápido de informações que nos são apresentadas diariamente, estamos ficando cegos para publicidade. Ai entra a tal história dos paraquedistas do Google. O leitor fiel tende a consumir só o conteúdo, já o cara que chega pelo Google tende a clicar mais nos anúncios já que está procurando por algo. Ou seja, o modelo de publicidade online, tem um grande desafio, tornar os anúncios relevante para o leitor fiel, este que mantém a base da audiência.
As partes
Blogueiros, empresas de publicidade, leitores. Em uma escala de benefício, quem se dá bem primeiro é a empresa de publicidade, depois o blogueiro e em terceiro, o leitor, mesmo assim pode-se dizer que o leitor nada ganha com a publicidade que lhe é apresentada. No máximo dizer que ele descobriu algo relevante clicando em algum anúncio.
Apesar dos pontos francos, este é o modelos mais difundido. Mas será que não cabe a difusão de modelos alternativos a esse?
Patrocínio
Um modelo interessante é o de patrocínio. Um blog pode definir se preço para que uma empresa patrocine seu blog por um determinado periodo de tempo. Nesse caso, o preço está atrelado ao tamanho da audiência e ao poder aquisitívo e/ou relevancia do público para o patrocinador. Neste caso, pode haver ou não o intermediador para conseguir o patrocinador e repassar parte do ganho em forma de comissão. O poder fica na mão de quem cobra o anunciante. Se é o blog, o intermediador ganha um percentual como comissão. Se é o intermediador, quem ganha a comissão é o blog. A questão é que quem ganha a comissão em geral fica com menos (as vezes muito menos) que a metade.
O patrocínio permite um brand awareness melhor para o anunciante e tende a trazer resultados melhores. Além de receita garantida para o blogueiro independente da audiência.
Revenue Sharing: Leitores/blogueiros se cadastram em um blog e fornecem seus códigos adsense que será usado na impressão de anúncios. Quanto mais um leitor comentar, mais vezes o anúncio dele aparece.
Uma loja online que patrocina um blog e oferece um vale-compras para quem comentou durante o período de patrocínio (mais ou menos na idéia do Mack).
Um blogueiro que converte parte das suas receitas em publicidade em vale-compras de lojas online para seus leitores.
ProBloggers 2.0
Uma evolução para os ProBloggers poderia ser eles deixarem de depender de intermediadores (ie. Google) e passarem a negociar por conta própria (ou com uma equipe) seus espaços publicitários. Seria economicamente viável? Talvez para blogs muito grandes.
Finalizando
Esse texto foi na verdade um grande apanhado de uma porção de coisas que andei pensando recentemente. Não há uma conclusão, apenas ficam as idéias para estimular um debate.
A blogosfera, principalmente através de seus membros auto-entitulados pro-bloggers, está vivendo a cultura da crítica irresponsável.
Blogueiros ávidos por assuntos para seus blogs, no intiuto de garantirem desesperadamente seu cheque de AdSense no final do mês, estão criando críticas irresponsáveis, não embasadas e sem análise criteriosa.
Isso remete ao meu artigo sobre a responsabilidade de blogs. Blogueiros estão usando seus populares canais de comunicação, sem analisarem o impacto de suas palavras na sociedade, pensando somente no benefício imediato pessoal. Esquecem que o principal motivo desse país ter os problemas que tem é que muitas poucas pessoas compreendem como o pensamento individualista desfavorece o desenvolvimento do meio. A Teoria dos Jogos está ai para ajudar a explicar isso.
Vejo situações como essas diariamente, mas vou relatar a que me aconteceu recentemente.
Publiquei neste blog a poucos dias atrás a informação que de o WeShow está contratando surfers. O anúncio dizia que estavamos selecionando pessoas entre 18 e 25 anos.
Irresponsavelmente, o Carlos Cardoso resolveu que isso se tratava de um pensamento discriminador sem se quer ouvir da parte citada o porque do anúncio.
Meu comentário lá:
....
a idade não é limitador para trabalhar no WeShow, é apenas um filtro do processo seletivo. Isso quer dizer que, do ponto de vista de processo de seleção, é mais otimizado entrevistar pessoas dessa faixa etária já que, em processos seletivos anteriores, se mostrou a faixa etária que trouxe candidatos mais adequados à vaga.
Não há discriminação de forma alguma, mas do ponto de vista de processo, não faz sentido gastar esforço da equipe de RH/seleção entrevistando pessoas que muito provavelmente não se adequam a necessidade que a vaga exige.
...
O WeShow não é um blog colaborativo. É um projeto global, atualmente com atuação em 3 países e que estará presente em mais 3 países até o final do ano.
Coordenar uma operação dessa não é simples. Uma empresa como essa não pode contar somente com um grupo de pessoas que navegam na Internet de casa fazendo seu trabalho. Estou falando de 40 ou 50 surfers. Fica muito difícil coordenar o trabalho de todas essas pessoas remotamente.
Mas me espanta o fato de que, num país onde as taxas de emprego são tão altas, onde muitas empresas buscam um jeitinho de burlar a lei, não valorizarem ações como esta onde uma empresa gera emprego e faz tudo como a lei manda.
Me chama a atenção ainda o fato de as maiores empresas de web 2.0 do mundo terem escritórios. Google, eBay, 37 Signals, YouTube, etc, etc, etc. Os engenheiros dessas empresas não poderiam trabalhar de casa? Sim, claro. Mas isso não ocorre porque estas empresas sabem o quando é importante a criação de uma cultura empresarial e um ambiente
saldável de trabalho. E isso não tem nada a ver com chefes idiotas que só querem ter em quem mandar.
Tenho certeza que, caso sua experiência como professor tivesse te dado uma visão mais empresarial, sua opinião seria diferente. :)
Mas como como vivemos em mundo livre, todos temos direito a opniões.
O Noronha não aprovou e não publicou o meu comentário, talvez porque este faça sentido e quebre o raciocínio dele.
O Bruno do Causos e Cousas, em comentário no post do Noronha, disse que acha que colocar pessoas para trabalhar fisicamente no mesmo lugar é "coisa de gente demente". Como?!
Essa cultura da crítica age depressa para destruir o espírito de inovação e do empreendedorismo. E não estou me referindo somente a negócios Web 2.0 brasileiros. Estou me referindo a críticas mal feitas e infundadas em várias áreas, na blogosfera ou não. Reclamamos do país, mas não apoiamos as ações que tentam melhora-lo.
Não defendo que devemos viver em um mundo livre de críticas, mas que as críticas devem ser , além de construtívas, embasadas em análises inteligentes, raciocínios factíveis e responsabilidade.
Os blogueiros precisam compreender que seus blogs, além de estarem pagando o leitinho das crianças, estão influenciando a nossa sociedade moderna. E esse é um enorme poder. E como dizia o Tio Ben, com todo poder vem sempre uma grande responsabilidade.
A Times Online fez uma seleção dos 50 melhores blogs sobre negócios. A lista é bem eclética. Já companho 9 deles e estou conhecendo outros novos bem interessantes.
O jornalismo cidadão tornou-se muito mais poderoso depois que os blogs se tornaram populares. Muitas vezes lemos notícias antes em blogs e depois nos veículos da imprensa tradicional.
Vivemos uma época em que o cidadão tem mais poder, tem mais voz no meio da multidão. Cada vez mais blogueiros estão se tornando influenciadores da nossa sociedade. Um movimento ainda tímido, mas real e forte.
Então fica a pergunta. Qual é responsabilidade social de um blog? Se estamos aqui para expor nossas idéias e pensamento, estamos conseqüentemente influenciando pessoas. E esse poder de influência tras consigo um alto grau de responsabilidade.
Como blogueiros, devemos nos preocupar em sermos socialmente responsáveis. Afinal nós também somos a mídia.
Foi com o post do Jefferson Neto sobre concorrência entre blogs que resolvi opinar sobre o assunto.
A questão: Existe concorrência entre blogs?
A resposta: Sim e não. Depende do ponto de vista.
Porque sim?
Como qualquer canal de divulgação de informações, os blogs sofrem do problema da idade da informação. O furo de reportagem ou noticiar fatos novos, ou frescos, é sempre melhor do que publicar informações antigas. É ruim quando chegamos em um blog em busca de novidades e ver uma notícia que já não é novidade para os leitores mais bem informados ou quando a notícia simplesmente é velha. Nenhum blogueiro está a salvo de publicar algo crente que é algo super novo e não ser.
Então, existe competição entre blogs no que diz respeito a quem publica primeiro uma nova informação. Eu particularmente já deixei de escrever sobre assuntos que já haviam sido falado por diversos blogs. Perdi o timing. E isso é comum.
Blogs como o Cocadaboa e Kibe loco disputam quem irá fazer a primeira piada sobre um fato relevante.
Também existe um tipo de concorrência mais intangível relacionada à publicidade em blogs que abordam os mesmos assuntos. Existe um estoque de anúncios a serem mostrados na rede do Adsense, por exemplo. Assumindo que deva existir um limite teórico deste estoque, o blog que gerar um clique naqueles anúncios primeiro irá tirar a publicação/clique de outro blog. Ou seja, uma espécie de concorrência. Talvez isso não seja comum, mas se pensarmos em blogs de nichos muito específicos e que não tenham muitos anunciantes, isso faz sentido. Se seu blog está mostrando muito anúncio calhau do Adsense é provável que os anúncios que por ventura existiram dentro do contexto, já foram publicados e clicados em outro lugar.
Outro ponto de vista é que existe um número limitado de eye-balls no mundo. Ou seja, todos os leitores do mundo geram uma quantidade qualquer de visitas ou leituras de artigos em blogs. Os blogs nada mais estão fazendo do que concorrendo por esses eye-balls. Nesse caso, a concorrência não se limita a blogs, mas a qualquer site.
Porque não?
Por um certo prisma editorial, não há concorrência. Porque a blogosfera é, antes de mais nada, um ambiente colaborativo. Opiniões são formadas a partir de outras. Notícias são replicadas e referênciadas. Links são publicados promiscuamente. Visitantes são compartilhados através de referências. A grande maioria não se importa que o visitante saia do seu blog e visite outro pelo simples fato de que não dá para impedir isso (e nem deveria ser cogitado). Ou seja, se não posso obrigar o visitante a permanecer no meu site, então que eu o leve a outros lugares interessantes. Da mesma forma outros farão o mesmo com o meu site. Nada mais colaborativo que isso.
O camarada Conrado Navarro do Dinheirama me privilegiou com o Thinking Blogger Award. Ou seja, pela opnião dele, meu blog faz os leitores (ou pelo menos ele) pensar.
O primeiro post do Versão txt, aquele que provavelmente ninguém leu, falava que eu iria usar este blog para me ajudar na tarefa de pensar. Saber que além de me ajudar, este blog também ajuda outros é a melhor recompensa.
Então nada como retribuir selecionando 5 blogs que me fazem pensar:
Mônica Sabino do Brand Game por suas opiniões afiadas sobre marketing e comunicação.
O blog do Tiago Doria e o blog Coletivo sem papas, incluindo todos os seu colaboradores, pela bela "web escavação" com opinião.
Hiro, do Widoníd Another Hiro, um ilustrador de mão cheia (quem sabe um dia ele descobre o Camiseteria) por sua percepção inteligente do design.
Citando o post do Navaro:
1. Se você ganhou o prêmio, destaque cinco blogs capazes de colocá-lo para pensar.
2. Coloque o selo Thinking Blogger Award em destaque no seu blog (como exemplo, o meu está colocado na coluna lateral).
3. Coloque um link para o blog onde as regras iniciais do prêmio estão listadas (o blog está em inglês).
Esse é mais um daqueles podcast onde o papo ficou tão bom que não conseguimos parar de falar. A consequência? Um podcast de 1h e 28min. Ok, é grande mas ficou bacana.
Abra o menu "ADVANCED" e depois "SUBSCRIBE TO PODCAST". Insira o endereço http://feeds.feedburner.com/braincast9 e pronto, você assinou o feed do Braincast no seu iTunes.
The 25 Basic Styles of Blogging ... And When To Use Each One
A maioria dos blogs são um apanhado de alguns estilos. Posso dizer que o Versão txt está mais para "Insight Blogging", mas volta e meia publico algo utilizando um outro estilo.
O COB, Comitê Olímpico Brasileiro, resolveu que irá permitir que os atletas brasileiros possam atualizar seus blogs durante as competições.
É uma grande vitória para a nossa blogosfera, não só porque teremos blogs com inside informations durante o jogos mais porque acredito que o COB cedeu sobre a decição de proíbir que os atletas divulgassem informações pois a blogosfera fez a sua parte pressionando e criticando ativamente a decisão original de proibição.
Outra rede de blogs, o Tipos, está fazendo a mesma coisa que o Interney.net Blogs em relação a colocar links não relacionados para outros posts de outros blogs da mesma rede nos feeds.
Sabemos (ou preferimos acreditar) que essas redes não fazem isso com a intenção de manipular ranking algum e que se trata apenas de uma legítima intenção de alavancar visitação para os demais blogs de sua rede. Mas fica ai mais um alerta de como isso pode influenciar erroneamente o ranking de blogs mais popular na nossa blogosfera.
Afinal, a quem o blog é servil? Ao leitor, aquele para quem o conteúdo do blog é gerado ou ao editor (i.e. blogueiro, dono do blog), aquele que usufrui e explora os ganhos gerados, sejam financeiros ou não?
Pergunto isso porque tenho observado que cada vez mais os blogs estão entupindo suas páginas com blocos de links patrocinados e banners de programas de afiliados.
Se o enfoque do blog é o leitor, então a publicidade deveria ser usada com parcimônia. Se o enfoque for o editor (há quem defenda que "o blog é meu, eu faço o que eu quiser nele e que se dane vocês leitores e comentaristas") a publicidade também deveria ser usada com parcimônia, afinal explorar o blog até o talo com publicidade é como vender o almoço para pagar o jantar. Em pouco tempo você não terá leitores e conseguentemente não terá cliques nos links.
Eu, quando caio em um blog que tem mais links patrocinados do que conteúdo, já penso 2 vezes se vou começar a ler. Se ainda assim iniciar a leitura, vai ser com um pé atrás, senão dois.
Dizem por ai que "a primeira impressão é a que fica" e que boa parte do conceito que temos das pessoas é criado nos primeiros 30 segundos. Não acho que seja diferente com blogs.
Deveriamos pensar em nossas páginas com um lote de terreno e saber usar esse espaço em prol do objetivo desse blog e não simplesmente sair loteando com blocos de links AdSense.
Sim, use publicidade mas antes de mais nada, pense em quem é o seu público e como ele está reagindo a quantidade de publicidade na sua página. Às vezes, menos links patrocinados podem até gerar uma receita maior.
Interessante notar nesta análise é que os blogs colocam anúncios na parte central da página, justamente onde é mais relevante colocar conteúdo original. Já os portais não usam abusam dessa prática. Preferem colocar anúncios ao redor do conteúdo central.
A idéia é trazer para o BlogBlogs as mesmas funcionalidades oferecidas pelo MyBlogLog, esse widget ai da barra lateral que mostra os últimos leitores do site.
Ainda está em versão beta, mas ele já anda prometendo outras brincadeiras como comunidades de leitores dos blogs, por exemplo. Tudo ainda em beta.
Quem quiser testar utilize o código abaixo substituindo CODIGO_DO_BLOG pelo código do seu blog no BlogBlogs.
Começando pela foto ai do lado. Talvez esse meme nem existisse se mais blogueiros colocassem suas fotos na side bar de seus blogs. Blogs são covnersações. Colocar uma foto ajuda a tornar essas conversações mais humanas e entendemos quem está por trás das palavras.
Fabio Seixas é um sujeito pacato que nasceu em São Paulo, se mudou para o Rio aos 2 anos, cresceu na cidade de Niterói e desde a faculdade não largou mais a cidade maravilhosa.
Fabio Seixas é vascaíno mas só porque seu pai assim o quis. Nunca jogou bola direito e acabou desistindo do esporte aos 11 anos.
Fabio Seixas é inquieto quando se trata de negócios. Adora idéias. Adora um bom debate. Dizem que ele às vezes tenta impor sua opnião, mas ele acredita que debates calorosos ajudam a desenvolvermos nosso raciocínio lógico e abstrato e melhorarmos nossa percepção do mundo. Ele pensa que não quer impor nada. Ele quer mesmo é debater cada vez mais.
Fabio Seixas não sabe cozinhar mas diz que gosta e que devia fazer um curso.
Fabio Seixas gosta de surfar mas o trabalho e a falta de tempo ultimamente o tem privado desse prazer.
Dizem que cada um tem uma idade eterna, a idade do espírito. Fabio acredita que sua idade eterna é 26. Mas ele não sabe porque.
Isso é um pouquinho de Fabio Seixas. O resto dá pra ir descobrindo acompanhando o Versão TXT.
O Orkut deveria permitir que os usuários informassem o endereço do feed de seus blogs pessoais e mostrar os artigos nos profiles. Deveria ainda ter uma página agregando os feeds de todos os amigos.
Este blog atingiu recentemente a marca de 300 posts. Com a experiência que ganhei aqui, resolvi criar um simples guia rápido de como eu acredito ser a melhor forma de entrar na blogosfera. São pequenas dicas que eu mesmo usei e outras que percebi com o tempo.
Defina-se
Sério, para que você vai criar um blog? O que você vai escrever? Com que objetivo? Para quem? Como? Com que linguagem?
Questões simples como essas muitas vezes não são respondidas. O sujeito vê o artigo da Veja falando de blogs, depois sabe do primo que tem um blog e que ganha uma graninha, ai começa a pesquisar e descobre que tem gente que ganha uma granona com blogs. Ai o sujeito vai lá e cria um blog. Mas e ai? O que vai surgir dessa empreitada? Antes de criar um blog procure entender porque você está fazendo isso. Em seguinda, ache a resposta para as demais perguntas acima.
Persevere
O começo será uma luta. Quase ninguém vai acessar seu blog. Você será apenas mais um. Sair do marrasmo blogosférico não é fácil. Conteúdo original de qualidade, daqueles que interessam a mais pessoas que não seus familiares e seus amigos, é o caminho para a felicidade. Ou seja, escreva algo que preste e suas chances de não ser só mais um no meio da multidão serão muito melhores.
Redefina-se
Você provavelmente irá escrever alguma coisa que você gostaria de não ter escrito. Aprendizado vem com o tempo. Redefina-se regularmente. Mas tente manter os objetivos inicias. Redefina sua forma de expor idéias, sua linguagem, e, porque não, seu público.
Tenha um guru, mesmo que ele não saiba disso.
Procure se identificar com algum blogueiro que tenho um estilo que lhe agrade. Ele não precisa saber que você existe. Se souber, não vai fazer muita diferença. Um guru vai te ajudar a enteder qual o melhor caminho para ter um blog de qualidade, desde que você escolha um guru que ofereça qualdiade. Um guru irá facilitar o seu entendimento de como lidar com os leitores, como tratar a linguagem e a qualidade/originalidade do conteúdo.
Aposte no design
O design ajudará você a se destacar da multidão. Isso não garante que você irá aparecer, mas ajuda bastante. O bom design mostra que você é sério sobre manter um blog. Não precisa ser um design vencedor de concurso, mas algo que seja de bom gosto.
Tenha um domínio
Como passar credibilidade se você não gasta R$ 30 por mês para ter um blog hospedado decentemente. Isso não quer dizer que um blog no blogspot não tenha credibilidade, mas ajuda a mostrar que você "não está vendo qual é".
Por menores
Para outros detalhes não menos importantes tais como domínio, hospedagem, tempaltes, etc, sugiro a leitura do artigo do Edney entitulado O que você precisa para começar um blog do zero
Epílogo
Eu sinceramente não sei para que escrevi isso. Acho que a maioria dos meus leitores já possuem blogs. Talvez isso ajude a repensarem seus blogs em algum aspecto que não estejam totalmente satisfeitos.
Carta aberta ao Edney do Interney.net e do Interney Blogs.
Prezado amigo Edney,
tenho acompanhado de perto o ranking do BlogBlogs que mostra a popularidade dos blogs nacionais. Este ranking tem como objetivo mostrar os blogs que mais recebem links de outros blogs, mostrando assim, sobre certo aspecto, a popularidade dos blogs nacionais.
Venho percebendo que o Interney Blogs, que é um agregador de blogs da rede Interney Blogs, vem subindo rapidamente no posicionamento do ranking, assim como os demais blogs de sua rede.
Analisando melhor o que vem ocorrendo, percebi que os blogs da sua rede oferecem conteúdos via RSS Feeds diferentes do conteúdo efetivamente mostrado publicamente nas páginas dos blogs. Os feeds mostram, ao final do texto do post, um conjunto de links no estilo de "posts similares" que apontam para outros posts dos blogs da rede Interney Blogs.
A utilização de links para posts similares ou relacionados em blogs é muito bem vinda por toda a comunidade blogueira mas creio a maneira como está sendo utilizada em sua rede não demostra a melhor representação da popularidade dos blogs no Brasil. Aponto três motivos para isso:
A lista de post relacionados aparecem somente nos feed e não no post original no blog. Ao meu ver, o conteúdo dos feeds deveria ser idênticos ao conteúdo do post original. Outros blogs que utilizam essa técnica o fazem mostrando no blog e no feed.
A lista de post relacionados deveria apontar para posts efetivamente relacionados ou similares. Analisando os feeds dos blogs da rede Interney Blogs, pude constatar que os links apontam para outros posts com conteúdos que nada tem a ver com o assunto tratado no post original, o que disvirtua totalmente o objetvido de oferecer uma lista de posts relacionados.
A lista de post relacionados linka para outros posts de outros blogs senão o blog em questão. O conceito de lista de posts relacionados como é aplamente aceito e interpretado, tem como obejtivo de mostrar para o leitor outros posts daquele mesmo autor sobre assuntos relacionados dentro do mesmo blog.
Estes 3 fatores estão criando uma situação dentro do ranking do BlogBlogs que não é real.
Considero o ranking do BlogBlogs uma das melhores ferramentas que a nossa blogosfera ganhou nos últimos tempos. Assim como o resto da comunidade de blogueiros, gostaria de vê-lo representanto de maneira mais fiel possível a popularidade dos blogs nacionais.
O que estamos vendo é que, muito em breve, os top 25 blogs do ranking serão os blogs da rede Interney Blog o que sabemos não é uma representação, nem aproximada, da realidade. Caso isso se concretize, o ranking deixará de ter o seu valor.
Escrevo esta carta não com o objetivo de criticar, mas com o objetivo de preservarmos a nossa blogosfera e de trabalharmos para desenvolve-la. Acredito que a comunidade como um todo ganha com isso.
Edney, publiquei essa carta aberta com a melhor das intenções. Te considero um dos grandes desenvolvedoers da blogosfera nacional. Creio que você saiba disso. Já tive a oportunidade de te dizer isso pessoalmente. E tão somente por essa admiração é que estou buscando seu entendimento em relação a essa questão.
Sendo assim, peço uma avaliação do seu posicionamento perante essa questão e convido a blogosfera a debater o assunto.