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Um recado sobre a crise mundial
outubro 12, 2008, 4:43 PM por Fabio Seixas

Replico aqui, na integra, texto publicado pela F/Nazca Saatchi & Saatchi em anúncio de página inteira nos principais jornais do país neste domingo.

Crise. Você prefere com o sem açúcar?

Nós já enfrentamos e sobrevivemos a muitas crises. Talvez já tenhamos perdido as contas sobre o número e a origem delas. Mas as malditas já nos surpreenderam diversas vezes enquanto assobiávamos distraídos virando algumas dessas esquinas da vida. Algumas, foram provocadas pelo petróleo, outras, pela Rússia ou pela China, a maioria, gerada internamente, já que em matéria de crise, o Brasil, sempre foi auto-suficiente. A tal ponto que, se não chegamos a ser fraternos amigos – nós e a crise- também não podemos negar que tenhamos nos tornado íntimos conhecidos.

Nenhuma crise é igual à outra. Essa que chegou com toda a força, agora, certamente é a mais diferente de todas. Porque o Brasil não tem um pingo de responsabilidade sobre o que está ocorrendo e porque o Brasil está no seu melhor momento economicamente falando. O Brasil nunca esteve tão em dia com as suas obrigações, o dever de casa feito, com um mercado interno tão forte, com empresas tão sólidas, modernas e competitivas e com as suas instituições tão garantidas, para encará-la.

Mas isso não nos exime das conseqüências da crise. Que, por sinal, é também uma das mais potentes e destruidoras das que se tem notícia em quase u século. Ela já está sendo dura e será ainda mais devastadora, não precisamos ser profetas para prevê-lo.
Então o que nos resta fazer?

O óbvio é termos medo, nos enclausurarmos, rezarmos para diferentes deuses, de diferentes religiões, ficarmos imóveis acreditando que qualquer mínimo movimento pode ser fatal para ela nos alcançar e, assim, esperarmos, até que ela passe.

Demitir, cortar investimentos, reduzir a produção, suspender novos projetos, reprimir os movimentos de inovação, não acreditar num retorno inesperado da demanda, também são boas e óbvias idéias. Talvez, algumas tenham mesmo que ser feitas, quem sabe!

Mas também há inóbvio, por mais que, obviamente, a palavra inóbvio não exista. E não existe por quê? Porque ninguém a disse antes, vai saber.

E é aí que reside o intuito deste nosso anúncio: apelar para os que acreditam que o inóbvio existe. Não só existe, como pode ser feito neste exato momento onde o óbvio é o que todos pensam, todos fazem, todos professam e todos aconselham.

O intuito deste anuncio é, humildemente, tentar criar uma minúscula fagulha de otimismo, de esperança – nossa velha, desgastada, mas essas sim, querida amiga em todos os nossos céleres momentos de crise – para que ela se dissemine, se instale na nossa cabeça, nas nossas empresas, na nossa sociedade, mesmo lutando contra este poderoso inimigo, que tão facilmente gosta de se instalar nesses mesmos lugares ao menor sinal de que o pior pode acontecer.

O intuito deste anúncio é despertar o empreendedorismo que sempre caracterizou o empresariado brasileiro,a coragem que sempre foi a marca registrada das nossas empresas, a capacidade inesgotável de reinvenção que sempre foi o norte dos vencedores neste nosso país.

E também é o intuito deste anúncio demonstra que um marketing original é a mais poderosa fonte de energia, capaz de gerar as transformações que uma empresas precisa num momento de crise.

Nós acreditamos piamente nisso.

Esse é o nosso óbvio.

Acreditamos que se esse não é o momento de inovar, que outro será? Acreditamos que se esse não é o momento de ser e parecer diferente dos seus concorrentes, que outro haverá de ser?

Acreditamos que se não for essa a hora de falar, enquanto muitos se calam de medo, que outra hora estará à nossa disposição para fazê-lo?

Uma grande idéia, única, diferente do óbvio, sempre foi e sempre será o detentor mais valioso – e menos oneroso – para se mudar a história, o humor, a fé, a determinação e o otimismo interno de uma empresa.

É isso que nós defendemos para os nossos clientes e que queremos externar para o Brasil inteiro de hoje. Porque tivemos a presunção de que se nós pensamos assim, talvez você, talvez mais gente por aí também pense do mesmo jeito. E nós adoraríamos poder contar com mais gente, mais empresários, mais cidadãos para ajudara contrariar o óbvio, a não aceitar passivamente em todas as suas piores conseqüências o medo, pelo medo.

Crise nós já enfrentamos e, queiramos ou não, ainda enfrentaremos essa um bom tempo e outras por muitas vezes.

O que deve nos mover é a visão de como nós queremos ser percebidos assim que mais uma vez nós sairmos dela.

De pé, ou de cócoras.

Na crise, já disseram muitos, é que se separam os homens dos meninos. Ou seja, crise, pode ser café pequeno para os homens.

Nós gostamos com açúcar.

Eu assino embaixo.

Sobre crise, Nizan Guanaes certa vez disse: "No mundo existem os que choram e os que vendem lenços; eu vendo lenços".

Qualquer crise significa momentos difíceis. Mas também significa oportunidade. Concordo muito com a F/Nazca e abraço esse apelo e sei, obviamente, que ela está fazendo marketing, está aproveitando a oportunidade. Está colhendo o que planta. Bravo.




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Comentários

É em períodos de crise que inovamos mais, que fazemos mais e que somos mais reconhecidos, crise é sinônimo de inovação, superação, e é nessas horas que mostramos o real valor que temos, que venha a crise, pois estamos preparados e já temos muita experiência.

Postado por: ILO Navarro em outubro 12, 2008 5:07 PM


Esse é o medo de quem vive graças ao BV e, nessas horas de desespero, vale tudo. Até espalhar "faíscas de otimismo".

Crises são momentos de ajuste de mercado e essa, em particular, chega em boa hora. A grande maioria das agências de publicidade por aqui, sejam elas online ou offline cresceram dentro de modelos de negócio cheio de "gorduras". Estas, muito tem a ver com exageros causados pelo "glamour" que muitos tentam sustentar (ou seria ostentar) nesse mercado.

Esta semana, ao tentar contactar um veículo para negociar publicidade para um dos nossos clientes, o mesmo estava com toda sua equipe de vendas fora (sim, os 6 executivos de contas estavam fora da empresa) participando de um evento (Maximídia).

Talvez a crise venha para aparar tais arestas e rever certos comportamentos que fazem nossa criatividade ser ofuscada pela aplicação de modelos de negócios ineficientes.

A crise nada mais é que o momento ideal para mostrarmos o real valor do nosso trabalho.

Abraços,
Rodrigo.

Postado por: Rodrigo Prior em outubro 12, 2008 5:44 PM


Sempre, em todas as áreas, todos os setores, sempre tem os que choram, e os que vendem lenços como disse acima.... É muito mais óbvio que nesse momento, inovar é a chave para o sucesso. Criar algo que ninguém espere mas que seja útil, espalhar, vender... Sempre houve, sempre haverá crises como essas ou piores, só precisa ser ligeiro o suficiente para saber se sobressair...

Forte abraço,
Monthiel

Postado por: Monthiel em outubro 13, 2008 9:13 AM


Crises financeira sempre são apavorantes para quem trabalha com comunicação porque os primeiros cortes feitos são para as verbas de publicidade. Mas temos sempre que ver o risco como uma oportunidade. Afinal quem espera nunca alcança, quem ficar parado olhando para a onda, ela vai te engolir.

Postado por: Bárbara em outubro 13, 2008 10:19 AM


Apesar de estar fazendo marketing ele está 100% certo.

Eu que o diga, pois estou aproveitando e comprando ações :)

Postado por: Neto em outubro 13, 2008 1:25 PM


Ótimo post Fábio.
Não conhecia a frase.. achei sensacional!

@Neto e ainda tem aqueles que dizem que comprar agora é furada pois ainda vai cair mais. E quando a bolsa está lá em cima, os mesmos dizem que o mercado está muito valorizado e não vale a pena entrar. Faça chuva ou faça sol, estão sempre reclamando!

Um abraço,
Leandro Feijó

Postado por: Leandro Feijó em outubro 16, 2008 11:34 PM


Lembrei de uma frase bacana também:

"A diferença entre 'RISCO' e 'RICO' é apenas
uma letra 'S'... de SEGURANÇA. Aprenda a viver
sem segurança , ela não é essencial." - Allan Arantes

Postado por: Leandro Feijó em outubro 16, 2008 11:45 PM


Ótimo texto , concordo plenamente com o que disse, se nós pararmos por medo a coisa só tendi a piorar, imagina se todos parassem de comprar ? não ia ter mais demanda com isso fabricas quebrando, mais desempregos vai só virando uma bola de neve, a solução pra isso é a concientização das pessoas , muitos não tem nem noção do que está acontecendo e não sabem como agir nesse caso.
Beijos
Hérika

Postado por: Hérika em novembro 2, 2008 3:01 AM


Adorei materia muito bem elaborada e bem axplicativa amei vcs estão de parabéns

Postado por: kelly em fevereiro 25, 2009 3:44 PM


adorei muito bom parabens

Postado por: MILKA em março 25, 2009 10:15 PM


ótimo texto concordo plenamente...

Postado por: kismara pereira em junho 22, 2009 1:23 PM


Hoje já sabemos que a crise já passou. Mas que soube aproveitá-la se deu muito bem. COmo foi dito: Uns choraram, outros venderam lenços.

Postado por: Giuliano em agosto 11, 2009 10:57 PM


otima dica banana

Postado por: TPS Eventos em junho 26, 2012 5:27 PM


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