Fabio Seixas, versão txt
Eu sou o que sou
setembro 19, 2008, 3:40 PM por Fabio Seixas

No início dos anos 90, eu acabara de entrar para a faculdade e trabalhava como programador no CPD de uma empresa de marketing. Nessa época, eu me iniciei como admirador da Microsoft e seus produtos. Não existiam produtos mais acessíveis à época. Nesse período, os Macs eram sinônimo de computador para Desktop Publishing (DTP). O pessoal do CPD costumava tirar sarro do pessoal do DTP por casa dos seus computadores bonitinhos mais ordinários. Ordinários porque eram apenas bonitinhos mesmo, principalmente em relação a interface, mas eram tecnicamente muito ruins. Os Macs da época rodavam em multitarefa cooperativa enquanto o Windows NT, e depois o Windows 95, já arrojavam com sua multitarefa preemptiva.

Para um bando de nerds era o suficiente para deixar o pessoal do Macs com cara de tacho.

Todo dia eu pegava meu Uno Mille não quitado e seguia para a faculdade. O carango ostentava um adesivo original do Windows que ganhei numa conferência da Microsoft da qual participei. Era tudo. Literalmente "tirava onda" (pelo menos eu achava que tirava).

A verdade é que naquela época eu tinha orgulho de ser usuário do Windows.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu na indústria da tecnologia. A chegada avassaladora da Internet, a guerra dos browsers, processos anti-trust, demissões involuntárias de conselho, etc. E no meio disso tudo, aconteceram duas coisas: a primeira que o sentimento de orgulho foi tomado por um sentimento de obrigação. Primeiro eu comecei a achar que a Microsoft estava fazendo o que era sua obrigação perante nós usuários. Evolua os produtos, crie coisas novas. Era o mínimo que eu esperava. Ela poderia mudar o mundo (como mudou com a guerra dos browsers) e eu continuaria achando que era o mínimo a ser feito. Segundo, foi a ascensão grandiosa da Apple, principalmente depois que o Steve Jobs retornou para a empresa como o todo poderoso de Cupertino. A Apple, mais uma vez, revolucionou o mercado com seus produtos fantásticos. Começamos a ver que era cool ter um Mac, bem diferente daquela época onde tirávamos sarros dos Mac maníacos.

Obviamente, essa nova fase da Apple me atingiu de alguma forma. Na última vez que troquei de computador fiquei seriamente tentado de comprar um Mac. Tenho quase certeza que só não troquei por questões técnicas. Eu precisava rodar um software de desenvolvimento da Microsoft que não roda no OS X da Apple. Acabei optando pela dupla PC+Windows.

Atualmente eu me encontrava uma encruzilhada. Eu sou PC, mas poderia ser Mac. Ser Mac é bacana, é cool. Um dia serei um Mac.

Eis que a Microsoft lança a sua campanha "I'm a PC".

Essa campanha me atingiu como uma bomba. Eu assisti e no mesmo instante eu pensei comigo mesmo: "Ei, eu sou um PC! Eu não sou um Mac... Eu sou um PC! Yeah!". Eu provavelmente sou o estereótipo que a Microsoft está buscando. Usuários do Windows a anos que estão sendo atacados pela Apple com seus produtos maravilhosos e seu inacreditável evangelismo popular.

Eu não desgosto da Apple. Eu adoro a Apple. Sou fã do iPhone, dos iPods e do iTunes. Eu também sou fã dos computadores e do sistema operacional da Apple. Eu sou fã do Steve Jobs com empresário, como criativo e como líder. Mas eu também sou fã do Bill Gates e das grandiosidades que eles fez pela indústria da tecnologia. Sou fã do Windows principalmente pelas coisas maravilhosas que esse produto e outros da Microsoft trouxeram para a minha carreira. E hoje descobri que sou mais fã do Gates do que do Jobs em certos aspectos.

Enfim, meu orgulho de ser um PC voltou. E foi preciso apenas um comercial. Apenas 1 minuto.

I'm what I'm. I'm a PC.





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Falando de Empresa 2.0
setembro 1, 2008, 2:40 AM por Fabio Seixas

Eu sei. Toda essa onda de chamar tudo de "2.0" anda meio manjada, mas quando se trata de mostrar os novos conceitos de gestão trazidos pela Web 2.0 para um grupo de executivos de uma refinaria de petróleo eu não poderia utilizar um titulo diferente.

Semana passada estive em Porto Alegre palestrando para esse grupo de executivos e engenheiros sobre que conceitos de gestão as empresas de Internet trouxeram a tona e que podem muito bem ser aprendidos pelas empresas mais tradicionais.

Muitos de vocês vão ter um déjà vu ao ver alguns casos mostrados nos slides abaixo, mas foi interessante ver que, fugindo desse nosso "mundinho 100% conectado", tem muita gente que não conhece coisas que para nós já é démodé (estou francês demais hoje).

A apresentação é grande porque foi praticamente um workshop de um dia inteiro. Espero que gostem.





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