Fabio Seixas, versão txt

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Matéria na Época Negócios
março 16, 2008, 7:29 PM por Fabio Seixas

A alguns meses atrás eu deu uma entrevista sobre inovação para a Época Negócios. Após alguns adiamentosa da pauta, esse mês saiu a matéria de capa sobre inovação.

Segue um trecho onde citam o case do Camiseteria:

ÚLTIMA FRONTEIRA Embora exista um credo repetido no mundo corporativo de que o consumidor não sabe o que quer - e que, portanto, não se deve dar muito crédito às suas opiniões - nos últimos anos algumas empresas começaram a correr na contramão e a lucrar com isso. O que essas companhias fazem é não apenas ouvir o que os clientes têm a dizer, mas convidá-los a participar efetivamente do processo de criação de seus produtos e serviços. Esse fenômeno está sendo chamado de "co-criação", um termo popularizado pelos consultores C. K. Prahalad e Venkat Ramaswamy no livro O Futuro da Competição, lançado em 2004. "Co-criação é mais do que focar no consumidor ou proporcionar uma customização em grande escala", afirma Ramaswamy, também diretor do Centro de Inovação da Universidade de Michigan, em entrevista a Época NEGÓCIOS. "Se você quer realmente criar valor do ponto de vista do cliente, tem de engajá-lo no processo, deixando que ele defina o que tem valor para ele." Numa apresentação recente em São Paulo, Ramaswamy esmiuçou o conceito para uma platéia de 60 executivos de grandes companhias brasileiras, num evento organizado pela consultoria Symnetics.

Após sua fala, quem pegou o microfone foi um jovem paulista criado no Rio de Janeiro, Fabio Seixas, de 32 anos, um dos únicos homens presentes que não usavam terno e gravata. Fundador da Camiseteria, ele mostrou o que faz de seu negócio um dos exemplos mais radicais de co-criação no país. A Camiseteria é uma companhia de moda que não tem um estilista sequer entre os funcionários. Qualquer pessoa pode enviar um desenho para seu site e submetê-lo à avaliação da comunidade de freqüentadores. Os desenhos que recebem as melhores notas são impressos em camisetas, vendidas online. Os vencedores recebem R$ 1 mil de prêmio (que muitas vezes trocam, espontaneamente, por crédito em camisetas). "Nosso risco é próximo do zero", diz Seixas. "Em muitos casos, vendemos uma série inteira em dois dias." Desde que foi criada, há dois anos, a Camiseteria já recebeu mais de 13 mil desenhos - 160 deles foram estampados em camisetas. Nunca uma delas foi parar numa loja de ponta de estoque, algo comum no ramo. Seixas e seu sócio, o designer Rodrigo David, já produziram camisetas com desenhos de que não gostavam. Mas a idéia é essa. "Fazemos exatamente o que o mercado quer, não o que nós achamos que ele queira", afirma Seixas. Ele diz que o modelo de negócios - inspirado numa empresa americana chamada Threadless, que foi objeto de estudo no MIT - funciona bem graças à comunidade criada em torno do site. Os usuários, geralmente aficionados por camisetas, têm blogs pessoais, trocam mensagens entre si, viram amigos. A relação deles com a empresa é tão forte que a Camiseteria não precisa contratar modelos para mostrar fotos de sua coleção: os próprios clientes se oferecem para fazer a propaganda.

Só não sei que história de MIT é essa. :)







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Comentários

Gostei do #nbp... Aliás, o senhor poderia fazer mais? Saudades dos teus posts cheios de sabedoria...
bj

Postado por: Lucia Freitas em março 16, 2008 8:05 PM


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