Estava vendo o programa "Que Rock é esse?" do Multishow falando sobre o rock dos anos 80 e fiquei pensando sobre a semelhança entre a criação da indústria do rock no Brasil e a criação do mercado de Internet na década de 90.
O constante surgimento de bandas de rock espalhadas pelo Brasil naquele período se assemelha muito ao surgimento de centenas de empresas de Internet em 96/97.
Interessante ver casos com o do Capital Inicial que foi recusado por 3 ou 4 gravadoras antes de ser aceito pela Polygram e que ganhou disco de ouro no ano de lançamento. Muito semelhante ao caso como o do Google que também foi rejeitado por alguns investidores antes de incorporar Andy Bechtolsheim, co-fundador da Sun, como seu primeiro investidor.
O mesmo buzz, hype, empolgação que ocorreu com o rock brasileiro dos anos 80 também pôde ser visto na criação da Internet comercial. Assim como hoje ainda vemos no mercado empresas que participaram do da primeira fase da Internet como Microsoft, AOL, Netscape, etc, também vemos bandas clássicas como o próprio Capital Inicial, Kid Abelha e Paralamas do Sucesso.
Seriam os novos representantes do rock nacional como Charlie Brow Jr, Pitty e NXZERO o rock 2.0?
Enfim, apenas um pouco de nostagia para quem tem pelo menos 30 anos.
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Comentários
A época de ouro do rock deve sempre ser lembrada, os lugares da Legião Urbana, Capital Inicial estarão sempre lá, é triste ver Bandinhas emocore e sem conteúdo dominando mo mercado, muitas graças a revolução da comunicação via internet, não podemos também desprezar novos sons, há muita coisa boa surgindo e é incorreto afirmar que tudo o que está no topo deve ser apedrejado, Pitty é um bom exemplo.
O mercado fonográfico brasileiro está em decadência. Não temos sucessores a altura dos clássicos como Legião, Titãs, Capital, Barão, Cazuza, Skank, etc.. Hoje as gravadoras só investem em bandas pré-moldadas que fabricam músicadoria..
O engajamento social, ou a forte expressão de sentimentos e valores através da música, ficou no espaço, precisamente no passado.
Pode se fazer também um paralelo do mercado musical com o futebol. Somente os clubes "apadrinhados" por grandes empresários conseguem sobreviver e ganhar títulos. Os pequenos clubes vivem de receitas pequenas e quando lançam um grande atleta não tem caixa suficiente pra mantê-lo no elenco. Essa relação é verdadeira ao passo que, somente as bandas que adaptarem seu estilo musical ao das gravadoras (criando musiquinhas pré-moldadas, emo, rostinhos bonitos) sobreviverão, e as bandas pequenas mas que tem qualidade serão deixadas de lado.
Postado por: Bruno Lage em novembro 7, 2007 7:54 PM