Fabio Seixas, versão txt
Meme de Elite
novembro 29, 2007, 8:21 PM por Fabio Seixas

Já se foi o tempo em que eu era Top 10 do ranking do BlogBlogs. Os projetos crescem, o tempo diminui e o ato de blogar fica cada vez mais escasso.

Mas ainda assim, sigo sendo considerado como membro da elite dessa blogosfera. Bem, pelo menos o PortalCab acha, tanto é que me indicou para o Meme de Elite.

Cabe dizer que já faz um bom tempo que não participo de memes. Já se foi também a época em que eu criava os memes.

Então dando continuidade a esse meme, seguem minhas indicações de quem faz parte da minha elite na blogosfera:

Tiago Dória - Para mim, trata-se do melhor blog nacional sobre generalidades online. É daqueles que eu aguardo ansiosamente pelas atualizações. O Tiago faz o trabalho de mineração que eu gostaria de ter tempo de fazer. Mas não o invejo. Prefiro usufruir de seu conteúdo de altíssima qualidade.

Serendipidade - Fábio Cipriani é meu xará no nome e nos temas abordados. Seus artigos sobre tendências e marketing sempre valem a pena.

Brainstorm #9 - Não é puxa-saquismo, não. Eu curto muito esse blog. Carlos Merigo, do alto dos seus 14 anos de idade, faz um trabalho que poucos fariam com competência.

Luli Radfahrer - O cara é pequenino mais é um gênio.

Manoel Lemos - Elite por elite, indico quem organiza essa bagunça.

O diferente desse meme é que quem mais for indicado, ganhará um crédito de R$ 50 no adWords para divulgar ainda mais seu blog. Não seria o caso de dar o prêmio para quem receber menos indicações? :)





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A OI e o meu iPhone
novembro 28, 2007, 12:40 AM por Fabio Seixas

Sou um feliz proprietário de um iPhone. Só não sou mais feliz por causa da OI, minha atual operadora de telefonia celular.

O iPhone, mais do que um telefone, é um dispositivo de acesso a Internet. Sua interface soberba e demais funcionalidades são um convite para navegar pela web.

Apesar de possuir suporte à Wi-Fi, quando não há uma rede dessa disponível nas redondezas, é preciso usar a rede da operadora para acessar a Internet. É ai que a OI começa a pisar na bola e deixa de olhar para as tendências do mercado. Explico.

A OI me cobra em meu atual plano R$ 0,04 por Kbyte transferido. Com as opções de acesso à Internet do iPhone como ver uma página HTML como ela realmente é ou assistir vídeos do YouTube, fica claro que fica financeiramente inviável utilizar a rede desta operadora para acessar a Internet pelo iPhone.

Quando digo que a OI deveria olhar o mercado, ela deveria olhar não só as tendências e o que seus consumidores estão fazendo como também a concorrência.
A TIM possui um plano de dados no qual o usuário pode trafegar até 1 gigabyte de dados por R$ 69,00. Bem, seu eu fosse trafegar 1 gigabyte de dados no meu iPhone pelo meu plano atual, minha conta no final do mês iria custar exatos R$ 41.943,04.

Ora, como pode a OI ser tão cega assim? Cobrar quase 600 vezes mais que um dos seus principais concorrentes?

Tudo bem, vamos ser mais justos. A OI possui outro plano de dados onde eu posso trafegar 72 megabytes por R$ 149,00. Por esse preço, o mesmo gigabyte da TIM iria sair por R$ 2.119,11.

Cobrar “somente” 30 vezes a mais que o concorrente não faz a situação da OI ficar melhor.

OI, por favor, entenda que o consumidor não é bobo. Ele pesquisa e sabe o que compra. Mais do que isso, o consumidor de hoje tem o poder da palavra. Nunca foi tão simples colocar a boca no mundo. Seja num blog ou numa comunidade do Orkut. Mais do que contratar um serviço justo, esse consumidor quer ser respeitado acima de tudo. Estamos combinados?





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Braincast #9 episódio 10: Tendências
novembro 27, 2007, 1:18 PM por Fabio Seixas

Finalmente ficou pronta a edição do podcast Braincast #10 que foi gravado durante o Intercon 2007.

Eu, Carlos Merigo, Cris Dias, Mauro Amaral e Luli Radfahrer falamos de publicidade, adWords, Facebook vs Microsoft e mais um monte de assuntos que a platéia sugeriu.

Espero que gostem. Em breve publicaremos também a versão completa em vídeo.

Ouça, aos poucos ou tudo de uma vez, e comente. Clique em play abaixo, assine no seu iTunes ou baixe o mp3 para ouvir.


powered by ODEO

(download .mp3 - 01h 17min 57seg)

| Assine no iTunes

Abra o menu “ADVANCED” e depois “SUBSCRIBE TO PODCAST”. Insira o endereço http://feeds.feedburner.com/braincast9 e pronto, você assinou o feed do Braincast no seu iTunes.





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Evolução da folksonomia
novembro 18, 2007, 4:15 AM por Fabio Seixas

A Internet vem introduzindo vários novos conceitos no mundo atual. Um dos que mais aprecio é a folksonomia, ou a capacidade de várias pessoas categorizarem conteúdo utilizando palavras-chaves ou tags.

Pegue uma unidade de conteúdo ou objeto, como, por exemplo, uma foto. Associe palavras-chaves à ela e deixe que outros façam o mesmo. Com o volume e várias pessoas associando as mesmas palavras a um mesmo objeto observamos o "peso" das palavras-chaves. Quanto mais pessoas fizerem a mesma associação, mais relevante é a palavra-chave.

Consigo imaginar que esse modelo seja apenas o começo do que pode se tornar a folksonomia.

Temos duas dimensões (objeto e palavra-chave) e um sujeito (pessoas). Com isso conseguimos um resultado (categorização) com uma variável (peso).

objeto + palavra-chave = categorização

(objeto + palavra-chave) x peso = categorização relevante

Consigo imaginar um modelo mais avançado para a folksonomia. Um modelo que considere três dimensões e não apenas as duas dimensões iniciais, objetos e palavras-chaves. Imagine acrescentar a essa formula a dimensão da conexão entre palavras-chaves. Imagine palavras-chaves com alguma relação em comum.

"arco-íris" e "colorido" estão, do ponto de vista do significado, eternamente associadas. Podemos dizer o mesmo de "formula1" associado a "carros". Já não poderíamos tirar a mesma conclusão de "carros" associado a "formula1" já que nem todo carro é um Formula 1.

O ponto que quero chegar é se podemos extrair significado da folksonomia como ela é hoje se simplesmente adicionarmos ao modelo a conexão de palavras-chaves.

Imagine uma foto de um arco-íris onde várias pessoas associaram as palavras "arco-íris" e "colorido".

A partir de várias associações bidimencionais como essa, podemos criar conexões entre as palavras-chaves.

Se muitas pessoas associam as palavras "arco-íris" e "colorido" para vários objetos (fotos) diferentes, podemos concluir que "arco-íris" e "colorido" estão de alguma forma conectados.

Uma vez que as palavras-chaves podem estar previamente categorizadas como verbos, adjetivos e substantivos, essas conexões acabam por gerar significado. "Arco-íris são coloridos".

objeto + palavra-chave + conexão = significado

Coloque isso em larga escala, compute o peso e teremos significado relevante.

(objeto + palavra-chave + conexão) x peso = significado relevante

Temos então um modelo tridimencional de folksonomia: objeto, palavra-chave, conexão.

Esse modelo poderia ser um dos pilares da web semântica, desde que houvesse associações suficientes. Isso não me parece utópico, já que muito conteúdo na web está sendo associado a palavras-chaves, tais como fotos, vídeos e artigos.

Colocando em prática, poderíamos associar fotos do Flickr com artigos do Wikipedia automaticamente tendo como base somente a folksonomia feita pelos usuários do Flickr, a nuvem de conexões entre palavras-chaves e o significado dos artigos do Wikipedia ("Arco-íris são coloridos")


Talvez eu tenha viajado bastante nesse artigo. Talvez eu devesse escrevê-lo em inglês e enviá-lo para Universidade de Stanford. :)





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Power Point real rules
novembro 17, 2007, 1:58 AM por Fabio Seixas

Fazer uma boa apresentação em Power Point é uma arte dominada por poucos. Eis aqui algumas dicas:

Via Getting Better





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1º StartupCamp Brasil
novembro 6, 2007, 12:05 AM por Fabio Seixas

startupcamp.jpg

Quando falei aqui no blog sobre o TechCrunch40 fiquei imaginando como seria um evento aqui no Brasil que aproximassem empreendedores da web com empresas de capital de risco e investidores anjos. Pois bem, este evento vai acontecer no próximo sábado em São Paulo.

Não é um TechCrunch40, que diga-se de passagem a inscrição custava módicos $2.000, mas sim um evento num estilo meio desconferência meio palestras programadas que irá proporcionar esse tipo de networking aqui no Brasil.

O primeiro StartupCamp Brasil vai acontecer dia 10/11 no Espaço Gafanho em São Paulo.

A idéia é promover algumas palestras pela manhã, proporcionar um ambiente de networking para que empreendedores possam ter acesso a alguns investidores e criar uma desconferência na parte da tarde.

Programação

Manhã

9:00 - 9:30 Boas vindas
Organizadores 1o StartupCamp Brazil Web

9:30 - 10:00 Transformando uma idéia em um negócio
Empreendedor web - case do sucesso

10:00 - 10:30 Conversando com um VC
Sócio firma de VC

10:30 - 11:00 Preparando um pitch para investidores
Empreendedor startup web

11:00 - 11:30 Break

11:30 - 12:00 Desafios do dia-a-dia
Empreendedor startup web

12:00 - 12:30 Relação entre investidores e empreendedores
Sócio firma de VC

12:30 - 13:00 Os grandes players olham para start-ups no Brasil?
Representante empresa web internacional

13:00 - 13:30 Micro-empreendorismo na Internet
Empreendedor startup web

Tarde

14:30 - 18:00 Camp
Desconferência sobre empreendedorismo na Web Brasileira.
Contribua sugerindo temas para discussão no fórum da comunidade do StartupCamp Brazil.





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Marketing viral de elite
novembro 2, 2007, 6:25 PM por Fabio Seixas

Dizem por ai que a maior sacada de marketing do filme Tropa de Elite foi a pirataria. Discordo plenamente. Apesar de concordar que o bafafá em torno da pirataria do filme gerou muita mídia espontânea, foi outra sacada que fez do filme cair na boca do povo.

O fato de encontrarmos cópias do filme por R$ 10 não é uma forma viral de promoção. Claro, considere viral algo que se espalha organicamente.

A grande sacada dos criadores do filme foram as falas. "Seu fanfarrão", "Pede pra sair!", "Põe na conta do papa" é o marketing viral em sua plenitude.

Você escuta e repete sem parar, espalhando a idéia mesmo para quem ainda nem viu o filme atiçando a curiosidade.


Não que isso seja uma novidade trazida pelo Tropa de Elite. Pulp Fiction vez isso brilhantemente em 1994. Por meses a fio após a sua estréia, as falas do filmes fizeram com que ele permanecesse na cabeça das pessoas aumentando ainda mais seu poder de divulgação. É verdade que toda a polêmica e criatividade do filme também colaboraram, mas foram as falam que levaram o filme para as conversas de botequim.

Pulp Fiction in Typography pegou uma das falam mais interessantes do filme e ajudou a trazer o filme a tona uma década depois.

É bem verdade que em Pulp Fiction as falas eram bem mais elaboradas e longas, mas quem nunca repetiu por ai o diálogo:

-Who's motorcycle is this?
-It's a chopper, baby.
-Who's chopper is this?
-It's Zed's
-Who's Zed?
-Zed's dead baby, Zed's dead....

Cidade de Deus conseguiu muito boca-a-boca com uma única fala matadora: "Dadinho é o caralho! Meu nome agora é Zé Pequeno, porra."

Saquem as 100 falas de filmes mais bacanas:

Então ficamos assim: Precisa fazer uma campanha de marketing viral? Passa pra outro. "Essa pica agora é do aspira."





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Que Internet é essa?
novembro 2, 2007, 4:10 PM por Fabio Seixas

Estava vendo o programa "Que Rock é esse?" do Multishow falando sobre o rock dos anos 80 e fiquei pensando sobre a semelhança entre a criação da indústria do rock no Brasil e a criação do mercado de Internet na década de 90.

O constante surgimento de bandas de rock espalhadas pelo Brasil naquele período se assemelha muito ao surgimento de centenas de empresas de Internet em 96/97.

Interessante ver casos com o do Capital Inicial que foi recusado por 3 ou 4 gravadoras antes de ser aceito pela Polygram e que ganhou disco de ouro no ano de lançamento. Muito semelhante ao caso como o do Google que também foi rejeitado por alguns investidores antes de incorporar Andy Bechtolsheim, co-fundador da Sun, como seu primeiro investidor.

O mesmo buzz, hype, empolgação que ocorreu com o rock brasileiro dos anos 80 também pôde ser visto na criação da Internet comercial. Assim como hoje ainda vemos no mercado empresas que participaram do da primeira fase da Internet como Microsoft, AOL, Netscape, etc, também vemos bandas clássicas como o próprio Capital Inicial, Kid Abelha e Paralamas do Sucesso.

Seriam os novos representantes do rock nacional como Charlie Brow Jr, Pitty e NXZERO o rock 2.0?

Enfim, apenas um pouco de nostagia para quem tem pelo menos 30 anos.





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