Fabio Seixas, versão txt
InterCon 2007
outubro 29, 2007, 12:43 AM por Fabio Seixas

intercon2007.png

Depois de um belo dia de descanso, posso parar para escrever sobre o InterCon 2007.

Já que o Camiseteria estava com um stand/lounge no evento, não pude assistir a todas as palestras, mas por outro lado tive a oportunidade de interagir e conhecer várias pessoas que a gente só conhece por flickrs, blogs e twitters da vida.

Primeiro vão meus parabéns para a organização do evento. Tiago Baeta e sua turma, junto com o pessoal da 5Clicks, foram primorosos tanto na organização quanto no carinho com os diversos participantes, sejam eles espectadores, expositores, patrocinadores ou palestrantes.

Sendo um dos caras que botou a cara a tapa no palco do InterCon, tive a oportunidade de ganhar um bonsai da organização. Nada mais propício para um evento que teve a preocupação de ser carbono neutro, plantando uma árvore para cada inscrição feita.

Auditório do Intercon

Duas coisas muito interessantes aconteceram durante o evento. A primeira foi que durante o evento, vários participantes twitavam debatendo online o que estava rolando durante a palestra. Foi interessante ver essa nova utilidade para o Twitter. O Luli Radfahrer, antenado do jeito que é, pescava as perguntas e comentários do pessoal no Twitter e levava para a palestra.

A segunda coisa foi ver o lado "desconferência" dessa conferência. A turma aproveitou os intervalos e as fugidas das palestras que falavam mais do mesmo, para fazer um bom bate-papo em torno dos temas do evento.

Eu, Carlos Merigo, Cris Dias e Mauro Amaral gravamos ao vivo o Braincast #10 que em breve será disponibilizado para quem não viu durante o evento.

O lounge do Camiseteria foi uma experiência muito bacana. Sorteamos camisetas, distribuímos bottons e adesivos. Foi bacana ver usuários que são fãs do site e nem conhecíamos ainda.

Publiquei algumas fotos no Flickr.

No último dia, quando estava indo embora, tive o prazer de compartilhar o elevador como Osmar Santos, que passeava pelo evento em seu carrinho motorizado e com um belo sorriso no rosto. Durante a curta viagem de um andar para o outro ele balbuciou duas palavras: "Feira..... Bonita...". E em seguida deixou o elevador, com o mesmo sorriso que entrou. Esse evento não poderia ter terminado melhor.





Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (8) | trackback (0)
Link para este post:




Para pensar
outubro 22, 2007, 10:45 PM por Fabio Seixas





Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (14) | trackback (0)
Link para este post:




Gatilhos no marketing
outubro 15, 2007, 11:30 PM por Fabio Seixas

Dan Heath e Chip Heath, autores do livro Made to Stick (no Brasil, Idéias que colam) são também autores da coluna homônima na revista Fast Company. O último artigo dessa dupla intitulado "Time to get trigger happy" trás um conceito muito interessante que eu não poderia deixar de explorar aqui no blog.

A idéia é de que criar gatilhos no ambiente (environment triggers) para nos ajudar a lembrar de certas coisas, como, por exemplo, deixar um envelope que você não pode deixar de levar para o trabalho perto da porta, são poderosos não só para uso pessoal mas também como ferramenta de marketing.

O artigo baseia-se em um estudo sobre gatilhos feito entre estudantes colegiais. A idéia era simples: fazer com que os estudantes comessem mais frutas e legumes. Eles ofereceram 20 dólares para que um grupo de estudantes. Em troca eles deveriam fornecer informações sobre seus hábitos alimentares. Até ai tudo bem. A sacada do estudo era expor 2 duas peças publicitárias diferentes para os estudantes. Uma dizia "Viva da maneira saudável, como cinco frutas e legumes por dia". A outra dizia "Toda e qualquer bandeja de refeitório precisa de cinco frutas e legumes por dia".

Os estudantes expostos ao segundo slogan comeram 25% mais frutas e legumes, enquanto no outro grupo não houve nenhum aumento, mesmo o slogan sendo mais simpático.

O fato de incluir a bandeja no slogan criou um gatilho no ambiente. Chegando ao refeitório e pegar sua bandeja, o gatilho era acionado fazendo lembrar o anúncio e conseqüentemente a idéia de que era preciso colocar frutas e legumes na refeição.

Mas isso não é novidade para os profissionais de marketing. As marcas de cerveja são craques em implantar gatilhos como esse. Associam praia, amigos e futebol com cerveja. Juntou um bando de amigos, só pode dar em cerveja. Gatilho acionado.

Nesse ponto deixo de replicar o que o artigo expõe para iniciar a exploração por outra área, a utilização de gatilhos no ambiente online.

Gatilhos são disparados por associações de idéias e conceitos. Uma determinada conjunção de fatores faz com que conexões cerebrais sejam criadas resgatando informações da memória.

A publicidade online como ela existe hoje não oferece boas ferramentas para criamos gatilhos. As peças online são expostas juntamente com conteúdos mais importantes para o usuário. Não monopolizam alguns poucos segundos do usuário como uma página de revista, um outdoor ou um comercial de TV.

Mas o ambiente online oferece outra forma de gatilho. Artigos são a ferramenta que mais monopoliza a atenção do usuário. Não é a toa que vemos iniciativas como PayPerPost e ReviewMe que tentam tirar proveito desse momento de atenção. Podemos usar esquemas de associações de idéias para "vender" o que estamos escrevendo. Afinal, o objetivo maior de nossos artigos não é o de influenciar pessoas? Não que isso seja fácil, mas cabe o exercício. Talvez a próxima vez que você veja um comercial de cerveja filmado na praia, lembre deste artigo aqui (eita!).

Imagine o que o slogan do seu blog pode criar em termos de gatilhos, ou mesmo parar para pensar que gatilhos, positivos ou negativos, seu slogan atual cria.


Tornar-se referência em algum assunto é o auge em termos de gatilhos de ambiente online. O Brainstorm#9 é referência em publicidade. É natural que ele seja lembrando quando estivermos lendo algo sobre publicidade em qualquer outro blog. O mesmo para o Meio Bit com tecnologia. Ou ainda Edney "Interney" Souza ou Carlos Cardoso como pro-blogger. Alias, o Carlos Cardoso foi muito feliz na sua estratégia com seu antigo slogan "O primeiro pro-blogger do Brasil". É claro que o caminho para se tornar referência não é simplesmente criar um slogan esperto. O trabalho é duro.

Quando falamos de empresas, caímos nas palavras-chaves. Pensou busca, pensou Google. Pensou mp3, iPod. Café expresso, Starbucks. E por ai vai. Tudo em torno de associações de idéias.

Associações de idéias são uma poderosa forma de marketing. Gatilhos de ambiente são uma excelente ferramenta para criá-las.





Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (10) | trackback (0)
Link para este post:




Apresentação do dia: Conversation by design
outubro 9, 2007, 6:10 PM por Fabio Seixas

Uma sentença muito interessante extraída da apresentação:

Don´t be a blogger - be a conversation architect




Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (4) | trackback (0)
Link para este post:




Anti-Corrupção 2.0
outubro 4, 2007, 10:30 PM por Fabio Seixas

Em janeiro de 2006 escrevi um artigo intitulado "O impacto da Internet na política e na democracia".

Extraído do artigo:

No futuro, digamos 30 ou 40 anos, acredito que teremos o meio online como a principal forma/ferramenta para a definição políticas e de governos tendo a população como parte principal do processo de tomada de decisão de governança de uma nação.

Talvez a Internet seja o meio que permita às diversas nações democráticas do mundo, transformar suas democracias representativas em democracias diretas.

Uns dirão que é utopia criar uma democracia direta. Concordo apenas que é um caminho árduo para tornar a Internet uma plataforma de governança política. Talvez tenha errado na minha previsão de 30 ou 40 anos. 100 ou 200 já não me soam tão esquisito. É razoável pensar que precisaríamos de muito mais tempo para chegar a esse nível.

Mas hoje me peguei pensando em algo mais acessível: Usar a Internet, através de sua capacidade de colaboração e disseminação de informação, como plataforma para combater a corrupção.

Imaginem a população poder acompanhar livremente, via Internet, tudo o que o governo faz através de dados disponibilizados pelo próprio governo em formatos de dados padronizados. É mais razoável o governo abrir mão do controle sobre a divulgação da informação do que abrir mão do seu poder para as massas.

Imaginem como a Internet pode proporcionar meios de denúncias anônimas (ou não) de falcatruas e esquemas de legalidade duvidosa.

Ou ainda a população poder criar mash-ups inteligentes a partir de dados livremente fornecidos pelo governo para identificar padrões de fluxo de capital para contratos duvidosos.

Imaginem como a Web Semântica, atada às informações do governo, poderia colaborar para que a comunidade de desenvolvedores, cientistas políticos e economistas pudessem desenvolver modelos inteligentes de investimento do dinheiro público ou como forma de identificar padrões de investimentos que podem levar a identificação de fraudes.

Utópico? Prefiro acreditar que não.

Acredito que a nação que primeiro atingir esse patamar nos próximos séculos será o Google das nações democráticas.

(Vou parar por aqui. Já acho que estou futurólogo demais)





Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (6) | trackback (0)
Link para este post:




Web 2.0 por Evanndro Reis
outubro 3, 2007, 7:08 PM por Fabio Seixas


Gostei especialmente dessa parte:

1994: O modelo "Internet" começa a permear as empresas.
2004: O modelo "Internet" começa a permear a sociedade.




Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (0) | trackback (0)
Link para este post:




Start-ups e a sua carreira
outubro 1, 2007, 10:42 PM por Fabio Seixas

Já passei pela criação de 7 empresas start-ups, alguma como empresário, outras como colaborador. Aprendi um bocado com isso. Algumas coisas você só aprende na marra. Não existe faculdade ou MBA que vá te ensinar. Muitas coisas você aprende lendo os livros certos nos momentos certos. Além disso, vida de empreendedor serial é uma montanha russa emocional, cheia de altos e baixos e de alternâncias de momentos de total convicção e inacreditável insegurança.

Start-ups são o playground de pessoas inovadoras. Nesse ambiente é possível inovar sem ser *muito* recriminado, ao contrário do que acontece em empresas estabelecidas, onde o ambiente normalmente não favorece a inovação.

Em toda a minha carreira, que já chega aos 15 anos, só trabalhei em uma única empresa com mais de 150 funcionários. E olha que eu já passei por várias empresas.

Na época da minha faculdade, eu sempre dizia para os meus colegas que era melhor optar por um estágio em uma empresa pequena, se possível uma start-up, pois seria possível ter contato direto com todos os (poucos) níveis da empresa e ter a oportunidade de aprender de tudo um pouco, diferentemente de trabalhar em uma grande empresa onde geralmente o funcionário tem contato apenas com 1 ou 2 níveis dentro do seu próprio departamento.

Montar start-ups é uma atividade muito interessante, pois a cada nova empreitada, você percebe que ainda tem muito a aprender, que sempre haverá uma situação com a qual você ainda não lidou. Esse aprendizado conquistado com o próprio suor, não tem preço. E não estou falando de técnicas de gerenciamento, negociação ou vendas. Estou falando de emoções que aprendemos a lidar quando nos deparamos com situações críticas, com relacionamento com pessoas ou clientes ou quando nos deparamos com adversidades do mercado. Nenhuma faculdade ou MBA sequer pensa em trabalhar o desenvolvimento emocional de gerentes ou empreendedores. Focam apenas no aprendizado técnico, que, a meu ver, não responde por nem 30% das características necessárias para o obter sucesso empresarial. Isso me faz lembrar o Empretec.

Cada nova start-up é um passo no vazio, na incerteza. Pessoas que conseguem tirar convicção de situações como essas são verdadeiros empreendedores. Geralmente, esse tipo de vivência não se aprende trabalhando em grandes empresas.

Então ficam algumas sugestões para quem está começando sua carreira:

Você está na faculdade e não sabe o que fazer da vida
Procure trabalhar em uma empresa pequena. Você terá a oportunidade de conhecer vários tipos de trabalhos e poderá encaminhar melhor a sua carreira. Procure empresas que sejam pequenas mas que já tenham estabilidade no mercado. Uma empresa muito nova e muito pequena e mal estruturada é uma roleta russa que você não vai querer viver. Estando lá se interesse por várias áreas, mesmo que você não tenha sido contratado para algo específico. Extraia todo o conhecimento possível das pessoas, mas não seja chato. Todo mundo detesta o chato.

Você está querendo montar a sua própria empresa e não tem experiência
Procure trabalhar em uma start-up. Aproveite o fato de que outro empreendedor – seu chefe – está correndo todos os riscos na criação de uma empresa e cuide de absorver toda e qualquer experiência relacionada a criação da empresa. Procure olhar com olhos de empreendedor, mesmo sendo funcionário. Você estará não só exercitando seus dotes empresariais, como também poderá colaborar muito para a formação da própria empresa. Com isso você estará minimizando seus riscos quando for criar a sua empresa, já que todo aprendizado é uma forma de minimizar riscos.

Você quer fazer carreira em uma grande empresa e ninguém tira isso da sua cabeça
Procure trabalhar em uma pequena empresa. Aproveite que você está no começo da sua carreira e de uma oportunidade a si mesmo de aprender coisas que você nunca aprenderá em uma grande empresa. Tenho certeza que esse aprendizado irá criar uma vantagem competitiva enorme entre você e seus demais colegas da corporação. Hoje, mesmo em grandes empresas, é valorizado quem tem espírito empreendedor. Aprenda a empreender em uma pequena empresa e depois vá colher os frutos durante a sua carreira corporativa.

Essas dicas não me foram dadas quando eu estava na faculdade. Tive que aprende-las por contra própria. Dependendo do que você vai fazer com essas dicas, sua carreira pode ser muito diferente. Então reflita um pouco.





Adicionar à: del.icio.us | Rec6 | My Yahoo 2.0
permalink | comentários (21) | trackback (1)
Link para este post:






    Powered by Movable Type