O Beto Largman está organizando um encontro de blogueiros no Rio no dia 6 de agosto.
Mas para bate-papo de botequim do que para discurso em púlpito, o evento contará com a nobre presença de algumas figuras do cenário online. Lia Amancio do Lounge (Lia, quero só ver você pagar o Martini, hein?), Nick Ellis do Digital Drops, o Carlos Cardoso, Alexandre Inagaki do Pensar Enlouquece, importado diretamente de São Paulo, Bernardo Bauer e Paulo Mussoi, coordenador dos blogs do Globo Online, além de mim e do próprio Beto Largman.
Ainda à confirmar, possivelmente teremos a presença do Alessandro Barbosa Lima do E.life e do nobre Bruno Alves do BrPoint.
Vai ser bacana ver essa turma toda debatendo junto com mais 120 pessoas.
O evento acontece no Armazém Digital do Shopping Rio Design/Leblon, a partir das 19h - Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Tel: (21) 2274-5999
Estão todos convidados. Na faixa, mas com lugares limitados.
Muita gente quer ganhar dinheiro com blogs. A receita de bolo tradicional é: crie um blog com conteúdo interessante que as pessoas queiram ler, coloque algum tipo de publicidade comissionada (adSense, Mercado Livre, HotWords, Buscapé, etc, etc), publique conteúdo sempre e espere os cliques nos anúncios.
Esse modelo tem alguns pontos fracos e só funcionam "de verdade" para poucos.
Audiência
É preciso ter uma audiência grande para que haja retorno financeiro relevante. Com pouca audiência, a conta fica nos centavos. Para ganhar dinheiro é preciso ganhar escala. Cada post atingido uma quantidade cada vez maior de leitores. Vejo uma relação de posts/leitores. Quantos leitores cada post de um blog atinge? Se a relação for baixa, você precisa postar muito. Se a relação for alta, basta um post para ver a grana começar a entrar. Em geral, existe um ponto de equilibrio onde postar mais não significa necessariamente mais receita, já que a quantidade de leitores tende a não crescer na mesma proporção.
Quanto custa?
Quem está vendendo algo é o blogueiro, no caso, espaço no seu blog. Mas quem define o preço é quem compra, a empresa que usa o espaço para veicular uma propaganda de um terceiro, o anunciante. Se o espaço é do autor, este não deveria ter o poder de definir por quanto quer vender esse espaço? Teoricamente sim mas por questões de patricidade o blogueiro prefere não se meter no meandro da negociação de espaço publicitário pois é mais fácil e rápido optar por um pacote pronto padronizado. "Ei, blogueiro, quer um esquema aqui de publicidade? Você me libera um espaço no seu blog e eu te dou x% do que você gerar de receita para mim." Modelo consagrado. Ai o cara entra e vai testando. Usa um parceiro aqui, outro ali, vê qual tem uma relação de custo/benefício melhor, qual se adegua melhor ao conteúdo do seu blog e assim vai levando enquanto tenta aumentar a audiência.
Cegueira publicitária
Com o aumento cada vez mais rápido de informações que nos são apresentadas diariamente, estamos ficando cegos para publicidade. Ai entra a tal história dos paraquedistas do Google. O leitor fiel tende a consumir só o conteúdo, já o cara que chega pelo Google tende a clicar mais nos anúncios já que está procurando por algo. Ou seja, o modelo de publicidade online, tem um grande desafio, tornar os anúncios relevante para o leitor fiel, este que mantém a base da audiência.
As partes
Blogueiros, empresas de publicidade, leitores. Em uma escala de benefício, quem se dá bem primeiro é a empresa de publicidade, depois o blogueiro e em terceiro, o leitor, mesmo assim pode-se dizer que o leitor nada ganha com a publicidade que lhe é apresentada. No máximo dizer que ele descobriu algo relevante clicando em algum anúncio.
Apesar dos pontos francos, este é o modelos mais difundido. Mas será que não cabe a difusão de modelos alternativos a esse?
Patrocínio
Um modelo interessante é o de patrocínio. Um blog pode definir se preço para que uma empresa patrocine seu blog por um determinado periodo de tempo. Nesse caso, o preço está atrelado ao tamanho da audiência e ao poder aquisitívo e/ou relevancia do público para o patrocinador. Neste caso, pode haver ou não o intermediador para conseguir o patrocinador e repassar parte do ganho em forma de comissão. O poder fica na mão de quem cobra o anunciante. Se é o blog, o intermediador ganha um percentual como comissão. Se é o intermediador, quem ganha a comissão é o blog. A questão é que quem ganha a comissão em geral fica com menos (as vezes muito menos) que a metade.
O patrocínio permite um brand awareness melhor para o anunciante e tende a trazer resultados melhores. Além de receita garantida para o blogueiro independente da audiência.
Revenue Sharing: Leitores/blogueiros se cadastram em um blog e fornecem seus códigos adsense que será usado na impressão de anúncios. Quanto mais um leitor comentar, mais vezes o anúncio dele aparece.
Uma loja online que patrocina um blog e oferece um vale-compras para quem comentou durante o período de patrocínio (mais ou menos na idéia do Mack).
Um blogueiro que converte parte das suas receitas em publicidade em vale-compras de lojas online para seus leitores.
ProBloggers 2.0
Uma evolução para os ProBloggers poderia ser eles deixarem de depender de intermediadores (ie. Google) e passarem a negociar por conta própria (ou com uma equipe) seus espaços publicitários. Seria economicamente viável? Talvez para blogs muito grandes.
Finalizando
Esse texto foi na verdade um grande apanhado de uma porção de coisas que andei pensando recentemente. Não há uma conclusão, apenas ficam as idéias para estimular um debate.
I can’t hear what you’re saying
Just keep the music playing
It all sounds the same to me
Good God please have mercy
Let’s kick the machine till it’s working
Everybody’s got a great idea
Do you own the one you’re encouraging
There’s a first time for everything
After that it starts to get confusing
Hold onto your identities loosely
At least the revolution will be amusing
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody
That the next new thing is the same old thing
We came and we quickly left
We took what we could get
I guess we weren’t impressed
We bored ourselves instead
What’s after what’s next
What’s left to get off your chest
Walking in circles retracing steps
How many ways can we package the concept
Mundane it’s all the same
Remind me later when nothing’s changed
Time will tell let the future explain
Until then we’ve got history to make
Trend-setters real go-getters
Closed-minded free-thinking hipsters
Instant classics adored by critics
It’s just music for the kids
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody that
What’s happening has already happened again
Of course you’ve heard this before
What are you trying to figure out
Too much time on your hands
To analyze what doesn’t count
What’s wrong with everyday people
They make the best crowd
It was never that important
And the future doesn’t care about your
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody
That what’s happening has already happened again
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
So you can tell somebody to tell somebody
That the next new thing is the same old thing
Word of mouth
This is what everybody’s talking about
Familiarity breeds content
Are you content like me?
O Businesspundit, um excelente blog sobre emrpeendedorismo, trouxe um texto interessante sobre como as vezes as situações que passamos engamam a nossa percepção.
During World War II, statistician Abraham Wald tried to determine where to add extra armor to airplanes. Based on the patterns of bullet holes in returning airplanes, he suggested that the parts not hit should be protected with extra armor. Why?
A blogosfera, principalmente através de seus membros auto-entitulados pro-bloggers, está vivendo a cultura da crítica irresponsável.
Blogueiros ávidos por assuntos para seus blogs, no intiuto de garantirem desesperadamente seu cheque de AdSense no final do mês, estão criando críticas irresponsáveis, não embasadas e sem análise criteriosa.
Isso remete ao meu artigo sobre a responsabilidade de blogs. Blogueiros estão usando seus populares canais de comunicação, sem analisarem o impacto de suas palavras na sociedade, pensando somente no benefício imediato pessoal. Esquecem que o principal motivo desse país ter os problemas que tem é que muitas poucas pessoas compreendem como o pensamento individualista desfavorece o desenvolvimento do meio. A Teoria dos Jogos está ai para ajudar a explicar isso.
Vejo situações como essas diariamente, mas vou relatar a que me aconteceu recentemente.
Publiquei neste blog a poucos dias atrás a informação que de o WeShow está contratando surfers. O anúncio dizia que estavamos selecionando pessoas entre 18 e 25 anos.
Irresponsavelmente, o Carlos Cardoso resolveu que isso se tratava de um pensamento discriminador sem se quer ouvir da parte citada o porque do anúncio.
Meu comentário lá:
....
a idade não é limitador para trabalhar no WeShow, é apenas um filtro do processo seletivo. Isso quer dizer que, do ponto de vista de processo de seleção, é mais otimizado entrevistar pessoas dessa faixa etária já que, em processos seletivos anteriores, se mostrou a faixa etária que trouxe candidatos mais adequados à vaga.
Não há discriminação de forma alguma, mas do ponto de vista de processo, não faz sentido gastar esforço da equipe de RH/seleção entrevistando pessoas que muito provavelmente não se adequam a necessidade que a vaga exige.
...
O WeShow não é um blog colaborativo. É um projeto global, atualmente com atuação em 3 países e que estará presente em mais 3 países até o final do ano.
Coordenar uma operação dessa não é simples. Uma empresa como essa não pode contar somente com um grupo de pessoas que navegam na Internet de casa fazendo seu trabalho. Estou falando de 40 ou 50 surfers. Fica muito difícil coordenar o trabalho de todas essas pessoas remotamente.
Mas me espanta o fato de que, num país onde as taxas de emprego são tão altas, onde muitas empresas buscam um jeitinho de burlar a lei, não valorizarem ações como esta onde uma empresa gera emprego e faz tudo como a lei manda.
Me chama a atenção ainda o fato de as maiores empresas de web 2.0 do mundo terem escritórios. Google, eBay, 37 Signals, YouTube, etc, etc, etc. Os engenheiros dessas empresas não poderiam trabalhar de casa? Sim, claro. Mas isso não ocorre porque estas empresas sabem o quando é importante a criação de uma cultura empresarial e um ambiente
saldável de trabalho. E isso não tem nada a ver com chefes idiotas que só querem ter em quem mandar.
Tenho certeza que, caso sua experiência como professor tivesse te dado uma visão mais empresarial, sua opinião seria diferente. :)
Mas como como vivemos em mundo livre, todos temos direito a opniões.
O Noronha não aprovou e não publicou o meu comentário, talvez porque este faça sentido e quebre o raciocínio dele.
O Bruno do Causos e Cousas, em comentário no post do Noronha, disse que acha que colocar pessoas para trabalhar fisicamente no mesmo lugar é "coisa de gente demente". Como?!
Essa cultura da crítica age depressa para destruir o espírito de inovação e do empreendedorismo. E não estou me referindo somente a negócios Web 2.0 brasileiros. Estou me referindo a críticas mal feitas e infundadas em várias áreas, na blogosfera ou não. Reclamamos do país, mas não apoiamos as ações que tentam melhora-lo.
Não defendo que devemos viver em um mundo livre de críticas, mas que as críticas devem ser , além de construtívas, embasadas em análises inteligentes, raciocínios factíveis e responsabilidade.
Os blogueiros precisam compreender que seus blogs, além de estarem pagando o leitinho das crianças, estão influenciando a nossa sociedade moderna. E esse é um enorme poder. E como dizia o Tio Ben, com todo poder vem sempre uma grande responsabilidade.
A Times Online fez uma seleção dos 50 melhores blogs sobre negócios. A lista é bem eclética. Já companho 9 deles e estou conhecendo outros novos bem interessantes.
A WeShow Brasil (www.weshow.com/br) está contratando surfers para
selecionar os melhores vídeos do mundo. Se você tem entre 18 e 25
anos, é inteligente e sabe onde encontrar as grandes pérolas da
internet, esta vaga tem a sua cara. É crucial escrever bem e ter
fluência na língua inglesa. Vagas para o Rio de Janeiro.
Acabei de descobrir esse sensacional site brasileiro. Pinuts, um mural de fotos que faz jus ao nome.
Você pode montar um mural "espalhando" as fotos no seu mural como você bem desejar, inclusive sobrepondo fotos. Além disso, é possível colocar comentários em cada foto e "colar" cliparts como chapéus e óculos por cima das fotos.
Está ai mais um projeto brasileiro Web 2.0 que dá gosto de usar e divulgar.
O jornalismo cidadão tornou-se muito mais poderoso depois que os blogs se tornaram populares. Muitas vezes lemos notícias antes em blogs e depois nos veículos da imprensa tradicional.
Vivemos uma época em que o cidadão tem mais poder, tem mais voz no meio da multidão. Cada vez mais blogueiros estão se tornando influenciadores da nossa sociedade. Um movimento ainda tímido, mas real e forte.
Então fica a pergunta. Qual é responsabilidade social de um blog? Se estamos aqui para expor nossas idéias e pensamento, estamos conseqüentemente influenciando pessoas. E esse poder de influência tras consigo um alto grau de responsabilidade.
Como blogueiros, devemos nos preocupar em sermos socialmente responsáveis. Afinal nós também somos a mídia.