O Google mudou a Web para sempre ao desenvolver um mecanismo automatizado de seleção e classificação do conteúdo textual da Web. Eles conseguiram criar algo extramamente bem elaborado, que utiliza milhares de variáveis para calcular o PageRank.
Tal façanha só é possível utilizando o poderio dos computadores da nossa era. Mas esse modelo não é perfeito. Na verdade está longe disso. Provavelmente a perfeição nunca será atingida utilizando somente o modelo computacional ou talvez a Web semântica possibilite isso. É comum não encontrarmos o que buscamos nos primeiros links, onde teoricamente deveriamos encontrar o melhor conteúdo. Isso tem a ver não só com como o Google interpreta o que estamos buscando, mas também como ele classifica o conteúdo.
Ou seja, depois de qualquer busca no Google é imprescindível a análise do ser humano para discernir sobre qual o conteúdo mais adequado ao que estamos procurando.
É ai que entra a questão do ser humano em relação as máquinas. Os seres humanos sempre serão melhores analistas do que as máquinas em assuntos subjetivos e abstratos.
Mas também não é perfeito. O problema do fator humano na seleção de conteúdo é a falta de escala. Seria humanamente impossível uma (ou mesmo muitas) pessoa indexar as bilhões de páginas da web. Somente um sistema automatizado tem essa capacidade.
Então, a questão de humanos vs máquinas se resume a outra questão fundamental, escala vs qualidade.
O Mahalo, auto entitulado "Human-powered Search", é um Google sem PageRank onde um grupo de editores profissionais selecionam na web o melhor conteúdo, incluindo vídeos e fotos, para diversas palavras-chaves. O objetivo deles é fazer esse trabalho para as 10 mil palavras-chaves mais buscadas no mundo. Compare as busca por iPhone no Mahalo e no Google.
10 mil palavras-chaves é infinitamente menos que as palavras-chaves que o Google tem capacidade de atender. Mas certamente, a qualidade dos resultados do Mahalo são muito melhores que os do Google. Ou seja, uma questão de escala vs qualidade.
Quando se deseja priorizar a qualidade, a seleção feita por humanos é o melhor caminho.
O WeShow tem justamente a mesma abordagem para a seleção de vídeos de qualidade. Um grupo de editores profissionais selecionam e organizam os melhores vídeos da Web. No caso de vídeos, essa abordagem é ainda mais interessante já que ainda não foi desenvolvida tecnologia para análise de conteúdo em formato de vídeo e imagens. Não é a toa que o Google invetou o Google Image Laber, onde pessoas classificam o "conteúdo" das fotos usando palavras-chaves.
Mesmo no modelo de análise de conteúdo por humanos, caímos em outra questão. Qual o melhor? Profissionais ou amadores? Ou mesmo os amadores-profissionais (Pro-Am)?
Enquanto o Mahalo aposta em editores profissionais para criar páginas que trazer o melhor sobre uma determinada palavra-chave, o Squidoo faz o mesmo, só que qualquer um, amadores ou pro-ams, pode criar uma página sobre algum assunto (ou palavra-chave) e colocar ali o que ele considera ser o melhor conteúdo relacionado ao tópico.
O Squidoo consegue aumentar a escala perdendo alguma qualidade, já que qualquer um pode criar uma página (ou lente como eles chamam) com qualquer conteúdo, mesmo que de qualidade duvidosa. Como exemplo vejam uma excelente lente sobre o iPhone e outra nem tão boa assim.
Google, Squidoo ou Mahalo? Depende do nível de qualidade que você espera. Pelo menos, quando se trata de vídeos, você já sabe onde ir.