A cultura atual, principalmente a ocidental, venera o número 1, o melhor, "o mais". É assim na música, no cinema, na família, no transito, na fila do banco, na Internet, na blogosfera. É por isso que assistimos a copa do mundo e as olimpíadas. É acreditando nos melhores que votamos em candidatos políticos. É por causa dos melhores que preferimos um jornal, um canal de tv ou um site na web em detrimento de outro. Indústrias inteiras, como a de crédito e de games, são baseada em rankings. O Google tornou-se o caso de mais rápido crescimento da história dos negócios baseando toda a sua operação em um algoritmo de ranking.
Os melhores são venerados e aplaudidos pelos medíocres (medíocre no real sentido da palavra, mediano, modesto) que encontram neles os incentivos para também se tornarem os primeiros. É a motivação nossa de cada dia, de receber uma promoção no emprego a ter uma grama mais bonita que a do vizinho.
Alguns vão dizer que buscam reconhecimento, outros retorno financeiro. Não importa. Estar entre os primeiros é melhor do que estar no final da cauda longa, seja lá qual for a recompensa almejada. A recompensa para quem está no topo é sempre maior.
É baseando nos melhores que decidimos nossas compras, negociamos nossos contratos, escolhemos as empresas onde vamos trabalhar, com quem nos casaremos. É pensando em ser o melhor que educamos nossos filhos e escolhemos o presente do dia das mães.
É a natureza humana.
Mas podemos optar por rejeitar algum ranking específico. Alguns preferem o Oscar, outros o Sundance ou até o MTV Movie Awards. Determinados nichos são carentes de rankings confiáveis. Ranking não confiáveis são comumente repudiados. Outros rankings são simplesmente mal elaborados ou mal compreendidos.
Existem rankings populares, especializados e técnicos. Billboard, Oscar e Technorati 100 são exemplos, respectivamente.
Rankings foram parte importante do desenvolvimento cultural e econômico dos últimos 50 anos (ou mais) e continuarão sendo. Rankings não precisam ser colocados em forma de listas para que sejam úteis ou consultáveis. Criamos rankings imaginários o tempo todo. Ranking para as comidas que mais gostamos, para os carros que gostariamos de comprar, para as meninas da escola candidatas a namoradas.
Queria saber quantas visitas vêm dessas páginas de ranking dos blogs mais bem posicionados.
"Quem liga pra ranking?" é o c*****
Todo mundo liga ou ao menos sofre algum tipo de influência.
E não gosto de nenhum tipo de manipulação em ranking, seja feita por qualquer meio. Às vezes se confunde oportunismo com inteligência, ou empreendedorismo.
Olha, o google não virou o que é só por causa do pagerank, eles tem uma filosofia "don't be evil". Dava pra sentir pela página inicial desde o começo que eles não estavam entupindo a gente de publicidade e bagulheiras pra instalar.