Tirando o fato de que no final, o quadro branco transforma-se em algo incompreensível, o vídeo é bem explicativo para quem quer entender melhor tecnicamente o que é um Mashup.
Via Update or Die, IMHO, o melhor Cool Hunters Reblog brasileiro!
Como será a língua portuguesa no futuro? Será que todos teremos que nos render ao miguxês já que os adolescentes de hoje serão a sociedade adulta de amanhã? Eu só sei que receber mensagens em miguxês é muito chato (xato?!).
Começando pela foto ai do lado. Talvez esse meme nem existisse se mais blogueiros colocassem suas fotos na side bar de seus blogs. Blogs são covnersações. Colocar uma foto ajuda a tornar essas conversações mais humanas e entendemos quem está por trás das palavras.
Fabio Seixas é um sujeito pacato que nasceu em São Paulo, se mudou para o Rio aos 2 anos, cresceu na cidade de Niterói e desde a faculdade não largou mais a cidade maravilhosa.
Fabio Seixas é vascaíno mas só porque seu pai assim o quis. Nunca jogou bola direito e acabou desistindo do esporte aos 11 anos.
Fabio Seixas é inquieto quando se trata de negócios. Adora idéias. Adora um bom debate. Dizem que ele às vezes tenta impor sua opnião, mas ele acredita que debates calorosos ajudam a desenvolvermos nosso raciocínio lógico e abstrato e melhorarmos nossa percepção do mundo. Ele pensa que não quer impor nada. Ele quer mesmo é debater cada vez mais.
Fabio Seixas não sabe cozinhar mas diz que gosta e que devia fazer um curso.
Fabio Seixas gosta de surfar mas o trabalho e a falta de tempo ultimamente o tem privado desse prazer.
Dizem que cada um tem uma idade eterna, a idade do espírito. Fabio acredita que sua idade eterna é 26. Mas ele não sabe porque.
Isso é um pouquinho de Fabio Seixas. O resto dá pra ir descobrindo acompanhando o Versão TXT.
Bruno Parodi e Fritz von Runte, ambos grandes amigos meus, estão em uma nova empreitada online. Não dá para falar muito do que se trata, mas posso dizer que eles estão contratando apresentadores para um novo canal de vídeo online.
Você famoso na Internet?
Uma empresa americana com penetração mundial procura por jovens de ambos os sexos, com ótima aparência, entre 18 e 28 anos, com fluência em inglês britânico OU americano para atuarem como apresentadores em um novo canal de vídeo na internet, que será lançado em junho. Se você é antenado, tem desenvoltura, charme e carisma, esta pode ser sua chance de começar uma carreira em mídia, internet ou jornalismo televisivo.
Necessita-se de pouco tempo, os contratados terão gravações somente uma vez por semana, em uma tarde ou manhã.
Os interessados devem preencher o formulário online em www.weshow.com/jobs para entrevista e teste no Rio de Janeiro possivelmente até o dia 20 de abril.
Web 2.0 Expo abril 16, 2007, 6:22 PM por Fabio Seixas
A lista de patrocinadores da próxima Web 2.0 Expo em São Francisco é tão longa que a página principal do site sobre o evento fica até meio mal arrumada. Seria isso uma exuberância irracional?
O Orkut deveria permitir que os usuários informassem o endereço do feed de seus blogs pessoais e mostrar os artigos nos profiles. Deveria ainda ter uma página agregando os feeds de todos os amigos.
(3.1 bilhões de dólares é quase o dobro do que o Google pagou pelo YouTube)
Para aqueles que não lembram a DoubleClick foi o ícone da publicidade online antes da bolha de 2000. Era a maior e mais poderosa rede de anunciantes do mundo. Atualmente a DoubleClick fatura algo em torno de 300 milhões de dólares por ano.
O Google vem novamente mostrar que além de ter se tornado a maior rede de anunciantes da atualidade, está disposto a manter essa posição.
Interessante notar como o Google conseguiu criar uma rede muito maior que a da DoubleClick em um espaço de tempo muito pequeno usando basicamente o poder do usuário. Afinal, qualquer um pode transformar seu próprio site em um nó da rede de anúncios do Google, enquanto na DoubleClick era preciso "conseguir fazer parte da rede deles". Interessante notar também que o Google paga bem menos comissão para o dono do site, do que a Double Click paga.
O Google é uma tentativa frustrada, e nem por isso menos louvável ou carente de utilizadade prática, de compreender a semântica de uma Web extremamente carente de metadados.
É o tipo de coisa que a Microsoft já deveria ter feito. Os cara criam um browser fenomenal que usa o engine do IE e que extende o browser da Microsoft de uma maneira super completa. Mas parece que eles preferem ver o Maxthon como concorrente e não como aliado. O Maxthon é o browser que está mantendo o IE na briga dos browsers dentro do segmento de usuários avançados.
Se você anda interessado em Web Semântica (Web 3.0, Intelligent Web), fique de olho na Radar Networks, uma empresa que está prometendo fazer barulho nesta área até o final do ano.
O Gilberto Jr do Prática levantou a bola e eu vou dar minha contribuição. Ele questiona sobre o recente estudo do Guardian que mostra que apenas 1% dos usuários geram conteúdos dos sites colaborativos.
Palavras do Gilberto:
O Outrolado, por exemplo, tem 300 usuários cadastrados (em aproximadamente um mês de vida). Se somente 1% criassem conteúdo, teríamos três pessoas enviando matérias. No entanto nós temos mais 230 artigos e 100 links enviados, ou seja, quantidade de participações (criação de conteúdo) em um mês foi maior que a quantidade de usuários cadastrados. Não tenho dados concretos, mas pelo que acompanho, tenho certeza que a porcentagem de usuários que criam conteúdo é bem maior que 1%.
Creio que o universo de usuários deva ser considerado de outra forma. No caso do OutroLado, os usuários não são apenas os usuários cadastrados já que o site presta um grande serviço para os usuários não cadastrados e não obriga ninguém a se cadastrar para ler um artigo. São também todos os outros visitantes que chegam ao site e apenas lêem algum artigo sem serem cadastrados.
O estudo fala sobre sites como YouTube e Wikipedia. Aparentemente apenas 1% dos usuários efetivamente criam o conteúdo destes sites. Acho que isso depende muito do tipo de site e principalmente do esforço para a criação do conteúdo.
No caso do YouTube, a funcionalidade de disponibilziar os vídeos em páginas de terceiros como blogs, faz com que a quantidade de usuários visitantes espectadores seja muito grande, o que torna o % relativo entre os criadores e não criadores muito pequeno.
No caso do Wikipedia, acho que a questão está mais no grau de dificuldade para a geração do conteúdo. Não que seja difícil entrar em um artigo do Wikipedia, clicar em editar e fazer alguma alteração, mas na pesquisa necessária para que sejam colocadas informações relevantes e precisas sobre os artigos sendo editados. O próprio YouTube tem um grau de dificuldade de geração de conteúdo (pegar uma filmadora, gravar, passar para o computador, eventualmente editar, fazer upload) mais difícil do que simplesmente fazer um comentário.
No Camiseteria por exemplo, se considerarmos somente os usuários cadastrados (já que para usar efetivamente o site é preciso estar cadastrado, diferente do OutroLado ou do Rec6, por exemplo), 7,5% já criaram alguma ilustração de estampa, 31% já fizeram algum comentário e 68% já votaram em alguma estampa. Se considerarmos todos os usuários, mesmo os não cadastrados, esses percentuais seriam menores, mas esses usuários não chegam a participar de alguma forma. Nesse caso, o percentual de usuários que criam uma estampa fica mesmo na faixa de 1%.
A evolução humana é constante. Na web não seria diferente. Tentamos determinar marcos históricos para facilitar o entendimento do progresso. Web 1.0, 2.0, 3.0.
Para onde a web está caminhando? Dizer que o futuro é a web 3.0 é clichê, afinal 2.0 + 1 = 3.0. Mas qual será o próximo grande passo no desenvolvimento da tecnológico, cultural e comportamental da web? A comunidade internacional está apostando que é a Web Semântica.
Semântica para compreender
O conceito da web semnântica não é novo. As primeiras discussões datam do final dos anos 90. O debate tem se tornado mais atual pois hoje temos mais condições de realmente enterdemos como usar a semântica. E a Web 2.0 ajudou muito nesse entendimento.
Web Semântica é a capacidade de computadores interpretarem, entenderem e tirarem conclusões do conteúdo disponível na web.
Pegue por exemplo uma ferramenta de busca atual. Seu funcionamento básico é o mesmo das primeiras ferramentas de busca. Dê alguma dica (i.e. palavras-chaves) e o mecanismo de busca irá mostrar uma pilha de documentos que podem ou não ter a resposta para o que você procura. O quão inteligente e otimizada é a pilha de documento é tarefa da busca. Cabe ao usuário pesquisar a pilha de documentos da forma que ele desejar, dando o trabalho que der.
Um mecanismo semântico de busca iria além. Iria interpretar e compreendero que você quer descobrir. Em seguida iria pesquisar, analisar, interpretar e compreender a sua base dados (ou várias bases de dados, ou ainda "a base de dados web") e iria mostrar A resposta.
Um exemplo: Você quer fazer uma viagem de final de semana. Então você entra no Google e digita "Pousada em Búzios promoção" e ele vai te mostrar uma lista de links apontando para documentos que podem ou não ter informações sobre a pousada que você irá se hospedar mas que nem você sabe ainda qual será. Neste caso a análise e pesquisa (interpretação e compreenção) dos resultados é tarefa do ser humano. A busca semântica, através de agentes inteligentes pessoasis, já saberia que você está prestes a tirar férias, que você é casado, tem 2 filhos e um cachorro e irá efetivamente achar a pousada que você irá se hospedar. Exatamente aquela que tem eventos para as crianças, aceita animais e está dentro do seu poder de compra. Ou pelo menos, se não fosse 100% eficiente, iria mostrar algumas poucas opções de acordo com o contexto.
Ou seja, interpretação e compreenção semântica do conteúdo online.
Mas como isso seria possível? Será necessário que existam estruturas de dados e de interpretação que permitam que os computadores possam entender e interpretsar o conteúdo. Para essa tarefa, existem os metadados (i.e. dados sobre o dado).
Imagine um Digg que, ao invés de ser potencializado pelas análises e contribuições dos seres humanos, seja potencializado por agentes computacionais inteligentes que tenham a mesma capacidade de análise. Isso é web semântica.
Imagine a existência de agentes pessoais inteligentes que que vasculhem a web interpretando-a em prol de suas necessidades profissionais diárias e seus desejos pessoais. Um "Mini-Me" inteligente que nos ajude em nossas tarefas de maneira mais eficiente. Isso é web semântica.
Imagine serviços inteligentes de acompanhamento de conversações na blogosfera que podem tirar conclusões sobre tendências mercadológicas de maneira automatizada. Um Technorati semântico. Isso é web semântica.
Mudança de paradigma
A possibilidade de computadores poderem entender e interpretar o conteúdo online é uma grande mudança de paradigma, principalmente quando isso atingir o usuário main stream. Alguns analistas apostam que isso deva acontecer daqui a 6 ou 7 anos. Ainda há muito a ser desenvolvido. Mas essa é a janela de oportunidade para que surja um novo "Google", com um IPO maior e ainda mais poderoso que o atual.
2.0 x 3.0
A web 2.0 foi um movimento natural. Algo que os usuários almejavam sem saber que almejavam e que a comunidade empreendedora foi aos poucos suprindo desde 2003.
A web semântica, ou web 3.0, vem sendo almejada e planejada pela comunidade acadêmica antes mesmo da web 2.0 ter se tornado main stream. E o fato de estar sendo planejada pode dificultar muito torna-la main stream. Quando algo surge naturalmente, é melhor aceito. Quando é previamente elaborado, levamos mais tempo para assimilar.
A web 2.0 é sinônimo de conteúdo gerado pelo usuário e participação. A web 2.0 não morrerá com a web 3.0. Ela será o alimento da web 3.0. A web 3.0 nada será se não houver enormes quantidades de dados para serem analisados e interpretados.
A humanidade produziu 161 bilhões de gigabytes de novos conteúdos em 2006. Espera-se que em 2010 a gente produza nada mais, nada menos que 988 exabytes, ou seja, quase 1 zettabyte de dados em um único ano. À 50 anos atrás a humanidade não tinha produzido 1 bilhão de gigabytes em toda a sua história.
Estamos em uma época de geração massiva e exponencial de conteúdo. Já aprendemos a acessa-lo, organiza-lo e torna-lo globalmente acessível de maneira automatizada (err... Google), mas ainda precisamos aprender a como torna-la interpretável e em como efetivamente interpreta-la automaticamente.
Na web 1.0 o poder estava no gerador de conteúdo ceentralizado. Na web 2.0 o poder estava no gerador de conteúdo descentralizado (o usuário). Na web 3.0 o poder estará no interpretador automatizado do conteúdo existente. Vale notar que um poder não anula nem inimiza o anterior.
Enfim, tudo por uma web mais esperta. Quem sabe um dia a gente consiga construir uma web quântica.