Numa época em que muito se discute sobre a ética da existência dos Probloggers, gostaria de levantar uma questão: Quanto é o valor justo para um blogueiro profissional ganhar com seu blog? Qual deveria ser o "piso salarial"?
Qual seria o valor justo para um blogueiro, "ex-estágiário não remunerado" e "recem-formado", ganhar com seu blog que ele mantem trabalhando 8 horas por dia? Não estou me referindo a um emprego como editor de um blog. Estou me referindo a um Problogger independente que leva a sério o objetivo que ganhar dinheiro com seu blog mas que está em início de carreira.
Isso levanta uma questão sobre a viabilidade primordial de mercado de Probloggers no Brasil. Será que esse mercado sustenta a chegada de vários jovens (que ainda moram com os pais) neste mercado de trabalho? Existe publicidade suficiente para sustentar isso ou veremos muitos desistirem de seus objetivos?
Paralelamente a incentivarmos a atividade de Probloggers, deveriamos incentivar também a maior utilização da publicidade online. Existe muitos blogs que falam de Ad-sense mas quase nenhum que fale de Ad-Words. Para ser sincero, não conheço nenhum. Tá aí um nicho interessante.
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Comentários
Se você considerar que o Problogger é um escritor, talvez fosse interessante verificar o piso salarial de um jornalista no estado onde mora o cidadão. Adianto que é algo entre R$ 800 e R$ 1,5 mil.
Postado por: Walmar Andrade em fevereiro 22, 2007 3:57 PM
Pergunta ótima mas complicada, e resposta idem. Não consigo pensar em um emprego que possa ser utilizado como paralelo real. A sugestão do jornalista é boa, mas acho que ainda muito distante. Regras meio gerais, como quantidade de horas trabalhada, ou potencialidade de lucro / perda de dinheiro não se aplicam, acho. Vou pensar mais um pouco sobre o assunto.
Postado por: marcelo em fevereiro 22, 2007 4:27 PM
r$1500? Tá louco. Sorte que fugi do curso de jornalismo.
Fabião, eu jogo pra'quela de "o céu é o limite". Na minha opinião não existe máximo.
Tem muita gente no Brasil ganhando mais de 20paus por mês com blog. Mas não falam abertamente isso.
Postado por: Rafael Slonik em fevereiro 22, 2007 5:43 PM
Rafael, nem estou falando de máximo, mas de mínimo. Máximo eu concordo com você. O céu é o limite. Só depende do blogueiro.
Postado por: Fabio Seixas em fevereiro 22, 2007 7:56 PM
Fabio, acho que blog não é exatamente um emprego, mas um empreendimento. Não faz muito sentido comparar um problogger com um funcionário (quem é o patrão?), seria mais lógico compará-lo a um empresário. E, como empresário, os ganhos dependem mais do investimento que ele faz do que da "média de mercado".
Postado por: Marcus Danillo em fevereiro 22, 2007 8:40 PM
Bem observado, Danilo. Eu mesmo já falei algumas vezes que blogs devem ser considerados como empreendimentos. Mas mesmo o empresário (ou profissional liberal) precisa ser remunerado de alguma forma. Então creio que o conceito prevalece.
Postado por: Fabio Seixas em fevereiro 22, 2007 8:52 PM
Trabalhando exclusivamente no blog, com vendas de publicidades fora os programas de afiliados?
Diria eu, assim como o Rafa já disse que o céu é o limite.
O Marketing de Busca é sobre links patrocinados (Adwords) e SEO, mas as pessoas se interessam mais sobre SEO. Acho que as pessoas (e empresas) ainda não despertaram para os links patrocinados aqui no país. Já para o AdSense ...
Viajei na batatinha. Mas o erro foi reconhecido e isolado para posterior análise.
Postado por: Rafael Slonik em fevereiro 23, 2007 8:40 AM
Concordo com a idéia que o blog que deve ser tratado como um empreendimento.
E como um empresário qualquer, você que faz "seu dinheiro".
Se você não for muito competente e não tiver sorte, com toda certeza não vai ganhar quase nada e um dia vai ter que parar com isto.
O mínimo, justo, é zero. O justo é o que ele ganhar, proporcional a seu posicionamento nos sites de busca, seu conteúdo, sua visitação... e cada caso é um caso.
Qual o justo que um pipoqueiro deve ganhar em seu primeiro mês?
Blogs, como todo empreendimento, não são emprego público, não temos tabela de funcionalismo, vade-retro.
Refletindo sobre seu post, Fábio, me veio um questionamento que acho ser bem pertinente: tendo em vista que, para se obter muitos acessos, é preciso direcionar seu conteúdo, como por exemplo, faz o Carlos Merigo no BrainStorm, e, assim ser referência naquilo e todo mundo interessado naquilo entrar no teu site, não chegaria um momento que este público ficaria limitado? Afinal, quem gosta, por exemplo, de publicidade e propaganda é um contigente grande*de fato), mas limitado. Pensando assim, teria um limitee não o céu. Olhando por outro lado, o problogger pra atingir um sem-limite de interesses, deveria escrever sobre TUDO, mas, aí ele correria o risco de perder a fidelidade de alguns leitores.
E aí, ser referência num assunto e ter muitos leitores fiéis, mas limitados, ou escrever sobre tudo e ter leitores ilimitados, ams muitos pára-quedistas?
Fica a reflexão...
Creio eu que, no caso de quem usa o adsence, o Google deveria pagar um valor "X" por uma quantidade 'Y' impressão + os cliques.
Não é fácil fazer com que o seu leitor clique na publicidade, muitos ficam com medo, desconfiados achando que pode ser algum vírus, já cheguei a receber e-mail de um leitor me infomrado a 'aparição' de janelinhas do google no meu blog...
Voltando a atacar o assunto, creio que a remuneração mínima de um Blogger, bem como a máxima, deve sim estar atrelada ao sucesso do seu blog, não somente aos cliques, mas dados como impressões de anúncios, page-views e cliques...
fábio, essa é uma pergunta de diversas respostas. Primeiro se esse problogger for técnico e abusar do ad sense e SEO acho que um ganho razóavel pode ser 3 mil reais. Mas se é um problogger focado em conteúdo que não tem capacidade para ser expert em SEO ou Adsense, imagino que é bastante complicado sobreviver neste mercado agora enquanto o google domina o mercado e as agências não têm capacidade de diversificar o investimento de quem quer anunciar em blogs. é um mundo complicado, mas poderia mudar senão existisse o google - que tem a meta de que todo anúncio do mundo passe por ele, né?!