Comprei um ingresso de cinema pela internet hoje. As pessoas estão cada vez mais utilizando a internet para facilitar suas vidas. Comprar ingressos de cinema pela net significa ganhar tempo de lazer para fazer exatamente isso, lazer, ao invés de perder um bom tempo na fila.
Utilizei o Ingresso.com, empresa do Submarino. Me expliquem, por favor, qual o sentido de pedirem dados como nome da mãe, identidade, endereço completo, sexo, telefone, data de nascimento para a compra de um ingresso de cinema que por sinal, não chega pelo correio e sim pela sua própria impressora?
Para que obrigar o usuário a fornecer dados desnecessários se quando ele compra o ingresso na bilheteria ele não fornece nem o nome dele? As informações solicitadas não agregam em nada na experiência do usuário. Para que raios eles querem saber o nome da minhã mãe?!?
Fica claro que a intenção é fazer cadastro. Mas fazer cadastro para que? Para levantamento estatístico e demográfico? Você não precisa pedir essas informações de todos os clientes para ter um levantamento estatístico. Para vender para terceiros? Provável, mas muito ruim para a estratégia de presença online (alguém discorda?).
Confesso que por muito pouco não deixei de comprar o ingresso. Se não estivesse tão em cima da hora da sessão iria preferir enfrentar a fila. Criar situações que forçam o usuário a fornecer informações que ele não precisa fornecer só contribui para uma péssima experiência do usuário.
Poir que isso foi o dia em que entrei no site da revista PEGN e para ler uma matéria era preciso se cadastrar. Até ai tudo bem. Duro foi perceber que o cadastro todo só me rendeu um pequeno resumo da matéria. Ou seja, destruiram a experiência do usuário.
É ridículo mesmo. Tem coisas que não precisa de cadastro. Claro que o mínimo de cadastro o Ingresso.com precisa, já que o pagamento é feito com cartão de crédito. Mas não precisa perguntar tanta coisa.
Agora, uma coisa que sempre me deixou com uma pulga atrás da orelha é a questão do login/username. Sempre que precisamos nos cadastrar, precisamos criar um login/username. Alguns serviços usam o e-mail da pessoa como login/username (como Ingresso.com e Globo Online - o que eu acho maravilhoso). Outros serviços (como Skype e Mercado Livre) pedem para você criar um username.
As duas situações, tanto o e-mail quanto o username, você precisa se cadastrar, ou seja, fornecer alguns de seus dados. Porém, a primeira opção (e-mail) não está pedindo para você criar nada, está pedindo apenas para aproveitar o que você já tem. Diferente do username, que você deve criar um somente para usar aquele serviço.
Na minha opinião, a criação de usernames é uma coisa ruim para um usuário que utiliza muitos serviços na internet. Não seria mais fácil ele usar seu e-mail para logar em todos os serviços que ele utiliza?
Bem, fica aqui minha bronca e minha opinião sobre o assunto. Não tem muita relação com o post, mas mesmo assim, achei que deveria escrever.
Abraços!
Postado por: Eduardo Marques em dezembro 28, 2006 10:03 PM
Eduardo,
pertinente a sua colocação. Mas o problema de usar email como identificador (login) é que as pessoas mudam muito de email. No Camiseteria por exemplo a gente usa username porque as pessoas passam a seu conhecidas dessa forma, como no skype por exemplo. Se o que identifica as pessoas dentro da comunidade muda (troca de email) isso confunde a própria comunidade e a relação entre elas. Mas concordo que existem casos que o melhor seria usar o email.
Postado por: Fabio Seixas em dezembro 28, 2006 10:21 PM
Entendo a colocação. Porém, acho que o e-mail deve ser a forma de login, e não de identificação. A identificação poderia ser o próprio nome da pessoa. Por exemplo, no Skype, eu tenho meu login/username que pode ser qualquer um (poderia ter escolhido edu7641 por exemplo). As pessoas não iriam me reconhecer pelo username, e sim pelo meu nome (Eduardo Marques). Mesmo eu trocando de e-mail, meu nome continuaria sendo o mesmo, e eu continuaria sendo identificado como a mesma pessoa.
Digo isso porque hoje em dia, temos que decorar milhões de senha e milhões de usernames. Como não gosto muito dessas coisas, estou tentando pensar em algo que resolva esse problema (não sei para que, mas estou). :D
Postado por: Eduardo Marques em dezembro 28, 2006 10:42 PM
Pediram o nome da sua mãe pra te zoar na escola depois =)
Também prefiro a adoção do e-mail como login, em alguns casos. Normalmente usuários "heavy" vão ter facilidade em utilizar isso, sem se confundir.
Acredito que não apenas a troca de e-mail constante é que seja o determinante pra pedirmos o login via "username". Tem o caso daquele usuário que ao entrar em um serviço que pede o seu e-mail e senha acaba colocando a senha do seu e-mail mesmo (e não a senha do serviço). Pode parecer bobagem, mas pra um usuário iniciante creio que isso seja bem provável que aconteça.
O importante é criar meios de facilitar a recuperação destes dados (tanto username, quanto a senha) caso o usuário os esqueça.
Voltando à questão dos cadastros gigantescos, acho que às vezes pode ter alguma questão jurídica envolvida, não?
O que tenho procurado fazer nos projetos em que me envolvo é dividir o cadastro em passos ou segmentar o cadastramento pra não encher tanto o saco do usuário. Mesmo assim, é claro que quanto mais rápido e prático for, melhor.
Postado por: Moisés Ribeiro em dezembro 29, 2006 8:23 AM
Fábio, o ocorrido no site do PEGN é quase o que acontece no Globo Online. Faz um cadastro e lê umas coisas. Para ter acesso 'premium' precisa fazer um cadastro mais completo.
Mas não abomino essa prática. Deste modo eles prestam um serviço que seria pago gratuitamente, a troco de mandarem (se bem que acho que não mandam) umas correspondências de propaganda. Quem não quer cadastrar, não lê. Simples.
Essa questão username, email é uma discussão longa. Da mesma forma que tu muda de email, tu podes cadastrar usernames diferentes, o que vira uma bagunça mesmo.
A estratégia é utilizar o lado esquerdo da arroba quando pedem username, e o email inteiro quando pedem email.
Pergunta: porque não vendem ingressos pra jogo de futebol pela internet?
Postado por: J Schroeder em dezembro 29, 2006 10:03 AM
Fabio,
perfeito esse post. Tenho um artigo antigo no WebInsider que fala exatamente disso. É muito melhor (e mais inteligente) ir adquirindo dados ao longo do tempo, mesmo porque é possível obter informações mais valiosas rastreando o comportamento na navegação, nas transações e no relacionamento em sí (já que convenhamos, muita gente mente nos forms - sem juizo de valor).
Eu tenho ódio a telas de cadastro que gere scroll, também tenho ódio a "campos obrigatórios". E os outros? Não precisam ser assinalados? Eu nunca preencho campos que não são obrigatórios, acho que eles devem ser eliminados da face da terra. Servem apenas para echer linguiça.
Nessas horas, a eterna teoria da conspiração fala alto. Certo, somos pessoas inteligentes e civilizadas, mas não bate aquela sensação de estarmos sendo monitorados de todas as formas possíveis? Buá.
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