Comprei um ingresso de cinema pela internet hoje. As pessoas estão cada vez mais utilizando a internet para facilitar suas vidas. Comprar ingressos de cinema pela net significa ganhar tempo de lazer para fazer exatamente isso, lazer, ao invés de perder um bom tempo na fila.
Utilizei o Ingresso.com, empresa do Submarino. Me expliquem, por favor, qual o sentido de pedirem dados como nome da mãe, identidade, endereço completo, sexo, telefone, data de nascimento para a compra de um ingresso de cinema que por sinal, não chega pelo correio e sim pela sua própria impressora?
Para que obrigar o usuário a fornecer dados desnecessários se quando ele compra o ingresso na bilheteria ele não fornece nem o nome dele? As informações solicitadas não agregam em nada na experiência do usuário. Para que raios eles querem saber o nome da minhã mãe?!?
Fica claro que a intenção é fazer cadastro. Mas fazer cadastro para que? Para levantamento estatístico e demográfico? Você não precisa pedir essas informações de todos os clientes para ter um levantamento estatístico. Para vender para terceiros? Provável, mas muito ruim para a estratégia de presença online (alguém discorda?).
Confesso que por muito pouco não deixei de comprar o ingresso. Se não estivesse tão em cima da hora da sessão iria preferir enfrentar a fila. Criar situações que forçam o usuário a fornecer informações que ele não precisa fornecer só contribui para uma péssima experiência do usuário.
Poir que isso foi o dia em que entrei no site da revista PEGN e para ler uma matéria era preciso se cadastrar. Até ai tudo bem. Duro foi perceber que o cadastro todo só me rendeu um pequeno resumo da matéria. Ou seja, destruiram a experiência do usuário.
O mundo é um moinho
que gira de maneira competente...
e assim será... para sempre
a pessoa errada tem medo
das sensações mais esquisitas
evita o o baixo astral
mas não larga o último bar
contrangedor é aquele rancorzinho
enterrado no poema de mulher
mas como dizia o vizinho do 57
tudo vai passar.
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A Lucia Freitas do ladybug foi minha sorteada no amigo secreto da lista blogosfera. Meu presente para ela? Esse post e o poema acima. Tudo bem que não sou lá um grande escritor de poemas, mas deu para mostrar o quanto essa menina tem o dom para bons textos. Sucesso para você em 2007!! Keep rocking the words!!
Fui agraciado com o post do Issamu, um sujeito sagaz lá de Maringá que me sorteou. Issamu, confesso que fiquei lisongeado com suas palavras. Bom saber que meus textos e idéias influenciam positivamente esse pessoal bacana da lista! Grande abraço e muito sucesso para você em 2007!
UPDATE: Cometi uma gafe horrível. Fiz todo o post apontando para outro blog que também se chama ladybug. Mas sempre há tempo para consertar. Desculpe. :)
Lúcia, acabei de descobrir que seu verdadeiro blog (e esse aqui e aqui também) é ainda melhor do que o blog que eu pensei que fosse seu! :)
Bem, parabéns pelos (3!) blogs. Muito sucesso e muitos posts em 2007!
Já pararam para pensar que o formato de mídia Top de 8 segundos, muito utilizado pelas emissoras de TV no passado, seria perfeito para a veiculação de anúncios nos vídeos online?
Pois fica o convite: Se alguém usuário do VideoLog.tv que tenha um bom público cativo e vídeos sendo postados com boa periodicidade estiver interessado, podemos conversar num possível modelo de patrocínio por camisetas do Camiseteria.
Na PEGN dezembro 9, 2006, 1:01 AM por Fabio Seixas
"2ª Geração cria novo boom na Internet". Esse foi o título da matéria que saiu na edição de dezembro da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) na qual eu participei falando do Camiseteria.com.
Para quem não sabe o que é co-criação: Imagine uma empresa que envolve seus consumidores no ámago do processo de criação de seu produtos. Isso é co-criação (ou Crowdsourcing).
Pois bem. Hoje descobri um site que está levando a co-criação a um próximo nível em termos de possibilidades no processo de criação de produtos.
CrowdSpirit é uma empresa que promove um processo participativo de pessoas, parceiros e investidores na criação de produtos eletrônicos. A novidade fica pelo fato de que neste modelo de trabalho, o site age com um agregador de partes que são necessárias para o desenvolvimento de um produto eletrônico. Consumidores agindo como idealizadores, especificadores e testadores de novos produtos. Parceiros tecnológicos e investidores propiciando o desenvolvimento, prototipação e lançamento do produto.
Para entender melhor o processo:
Acho que o caminho dos próximos modelos de negócio será justamente a evolução de como podemos aproveitar o poder das massas em nossos negócios. E isso é muito bem vindo!
A 37signals disponibilizou gratuitamente o seu consagrado e-book "Getting Real" sobre as diversas facetas da criação, lançamento e gerenciamento de um aplicativo web.
Para quem não tinha comprado o PDF, vale dar uma boooa conferida nessa versão online gratuita.
Dessa vez, cada pixel custa 2 dólares. Ao vender todos os pixels dessa nova página, será escolhido aleatoriamente um dos anúncios e será sorteado um prêmio de 1 milhão de dólares entre os visitantes que clicaram naquele anúncio. Quanto mais anuncios clicar, mais chances de ganhar 1 milhão. Além disso, o anunciante selecionado terá a chance de escolher uma instituição de caridade para a qual o site irá doar 100 mil dólares.
O site está no ar 3 ou 4 dias e já arrecadou mais de 96 mil dólares!
Será que ele irá conseguir novamente? 2 milhões de dólares?
In nos deixou uma pergunta que ele mesmo buscou a resposta:
Se nós brasileiros somos tão criativos quanto achamos (e os nossos publicitários estão aí para provar), por que temos tão poucos empreendimentos internacionais com diferenciais resultantes da inventividade brasileira?
De fato, assim como resaltado pelo autor, o ambiente brasileiro não é favorável para o empreendedor brasileiro. Diga-se de passagem: economia em desenvolvimento, histórico de mercado fechado ao comércio exterior, limitação de crédito, capital de risco escasso, juros altos, impostos demais, corrupção, burocracia, etc.
Creio que o movimento vai muito além de uma simples inspiração em um serviço estrangeiro. Exatamente pela dificuldade do ambiente econômico nacional, o propenso empreendedor se poe a analisar idéias e oportunidades para o seu negócio. A grande maioria dos empreendedores ainda não deram "a grande tacada" no mundo dos negócios e por isso não possuem vastos recursos para investir em suas empreitadas.
Coloque-se no lugar desse propenso empreendedor posto a analisar suas opções. Ele pode ter a criatividade e coragem necessárias para implantar aquela idéia original que todo empreendedor sonha ter, ou pode apostar em uma oportunidade vislumbrada de trazer para o Brasil um modelo de negócio estrangeiro.
Para o pequeno empreendedor que pensa grande, o melhor caminho, aquele que elimina etapas no processo de seleção natural maximizando as chaces de sobrevivência, é o caminho de apostar em uma idéia que já deu certo pelo menos lá fora.
Esse posicionamento de fato facilita a vida do pequeno empreendedor. 1) Ajuda a disseminar o conceito do novo negócio ("EuCurti, um Digg brasileiro" ou "BlogBlogs, o Technorati nacional"); 2) Elimina, pelo menos em parte, a dúvida sobre a aceitação do produto/serviço ("se deu certo lá fora as chances de dar certo aqui também são boas"); 3) Ajuda na tomada de decisão durante a gestão do negócio já que os passos do serviço inspirador pode ajudar nos passos do "clone" nacional.
Todos esse posicionamento ao criar uma empresa nacional, muitas vezes não racional ou consciente, é basicamente uma minimização do risco do novo empreendimento. Empreender é antes de mais nada saber medir e controlar o risco.
Para os que viveram a criação da Internet nacional ou ao menos puderam acompanhar os últimos 8 anos desse mercado, peço façam uma análise pragmática de como esse mercado se desenvolveu aqui no Brasil. Um dos serviços nacionais mais bem sucedidos foi o Cadê, um "clone" do Yahoo. Outro exemplo que rendeu milhões de dólares (e uma marca de cachaça) para o criador foi o ZipMail, um "clone" do HotMail. UOL, Terra, IG, iBest, todos "clones" da AOL e da falecida CompuServ. O ParPerfeito, recentemente vendido por quase 22 milhões de Euros para o europeu MeetIC, um "clone" do Match.com. Mercado Livre e eBay. Submarino e Amazon. HPg e GeoCities. Catho e Monster.com. E por ai vai. Essa lista seria muito longa. Cite um exemplo, qualquer exemplo e encontraremos uma inspiração vinda de fora. Mesmo no mundo offline isso também é padrão dominante. Rede Globo? Mesbla? Bob´s? Shopping Centers? Salas de cinemas? Parques de diversão? Faça você mesmo a correlação.
Tirando as potências econômicas que lideram o desenvolvimento da web mundial (principalmente EUA, Inglatera e China), quase todo o resto do mundo segue o mesmo caminho (Vide a séria de artigos sobre os top aplicativos web do blog Read/WriteWeb feita com diversos países, Brasil inclusive).
Sinceramente não gosto do termo "clone". Clonagem é derivar uma coisa de outra a partir de suas informações fundamentais (DNA). Nenhum dos exemplo citados acima foram clonagens. Foram inspirações. Observa-se uma oportunidade de algo que está dando certo lá fora e traz-se o modelo para o Brasil minimizando os riscos e maximizando as chances de sucesso. Aprende-se e inspira-se com aqueles que já passaram pelo caminho das pedras e podem mostrar um caminho menos árduo.
Mas In está certo em apontar o caminho do sucesso. "na vida e nos negócios, execução é tudo". Idéas não são o fator de sucesso. Execução é o fator de sucesso. Quantos sites de buscas de capital nacional existem? Quantos são importantes no cenário nacional? Sites de namoros? Existem dezenas, mas só um deles
foi vendido por milhões de Euros. Execução é mais importante que a idéia. Não é à toa que nossa sociedade valoriza a experiência profissional.
O mais importante não é usarmos a criatividade latente do brasileiro na criação de negócios baseados em idéias absolutamenter originais. O mais importante é aplicarmos essa criatividade na execução dos negócios que criamos. Ai está o grande valor do Brasil, pelo menos por enquanto, até nos tornarmos uma verdadeira potência econômica mundial. Essa é, e deve continuar sendo, nossa principal força para desenvolver o nosso mercado web nacional. Esse é o caminho que os países em desenvolvimento encontraram para travar a desleal luta da seleção natural. Mesmo os países economicamente desenvolvidos são, na vedrdade, países em desenvolvimento em termos de web. Itália, Espanha, Austrália, Austria e Dinamarca são exemplos. Estes países não são potencias no mercado da web mundial e seguem o mesmo padrão.
É claro que se algum brasileiro tiver os recursos necessários (ideia original, capacidade de execução primorosa, capital, capacidade de absorver riscos e resiliência) para criar algo absolutamente original e que irá dominar o mundo, com certeza será muito bem-vindo. Mas as chances estão contra ele.
Em 2007, espero:
- que a web brasileira tenha mais pro-bloggers;
- que a web brasileira tenha mais sites web 2.0;
- que a web brasileira tenha mais sites web 2.0 de pequenos empreendedores que consigam efetivamente gerar receita;
- que os leitores de blogs comentem mais;
- que os blogueiros façam mais trackbacks (eu inclusive);
- que aconteçam mais iniciativas de investimento de capital de risco e seed money em projetos inovadores;
- que o ambiente econômico melhores para pequenos empresários;
- que os serviços online sejam mais colaborativos;
- que apareça um ranking nacional de blogs;
- que a confiança do internauta com o comercio eletrônico aumente ainda mais;
- que mais memes aconteçam na blogosfera;
- que o 13nós saia do papel. (ihh! não era pra falar?)
E você? O que você espera para 2007 em relação a web nacional? Comente, faça trackbacks!