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The end of the album as we know it (o fim do álbum como o conhecemos)
outubro 26, 2006, 3:13 PM por Fabio Seixas

A Internet muda tudo. Mudou o mundo dos negócios. Mudou os meios de comunicação. Mudou até a maneira de fazer terrorismo.

Não podia ser diferente com o mundo da música.

Imagine a indústria da música efetivamente surgindo nos anos 30. Músicos de talento precisando ser remunerados para continuarem produzindo boas canções. Abrie-se uma oportunidade de que as pessoas comprem música e não só às escutem pelo rádio ou em apresentações ao vivo. Só que para que as pessoas comprassem música era preciso existir uma mídia, um veículo para que a música pudesse ser transportada para a casa do cliente. Inventaram a mídia, o vinil. Mas na época não fazia sentido economicamente criar uma bolacha de plástico que era cara de produzir para transportar somente uma música. Essa inviabilidade econômica forçou a indústria da música a criar o conceito do álbum.

Ora, se o conceito de álbum foi criado porque o meio de transporte assim o fez existir, então porque hoje, com meios de transporte com custos tendendo à zero ou muito baratos, ainda existe o conceito de álbum? Simples, porque assim é economicamente interessante para a atual indústria da música que ainda pensa como nos anos 50/60.

Mas é o tipo de situação que a indústria da música não conseguirá segurar por muito tempo, mesmo tendo milhões de dólares para brigar com o novo meio de transporte, a Internet. O bilhão de pessoas online no mundo hoje é infinitamente mais poderoso que os milhões de dólares da indústria da música.

A Internet está determinando o novo conceito de como a música será produzida e distribuída. O conceito de álbum como o conhecemos está deixando de ser economicamente necessário. As bandas e músicos não precisarão mais produzir músicas sem qualidade (poética, harmônica, ou o que for) só para compor o mínimo de 10 ou 12 faixas por álbum. Em breve os álbuns serão apenas coletâneas de vários hits de uma banda, já que a banda pode se dar ao luxo de produzir só hits e não ser economicamente forçada a produzir canções para compor um álbum.

A Internet permite que bandas criem "protótipos" de músicas e as testem antes de efetivamente as produzirem diminuindo a quantidade de músicas produzidas e lançadas que nunca virarão hits. A cauda longa da indústria da música tende a ser repleta de milhões de hits.

A Internet permite que músicas sejam compradas no varejo e não no atacado (atacado = álbum). Os MP3 Players permitem que as músicas sejam consumidas ao gosto do cliente e não presas às compilações e ordenações saídas de CD Players e estações de rádio. Sistemas sofisticados de recomendação online de músicas permitem que boas músicas sejam descobertas ao sabor de tendências em tempo real.

It´s is the end of the album as we know it (é o fim do álbum como o conhecemos).




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Comentários

A indústria da música é uma das únicas que ainda se da ao luxo de manter uma orientação para o produto e não para o consumidor e suas necessidades.

Isso só acontece porque existe muito (muito mesmo) dinheiro para bancar esse enfrentamento direto.

A julgar pelo movimento do mercado é bem provável que daqui ha alguns anos não seja mais necessário essa intermediação entre artistas e seu público, uma vez que a enorme quantidade de recursos tecnológicos disponíveis e ao alcance de todos permite que qualquer um grave, produza e distribua sua criação.

Não seria nenhuma loucura pensar que não mais se ganhará dinheiro com a venda da música em si, mas sim com shows e todos os outros produtos que levam o nome das bandas.

Postado por: Luigui Moterani em outubro 26, 2006 4:40 PM


Na sua opinião, qual a possibilidade de, num futuro de médio prazo, acabar a necessidade de se TER a música?

Ou seja: se eu posso pagar para simplesmente OUVIR qualquer música a qualquer hora, eu não precisaria ter o arquivo da música. E se ouvir fosse mais barato do que ter, isto seria viável.

Você acha que, desta forma, seria inclusive mais fácil garantir os direitos autorais?

Postado por: Thiago de Góes em outubro 27, 2006 5:40 PM


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