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Justiça compra briga com a blogosfera brasileira (ou "Porque empresas ruins precisam apelar para a justiça para esconder sua má reputação?")
agosto 31, 2006, 10:01 PM por Fabio Seixas

A história está explicada aqui e aqui.

Resumindo, a história é a seguinte: Em um post do blog Imprensa Marrom, um sujeito anônimo fez comentários ofensivos à empresa que havia sido comentada no post em questão. O tal dono da empresa processou o blog por danos morais e o responsável pelo blog foi condenado em primeira instância a pagar uma indenização de R$ 3.500,00 por danos morais.

Mesmo sem ter sido o autor do comentário, o dono do blog foi considerado culpado pois pelo entendimento da justiça, "os comentários fazem parte do blog". O sujeito não tinha moderação ativada em seus comentários, o post era antigo, ele não viu o comentário ofensivo e danou-se.

Nem vou entrar na discussão de liberdade de expressão, eliminação das caixas de comentários de todos os blogs nacionais ou coisas do gênero. Prefiro me ater a panacéia à qual empresas de má reputação apelam para mascarar suas péssimas atitudes.

Esse tipo de atitude é a prova cabal de que os donos de empresas de má reputação perderam o controle de sua imagem pública e precisaram apelar para a justiça para tentar mostrar para todos que o mercado está errado em relação a eles.

Boa reputação se cria. Má reputação se evita cultivando boa reputação. Depois que a má reputação está instalada, é melhor fechar as portas e tentar de novo, em outro ramo se possível. Apelar para a justiça é apostar em uma recuperação de imagem improvável de acontecer, por mais que se ganhe a causa (afinal nem sempre a justiça é justa).

Ao agirem dessa forma, essas empresas estão na verdade alimentando mais ainda a imagem negativa que já está instalada, aumentado o tamanho da bola de neve e piorando mais ainda a situação.

O ideal é evitar a má reputação, mas mesmo que isso tenha saído de controle, é preferível uma atuação low-profile tentando resolver a questão sem aumenta-la.

Em tempo. A justiça brasileira está tendo a oportunidade de mostrar se é competente em assuntos cibernéticos. Resta saber se conseguirá aproveitar essa oportunidade. O primeiro passo já foi meio torto. Veremos.




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Comentários

Concordo com você, Fábio.

Eu não acredito mais em duas coisinhas, aqui no Brasil:

Justiça e Crescimento

São palavras que já não fazem mais parte dos Brasileiros. Hoje, são apenas fantasias ou desejos.

Abraços

Postado por: Thalis Valle em setembro 1, 2006 12:01 AM


O problema neste caso não é simplesmente má reputação. Alguns ex-clientes estão acusando a empresa de golpe, picaretagem mesmo, daqueles que aparecem no Fantástico com câmera escondida.

Aliás, já apareceu no Fantástico com câmera escondida.

O sujeito recebe um telefonema dizendo que viram seu CV na Internet e existe um emprego já esperando por ele, só faltam algumas "formalidades". O cara (desempregado!) paga passagem até o interior de SP onde ouve que precisa pagar uns R$ 3000,00 para fazer currículo, burocracias, etc. Como a oferta é ótima o sujeito paga... e nunca mais ouve falar do emprego.

Aí a empresa muda de nome, vai para o prédio do lado e começa tudo de novo. Até que a galera começou a botar a boca no trombone e o carinha começou a ameaçar todo mundo. De processo a coisas mais físicas mesmo.

Não é má reputação, é coisa de mafioso mesmo.

Postado por: Cristiano Dias em setembro 3, 2006 5:10 AM


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