Anyway, parabéns aos que foram contemplados! Afinal, sucesso se faz com alguns anos de blog na bagagem.
Em especial para os conhecidos Inagaki e Edney.
Ok, sua empresa nasceu, sobreviveu, cresceu... e agora? O que eu faço?
Resposta: Automatize.
Quantos negócios existem por ai que iriam a falência caso o dono da empresa tenha um infarto?
São negócios com administração centralizada em 1 ou 2 pessoas. Isso é ruim tanto para o negócio quanto para o próprio empresário.
De que adianta ter uma empresa grande, faturando milhões se você não consegue tirar férias com a família, aprovitar um pouco a vida?
Por outro lado, manter a empresa dependente dos seus sócios-fundadores é ruim para a própria empresa pois irá limita-la às ambições desses empresários. Colocar pessoas competêntes para gerenciar seu negócio e começar a apenas orquestras as coisas é o caminho para o nirvana empresarial. Imagine se Bill Gates não tivesse delegado a administração de sua empresa e passado a apenas orquestra-la? Certamente a Microsoft não teria o tamanho que tem.
A tarefa do empreededor é criar a cultura, a estrutura e os meios para que um negócio seja auto-suficiente, seja em termos de mercado, ou seja em termos de gestão.
O processo de criar uma empresa de sucesso é longo. Talvez não termine nunca.
Ao ter uma idéia de negócio, o empreendedor primeiro pensa em como torna-la real. Depois de torna-la real, sua tarefa é sobreviver. Depois de criar a base de sobrevivência, sua tarefa é promover e gerenciar o crescimento.
Criar é fácil. Sobreviver é difícil. Crescer é dificilíssimo.
Das duas, uma. Ou você esbarra com uma dificuldade muito grande para encontrar o caminho do crescimento ou você encontra uma dificuldade enorme em gerenciar o já encontrado crescimento rápido.
A maioria dos negócios que sobrevive, simplesmente empaca na fase de encontrar o caminho do crescimento. A maioria dos pequenos empresários querem apenas sobreviver. Pagar as contas e o leitinho das crianças é o que os deixa satisfeitos. Eles não possuem ambição e motivação suficiente para transformar useu negócio em algo muito maior. Outra parcela de empresários não sai dessa fase pela simples incapacidade de encontrar o caminho do crescimento. Atribua a isso falta de visão, experiência, treinamento e capital.
Outro grupo menor de empreendimentos, encontram naturalmente o caminho do crescimento. Não porque tiveram sorte, mas porque montaram corretamente as bases para o crescimento lá na fase de nascimento. Para essas empresas, a dificuldade maior é gerenciar esse crescimento de forma a não desperdiçar dinheiro, oportunidades, esforços, tempo e mercado.
As aptidões empreendedoras necessárias em cada fase são muito diferentes a medida que sua empresa evolui. O empreendedor inteligente, percebe isso e se aprimora ao longo do próprio crescimento da empresa, tornando-se apto a gerencia-la com maestria. É claro que isso não ocorre com a maioria. Certamente falta visão em muitos casos.
Gerenciar uma empresa em crescimento rápido é difícil justamente pois a capacidade do empreendedor de se adaptar às novas necessidades fica restrita já que ele precisa dedicar seu tempo para gerenciar o crescimento. É uma bola de neve. O desafio é justamente conseguir equilibrar isso. Quanto mais rápido for o crescimento maior o desafio. Então, por vezes, é preferível optar pelo caminho de crescimento moderado do que partir para o caminho que proporciona o maior crescimento. Para escolher o caminho correto é preciso reconhecer as próprias limitações e trabalhar para elimina-las.
Um dos meus blogueiros preferidos, Mark Cuban, milionário, ex-dono do Broadcast.com, atual dono do NBA team Dallas Maverics, lançou uma iniciativa interessante.
Até o momento da autoria desse post, 745 comentários foram feitos no artigo original dando idéias de como resolver o problema. Eu mesmo deixei a minha sugestão.
A questão é que, para a maioria das pessoas que escreveram, a motivação não foi o emprego em si. A grande maioria nem se quer trabalham no ramo de cinema. O que constatei é que as pessoas se sentem bem em ajudar. Se sentem melhor ainda se para ajudar tenham que colocar seu lado criativo para funcionar.
Foi assim no meu caso. Mesmo que Mark Cuban me ofereça um emprego (improvável, já que minha idéia nem era tão fenomenal assim) eu provavelmente não aceitaria pois essa não era a minha motivação ao ajudar.
Surgiram idéias fantásticas, muitas aplicaveis não só ao problema proposto. O que prova que as pessoas realmente se engajaram em resolver o problema.
Uma iniciativa parecida, aqui no Brasil, foi lançada por Alex Castro e divulgada no Carreia Solo, do Mauro Amaral. A idéia é engajar a comunidade a ajuda-lo a resolver seus problemas, no caso do Alex Castro, criar a nova identidade visual das capas de seus novos Ebooks. Apesar de voltada apenas para designers, o conceito é bom: "Me ajude a resovler meu problema de design dos meus livros que vou te recompensar com 5% de comissão sobre as vendas"
Ou seja, ajuda colaborativa e engajadamente criativa. Talvez nesse caso, por se tratar de um trabalho mais braçal, a motivação maior ainda seja a comissão, mas com certeza, junto disso vai a motivação de simplesmente querer ajudar.
Bonus: "Benefits sell, features tell. As you discuss your solutions with your prospects, avoid telling them all the great things your products and services can do. Instead, sell them on all the great things your products and services can do for them." (Tirado daqui)
Finalmente! julho 23, 2006, 8:41 PM por Fabio Seixas
Finalmente uma iniciativa de nível para confortar a blogosfera brasileira.
Eu já era defensor de uma iniciativa nacional parecida com o Technorati e hoje tive a grata surpresa de ver o trabalho do BlogBlogs.
Lançado aparentemente esse mês, já conta com 85 mil blogs nacionais sendo indexados! 85 mil! Muito bacana. E pelo reach do Alexa, já dá pra ver que vai bombar. Analisando a url do meu perfil, constatei que existem somente 358 usuários cadastrados. Como não sei a data oficial de lançamento, não dá pra dizer se é muito ou pouco.
Fico feliz porque é mais uma forma de valorizar e desenvolver a nossa blogosfera. Só tenho uma crítica. O assunto do email de boas-vindas era: "[BLOGBLOGS.COM.BR] Welcome to BLOGBLOGS.COM.BR!" Faltou só uma brasilidade ai, mas de resto tá muito bacana.
Sou da primeira geração da Internet. Meu primeiro contato com a rede foi nos laboratórios de informática da PUC-Rio em 1993. Tinha 19 anos na época. Hoje a Internet está abarrotada de usuários na faixa de 15 a 22 anos. Em 1996, quando a Internet no Brasil teve a sua abertura comercial, essas pessoas tinham 5 a 12 anos. Nem sequer usavam computadores. Hoje eles comandam o tráfego da rede. São pessoas que cresceram junto com a Internet. Mas do que os pioneiros da web, eles tem a Internet no sangue. Mas do que ninguém, para essas pessoas a Internet é parte fundamental do dia-a-dia.
Imaginem o que será a Internet, do ponto de vista comercial, daqui a 5 ou 10 anos quando essa massa colossal de pessoas tiver mais de 25 anos e atingir um maior potencial de consumo. Os gastos através da rede irão explodir. Consumir pela rede vai ser muito mais natural. As atuais barreiras de consumo pela rede vão diminuir drasticamente.
Só pra completar o raciocínio: 60% dos usuários do Orkut estão na faixa de 18 a 25 anos.
Muito tem se falado de uma nova bolha da Internet, que muitos investidores estão colocando muito dinheiro em empresas web 2.0. Nem vou entrar na discussão se realmente existe uma bolha ou se as empresas que estão sendo capitalizadas possuem um modelo de negócio sustentável, diferente daquelas da bolha de 2000 onde muitas só gastaram dinheiro e não ganharam um centavo.
Fico com a impressão de que o mercado "culpou" os investidores pela bolha especulativa no final dos anos 90 e já nessa nova também. Ou seja, quem cria a bolha especulativa e quem se dá mal com ela é a mesma entidade com resultados ruins para as otras partes envolvidas (nós). Não acredito nisso. As bolhas são criadas por nós usuários. Os investidores só enxergam nessas bolhas a oportunidade de ganhar um bom dinheiro.
No início de 1997, quando a Internet ainda engatinhava aqui no Brasil e no mundo, lembro-me de ter escutado de meu amigo Carlos Bismark uma frase que demostra claramente o hype criado na época em relação às start-ups: "Existe uma ansiedade coletiva em relação ao próximo serviço que será lançado na Internet". Ansiedade coletiva. Nunca mais esqueci disso. Quem criou a bolha de 2000 fomos nós usuários que ansiamos por serviços e sites novos a cada dia. Queremos sempre ver novidade. E essa demanda, se atendida indiscriminadamente, gera bolhas de crescimento insustentável. Os bolhas são criadas pela alimentação da nossa ansiedade coletiva.
Com o estouro de 2000 os investidores simplesmente assumiram seus prejuízos e decidiram por não mais atendender a essa demanda anciosa financiando projetos indiscriminadamente. De 2003 para cá, a coisa vem mudando. A ansiedade, desde 1996, tem sido a mesma senão maior. Os investidores estão novamente alimentando a cadeia captalizando projetos e suprindo aos poucos a ansiedade coletiva.
O bom é que hoje somos diferentes. A cultura de que tudo na Internet tem que ser de graça está diminuindo. Apesar de a grande maioria dos serviços ainda serem gratuitos, há uma tendência de gastar mais com serviços e produtos pela rede. E quando falo em gastar, não falo necessáriamente em gastar dinheiro. Falo também em gastar seus "eye balls" vendo e clicando em publicidades que viabilizam financeiramente milhares de sites mundo a fora (via Ad-Sense, por exemplo).
Ou seja, se não houvesse ansiedade coletiva, não haveriam bolhas. E se não houvesse ansiedade coletiva talvez não estivessemos tão desenvolvidos como estamos hoje. Concluo que as bolhas fazem parte do processo de desenvolvimento. Então que venha a bolha 2.0.
O HSBC lançou recente o M-Cash, um produto que permite fazer pagamentos através do celular.
Funciona assim: Ao efetuar uma compra, online por exemplo, você fornece apenas o número do seu telefone. Em seguida o banco entra em contato com o usuário via celular para confirmar a compra, seja via SMS ou via voz mesmo. Confirmando a compra, o débito é feito em sua conta corrente.
Simples, seguro e prático. Por enquanto somente clientes do HSBC podem usufruir do serviços, independente da empresa de telefônia do usuário. Mais uma iniciativa para melhorar a confiança do internauta brasileiro com as compras online.
A rede internacional de blogs metropolitanos Metrobloging lançou recentemente o seu primeiro nó sul-americano e a cidade felizarda nada mais é do que a cidade maravilhosa.
A Ford está pedindo ajuda ao consumidor sobre como salvar a empresa da atual crise mundial. Como fazer isso? Deixar a passividade de lado e transformar de maneira revolucionária a interatividade entre consumidor e a mega-corporação.
Os problemas internos da Ford serão expostos abertamente através do site e colocados em discussão entre os usuários.
Interessante vai ser ver o desbobramento dessa ação ousada. Pode ser que dê certo ou pode ser que seja um tiro no próprio pé. Eu torço para que dê certo. Será um indício de que a co-criação é mais poderoso do que podemos imaginar.
Resta saber se a Ford saberá tocar o projeto da maneira aberta como prometem. Difícil é emplacar uma atitude de uma empresa jovem, recem criada e com espírito 2.0 em uma mega corporação com 103 anos de vida e 327 mil funcionários. Podiam começar pedindo para todos os funcionários pararem de usar gravatas.
Imagino que a capacidade de algo se tornar extremamente viral é diretamente proporcional ao tamanho do ambiente. Existem talvez centenas de casos de crescimento viral exponencial em sites de língua inglesa. MySpace, Digg, Technorati, Wikipedia, Google, YouTube, etc, etc, etc.
No Brasil, acho que ficamos em apenas algumas dezenas de casos. Ruth Lemos, Havaina de Pau, Orkut. Se analizarmos somente empresas e sites e não memes populares como Ruth Lemos e Katilce, só consigo me lembrar do Orkut mesmo.
O caso do crescimento do Orkut no Brasil é, ao meu ver, um dos pouquíssimos casos de crescimento extramamente viral de um site comercial no Brasil. Talvez possamos citar Fotolo.net e Flogão.com.br também.
Chego a conclução que quanto maior o tamanho do ambiente, maior é a propabilidade de virus serem espalhados. Meio óbio, é verdade, mas bem sensato. É o que ocorre com sites da lingua inglesa. Com um ambiente maior a disposição do virus, fica muito mais propício que ele encontre um caminho de crescimento exponencial.
O caso Orkut mostra que existe espaço para outros casos ocorram no Brasil com a mesma magnitude. A questão é: Porque são tão poucos os casos de sites com crescimento exponencial no Brasil? Porque mesmo nos casos em que isso aconteceu, ocorreram com sites estrangeiros e não com sites nacionais? Será que não somos nacionalista no quesito "serviços de Internet"?
Acredito que temos uma tendência a dar mais crédito a sites estrangeiros. A não ser que aja um forte fator que favoreça o site nacional. A comparação neste momento fica entre a Amazon.com e o Submarino.com.br e sites de ecommerce de maneira geral. A questão da logística, proximidade física e moeda estrangeira é o fator que favorece os sites nacionais de em relação aos estrangeiros.
Obviamente o fator que mais favorece os sites nacionais é a língua. Já se foi a época em que a maioria dos usuários de Internet falavam (ou pelo menos liam) em inglês. Com a Internet se popularizando, cada vez mais entram novos usuários que não possuem o domínio sobre o inglês.
Podemos ser mais nacionalistas? Devemos dar mais crédito e fazer mais boca-a-boca de sites nacionais em detrimento a sites estrangeiros onde os fatores citados acima não são determinantes? Faltam projetos nacionais que mereçam o boca-a-boca?
Andei reparando alguns padrões aqui no blog. Sempre que eu escrevo sobre blog e blogosfera, as pessoas comentam mais, participam mais, tenho mais visitas, etc....
Andei escrevendo sobre coisas bem novas e interessantes (ao meu ver, claro - aqui) e houveram pouquíssimos comentários.
Parece que quem tem blog gosta de ler sobre blogs e comentar sobre blogs. Meio canibal isso.
Talvez os leitores, por serem blogueiros, sintam-se mais confortáveis a comentar com conhecimento de causa.
É uma pena. Queria ver as pessoas engajando comentários em outros assuntos, mesmo que desprovidos de conhecimentos de causa. Afinal isso ajuda a desenvolver novas idéias e discussões interessantes.