Essa idéia/brainstorm eu vou compartilhar com vocês.
Ao escrever o último post sobre RSS como ferramenta de marketing, enquanto pensava no RSS como ferramenta de comunicação, me veio à mente um conceito muito interessante para a utilização de RSS.
Imaginem o email. Imaginem o telefone. Em ambas formas de comunicação você fornece uma informação para que aquele com quem você quer se comunicar possa entrar em contato. Ao entregar a informação, você perde o controle sobre quem vai te contactar, já que o seu endereço de email ou número de telefone passa a estar em poder de terceiros que podem passar essa informação para outros. Além disso, se você não quiser mais ser contactado por alguém que antes você permitiu, você tem um problema já que a outra parte já tem a informação de contato.
No caso no email, e em menor escala no telefone também, temos o problema do spam. Basta o spammer ter o seu email para começar a inundar sua caixa postal com emails indesejados.
Agora vamos inverter essa história toda. Imagine um sistema de comunicação entre pessoas não mais baseado em mensagens de email (outlook, gmail, hotmail), mas baseado em RSS Feeds contendo as mensagens entre as partes.
Vou exemplificar. Fulano acabou de conhecer Beltrano. Fulano quer mandar uma mensagem para Beltrano. Fulano abre seu MS RSSlook (eita! Quem sabe G"oogle"Rss?) e envia um convite para Beltrano. Ao fazer isso o RSSlook de Fulano cria e disponibiliza um RSS Feed exclusivo para o Beltrano contendo as mensagens que Fulano criou para Beltrano. Ao aceitar o convite, o RSSlook do Beltrano automaticamente cria um RSS Feed exclusivo para o Fulano. Os dois programas tratam de baixar as novas mensagens não lidas dos Feed de cada um, de forma autenticada. Está criada a relação entre as partes. E essa relação pode ser desfeita a qualquer momento.
Se você parar para analisar verá que é a mesma analogia dos programas de instant message onde um autoriza o outro a se comunicar com ele e ambas as partes possuem poder de a qualquer momento deixar de se comunicar com a outra parte. Só que nesse caso as mensagens não são instantâneas, são assincronas e persistentes, como no email, e baseadas em RSS hospedados nos servidores. Além disso o conteúdo fica disponível online, 24/7. Em qualquer lugar a qualquer hora você pode acessar seu "WebRSS" (Webmail?!) pessoal e ler e escrever novas mensagens.
Essa abordagem de comunicação baseada em RSS elimina o problema do Spam. Talvez só não resolva as mensagens indesejadas contendo piadas daquele seu tio chato.
O interessante é explorar as possibilidades do RSS além do conceito de disponibilização de notícias e blog posts.
Estou interessando em estudar a viabilidade de um serviço desse tipo. Se algum desenvolvedor/empreendedor estiver interessado em conversar sobre a possibilidade de desenvolver um serviço desse tipo, entre em contato, mande email, deixe comentário, faça sinal de fumaça.
"Compartilhar idéias é melhor do que deixa-las guardadas no confim da mente." Fabio Seixas
Copa chegando, aquela ansiedade batendo. Os preparativos já vão sendo feitos. Rua começando a ser enfeitada.
O uniforme já está pronto. Nada daquelas camisetas sem graça só escrito Brasil. Não. Torcedor que se presa é hypado até na hora de torcer. Então confere aí as novas camisetas da copa do Camiseteria.com
Acho bacana a iniciativa de trazer o mesmo modelo de negócio da gringa BzzAgent. Só achei que a empresa, por se propor a criar boca-a-boca deveria iniciar suas atividades colocando em prática aquilo que vende. Ou seja, criando um buzz sobre o seu lançamento. Parece até a história das agência de publicidade que não anunciam.
De qualquer forma, sejam bem-vindos. Talvez eu mesmo me torne um BeeAgent.
Obs.: Pronto! Fechei meu final de semana temático sobre marketing viral. :)
John Moore do Brand Autopsy trouxe à luz a definição perfeita do novo e do velho marketing pela visão do marketing viral, boca-a-boca.
Ele apresenta uma visão evolucionista e uma visão criacionista do WOM (Word-of-Mouth/Boca-a-Boca).
Basicamente ele define que existem 2 tipos de WOM.
O WOM criacionista é aquela ação pontual criada por alguém. É a tentativa de criar um buzz a partir de alguma ação de marketing, uma peça publicitária criativa ou ação de guerrilha. Exemplos não faltam. Tem o Subservient Chicken da Burguer King, a Festa do Copo Vermelho, os anúncios da Sinaf, os vídeos virais da VW (1, 2, 3)
Já o WOM evolucionista é aquele que naturalmente surge no ambiente e se desenvolve sem planejamento prévio ou capacidade de controle, fugindo dos limites da ação pontual e atuando a longo prazo. Exemplos empresariais: YouTube, Wikipedia, Google. Exemplos sociais: Katilce, Ruth Lemos. Nenhum desses fenômenos nasceu a partir de uma campanha de publicidade. Todos são caso em que o WOM foi iniciado e enormemente desenvolvido naturalmente.
O vídeo/palestra abaixo criado por John ajuda a explicar esse conceito.
O que me chama mais atenção é que na abordagem evolucionista, o conceito de marketing está muito mais entrelaçado com o produto/filosofia da empresa do que com estratégia de publicidade planejada. Eu nunca vi um anúncio do Google, mas a filosofia da empresa e do produto transmite a imagem de marketing necessária para que o produto seja divulgado livremente de maneira exponencial.
O marketing está deixando de ser algo atribuído ao departamente de marketing e está passando a ser "a empresa" propriamente dita, sua natureza e razão de existir. O marketing de abordagem evolucionista é intrínseco à postura e visão do empreendedor de vanguarda. Se a empresa não tem a visão evolucionista em sua estrutura, dependerá sempre de campanhas de publicidade que a sustente.
A Associação Americana de Marketing sugere que Marketing é "uma função organizacional e um conjunto de processos para a criação, comunicação e agregação de valor para consumidores e para a gerência do relacionamento com o consumidor de maneira a beneficiar a empresa e seus sócios".
Essa é uma frase deveras acadêmica, mas tem suas verdades. O que quero resaltar aqui é "comunicação", "agregação de valor" e "relacionamento como o consumidor". Marketing é, em sua essência, saber se comunicar e se relacionar com o consumidor agregando valor para ele. Ponto.
Todo marketeiro que se preza deve estudar e avaliar todas as formas de comunicação com o consumidor. A atenção agora fica por conta do RSS (Realy Simple Syndication).
RSS é uma forma de se comunicar através da Web, assim como o email e portando deve ser utilizado como ferramenta de comunicação de marketing.
Ferramenta
RSS pode e deve ser utilizado para disponibilização de informações pertinentes para o consumidor. Com o aumento do uso do RSS, este dente a ser uma ferramenta de disponibilização de informação muito mais eficiente que o email. O RSS é naturamente Opt-in. O usuário tem o poder total sobre se deseja assinar e ler aquele determinado conteúdo. Diferente do Opt-in do email em que você transfere esse poder para o marketeiro ao entregar seu endereço de email. Se o marketeiro for inescrupuloso ele pode ignorar seu Opt-Out e continuar te ennviando mensagens. No RSS não.
Isso leva a outra questão. Se o usuário decide quando quiser se vai continuar assinando aquele conteúdo ou não, o marketeiro tem a obrigação de fornecer conteúdo de absoluta qualidade através desse canal. Por que se o conteúdo não agregar valor, o usuario fará o Opt-out. É a seleção natural, afinal ele não consegue acompanhar mais do que uma centena de RSS Feeds. Se você parar para analisar a maioria dos emails marketing, verá que são irelevantes, inapropriados e sem conteúdo que agregue valor.
Não adianta empurar informação goela abaixo do consumidor. Ele só vai engolir se for de interesse dele.
O RSS é inversamente proporcional ao email. Enquanto em um você envia informação, no outro o consumidor é que pede informação. Isso já é uma grande mudança de paradigma na relação empresa/consumidor. Segue a mesma tendência de que no mundo do consumo, o consumidor está tomando as rédeas.
Meio/Disponibilidade
Uma empresa deve entender que seja lá qual for a informação a ser entregue e/ou disponibilizada ao consumidor, esta deve estar disponível da maneira que o consumidor quer. Se ele quer receber o conteúdo no celular, então crie esse canal. Via RSS? Mais um canal. Outdoor, jornal, TV. Todos canais. RSS é mais um canal, bem barato por sinal, e não deve ser ignorado.
Tempo otimizado
Pela mudança de paradigma e inversão do poder, o canal RSS passa a ser um otimizador de tempo, seja do cliente, seja da empresa. Ele só pára pra ler se for do interesse dele. Nada de interrompe-lo no meio da novela ou com um outdoor enquando ele aprecia a paisagem de dentro do ônibus. Por outro lado, imagine a otimização de recursos de atendimento a cliente quando você fala só com aqueles que estão interessados.
Case
O Camiseteria.com disponibiliza via RSS todo o seu catalogo de produtos. E olha que só vendemos camisetas. Imagine o Submarino ou a Americanas.com disponibilizando sua seção de promoções via RSS. O consumidor que adora ofertas relâmpago irá adorar a novidade. Irá saber se tem algo que interessa ele sem precisar visitar o site. Sim, o site, aquele que o usuário entra vê uma porção de produtos que não lhe interessa, que tem uma porção de imagens, que é pesado, que o usuário tem que clicar em 4 links até chegar na seção de promoções.
Conclusão
RSS não vai te trazer novos espectadores/consumidores. Nesse ponto a mídia tradicional continua exercendo seu papel. Mas este novo canal está se tornando um meio importante de comunicação e tende a crescer muito nos próximos anos.
Então, marketeiros, comecem a estudar como utilizar o RSS no seu marketing mix.
Contrata-se maio 17, 2006, 1:42 PM por Fabio Seixas
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Hoje conversei com o Rodrigo David, um dos caras com quem eu faço umas camisetas, sobre a necessidade dele criar um blog. Abrindo a conversa com a frase "Cara, eu preciso de um blog", ele demostrou um certo grau de angústia por ainda não ter parado para montar o blog dele (que alias já tem até nome, mas não vou dizer porque ele vai me bater).
Fiquei pensando se esse negócio de blog é pra qualquer um. O David por exemplo é um mestre no design. Conhece muita referência por ai, entendo do babado e tem muito conteúdo pra compartilhar. É claro que apoiei e incentivei a criação do blog dele, afinal não sou designer, mas sou fã de design.
Penso se um dia blogs serão como emails ou IMs, ou seja, todo mundo vai ter um. Todo mundo vai estampar no cartão de visitas o endereço do blog assim como faz com o email ou com o telefone. Afinal blog é uma forma de comunicação pessoal.
Talvez isso seja utópico. Não acredito que todo mundo, indiscriminadamente, tem conteúdo de qualidade para compartilhar em um blog. Creio que a barreira será justamente o conteúdo. O sujeito até vai criar um blog (afinal todo mundo vai ter um), mas se o conteúdo não for bom a seleção natural será implacável. O blog não dará retorno (direto ou indireto, financeiro ou não) e com o tempo o sujeito deixa de ter motivação para mante-lo, vai deixando de lado sem atualização, até que é extinto.
O site Brasil.gov.br, que é uma das ferramentas do nosso governo para se comunicar com a população e com parceiros extrangeiros, não possue um blog. Gostaria muito de ver um blog oficial do Presidente Lula ou do Ministro da Justiça contando o que ele tá fazendo para melhor nosso poder judiciário ou até um blog oficial sobre turismo. Será que é pedir muito?
Notebook looks like it is designed to be a flat out del.icio.us competitor, allowing you to gather content from around the web, add metadata like categories and, if you like, publish the information.
Google Co-op beta is a community where users can contribute their knowledge and expertise to improve Google search for everyone. Organizations, businesses, or individuals can label web pages relevant to their areas of expertise or create specialized links to which users can subscribe.
A agência Espalhe está empenhada em mais uma ação de marketing de guerrilha. Dessa vez envolve o site O que tem no copo vermelho? e uma tentativa de mobilizar a blogosfera brasileira a participar e divulgar.
Hoje em dia, em qualquer mesa de bar que o assunto em questão seja marketing, é improvável que não seja mencionado a questão do marketing viral.
Todo marketeiro quer desenvolver a próxima campanha viral que irá criar milhões em vendas com um investimento ínfimo em publicidade. O lema é: crie algo muito criativo, disponibilize na web de forma que as pessoas possam facilmente espalhar, sente na cadeira, cruze os braços e espere o rápido retorno.
Isso a cada dia me parece mais difícil. Mas não impossível, claro. Mas o que tenho visto é que a maioria das campanhas virais são casos que simplemente viraram virais mas que não foram concebidas para serem virais. Simplesmente aconteceu um glorioso acidente e o buzz foi criado. Difícil ver uma campanha efetiva de merketing viral que foi planejada como tal desde a sua criação.
O que me parece mais efetivo mesmo são os casos onde um bom produto/idéia/site/serviço gera uma ação viral por si só. Sem planejamento, sem campanha, sem publicidade. Simplesmente aconteceu.
Tendo isso em vista, parei para analisar o tráfego de alguns sites que sofreram algum efeito viral no seu lançamento. São sites que não fizeram campanha, não vizeram videozinho engraçado, nem desenvolveram alguma promoção.
São sites que adquiriram um tráfego considerável logo no seu lançamento, propavelmente simplesmente por merecerem tal tráfego, já que a idéia era boa. (Não vou discutir se a idéia é boa mesmo ou não. Aqui não vem ao caso). Selecionei 4 sites:
-Tribewanted.com: Uma nova forma de fazer turismo. Meio reality show.
-Googleidol.com: Um concurso no estilo American Idol, só que todo feito via web, usando o Google Video.
-Alexaholic.com: Meu vício mais recente. Uma ferramenta de comparação de tráfego utilizando os dados do Alexa.com.
-Similicio.us: Mostra sites similares a partir de uma url informada utilizando dados do Del.icio.us
Vejam o gráfico comparativo do tráfego destes sites. Observem que todos eles tiveram um crescimento considerável logo a partir do lançamento.
Reparem que não é impossível conseguir um efeito viral logo no lançamento desde que o produto/idéia/site/serviço seja no mínimo interessante ou que desperte curiosidade.
Mais difícil do que criar um efeito viral orgânico (se é que é possivel forçar a criação de um efeito viral orgânico) é sustentar o efeito viral ao longo do tempo.
O exemplo mostra que para garantir tráfego sustentado ao longo do tempo, o produto/idéia/site/serviço deve ser mais do que interessante. Ele deve ser realmente útil. Dos 3, apenas o Alexaholic conseguiu manter o crescimento (por enquanto pelo menos). O TribeWanted parece que está conseguindo manter o que conquitou, mas o GoogleIdol e o Similici.us mostram um caminho descentende após o efeito viral do lançamento.
Só para ilustrar outros casos de crescimento viral orgânico sustentado, segue outro gráfico envolvendo os sites Flickr, YouTube, Digg e MySpace.
A questão é que para que o marketing viral seja efetivo, é preciso antes de mais nada um excelente produto/idéia/site/serviço. Sem isso, qualquer ação, seja planejada ou não, irá por agua abaixo.
A idéia existente é de que basta uma boa campanha viral, aplica-la em um produto/idéia/site/serviço qualquer e desde que a campanha seja boa, o resultado virá.
Acredito em justamente o contrário. Independente da campanha, se o produto/idéia/site/serviço for bom, o resultado virá organicamente. Claro que a campanha viral não deve ser deixada de lado, mas o enfoque na sua criação deve ser outro. A campanha deve ser encarada com um alavancador, um potencializador de um produto/idéia/site/serviço que por si só já é fantastico.
Yahoo! Podcasts - Uma ferramenta de busca muito bacana de podcasts separadas por categorias.
NextBillion.net - Um blog que tem como objetivo "identificar e discutir modelos de negócios com foco no desenvolvimento dos cidadãos mais pobres do planeta."
5 Blogs Before Lunch - "David Allen Ibsen and "Five Blogs Before Lunch" give all of us in the strange world of modern marketing a clearly focused, witty, and incisive overview of all the things happening out there that we should be reading about but are too busy to track. Keeps me in the loop and challenges me to go outside of it." ---A Loyal Reader. Ou seja, marketing moderno!
Blog Maverick - Blog de Mark Cuban, dono do time de basquete da NBA Dallas Mavericks. Fala de negócios em geral.
ENCONTROS O GLOBO - "BLOGS: UMA REVOLUÇÃO NA IMPRENSA"- Dia 11 de maio (quinta-feira), às 19h- Auditório do Globo (Rua Irineu Marinho, 35 / 4º andar - Cidade Nova)- Entrada Franca. Capacidade para 400 pessoas. Lotação por ordem de chegada
Durante o evento falei do Empretec, que é um programa da ONU para o desenvolvimento mundial do empreendedorismo. Quem quiser mais informações, seguem alguns links:
Batendo um papo com o Luli Radfahrer durante o 11. Encontro de Webdesign no Rio neste último sábado, descobri que em junho vai rolar aqui no Rio de Janeiro o iCommons Summit 2006 que é a conferência mundial sobre conteúdo colaborativo da Creative Commons