Ao planejar uma empresa, muitas vezes pensamos somente no que é necessário para que ela seja um sucesso, mas será que deixar de lado os fatores de fracasso é saudável?
Além do enfoque "sucesso" devemos aplicar também o enfoque "fracasso" no planejamento ou desenvolvimento de um negócio.
-Será que o que estou fazendo na empresa vai leva-la ao fracasso?
-Quais atitudes devem ser evitadas?
-Que processo são facilitadores de fracasso ao invés de facilitadores do sucesso?
As vezes o empresário se cega para certos comportamentos e atitudes que levam ao fracasso da empresa. Quando percebem, já é tarde demais.
O que acham? Quais seriam essas atitudes fracassadas?
Muito me espanta a recente polêmica criada em torno da criação e financiamento do site Overmundo iniciada neste post aqui.
Resumo da Ópera: O Overmundo é um site/blog colaborativo onde é possível que qualquer um crie conteúdo para o site, desde que seja referente a temas relacionados à cultura brasileira. O projeto é o primeiro incentivador de peso da cultura brasileira através do meio online. Além disso, o projeto foi viabilizado através dos incentivos fiscais oferecidos pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura. O patrocinador do projeto foi a Petrobrás.
A confusão começou com o post citado acima que critica a utilização de dinheiro publico no financiamento desse tipo de projeto. Além disso, foi publicado na edição de abril/2006 da Revista Raiz que o valor do financiamento teria sido de R$ 2 milhões. (O que é verídico e publicamente divulgado, já que tal valor foi publicado no diário oficial)
Pois bem, critica-se que é muito dinheiro, que seria possível fazer o mesmo projeto com muito menos recursos e que dinheiro público não deve ser investido nesse tipo de projeto.
Acho que tem muito brasileiro por ai que não consegue enxergar o que é bom e o que não é para o Brasil.
Os fundadores do Overmundo demonstraram que existe uma excelente, legal e ética forma de financiamento de projetos baseados em web no Brasil. Na primeira vez que vi o Overmundo, achei fantástico o fato dele ter sido viabilizado pela Lei Rouanet. Isso por si só já abre grandes idéias e possibilidades.
Ao meu ver, toda e qualquer iniciativa legítima e bem fundamentada de desenvolvimento de empresas no Brasil deveria ser enaltecida e apoiada. Os fundadores criaram uma empresa que gera empregos, desenvolve a cultura nacional, desenvolve a nossa blogosfera, desenvolve a economia e a integração social. E isso é maravilhoso!
A Petrobrás, que por sinal é uma das empresas que mais gera orgulho nacional pela competência em fazer negócios, gerar exportações e trazer divisas para o Brasil, deveria dar mais do que R$ 2 milhões. Deveria dar 4 ou 8 ou 10 milhões. Deveria escolher mais 10 empresas e dar mais 2 milhões para cada uma delas. Não há nada de errado nisso. Muito pelo contrário. É uma grande iniciativa, totalmente dentro da lei. Lei esta que foi criada por representantes eleitos por nós para o desenvolvimento da cultura nacional. Iniciativa essa que visa desenvolver o país, seja no ámbito econômico, social ou cultural. Explêndido!!
Se houvessem 20 empresas brasileiras como a Petrobrás, dispostas a incentivar o desenvolvimento empresarial no Brasil, provavelmente não teríamos as taxas de desemprego que temos hoje.
Isso não é torrar dinheiro público. Isso é investir no desenvolvimento do país. Torrar dinheiro público é fazer obra em véspera de eleição pra ganhar voto e depois abandona-la. A melhor coisa que o Brasil pode fazer nesse momento é justamente investir na relação governo/iniciativa privada, pois como já sabemos de longa data que os governos por si só não possuem a competência necessária para criar iniciativas tão gloriosas como a do Overmundo.
Não conheço nenhum dos fundadores do projeto. Nunca tinha ouvido falar deles até conhecer o projeto. Pouco importa se um deles é irmão de um artista famoso ou se conhecem o ministro Gilberto Gil. O que importa é que eles são cidadão como todos nós, como os mesmos direito e tiveram a coragem e a iniciativa de criar algo novo, de uma forma nova, apostando numa parceria com o Governo com o objetivo de fazer desse país um lugar melhor.
Se você quer entender o que é um evangelista, veja isso:
O que é mais poderoso? Gastar "centos" milhões de dólares em uma campanha de marketing que faça um futuro consumidor acreditar na sua história, ou criar um produto fantástico, soberbo, que leva os seus usuários a simplesmente ovacionarem seu produto mundo a fora, via Internet?
A discussão sobre a blogosfera brasileira continua rolando solta. Que bom. Bonito ver que é possivel mobilizar estes que fazem a blogosfera nacional na intenção de melhora-la. Melhor ainda é saber que você não está sozinho nesse barco e que muitos vêem os mesmos e outros problemas. Li muitas opniões, fiz alguns comentários. Até podcast ouvi. Muito foi acrescentado e creio que ainda há muito a ser somado.
Um texto em especial me chamou a atenção e gostaria de expo-lo aqui.
Rodrigo Muniz: Blogs Brazucas são simplesmente blogs. Um desabafo honesto, uma percepção justa de que não há mal nenhum em se inspirar em conteúdo gringo desde que você acrecente algo. Uma percepção de que estes problemas não são necessariamente exclusividade brasileira.
Em tempo. Neste outro post do Contos da Escola gostei do insight de que precisamos transformar o nosso internauta padrão, 20 a 35 anos, instruído, que acessa a internet (quase) diariamente e que não lê blogs em novos "consumidores" de blogs.
Se te dessem 100 mil reais a fundo perdido para montar uma empresa nacional com base web, como seria essa empresa? O que ela faria? Seria algum modelo de negócio já existente aqui ou lá fora? Qual seria o modelo de receita? Publicidade? E-commerce? Conteúdo pago? Serviços? Essa empresa investiria em publicidade offline ou apostaria em estratégias alternativas de marketing viral?
E se te dessem 100 mil reais, mas não a fundo perdido, de modo você a ter que prestar contas a um investidor ou banco, você responderia a alguma das perguntas acima de maneira diferente? Porque?
Uma pequena mudança na condição pode fazer toda a diferença.
Muito fácil descobrir uma frase de impacto, bonita que o consumidor gosta de ler. Mas difícil mesmo é descobrir um bom link entre o que está escrito no anúncio e o produto que ele vende.
Obs.: Pelos exemplos que ela usou, quase dá pra saber em que mês está o pimpolho que está vindo. Parabéns Mônica!
Com essa história toda de conversar através de blogs e com base no comentário do Fábio Cipiriani, resolvi criar um meme para ajudar a nos conhecemos melhor e linkarmos mais. Simples assim: Você faz um post dizendo 5 blogueiros com quem você quer "blogonversar" e linkando para o post onde você descobriu esse meme.
Parece que a insatisfação com a blogosfera brasileira está dando o que falar. Alguns posts e muitos comentários espalhados pela web sobre esse assunto. Seguem mais alguns.
Web Business Brazucas: estratégias para a criação de negócios online no Brasil
Nesta palestra, Fabio Seixas e Tiago Teixeira, sócios do Camiseteria.com, irão expor estratégias para a criação de negócios online adequadas às dificuldades empresariais encontradas no Brasil, abordando aspectos como empreendedorismo, capitalização e criatividade.
Continuando o post anterior e analisando os comentários e posts sobre o assunto (Issamu, Jônatas), surgiram 2 observações muito pertinentes.
Uma é a de que o Brasileiro pode até gosta de escrever, mas não gosta de ler! Ou seja, até temos muitos blogs, mas não temos muitos leitores. Tendo a achar que isso é uma grande verdade. Mas talvez isso seja um problema de educação nacional. Confesso que eu mesmo só fui descobrir os prazeres da leitura depois dos 25 anos. Antes era tudo muito chato, tudo muito sem graça. Hoje vejo quanto tempo perdi.
Outra é a cultura da conversação entre blogs. Pouco se vê posts que são respostas públicas a outros posts de outros blogs. Esse tipo de conversação aberta e multi-participativa incetiva tanto a geração de conteúdo de qualidade (outro problema levantado) quanto a linkagem entre posts, que é exatamente o que mede a popularidade dos blogs.
Mais algumas elucubrações sobre a blogosfera brasileira. No momento em que escrevi esse post, o ranking
dos top 100 blogs> do Technorati contava com a participação de blogs em algumas línguas:
Inglês: 85 (EUA, UK e outros)
Italiano: 1
Oriental: 13 (aparentemente 10 japoneses e 3 chineses)
Espanhol: 1 (Espanha)
Francês: 1
Tirando o fato de que o inglês domina com larga vantagem, me espanta ver tão poucas participações de outras línguas no raking. Pelo visto, um blog brasileiro nessa lista seria um luxo.
A questão é: O que seria necessário para um blog brasileiro se tornar grande o suficiente para conseguir fazer parte dessa lista? Que assuntos deveria tratar, que públicos atingir? Deveria ser de assunto genérico ou específico? Seria voltado para os próprios brasileiros ou para estrangeiros?
Talvez o problema seja o tamanho da blogosfera brasileira ou a cultura online dessa blogosfera. O ranking do Technorati é baseado na quantidade de sites que linkam para o blog. Ou temos uma blogofera muito pequena ou não temos a cultura de linkar blogs e posts. Ou ainda o Technorati, que é referencia mundial em conteúdo de blogs, é pouco conhecido por aqui (acho essa possibilidade improvável. Os principais software e sites de criação de blogs pingam automaticamente o Technorati).
Queria muito ver a nossa blogosfera despontando mundo a fora. Temos tanto potencial, basta ver o Orkut. O Orkut está na possição 81 do ranking top 500 dos sites com mais tráfego do Alexa. O Orkut tem mais tráfego até que o UOL que é o site brasileiro mais bem posicionado, na centéssima quinta posição. Pode ter certeza que esse tráfego do Orkut é em grande parte causa dos brasileiros.
Ou seja, usuários e tempo de navegação não nos faltam. Falta o que então? Comentem!
Completando o último post, segue um texto interessante escrito por IN Hsieh para a Web Insider em 2002. Isso mesmo. 2002. Quando a palavra "blog" nem era tão popular.
Blogs são ferramentas de relacionamento. É a maneira de personificar a relação entre leitores e autores e entre clientes e empresas. Eu disse personificar! O blog da Americanas.com não é assinado por ninguém. Não tem o nome de ninguém. São simplesmente textos divulgando produtos. Sinceramente não acho que isso seja um blog. No máximo é uma seção de novidades feita no formato de blog. Onde está a abertura para discussões sobre assuntos envolvendo os produtos, os lançamentos e o site? Cadê os comentários? Cadê a personificação da comunicação online?
Muito mais interessante seria se eles tivessem um blog onde o presidente falasse de assuntos pertinentes da empresa, a exemplo do FastLane da GM onde o Vice Chairman da GM é figurinha assídua, permeando o conteúdo com lançamentos de produtos e outros assuntos relacionados, mas não necessariamente só querendo vender algo. Um bom exemplo desse último caso é o blog da LocaWeb onde eles postam dicas, notícias sobre a equipe e tudo mais que acham pertinente.
Uma pena. Eles tiveram a feliz sacada de estar na vanguarda fazendo um blog, mas erraram feio na implementação.