Fabio Seixas, versão txt
Blogs corporativos no Brasil. E no mundo.
janeiro 26, 2006, 7:31 PM por Fabio Seixas

Fabio Cipriani do Serendipidade puxou o assunto e eu vou dar continuidade.

Blogs corporativos no Brasil. E no mundo.

A blogosfera brasileira ainda vive a idéia de que blog é sinônimo de diário pessoal. Além de ser sinônimo de diário pessoal os blogs também são sinônimo de comunicação corporativa.

A maioria das empresas, mesmo as mais "conectadas", tanto no Brasil quanto no mundo, ainda não perceberam como essa ferramenta pode ser utilizada para alavancar uma comunicação eficiente entre a empresa/colaboradores e os cliente/fornecedores.

Um blog corporativo permite uma relação menos dura e sisuda entre a empresa e o mercado. Comparando com as seções de notícias dos sites institucionais, onde o texto, a linguagem e o conteúdo são todos preparados para atingir o mercado da maneira supostamente correta, os blogs permitem uma linguagem mais solta e informal criando uma interação melhor entre o mercado e o que a empresa quer comunicar. Cria maior personalidade na comunicação diminuindo o abismo entre a empresa e o cliente.

O que as empresas ainda não perceberam é que diminuir o abismo é muito bom para o negócio e para as vendas. Tanto é que todo o esforço de marketing das empresas é justamente para trazer o cliente para perto.

O blog, com seus comentários públicos, permite uma comunicação multi-lateral entre a empresa e o mercado e entre os próprios clientes já que todos vêem os posts e comentários. Isso torna a empresa transparente.

Parece que as empresas possuem um receio de botar a cara a tapa. De criar um canal de comunicação desse nível, tão transparente, e só receber comentários ruins ou reclamações. Talvez esse tipo de ferramenta seja somente para empresas de qualidade, que possuem grandes produtos e que tratam bem seus clientes. Ou talvez seja para empresas que queiram usar essa ferramenta justamente para mudar sua forma de agir com o objetivo de atingir esse nirvana no relacionamento com o mercado.

A verdade é que um blog corporativo não deve ser tratado só como um canal de relações públicas e imprensa, mas também como uma ferramenta de marketing e relacionamento e deve ser considerada no planejamento de marketing.

Falo isso tudo com conhecimento de causa. O Blog do Camiseteria, minha empresa de camisetas é um case de blog corporativo no Brasil. Lá, além de falarmos tudo o que precisamos dizer para o mercado, fazemos também pequenas comunicações despretensiosas e informais que trazem o cliente para perto. Isso cria uma interação muito mais rica e um relacionamento muito mais duradouro. Os comentários do blog não me deixam mentir.

Finalmente, acredito que todas as empresas, boas ou ruins, deveriam considerar fortemente a criação de blogs corporativos. Acho que todos ganham com isso, a empresa e o mercado.






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O impacto da Internet na política e na democracia
janeiro 23, 2006, 8:14 PM por Fabio Seixas

Os governos e políticos precisam ficar de olhos abertos. Os eleitores também. A Internet hoje permite uma comunicação em massa entre pessoas de classe social elevada e portanto politicamente educados e formadores de opinião.

Hoje recebi 2 emails deteriorando a imagem do Presidente Lula e do PT. Neste post não vou dar minha opinião política nem tão pouco atacar ou defender o Presidente e seu partido. Apenas quero mostrar como a Internet pode ser utilizada como ferramenta de formação de opinião da massa (da massa online pelo menos).

Dos 2 emails que recebi, um era uma piada com humor duvidoso e outro um desses emails com PPS exaltando uma suposta fraude bilionária apoiada pelo partido do governo.

Independente da verdade descrita nos textos dos emails, o fato é que o eleitor é exposto a essas mensagens. E essa exposição só piora a imagem do acusado, mesmo que o conteúdo da mensagem seja falso.

A Internet está se tornando o meio pelo qual a população irá conseguir minimizar o poder dos governos e dos políticos. No futuro, digamos 30 ou 40 anos, acredito que teremos o meio online como a principal forma/ferramenta para a definição políticas e de governos tendo a população como parte principal do processo de tomada de decisão de governança de uma nação.

Talvez a Internet seja o meio que permita às diversas nações democráticas do mundo, transformar suas democracias representativas em democracias diretas.

Mesmo que alguns cientistas políticos achem que democracia direta é uma utopia, prefiro pensar que isso é possível. Para tanto basta que alguns paradigmas culturais sejam quebrados. Mas não que isso seja fácil.





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Copia ou inspiração? E o empreendedor brasileiro?
janeiro 21, 2006, 5:50 PM por Fabio Seixas

A Internet sempre foi um meio onde pouco se cria e muito se copia. Muitos negócios são copiados. Muitos servem de inspiração. Alguns nascem de uma idéia totalmente nova.

Yahoo/Cadê
Altavista/Google
Orkut/Gazzag

E por ai vai. Quando um negócio baseado em um conceito novo começa a dar certo, é natural que surgam outros negócios seguindo a mesma linha. É compreensível. Imagine o não-ainda-mas-quase-empreendedor com seus alguns milhares de reais no bolso, em busca de uma idéia ou oportunidade para montar uma nova empresa. Ele tenta imaginar algo novo, faz pesquisas, conhece algumas idéias boas. Então ele termina com 2 opções. Opção 1: Uma ideia que ele bolou, que não existe no mercado, e que acredita ser promissora. Opção 2: Uma oportunidade de fazer o mesmo que uma outra empresa faz, um pouco diferente.

O que você faria nesse caso? Arriscaria seus poucos milhares de reais numa idéia nova e arriscada, ou investiria em algo que, de alguma forma, já se mostrou viável e promissora? O empreendedor brasileiro sofre com as dificuldades impostas pelas nossas leis, cenário econômico e cultura. A tendência, considerando esses fatores, é investir na segunda opção. O risco é menor.

O Cadê foi criado porque seus criadores viram que um diretório de sites deu certo nos EUA e poderia dar certo aqui também. Foram lá e fizeram, minimizaram o risco e obtiveram sucesso. O Yahoo! foi a inspiração do Cadê. O mesmo para o Google em relação ao Altavista e o Inktomi.

O empreendedor nato tende a precisar satisfazer seu ego criando algo totalmente novo, com absoluto sucesso. Esse é, na maioria das vezes, o grande sonhos das pessoas empreendedoras. Sonhar é muito bom, mas é preciso colocar o pé no chão. Criar um negócio é muito mais do que ter uma idéia. É preciso calcular risco, levantar capital, ser lucrativo.

Copiar um negócio é ser oportunista, só pelo objetivo de tirar proveito (lucro) do meio. Empreender é mais do que isso. É viver pelo negócio, não pelo que ele gera de retorno. O empreendedor se inspira em outra empresa, enquanto o oportunista copia outra empresa.

Então, se você é empreendedor de primeira viagem, experimente a inspiração antes de tentar algo totalmente novo. Deixa as idéias novas e mirabolantes para quando você tenha tempo, capital e experiência de sobra. Pelo menos assim, se tudo der errado, você não vai sair com uma mão na frente e outra atrás.





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Google Robots
janeiro 19, 2006, 9:55 PM por Fabio Seixas

No mínimo curioso.

Google Robots





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A arte de manter o cliente perto
janeiro 19, 2006, 8:39 PM por Fabio Seixas

Não. Esse post não é sobre técnicas revolucionárias de vendas. Não sou o melhor vendendor do mundo. Não sou se quer um bom vendedor. Longe disso. Esse post é sobre relacionamento. Relacionamento com clientes, com pessoas.

Esse post também não trata de ações para manter nossos clientes e prospects sempre perto. Esse texto trata de uma filosofia de negócio, a filosofia da confiança. Afinal, é muito mais fácil vender algo para alguém que você conhece do que vender para alguém que você está olhando pela primeira vez.

A grande dificuldade de fazer uma venda sem que as partes (marcas ou pessoas) se conheçam é que não existe confiança. Não existe nenhuma informação prévia, nada que demonstre que a outra parte é confiável. Por isso, quando você vai comprar um carro a prazo, o vendedor pede milhões de comprovantes, referências e declarações de renda. Ele simplesmente não te conhece e não sabe se você é confiável. O mesmo vale para o camelô que vende um produto de qualidade duvidosa. Você não tem nenhuma informação que comprove que seu dinheiro será bem gasto em um bom produto.

Muito mais fácil é realizar uma venda quando existe confiança prévia e mútua. Qualquer negócio precisa vender para sobreviver e progradir. Só que a maioria das empresas preferem sempre atuar fazendo a venda pelo caminho mais difícil. Aborde um possível comprador (que normalmente ela não conhece) e use técnicas de venda para criar confiança (mesmo que ela não exista) e faça a venda (mesmo que o cliente não queira).

Qual o problema desse modelo? Ele demanda muita energia. Energia do vendendor, da empresa, do mercado. É muito cansativo.

Muito mais fácil é ir cativando seu futuro cliente, transformando ele em um amigo próximo, mostrando que você e seu produtos são confiáveis. Uma vez conquistado, este cliente comprará sempre e indicará sempre o seu produto para outras pessoas.

E quando uma indicação de um produto chega através de um conhecido, já chega com uma carga de confiança. E isso facilita muito a nova venda.

O que é mais fácil? Abrir uma porta com uma chave ou derruba-la na marra? Porque gastar milhões em campanhas de marketing tentando derrubar a porta para "adquirir" um cliente quando é muito mais barato conquista-lo aos poucos passando-lhe confiança para que em pouco tempo ele te empreste a chave desta porta?

A maioria dos profissionai de marketing ainda não entenderam isso e continuam apostando em estratégias de marketing tradicionais. Aquelas que derrubam portas.

Quer vender? Crie meios para que seus futuros clientes se aproximem e tenham a oportunidade de conhece-lo melhor. Seja pessoal. Atenda com carinho e boa vontade. E, claro, tenha um produto fenomenal. O retorno demora um pouco mais para vir, mas quando ele chega, chega em fator exponencial.

Como fazer isso?

  • Invista em comunidades. Uma loja de vinho pode promover degustações onde as pessoas interagam entre si e entre o vendedor. Não empurre a venda. Ela virá quando você conquistar a confiança do cliente. E virá em dobro, repetida muito mais vezes.
  • Seja pessoal. Atenda você mesmo seus clientes. Ou pelo menos tenta faze-lo com frequência. Trate-o como se ele fosse seu amigo de longa data. Ele perceberá isso e retribuirá.
  • Enalteça a confiança depositada por outros membros da comunidade. Mostre que outras pessoas confiaram em você e não se arrependeram. Depoimentos sinceros e reais ajudam nessa tarefa.
  • Deixem que eles falem. O boca-a-boca é uma poderosa ferramenta de marketing porque agrega confiança na mensagem. Crie meios para que outros membros da comunidade possam falar e serem ouvidos. Certamente eles falaram coisas boas. E se falar coisas ruins, que sirva para você acertar o prumo do barco e acertar o caminho. Coisas ruins que foram ditas também podem gerar resultados positivos.
  • Retribua. Trata-se de uma relação. Toda relação só é saudável se existe contrapartida de ambos os lados. Retribua através do produto e da comunidade.
  • Não vise o lucro. Vise a experiência do cliente. O lucro vem como consequência.





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    Marketing viral: Fator curiosidade, fator incentivo
    janeiro 18, 2006, 5:40 PM por Fabio Seixas

    Essa história da melhor piada de loira de todos os tempo acendeu uma lampada dentro da cabeça deste que lhe escreve.

    Essa brincadeira, além de provar que a blogosfera é extremamente coesa e perfeitamente utilizável como meio de marketing, mostra como a natureza da curiosidade humana pode ser utilizada de forma criativa para alavancar uma campanha de marketing viral.

    O conceito principal desta ação é: porque alquém, com alguma reputação, dono de algum blog que você lê, sobre assuntos que nada tem a ver com piadas ou loiras, estaria divulgando uma piada de loira mesmo nunca tendo feito isso antes?

    Essa combinação de variáveis acende a chama da curiosidade no leitor e este sai desbravando a net em busca da resposta. Qual é a tal piada de loira que é tão boa assim que até o blogger que eu respeito está falando sobre?

    Quem postou isso (eu, por exemplo) tem um incentivo, que é receber visitas de desconhecidos na esperança de divulgar seu blog. O fator curiosidade atrelado a perspectiva de um incentivo futuro (visitas) gerou uma ação em milhares de pessoas mundo a fora.

    Esses dois fatores podem fazer a diferença em ações de marketing viral, como muitas que nunca deslancharam efetivamente. A maioria das ações de marketing viral apoiam-se somente no engraçado, no intrigante ou no viciante (ex.: videos engraçados, Subservient Chicken e mini jogos/brincadeiras online, respectivamente). A grande maioria não utiliza o fator curiosidade ou o fator incentivo. Não estou dizendo que uma campanha de marketing viral precisa destes dois fatores para dar certo. Subserviente chicken é um excelente exemplo de sucesso sem esses dois fatores. Mas com certeza ajuda muito no tão importante pontapé inicial de uma campanha de marketing viral.

    Então, amigo, quem sabe na sua próxima ação de marketing viral você não experimenta adicionar estes dois ingredientes na sua receita?





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    The best blonde joke ever
    janeiro 18, 2006, 1:02 PM por Fabio Seixas

    This is the best blonde joke ever!!

    O quão longe você está disposto a ir por uma boa piada? Estou rolando de rir até agora!!!





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    Os 20 mais influentes da Internet do Brasil em 99
    janeiro 15, 2006, 9:42 PM por Fabio Seixas

    internet-world.jpg

    Hoje fiz uma arrumação no armário e dentre muitas coisas velhas achei uma edição intacta, ainda dentro do envelope de plástico, da revista Internet World, edição número 40 de dezembro de 98. A materia da capa: As 20 Personalidades Mais Influentes na Internet do Brasil em 99.

    Achei que seria interessante publicar os nomes aqui e descobrir o que esse pessoal anda fazendo hoje em dia.

    António Tavares
    Na época: Sócio-diretor da Dialdata
    Atualmente: ?

    Bruno Fiorentini
    Na época: Vice-presidente de operações da Media Lab (atualmente Neoris)
    Atualmente: Presidente do Yahoo! Brasil

    Caio Túlio Costa
    Na época: Direto-executivo do UOL
    Atualmente: ?

    Carlos Carnevali
    Na época: Diretor de Operações da Cisco América do Sul
    Atualmente: Presidente da Cisco América do Sul

    Eduardo Levy
    Na época: Diretor de Serviços da Embratel
    Atualmente: Indefinido, deixou a embratel em 2003

    Fábio Oliveira
    Na época: Sócio fundador do Cadê
    Atualmente: ?

    Fernando Xavier
    Na época: Presidente da Telesp
    Atualmente: Presidente do Grupo Telefônica no Brasil e da Telesp

    Indio Brasileiro
    Na época: Diretor geral da StarMedia no Brasil
    Atualmente: Sócio-diretor da FirstCom

    Ivan Moura Campos
    Na época: Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais
    Atualmente: Presidente Akwan (Empresa parte do Google Brasil)

    Julio Semeghini
    Na época: Deputado Federal
    Atualmente: Deputado Federal

    Marcelo Lacerda
    Na época: Diretor Geral da Nutecnet e do ZAZ
    Atualmente: consultor

    Marcos Moraes
    Na época: Empresário, fundador do ZipMail
    Atualmente: Empresário, lançador da cachaça Sagatiba

    Marcos Wettreich
    Na época: Presidente do Grupo Mantel e da MediaLab
    Atualmente: Presidente do Nirvana

    Mário Leonel
    Na época: Conselheiro do Comitê sobre Infra-Estrutura nacional de Informações C-INI
    Atualmente: ?

    Mauro Muratório
    Na época: Diretor da Microsoft Brasil
    Atualmente: Deixou a Microsoft para abrir uma consultoria

    Moysés Pluciennik
    Na época: Diretor geral da Globo Cabo (Net)
    Atualmente: Deixou a Globo Cabo

    Odécio Gregio
    Na época: Diretor do Departamento de Produtos de Informática do Bradesco
    Atualmente: ?

    Oscar Lorenzo
    Na época: Grupo de Trabalho de Comércio Eletrônico do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo
    Atualmente: ?

    Régis Duarte
    Na época: Gerente de Marketing da HP Brasil
    Atualmente: ?

    Tadao Takahashi
    Na época: Presidente da ISOC/BR e Diretor da RNP
    Atualmente ?

    Alguns sairam do mercado de Internet (Marcos Moraes, Marcos Wettreich), outros seguiram um caminho mais discreto. Parece que quem continuou mudando a Internet brasileira foi Bruno Fiorentini, do Yahoo! Brasil e Ivan Moura Campos cuja empresa, a Akwan, foi incorporada ao Google Brasil.

    Mas e atualmente? Quem seriam "As 20 Personalidades Mais Influêntes na Internet do Brasil em 2006". Quem, na opinião de vocês fizeram algo importante em 2005 pela Internet brasileira?





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    Web 2.0 e a criação de novas oportunidades
    janeiro 13, 2006, 8:03 AM por Fabio Seixas

    Hoje recebi um email falando sobre uma enquete que estava publicada em um jornal argentino perguntando quem iria ganhar a copa do mundo de 2006. Isso me fez lembrar de um post que vi no TechCrunch falando de um novo site de enquetes no estilo web 2.0 chamado dPolls

    Ok, muito tem se falado sobre Web 2.0, tecnologia disso (ajax), atitude daquilo, etc, etc, etc. Quem estuda o assunto já percebeu como isso pode melhorar seu negocio, sua presença na web.

    Mas o que me ocorreu hoje foi que tem se falado muito sobre como mudar a sua atual presença na web usando os conceitos da web 2.0 e pouco sobre como criar algo Web 2.0. Mas olhando por outro prisma, esse hype todo tem criado na verdade grandes oportunidades de negócio. A dPolls pegou uma ideia antiga (enquetes online) e criou uma nova empresa dando um enfoque totalmente web 2.0. Sem inventar nada novo, ela criou uma oportunidade.

    Álbum de fotos online é uma idéia com pelo menos 8 ou 9 anos de idade, mas foi o Flickr, com menos de 2 anos de idade, que foi comprado pelo Yahoo!. Bookmarks online não é novidade desde o final da década de 90 e no entendo foi o del.icio.us que em apenas 1 ano conseguiu se tornar referência mundial em bookmarks online.

    Porque essas empresas conseguiram essa façanha já que estavam fazendo coisas que não eram grandes novidades como compartinhamento de fotos e bookmarks/favoritos online? Simplesmente porque pegaram uma ideia antiga e a refizeram quebrando paradigmas, fazendo diferente.

    Que outros modelos de negócios existem por ai que poderiam deslanchar se fossem lançados com um enfoque web 2.0? Setor financeiro, e-commerce, portais, sites de comparação de preços, sites de relacionamento, revistas online, sites de automóveis, imóveis, ingresso, música, etc, etc, etc....

    Em termos de Brasil, as oportunidades são ainda maiores pois a atitude web 2.0 tem sido muito pouco aplicada por aqui.

    Quem será o primeiro a lançar um portal vertical web 2.0? UOL? IG? iBest? Terra? Oi? Ou será que alguém vai perceber que é possivel criar algo do zero, criando novos conceitos, quebrando paradigmas e em pouco tempo tomar o lugar dos atualmente consagrados primeiros lugares?

    As oportunidades estão ai para quem quiser pegar. Eu já estou pegando as minhas. :)





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    Entrevista Web 2.0 na integra
    janeiro 6, 2006, 9:37 AM por Fabio Seixas

    Tá ai a integra da minha entrevista na Revista Webdesign de Jan/2006.

    "Um exemplo de Web 2.0 no Brasil"
    Bate-papo: Fabio Seixas, sócio do Camiseteria.com

    WD :: Como surgiu a idéia de se criar o Camiseteria? Quais são os seus objetivos?

    Fabio :: A idéia surgiu há dois anos, quando um dos sócios, Rodrigo David, participava de um concurso norte-americano de camisetas. Ele ganhou o concurso, um prêmio em dinheiro e teve sua camiseta estampada lá fora.

    Infelizmente essa realidade estava distante para a maioria dos designers brasileiros e na mesma época o Tiago Teixeira tinha uma loja de camisetas, a Jujuba Preta, e eu já tinha longa experiência com e-commerce.

    Como o mercado de design no país estava entrando em uma fase de reaquecimento, resolvemos que seria uma boa hora para juntar as peças e trazer o modelo de negócios para o Brasil.

    WD :: Alguns especialistas apontam que o Camiseteria é um pioneiro no Brasil ao trabalhar os conceitos da Web 2.0. Isso aconteceu de forma natural ou foi por acaso? O que o Camiseteria "utiliza" da Web 2.0?

    Fabio :: Foi bastante natural. Todos os 3 sócios do Camiseteria.com possuem uma grande vivência em projetos de Internet e buscamos fazer aquilo que a experiência nos mostrou ser o certo.

    Posso afirmar que o Camiseteria utiliza 3 conceitos da Web 2.0. O primeiro e mais aparente é o conceito de colaborativismo, ou seja, um ambiente onde o usuário faz parte do processo fundamental da empresa, que é vender camisetas. Eles criam, dão opnião e dizem o que vai ser produzido. Estamos colocando o poder na mão do usuário, ao invés do poder centralizado nos administradores do site. Esse é o mesmo conceito utilizado pela maior enciclopédia do mundo, a Wikipedia (http://www.wikipedia.org).

    O segundo conceito é o Long Tail (http://en.wikipedia.org/wiki/Long_tail), ou Cauda Longa, onde a tecnologia e a Internet possibilitam que usuários e produtos antes perdidos no meio da multidão possam ter a chance de aparecerem e serem reconhecidos. Esse conceito nasceu nas páginas da Wired baseado no sistema de recomendação de produtos da Amazon onde alguns livros viraram best-sellers atráves dessas recomendações. Ou seja, livros que antes estavam na obscuridade, perdidos entre milhares de produtos e fadados a nunca virarem best-sellers, puderam sair da "Cauda Longa" e virarem grandes produtos. Aqui o Camiseteria permite que um excelente designer desconhecido e que poderia nunca chegar a produzir uma camiseta por conta própria, possa ser retirado da obscuridade, ter seu trabalho reconhecido e estampado em centenas de camisetas Brasil a fora.

    O terceiro conceito é o de comunidade e de marketing bi-direcional. O Camiseteria é o mesmo tempo uma loja e uma comunidade. Isso nos permite manter um relacionamento bi-direcional com nossos usuários ao invés do tracional marketing uni-direcional da maioria dos sites de comércio eletrônico.

    Além disso incorporamos um Blog no site e oferecemos notícias e produtos através de RSS Feeds.

    Mais importante que a tecnologia ou conceitos da Web 2.0 aplicados no Camiseteria, é a atitude empreendedora Web 2.0. Atitude que pode ser demonstrada através do nosso Manifesto (http://www.camiseteria.com/about.aspx).

    WD :: Quais são os planos futuros do Camiseteria?

    Fabio :: Existem muitos planos, melhorias e idéias. O objetivo do Camiseteria é fomentar uma comunidade de designers e pessoas interessadas em moda e arte. Para que isso seja possível, precisamos estreitar o relacionamento entre os usuários do site, fornecendo as ferramentas certas para viabilizar essa interação. E os usuários tem participação ativa nesse processo. Estamos desenvolvendo uma nova versão do site com algumas surpresas.

    Estamos ampliando a rede de revendedores da marca, buscando lojas e pessoas que estejam alinhadas com os conceitos Camiseteria. O processo envolve também a internacionalização do site. O site foi muito bem recebido lá fora e eles adoram o design brasileiro e temos que aproveitar o momento para mostrar a cara.

    O importante é que independente dos planos e das idéias, o usuário vai estar sempre à frente da loja. Nossa prioridade no momento é escutar. Precisamos entender e atender as necessidades da nossa comunidade.

    WD :: A Web 2.0 pode ser considerada uma evolução ou uma revolução?

    Fabio :: Considero que a Web 2.0 seja uma evolução. A maioria dos conceitos não são novos, simplesmente evoluiram do modelo de tentativa e erro pelo qual os projetos de Internet passaram durante a última década. A combinação desses conceitos, aplicados de forma coordenada é que possíbilitam o verdadeiro poder da Web 2.0.

    WD :: Alguns usuários já brincam com toda a atenção que o tema Web 2.0 vem recebendo (http://andrewwooldridge.com/myapps/webtwopointoh.html e http://web2.0validator.com/). Independente do seu sucesso ou não, quais mudanças o conceito e a prática da Web 2.0 trará para o trabalho do profissional de internet?

    Fabio :: A Internet de hoje vive um boom de pessoas querendo chamar a atenção. São Blogs, Orkut, videos, email virais etc. Era de se esperar que alguns usuários tentassem capitalizar em cima do hype criando em volta da Web 2.0 . Na prática, os conceitos da Web 2.0 podem ser aplicados em qualquer projeto Internet. Acho que o profissional deve evitar tentar aplicar todos os conceitos e ferramentas em um só projeto. Veja o que é aplicavel e implemente da melhor forma possível. Acho que o impacto maior da Web 2.0 é a atitude. O profissional com atitude 2.0 será mais competitivo, mas informado e conseguentemente mais bem sucedido.





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    Entrevista sobre Web 2.0 e Camiseteria na revista Web Design
    janeiro 5, 2006, 2:54 PM por Fabio Seixas

    A edição de janeiro/2006 da revista Web Design saiu com uma entrevista minha falando sobre a utilização dos conceitos de web 2.0 na implementação no meu site de camisetas, o Camiseteria.com.

    Na mesma matéria, outros grandes nomes da Internet brasileira também tiveram seu depoimento publicado. Um exemplo é o Abel Reis, VP e Diretor de Tecnologia da AgênciaClick. Abel, foi uma honra! : )

    O Camiseteria tem sido considerado por diversos especialistas como o primeiro site web 2.0 do Brasil! Muito bacana ver o nosso trabalho repercutir dessa forma.

    No próximo post eu publico a entrevista na integra.





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