Brian Barbutti fez uma observação muito interessante sobre o conceito de Ego-Marketing exposto no Versão txt a algum tempo atrás.
Ele mostra que pessoas que consomem um produto para valorizar seu ego perante a sociedade estão na verdade fazendo isso apenas perante um grupo seleto e específico de pessoas que estejam em sintonia com essa mesma tendência. Ele alega que existem, por exemplo, pessoas que não estão nem aí se você tem um iPod pendurado no pescoço. Mas a mesma atitude de manter o MP3 Player bem à mostra é muito bem vista e percebida por pessoas que estão no mesmo grupo que aceitam, enxergam ou admiram aquela tendência.
Muito bem observado. Com certeza a minha avó não está nem aí para aquele bichinho branco pendurado no meu pescoço.
Mas isso lança outra questão interessante. O quão grande pode ser esse grupo específico de pessoas? Será que pode ser tão grande a ponto de se confundir com a própria sociedade de maneira geral? Não seria por exemplo o caso dos aparelhos de televisão ou dos automóveis que à decadas atrás foram os iPods de hoje e que atualmente são aceitas, enxergadas ou admiradas por um grupo tão grande de pessoas que simplesmente podemos dizer que esse grupo pode ser traduzido como "a sociedade"? Seria errado comparar uma classe de produtos como carros e tvs com um produto específico, no caso o iPod, um MP3 Player? Ou podemos exemplificar com um produto específico como os sapatos Hush Puppies, um produto criado nos EUA na década de 50 e que nos anos 90 transcenderam as barreiras de um grupo específico (os rapazes hypadinhos e descolados do East Village e Soho, NY) e se tornaram uma febre de magnitude nacional?
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Comentários
Muito bem colocado, Fabio. Acredito que comparar o iPod com os carros e televisores é muito pertinente, porém no cenário dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a coisa é diferente, já que a Apple é ínfima no país e o iPod é um produto com preço acima do que o brasileiro médio pode pagar.
O que acho interessante é o fato de você poder ter um produto de ego e não ser um gigante. Você nem precisa ser conhecido por uma grande parcela da população. Vendendo ego, seu público pode ser pequeno e seu lucro ser alto. É como Hugh MacLeod e sua Global Microbrands. Particularmente, acho a idéia fascinante. Talvez vender ego seja a premissa para se ter algo do tipo?
"O quão grande pode ser esse grupo específico de pessoas?"
Respondo:
Depende do tamanho do valor (percebido) do seu produto. Eu não ligo para um iPod, porque não sou usuário sequer de um Diskman. E não crescerá como a TV, porque o iPod não é uma nova categoria de produto, é uma extensão do rádio, toca-fitas, diskman e etc. Mp3 players são a bola da vez. O iPod ganha na inovação.
E se o produto for uma lenda? Como no caso de uma ferrari? O valor é maior = Grupo maior de "impressionados".
Os gênios não seriam tão geniais se tivessem uma vida diferente. Van Gogh, talvez não teria feito tantas maravilhas se estivesse ficado rico antes. Garrincha poderia ter sido muito mais se não tivesse se perdido no álcool.
Dependendo do mundo em que vivem, das referências que tomam, os valores mudam. O tamanho do grupo de pessoas? Acredito que pode variar muito. Pode ser aquele grupo de 3 amigos, pode ser a escola, pode ser o trabalho, pode ser a escola e o trabalho.
Já dizia o provérbio popular: "Diga-me com quem andas e te direi quem és."
Postado por: Bruno Kaneoya em outubro 24, 2005 1:41 PM
Esse ponto de vista é uma derivação do valor atribuído ao produto/serviço. Portanto o grupo é do mesmo tamanho do público atingido pela comunicação do produto (seja via mídia de massa ou boca-a-boca) podendo chegar até aos avós de muita gente por aí.
Fabio, sou estudante do 1o. ano de Marketing de Varejo da Fatec-Senac-Pelotas RS, atualmente trabalho em uma empresa de varejo voltada ao segmento financeiro.
Hoje recebi da meu professor de metodologia da pesquisa a tarefa de desenvolver um rascunho de projeto de pesquisa, já pensando em definir com mais precisão meu percurso formativo. Logo pensei em endomarketing, cheguei até iniciar um primeiro estudo, mas logo depois de várias discução com o grupo percebi que não era exatamente o que buscava; Pois que que quero realmente é entedender, poder explicar, justificar, é alertar, enfin poder mostrar o porque nós, pensamos, agimos e cometemos vários atos consciênte e mesmo inconscientimente, seja eles para nos beneficiar ou não, mesmo que na maioria da vezes sejam em beneficio próprio dos quais não admitimos abertamente.
Endendo que isto não é exatamente marketing pessoal, maketing de relacionamento e tão pouco endomarketing.
Hoje 10/11/2005 quase no final da aula veio-me a mente que havia descoberto o que eu queria, e nunca havia ouvido falar nos meus 46 anos, O EGO-MARKETING, o qual rapitamente conceituei como sendo: " Atitude intelectual, positiva ou negativa, consciênte ou supostamente inconsciênte que o individuo pratica e não assume isoladamente e nem no grupo", atitude estas que se negativas as classífico como atos subversivos de marketing, se positiva atos egocentricos de marketing.
Gostaria de sua opinião.
Favor enviar-me sua opinião para o e-mail acima com cópia para silmar.carvalho@ibest.com.br
Por favor envie-me sempre tudo a respeito se possível em portugues, pois não sei nada de ingles.
Abraços
Silmar Carvalho
Pelotas -RS BR
Fone Com 053 xx 3225 0888
Postado por: Silmar S Carvalho em novembro 10, 2005 11:25 PM